Pastorais
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segunda-feira, 31 de agosto de 2026
domingo, 30 de agosto de 2026
“NADA ACHOU, SENÃO FOLHAS”
“NADA ACHOU, SENÃO FOLHAS”
“No dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome”. E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto” (Mc 11:12-14).
Nos versículos 13 e 14 desta passagem de Marcos, podemos aprender qual o grande perigo envolvido na falta de frutos e na formalidade nas coisas espirituais. Essa foi uma lição que nosso Senhor ensinou por meio de uma notável lição figurativa. Jesus, tendo-se aproximado de uma figueira, à procura de figos, nela “nada achou senão folhas”. Então o Senhor proferiu sobre ela uma solene sentença: Nunca jamais coma alguém fruto de ti!” No dia seguinte, os discípulos “viram que a figueira secara desde a raiz” [v. 20]. Não podemos duvidar, por um momento sequer, que todo esse acontecimento serve de figura das coisas espirituais. Ele é repleto de significado como qualquer outro acontecimento envolvendo o Senhor Jesus.
Entretanto, a
quem essa figueira sem frutos e ressecada tencionava falar? Ela foi um sermão
de tríplice aplicação, um sermão que deveria falar em alto e bom som às
consciências de todos os que se dizem cristãos. Embora ressecada até as raízes,
aquela figueira ainda fala. Havia nela uma voz dirigida à comunidade judaica.
Rica em folhas de formalidade religiosa, porém estéril quanto ao fruto do
Espírito, corria um tremendo perigo, até mesmo na ocasião em que ocorreu esse
ressecamento. Como teria sido bom, para a comunidade judaica, se conseguisse
perceber o perigo! Naquela figueira há uma voz dirigida a todos os ramos da
igreja de Cristo, em todos os séculos e em todos os lugares do mundo. Ali
encontramos uma advertência contra uma vazia profissão de fé cristã,
desacompanhada de doutrinas sãs e de um viver santificado – o que alguns desses
ramos da igreja fariam bem em assentar no coração. Porém, acima de tudo, aquela
figueira ressecada fala a todos os carnais, hipócritas e crentes de falso
coração. Quão bom seria para todos os cristãos que se contentam com o nome de
que vivem, enquanto, na realidade estão mortos, se ao menos quisessem contemplar
os seus rostos refletidos no espelho dessa passagem da Bíblia.
Tenhamos todo
o cuidado para que, individualmente, aprendamos bem a lição ministrada por essa
figueira. Nunca esqueçamos o fato que o batismo em água, o ser membro de uma
igreja local, a participação na Ceia do Senhor ou o uso diligente das
cerimônias e formalidades externas do cristianismo são ineficazes para salvar
as nossas almas. São apenas folhas, meras folhas. E, sem fruto, tal folhagem
servirá somente para aumentar a nossa condenação eterna. Tal como as folhas da
figueira, com as quais Adão e Eva fizeram para si uma vestimenta, essas folhas
não conseguirão ocultar a nudez de nossas almas ante os olhos do Deus que tudo
vê. Temos que produzir fruto ou estaremos perdidos para sempre. Deve haver frutos
em nossos corações e em nossas vidas, o fruto do arrependimento para com Deus,
da fé em nosso Senhor Jesus Cristo e da autêntica santidade. Sem tais frutos,
declarar-se cristão servirá tão somente para afundar as nossas almas no
inferno.
Deus nos
abençoe!
J.C.Ryle (1816-1900).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
“TEVE FOME”
“TEVE FOME”
“No dia
seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome”. E, vendo de longe uma figueira
com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se
dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. Então, lhe disse
Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto” (Mc
11:12-14).
Nesta passagem de Marcos, percebemos uma das muitas provas de que nosso Senhor Jesus Cristo era verdadeiramente homem. Lemos que ele “teve fome”. Jesus possuía uma natureza e uma constituição física igual à nossa, em todos os aspectos, excetuando apenas o pecado. Ele chorava, regozijava-se e sofria dor. Ele cansava e precisava descansar. Ficava com sede e precisa saciar a sua sede. Ele também sentia fome e precisava alimentar-se.
Expressões como
essas deveriam ensinar-nos a grande condescendência de Jesus. Quão admiráveis
são essas expressões, quando refletimos sobre elas! Aquele que é o Pai da Eternidade.
Aquele que criou o mundo e tudo que nele há. Aquele de cujas mãos saíram os
frutos da terra, o peixes do mar, as aves do firmamento e as feras do campo – sim,
Ele permitiu-se padecer fome, quando veio a este mundo, a fim de salvar os
pecadores. Isso é um grande mistério. Bondade e amor desse tipo ultrapassam o
entendimento humano. Não admira, pois, que o apóstolo Paulo tenha se referido
às “insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3.8).
