“INVOCO O SENHOR, DIGNO DE SER LOUVADO”
“Invoco o SENHOR,
digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos”. (Sl 18.3).
Invocar a Deus,
como vimos em outro lugar, frequentemente compreende seu culto como um todo;
mas quanto ao efeito ou fruto de oração que é particularmente mencionado no que
se segue, esta frase da passagem que ora temos diante de nós, não tenho dúvida
de que significa recorrer a Deus em busca de proteção e solicitar seu livramento.
Tendo Davi dito no segundo versículo que confiava em Deus, ele agora junta isto
como evidência de sua confiança; pois todo aquele que confia em Deus rogará
energicamente por seu auxílio nos transes de extrema necessidade. Ele, pois,
declara que será salvo e será vitorioso sobre todos os seus inimigos, porque
recorrerá ao auxílio divino. Ele chama Deus o SENHOR louvado, não só para
notificar que ele é digno de ser louvado, como quase todos os intérpretes o
explicam, mas também para realçar que, quando ele se achegasse ao trono da
graça, suas orações seriam misturadas com e entretecidas de louvores.
O escopo da
passagem parece requerer que a mesma seja entendida no seguinte sentido: ao
render graças a Deus pelos benefícios que dele recebera em tempos passados, ele
pediria sua assistência com súplicas renovadas. E com certeza ninguém jamais
invocará a Deus em oração, espontânea e francamente, a menos que se anime e se
encoraja ante a lembrança da graça de Deus. Por isso Paulo, em Filipenses 4.6,
exorta os fiéis: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam
vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de
graças”, a deporem seus cuidados, por assim dizer, em seu seio. Todos quantos,
cujas orações não são seguidas dos louvores de Deus, são culpados de bradar e
se queixar contra ele, quando se engajam nesse solene exercício.
Deus nos
abençoe!
João
Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.






