"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sábado, 19 de setembro de 2026

“EU SOU A LUZ DO MUNDO”


“EU SOU A LUZ DO MUNDO”

“De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8:12).

É um belo conhecimento de Cristo quando ele é denominado a luz do mundo, porque, visto que por natureza todos nós somos cegos, um remédio nos é oferecido, pelo qual possamos ser libertos e resgatados das trevas e feitos participantes da genuína luz. Nem é apenas a uma ou outra pessoa que se oferece este benefício, pois Cristo declara que ele é a luz do mundo inteiro. Por meio desta afirmação ele tencionava remover a distinção, não apenas entre judeus e gentios, mas entre o erudito e o ignorante, entre as pessoas de distinção e os plebeus.

Mas devemos primeiramente averiguar que necessidade há para se buscar esta luz, pois os homens jamais se apresentarão a Cristo para serem iluminados, até que saibam que este mundo jaz em trevas e que eles mesmos são totalmente cegos.

Portanto, saibamos que, quando a maneira de se obter esta luz nos remete a Cristo, somos todos condenados por cegueira, tudo quanto consideramos como sendo luz é comparado a trevas e a uma noite muito tenebrosa. Pois Cristo não fala dela como pertencente a ele em comum com outros, mas reivindica como sendo peculiarmente sua. Donde se segue que fora de Cristo não existe uma fagulha de luz genuína. Pode haver certa aparência de luminosidade, porém se assemelha a um relâmpago que apenas ofusca os olhos. Devemos observar ainda que o poder e o ofício de iluminar não se confinam à presença pessoal de Cristo, pois ainda que ele esteja muito afastado de nós no que concerne ao seu corpo, todavia diariamente jorra sua luz sobre nós, através da doutrina do evangelho e pelo poder secreto de seu Espírito. Todavia não teremos uma definição plena desta luz, a menos que aprendamos que somos iluminados pelo evangelho e pelo Espírito de Cristo, para que saibamos que a fonte de todo o conhecimento e sabedoria está oculta nele.

Quem me segue. À doutrina Cristo adiciona uma exortação, a qual ele imediatamente depois confirma por meio de uma promessa. Pois quando aprendemos que todos os que se deixarem governar por Cristo estão fora do perigo de apostatar, devemos sentir-nos impelidos a segui-lo e, deveras, ao estender a sua mão, por assim dizer, ele nos atrai a si. Devemos ainda deixar-nos ser poderosamente afetados por uma promessa tão imensa e magnificente, a saber, que todos quantos dirigem seus olhos para Cristo estão certos de que, mesmo no meio das trevas, serão preservados da apostasia, e que não só por um certo período, mas até que concluam sua trajetória. Pois esse é o significado das palavras usadas no tempo futuro: não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. Tal também é a substância dessa última sentença, na qual a perpetuidade da vida é declarada em termos expressos. Não devemos temer, pois, que ela nos deixe no meio da jornada, porque ela nos conduz inclusive à vida. Emprega-se o genitivo da vida, em concordância com o idioma hebreu, em vez do adjetivo, para denotar o efeito, como se ele houvera dito: a luz geradora de vida. Não precisamos admirar-nos que trevas tão maciças de erros e superstições prevalecem no mundo, onde tão poucos há que mantêm seus olhos fixos em Cristo.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

MARANATHA JESUS MESSIAS

MARANATHA JESUS MESSIAS


MARANATHA JESUS MESSIAS

No princípio era o Verbo
e o Verbo estava com Deus
e o Verbo era Deus
E o Verbo se fez carne.

Pois Deus falou conosco por meio de seu Filho
por quem Ele criou o universo
Ele irradia a glória de Deus
Ele é a sua imagem exata
com sua palavra poderosa, Ele sustenta tudo o que existe
Ele é a imagem do Deus invisível,
o primogênito de toda a criação:
nele todas as coisas foram criadas,
tudo o que há nos céus e na terra,
o visível e o invisível,
principados e governantes, poderes e autoridades;
todas as coisas foram criadas por meio dele e para ele.

Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas existem nele.
Ele é a cabeça do corpo, a igreja.
Ele é a Fonte,
o primogênito dentre os mortos,
para que ele tenha a primazia em tudo.