Declarações
como essa deveriam nos ensinar a capacidade que Cristo tem de simpatizar como o
seu povo. Ele conhece, por experiência própria, as tristezas pelas quais eles
passam. Ele pode sentir-se comovido diante das debilidades do crente. Jesus
passou pela experiência de viver em um corpo e de sentir as necessidades
diárias desse corpo. Ele mesmo passou pelos severos sofrimentos a que o corpo
humano está sujeito. Ele provou a dor, a debilidade, a exaustão, a fome e a
sede. Quando nós Lhe falamos sobre essas coisas, em nossas orações, Ele sabe o
que estamos querendo dizer-Lhe, não estranhando as nossas aflições. Por certo,
esse é precisamente o Salvador e Amigo que a pobre, dolorida e sofredora
natureza humana requer!
Deus nos
abençoe!
J.C.Ryle (1816-1900).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
sábado, 29 de agosto de 2026
GRUPO LOGOS - Álbum Especial
GRUPO LOGOS - Álbum Especial
CANÇÕES:
01 - Autor da Minha Fé – Grupo Logos
02 - Caminhos – Grupo Logos
03 - Espinhos – Grupo Logos
04 - Expressão de Louvor – Grupo Logos
05 - Mão no Arado – Grupo Logos
06 - Não Temas – Grupo Logos
07 - Não Tenhas Sobre ti – Josué Rodrigues e Jefferson França
08 - Obreiro Aprovado – Grupo Logos
09 - Portas Abertas – Grupo Logos
10 - Situações – Grupo Logos
11 - Portas Abertas – Grupo Logos
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
“CONVÉM QUE ELE CRESÇA”
“CONVÉM QUE ELE CRESÇA”
“Convém que
ele cresça e que eu diminua” ( Jo 3:30).
João Batista
dá mais um passo, pois tendo anteriormente sido elevado pelo Senhor à mais nobre
dignidade, ele mostra que isso foi por apenas pouco tempo. Mas agora que o Sol
da Justiça [Mt 4.2] entrou em cena, ele tem de deixar-lhe livre o caminho; e,
por isso, não só dispersou e afugentou as fúteis fumaças da honra que lhe era
precipitada e ignorantemente cumulada pelos homens, mas também se mune de
excessivo cuidado para que a verdadeira e legítima honra que o Senhor lhe
concedera de modo algum obscureça a glória de Cristo. Consequentemente, ele nos
diz que a razão pela qual fora até aqui considerado grande profeta era que, por
apenas algum tempo, ele foi posto em tão elevada condição até que Cristo se
manifestasse, a quem ele teria que consagrar seu ofício. Entrementes, ele
declara que muito mais espontaneamente se deixará reduzir a nada, contanto que
Cristo ocupe e encha o mundo inteiro com seus benditos raios e todos
os pastores da Igreja devem imitar tal zelo de João, curvando suas cabeças e
ombros para que Cristo seja exaltado.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
“O QUE TEM A NOIVA É O NOIVO”
“O QUE TEM A NOIVA É O NOIVO”
“O que tem a
noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija
por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim” (Jo 3:29).
Com esta
comparação, João Batista confirma mais plenamente afirmação de que Cristo é o
único que é excluído da estirpe ordinária dos homens, pois, como aquele que se
une a uma esposa não chama e convida seus amigos para as bodas a fim de
prostituir a noiva com eles, nem para renunciar a seus próprios direitos,
permitindo-lhes participar com ele do leito nupcial; senão que, ao contrário,
para que o matrimônio, sendo honrado por eles, se torne ainda mais sagrado.
Assim, Cristo não chama seus ministros para o ofício docente a fim de que,
conquistando a Igreja, reivindiquem domínio sobre ela, mas para que ele faça
uso de seus labores fieis associando-os consigo. A designação de homens sobre a
Igreja é uma distinção grande e sublime, para que representem a pessoa do Filho
de Deus. Portanto, assemelham-se aos amigos
a quem o noivo conduz ao seu lado,
para que o acompanhem na celebração das bodas. Mas devemos atentar bem para
esta distinção, a saber: que os ministros, sendo cônscios de sua posição, não
se apropriem do que pertence exclusivamente ao noivo. A suma equivale a isto: que toda eminência que os mestres porventura
possuam entre si não deve impedir a Cristo de ser o único a governar sua Igreja
nem de governá-la exclusivamente por meio de sua palavra.
