"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quarta-feira, 29 de abril de 2020

Você conhece o Espírito Santo?

Você conhece o Espírito Santo
“O Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14.26).

O Espírito Santo é Deus eterno, terceira Pessoa da Trindade Santa.

Foi no poder do Espírito Santo que Jesus Cristo a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus (Hb 9.14). Foi cheio do Espírito Santo que Jesus Cristo pregou o ano aceitável do Senhor (Lc 4.19). 

Confortando seus discípulos o nosso amado Senhor fez uma grandiosa promessa“Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros” (Jo 14.16-18).

A regeneração, o convencimento do pecado, da justiça, do juízo, e a santificação são obras do Espírito Santo. 

A fé que uma vez por todas foi entregue aos santos está firmada nesse conhecimento“O Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14.26).

Há quem defenda que a razão ou a capacidade de pensar e conhecer é a mesma em todos os homens, e a ideia de que um conhecimento só é verdadeiro quando explica racionalmente o que é conhecido. 

Você conhece o Espírito Santo?

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas” (At 1.8).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-8375

segunda-feira, 27 de abril de 2020

“Levados para o que é Perfeito”

“Levados para o que é Perfeito”
Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito” (Hb 6.1).

Historicamente, Jesus Cristo foi um homem com um corpo físico e alma como qualquer outro ser humano. Ele foi notado em suas agonias e imensas dificuldades. Ele foi espancado, lacerado por chicotadas, coroado com espinhos, pregado e morto numa cruz, e sepultado, mas ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia, testemunho dado pelos apóstolos e por mais de quinhentos irmãos (1Co 15.6).  

Sem dúvida, Jesus Cristo ocupa posição de destaque na história da humanidade. Mas, Ele é bem mais que um personagem histórico, Jesus Cristo é o eterno Filho de Deus que a si mesmo se esvaziou assumindo a natureza humana. “Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz” (Fp 2.6-8). “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Cl 1.15).

Jesus de Nazaré, o filho da virgem Maria, é também o “Filho do Altíssimo Deus”. Ele é verdadeiramente Deus e verdadeiramente Homem. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). 

Jesus Cristo, o nosso misericordioso e fiel Sumo Sacerdote ofereceu um sacrifício único, suficiente para satisfazer a justiça de Deus. Ele suportou no corpo e na alma a ira de Deus contra os pecados de todo o gênero humano, de modo que, pelo seu sofrimento, como o único sacrifício expiatório, redimisse o nosso corpo e a nossa alma da maldição eterna, e para nós conseguisse de Deus a graça e a justiça. “Deixemo-nos levar para o que é perfeito” (Hb 6.1). 

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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segunda-feira, 20 de abril de 2020

“Autor e Consumador da Fé”

“Autor e Consumador da Fé”
“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12.2).

Nos evangelhos vemos o Senhor Jesus sendo chicoteado, esbofeteado, coroado com espinhos, escarnecido, rejeitado pelos homens, por sua própria nação e, injustamente condenado ao mais desumano e cruel tipo de morte. No entanto, ali estava o eterno Filho de Deus a quem os incontáveis anjos celestiais se deleitavam em louvor. Ele veio a este mundo para glorificar a Deus Pai, viver de maneira imaculada, dar testemunho da verdade e destruir o poder do mal. Ele andou por toda parte fazendo o bem e pregando o evangelho do reino de Deus (Lc 4.40-42).

Certamente ninguém é mais admirável do que o “Filho do Altíssimo Deus”. O seu amor por nós “excede todo entendimento” (Ef 3.19). Não existe amor terreno com o qual possamos compará-lo e nenhum padrão é capaz de avaliá-lo. O seu amor é inigualável!

Jamais esqueçamos que Cristo Jesus sofreu por causa dos nossos pecados. Foi o Justo sofrendo no lugar de injustos (1Pe 3.18). Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões. Ele foi ferido por causa das nossas iniquidades (Is 53). Ele foi paciente em todas as provações e suportou todas as aflições. Quando ultrajado, não revidou com ultraje; ao ser caluniado, não rebateu com calúnias; ao ser maltratado, não fez ameaças, mas entregou-se Àquele que julga todas as coisas retamente.

Somos exortados pelo escritor da carta aos Hebreus a “olharmos firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. Ele é mais que um exemplo. Ele é o nosso bem mais precioso. Ele é o Autor e Consumador da nossa fé. Ele é o nosso Senhor e Salvador. Ele é Deus, o único digno de toda adoração, honra, glória e louvor.

“Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma” (Hb 12.3).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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terça-feira, 14 de abril de 2020

Conceito Cristão de Liberdade

Conceito Cristão de Liberdade
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou” (Gl 5.1).

O homem em seu estado natural é livre? O cristão é livre? A noção que muitos apresentam ter de liberdade é, na verdade, o conceito de autonomia e independência absolutas. É estar solto para a realização de todos os desejos.

Após a queda, o homem tornou-se um escravo arrastado pelo curso deste mundo, buscando satisfazer a vontade da carne e dos pensamentos, desconsiderando Deus e sua Lei. Morto em seus delitos e pecados, o homem não consegue cumprir o propósito último de sua existência – que é viver para glória de Deus.

Em sua palavra Deus nos diz: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou”. Ser livre significa não ser dominado pelo mundo, pela carne e pelo diabo. Significa libertação do reino das trevas, dos grilhões de Satanás, e da maldição da Lei. Para o cristão, ser livre não está relacionado ao direito de fazer tudo o que se deseja; mas à capacidade de obedecer a Lei de Deus. Para o cristão, ser livre é poder amar a Deus e ao próximo como a si mesmo.

Quão diferente é o conceito cristão do conceito “mundano” de liberdade. No conceito "mundano”, liberdade é isenção de controle, de restrição e de responsabilidade; é viver sem qualquer interferência ou limite. No conceito cristão, liberdade é viver para a glória de Deus.

“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.37-39).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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sábado, 11 de abril de 2020

“A Palavra de Salvação”

“A Palavra de Salvação”
“E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23.42,43).

A segunda Palavra de Cristo na cruz aconteceu em resposta ao pedido de um dos malfeitores que estava ao seu lado agonizando e à beira da morte.

1. Sabemos que não foi coincidência Jesus ser crucificado entre esses malfeitores.

700 anos antes Deus tinha declarado mediante o profeta Isaías que seu Filho deveria ser “contado com os transgressores” (Is 53.12). Nada aconteceu por acaso, e nada ocorre por acidente em um mundo que é governado por Deus. Desde a eternidade Deus havia decretado quando, e onde, e como, e com quem seu único Filho deveria morrer. Tudo sucedeu exatamente como O SOBERANO DEUS havia predeterminado (At 4.28).

O nosso bendito Salvador foi crucificado entre dois ladrões para, dentre diversas razões, demonstrar plenamente as insondáveis riquezas de seu amor e manifestar a sua imensa compaixão ao perdido pecador.

Devemos notar que os dois malfeitores crucificados com Cristo viram e ouviram tudo o que se tornou conhecido durante aquelas fatídicas horas. Ambos eram notoriamente perversos; ambos estavam sofrendo e morrendo, e ambos necessitavam urgentemente de assistência divina. Todavia, um morreu agonizando em seus pecados, morreu como tinha vivido - endurecido e impenitente; ao passo que o outro experimentou um profundo arrependimento do seu pecado, creu em Cristo, recorreu a ele para obter paz, alívio, misericórdia e entrar no Paraíso.

Vemos aqui a soberania de Deus em ação sem destruir a responsabilidade humana. O Evangelho é graciosamente anunciado e o pecador é intimado pelo Espírito Santo ao arrependimento e fé!

Por um lado, vemos a graça Deus triunfando. Deus em sua infinita graça planejou a salvação, proveu a salvação, e assim opera sobre e em seus eleitos sobrepujando a dureza de seus corações, a obstinação de suas vontades, e a inimizade de suas mentes, tornando-os desejosos por receber a salvação em Cristo Jesus. Graça soberana, livre, irresistível!

Por outro lado, vemos que a salvação de um dos malfeitores ocorreu numa hora quando, exteriormente, parecia que Cristo havia perdido o poder para salvar, seja a si mesmo ou a outros. É bem provável que esse foi o primeiro contato desse homem com Jesus e, agora que o via, era um momento de dor e desgraça. Até mesmo aqueles que tinham crido nele foram levados às dúvidas por causa de sua crucificação. E, não obstante a tais obstáculos e dificuldades o ladrão apreendeu a condição de Salvador e o Senhorio de Cristo. Como explicar isso? Sem dúvida houve intervenção divina: o novo nascimento, a conversão, o arrependimento e fé experimentados por este ladrão na cruz foi um tremendo milagre!