Esta
comparação ocorre com frequência na Escritura, quando o Senhor intenta
expressar o sacro vínculo de adoção, por meio do qual ele nos une a si. Pois,
como se oferece para ser realmente desfrutado por nós, para que seja nosso,
assim ele, como razão, exige de nós aquela fidelidade e amor mútuos que a
esposa deve a seu esposo. Esse matrimônio se cumpre inteiramente em Cristo, de cuja carne e ossos somos nós, como
Paulo nos informa [Ef 5.30]. A castidade exigida por ele consiste
primordialmente na obediência ao evangelho, para que não permitamos desviar-nos
de sua perfeita simplicidade, como nos ensina o apóstolo [2Co 11.2,3].
Portanto, devemos estar sujeitos unicamente a Cristo. Ele deve ser nossa única
Cabeça. Não devemos desviar-nos sequer um fio de cabelo da doutrina simples do
evangelho; tão somente ele deve possuir a mais elevada glória, para que retenha
o direito e a autoridade de ser nosso Noivo.
Mas, o que os
ministros devem fazer? Certamente o Filho de Deus os chama para que executem o
seu dever em relação a ele na condução do matrimônio sagrado. Portanto, seu
dever é tudo fazer para que de todas as formas, a esposa – que é confiado a sua responsabilidade – seja apresentada por
eles como virgem casta a seu Esposo,
o que Paulo na passagem supracitada, se gloria de haver feito. Mas os que
arrastam a Igreja após si, e não a Cristo, se fazem culpados de vilmente violar
o matrimônio que deveriam ter honrado. E, quanto maior é a honra que Cristo nos
confere, fazendo-nos guardiãs de sua esposa, tão mais hedionda será nossa falta
de fidelidade, se não nos esforçarmos em manter e defender seu direito.
Pois esta alegria já se cumpriu em mim. Significa que João já alcançou o cumprimento de todos os seus
desejos, e que ele nada mais deseja, ao ver Cristo reinando e os homens
dando-lhe ouvidos como de fato ele merece. Quem quer que tenha afetos tais que,
pondo de lado toda consideração pessoal, exalte a Cristo, sinta-se feliz em ver
Cristo sendo honrado, será fiel e bem sucedo em governar a Igreja. Todo aquele,
porém, que muda o mínimo grau desse propósito será um vil adúltero, e outra
coisa não fará senão corromper a esposa de Cristo.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
“VÓS MESMOS SOIS TESTEMUNHAS”
“VÓS MESMOS SOIS TESTEMUNHAS”
“Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas
fui enviado como seu precursor” (Jo 3:28).
João reprova seus discípulos, dizendo que não deram crédito a suas
afirmações. Ele os advertia com frequência, dizendo que não era o Cristo. E,
por isso, assegurava-lhes que seria um servo do Filho de Deus e lhe seria
sujeito juntamente como os demais. E esta passagem é digna de ponderação, pois,
ao afirmar que não era o Cristo, ele
nada merece para si senão sujeitar-se à cabeça e servir na Igreja como um dentre
os demais, e não para ser tão altamente exaltado a ponto de obscurecer a honra
da Cabeça. Diz ele que fora enviado
antecipadamente com o fim de preparar o caminho para Cristo, como os reis
costumavam enviar arautos como seus precursores.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
“O HOMEM NÃO PODE RECEBER COISA ALGUMA”
“O HOMEM NÃO PODE RECEBER COISA ALGUMA”
“Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe
for dada” (Jo 3:27.
Alguns atribuem essas palavras a Cristo, como se João acusasse os
discípulos de perversa presunção em oposição a Deus, por tudo fazerem com o fim
de privar a Cristo do que o Pai lhe dera. Supunham que o significado era este: “Que
era obra de Deus o fato de que dentro de tão pouco tempo ele havia granjeado
tão grande honra; e, por isso, era em vão que tentassem denegrir aquele a quem
Deus com sua própria mão dera tão elevada posição”. Outros pensam que é uma
exclamação que ele indignamente pronuncia, visto que seus discípulos até então
tinham feito tão pouco progresso. E certamente era excessivamente absurdo que
ainda lutassem por reduzir à posição de homens comuns àquele que, com tanta
frequência ouviam , era o Cristo, o qual não podia erguer-se acima de seus
próprios servos. E, portanto, João poderia, com justiça, ter dito ser inútil
gastar tempo em instruir os homens, porquanto são obtusos e estúpidos, enquanto
não fossem renovados em sua mente.