2. Vemos aqui a necessidade do arrependimento e da fé.

Não temos nas Escrituras ensino que Deus tenha eleito pessoas para o paraíso sem que estas respondam positivamente ao seu chamado em arrependimento e fé. Arrependimento de pecados e fé em Cristo são elementos que identificam o nascido de Deus, e isso é indispensável à salvação.

“Tu, ó homem, pensas que te livrarás do juízo de Deus? Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Rm 2.3,4).  “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8). “Fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 1.3).

3. Iluminação espiritual e crescimento na graça e no conhecimento Senhor e Salvador.

Percebam o maravilhoso progresso espiritual desse homem naquelas poucas horas, mesmo em circunstâncias tão adversas e terríveis.

Primeiro - a consciência de que há um Deus justo e que vinga o pecado. “Tu nem ao menos temes a Deus?”

Segundo - esse homem viu sua própria pecaminosidade. Ele reconheceu que era um transgressor da lei de Deus. Ele viu que o seu pecado merecia justa punição. (Rm 6.23).

Terceiro, ele testemunhou da impecabilidade Jesus — “este nenhum mal fez”. Deus abriu os olhos desse homem para ver a perfeição de seu Filho, e este homem abriu os seus lábios para dar testemunho da Excelência diante dele. Ele não apenas testemunhou da humanidade impecável de Cristo, mas também confessou a sua Divindade - “lembra-te de mim”. Ele creu em Cristo, como seu Senhor e Salvador. Ele ouviu a oração de Jesus por seus inimigos, “Pai, perdoa-lhes...”. Esta curta palavra tornou-se um sermão de salvação pra ele. E o seu clamor foi: “Senhor, lembra-te de mim”! “Senhor, salva-me”!

Conclusão

“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.

O que torna o céu atraente ao coração daquele que é eficazmente chamado pelo Espírito Santo não é meramente o fato de ser um lugar de libertação de todo pecado, tristeza e dor, ou o lugar do eterno encontro com os santos do Senhor - não, benditas são essas coisas, mas a maior de todas as bênçãos do céu é o próprio Cristo, é estar com Ele, é estar em eterna comunhão com Deus.

“Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra” (Sl 73.25).

Se Cristo dissesse aquele homem apenas “Em verdade te digo que hoje estarás no Paraíso”, isso teria cessado os temores daquele ladrão, mas isso não satisfez ao Salvador. Aquilo sobre o qual seu coração estava firmado era o fato de que naquele mesmo dia uma alma salva por seu precioso sangue deveria estar com Ele no Paraíso! Esse é o clímax da graça e a essência da bênção cristã. Esta deve ser a nossa esperança, a nossa ardente e alegre expectativa: “Estar com Cristo no Paraíso”.

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*The Seven Sayings of the Saviour on the Cross, A.W.Pink.

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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Cristo, o nosso Substituto

Cristo, o nosso Substituto
“Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1Pe 3.18).

Temos nos evangelhos as narrativas em que Cristo Jesus foi preso, levado como malfeitor, conduzido à presença de juízes injustos; sendo insultado e tratado com desprezo. Este foi um momento em que o nosso Salvador experimentou intenso sofrimento (Jo 18.12-14).

Sofrer por quem amamos e, em algum aspecto, são dignos de nossas afeições é um tipo de sofrimento que podemos entender. Submeter-nos passivamente aos maus tratos, quando não temos poder para resistir-lhes, é uma atitude compreensiva. No entanto, ser preso e sofrer voluntariamente, quando temos o poder para impedi-lo, em favor de incrédulos, ímpios, ingratos, que não pediram tal coisa – esta é uma atitude que ultrapassa o entendimento humano. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

Ao meditarmos sobre a paixão e morte de Cristo, jamais nos esqueçamos que isto constitui a glória de seus sofrimentos: Ele foi levado preso e apresentado diante do tribunal de julgamento do sumo sacerdote, não porque era incapaz de impedi-lo, mas porque o Seu coração estava determinado a salvar pecadores, sendo punido no lugar deles. Ele foi voluntariamente preso e condenado, para que fôssemos conduzidos a Deus absolvidos, declarados justos. “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1Pe 3.18). “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5.21).

Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.4,5).

Aleluia!

Pr. José Rodrigues Filho

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