Antes, porém, concordo com a opinião daqueles que o explicam como uma
aplicação a João, como a asseverar que não estava em seu poder, nem no deles,
de fazê-lo grande, porque a medida de todos nós é sermos aquilo que Deus
pretende que sejamos. Pois até mesmo o Filho de Deus não tomou para si honra
alguma [Hb 5.4], que homem dentre a categoria ordinária se aventuraria a
desejar mais do que aquilo que o Senhor deu? Se esse único pensamento, se
estivesse devidamente impresso nas mentes de todos nós, seria sobejamente
suficiente para refrear a ambição, e a ambição seria corrigida e destruída e a
praga das contendas seria igualmente removida. Como sucede, pois, que cada
pessoa se exalte mais do que lhe é lícito, senão porque não dependemos do
Senhor, de modo a nos sentirmos satisfeitos com a posição que ele nos designou?
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
“E TODOS LHE SAEM AO ENCONTRO”
“E TODOS LHE SAEM AO ENCONTRO”
“E foram ter com João e lhe disseram: Mestre, aquele que estava contigo
além do Jordão, do qual tens dado testemunho, está batizando, e todos lhe saem
ao encontro” (Jo 3:26).
Do qual tens dado testemunho. Com tal argumento empreendem ou
fazer Cristo inferior a João ou mostrar que João, honrando-o, o pusera sob
obrigações, pois reconheciam que João conferira um favor a Cristo, adornando-o
com títulos proeminentes, como se fora o dever de João fazer tal proclamação,
ou melhor, como se não fora a mais elevada dignidade de João ser o arauto do Filho
de Deus. Nada poderia ter sido mais irracional do que fazer Cristo inferior a
João, visto que seu testemunho era sublimemente favorável, pois sabemos qual
foi o testemunho de João. A expressão que usaram – todos lhe saem ao encontro ou vêm a Cristo – é a linguagem de
pessoas invejosas, e procede da ambição pecaminosa, pois temiam que a multidão
imediatamente esquecessem João, seu mestre.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
“UMA CONTENDA COM RESPEITO À PURIFICAÇÃO”
“UMA CONTENDA COM RESPEITO À PURIFICAÇÃO”
“Ora, entre os
discípulos de João e um judeu suscitou-se uma contenda com respeito à
purificação” (João 3:25).
Não sem uma boa
razão, o Evangelho relata que entre os
discípulos de João suscitou-se uma dúvida. Porque, à medida que eram informados
a cerca da doutrina, mais prontos estavam em entrar em discussão, visto que a ignorância
é sempre ousada e presunçosa. Se outros o atacavam, então poderiam
justificar-se. Mas quando eles mesmos, ainda que sem razão, mantinham o fogo da
contenda, provocando voluntariamente os judeus, isso constituía um procedimento
precipitado e tolo.
Ora, as
palavras significam que “foram eles que suscitaram a dúvida”. E não só deveriam
responsabilizar-se por despertar uma questão da qual não tinham conhecimento,
mas também por falarem a respeito precipitadamente e além da medida de seu
conhecimento. Mas o outro erro foi – não menos que o primeiro – que pretendiam
não tanto manter a legitimidade do batismo quanto defender a causa de seu
mestre, para que sua autoridade permanecesse incomunicável. Em ambos os aspectos,
mereceram reprovação, porque, não compreendendo qual era a natureza real do
batismo, expunham a santa ordenança de Deus ao ridículo, e porque, mediante uma
ambição pecaminosa, empreenderam defender a causa de seu mestre contra Cristo.
É evidente,
pois, que ficaram atônitos e confusos com uma única palavra, quando foram
informados de que Cristo também estava
batizando, pois, enquanto sua atenção era direcionada para a pessoa de um
homem e para sua aparência externa, preocupavam-se menos com a doutrina. Somos ensinados,
por seu exemplo, que os equívocos em que os homens caem se devem a um desejo
pecaminoso de agradar a si mesmos antes que movidos por zelo de Deus. E somos
igualmente lembrados que o único objetivo que devemos ter em vista, e por todos
os meios promover, é que tão somente Cristo deve ter a preeminência.
Com respeito à purificação. A
dúvida foi proveniente da purificação,
pois os judeus tinham vários batismos e lavagens ordenados pela Lei, e, não
satisfeitos com aqueles que Deus designara, cuidadosamente observavam muitos
outros que tinham sido introduzidos por seus ancestrais. Quando acham que, além
de tão grande número e variedade de purificações, um novo método de purificação
é introduzido por Cristo e por João, veem-no como um absurdo.
Deus nos
abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).