Pois nele toda a plenitude se agradou em habitar,
e, por meio dele e para ele, reconciliar consigo todas as coisas —
tudo o que há na terra e nos céus —
fazendo a paz pelo seu sangue na cruz.

Aquele que testemunha estas coisas diz:
"Sim, venho em breve."
E nós dizemos: "Amém. Vem, Senhor Jesus."

Vem em breve.
Pois disseste: "Faço novas todas as coisas."

E nós dizemos: Maranata.
Jesus, vem em breve
E faze novas todas as coisas.
Maranata.
Jesus, vem em breve
e faze novas todas as coisas.
Maranata
Maranata
Maranata
Maranata
Maranata

Maranata
Vem, Senhor Jesus
Maranata
Vem, Senhor Jesus
Maranata
Vem, Senhor Jesus
Maranata.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

“O AMOR É HUMILDE”


“O AMOR É HUMILDE”

“O amor “não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente” (1Co 13.4,5).

Nas palavras do texto, podemos observar que o amor cristão é expresso como o oposto não só do comportamento soberbo, mas de uma atitude soberba, ou o orgulho no coração, porquanto o amor “não se ensoberbece”. Eis a doutrina que nos é ensinada, nestas palavras: - 

Que o amor cristão, é humilde.

O que é humildade? A humildade pode ser definida como sendo o hábito da mente e do coração que corresponde à nossa indignidade e vileza em comparação com Deus, ou o senso de nossa própria insignificância aos olhos de Deus, com a disposição para um comportamento correspondente à humildade. Ela consiste em parte no senso ou estima que temos de nós mesmos; e, em parte, na disposição que temos para um comportamento correspondente a este senso ou estima. E o primeiro elemento na humildade é: - 

O senso de nossa própria insignificância comparativa. Digo insignificância comparativa por que a humildade é uma graça peculiar aos seres que são gloriosos e excelentes em todos os seus muitos aspectos. Assim os santos e anjos no céu, suplantam em humildade; e esta é peculiar a eles e adequada neles, ainda que sejam seres puros, impolutos e gloriosos, perfeitos em santidade e excelentes na mente e força. Mas, ainda que sejam assim gloriosos, contudo possuem uma insignificância comparativa diante de Deus, e disto são sensíveis, pois lemos que, aquele diante de quem devemos nos humilhar, contempla as coisas que estão no céu (Sl 113.5,6). Assim o homem Jesus Cristo, que é o mais excelente e glorioso de todas as criaturas, no entanto é manso e humilde de coração, e em humildade suplanta todos os demais seres. A humildade é uma das excelências de Cristo, porque ele é não somente Deus, mas também homem, e, como homem, ele era humilde; pois humildade não é, e não pode ser, um atributo da natureza divina. A natureza de Deus é de fato infinitamente oposta ao orgulho, e contudo a humildade não pode ser, propriamente, um predicado dele; pois, se o fosse, isto implicaria imperfeição, o que é impossível em Deus. Deus, que é infinito em excelência e glória, e infinitamente acima de todas as coisas, não pode ter em si qualquer consciência de insignificância, e portanto não pode ser humilde. Humildade, porém, é uma excelência peculiar a todos os seres inteligentes criados, pois todos eles são infinitamente pequenos e insignificantes diante de Deus, e a maioria é de alguma maneira insignificante e inferior em comparação com alguns de seus semelhantes. Humildade implica compromisso com aquela norma do apóstolo (Rm 12.3), a saber, que não devemos pensar de nós mesmos mais do que convém pensarmos, mas que pensemos de nós mesmos sobriamente, segundo Deus trata de cada um, na medida não só da fé, mas também das demais coisas. E esta humildade, como uma virtude nos homens, implica o senso de sua própria insignificância comparativa, tanto quando compara com Deus, como quando comparada com seus semelhantes.

Jonathan Edwards (1703-1758).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

“EU ESTAVA EMBRUTECIDO E IGNORANTE”


“EU ESTAVA EMBRUTECIDO E IGNORANTE”

“Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram, eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença” (Sl 73:21,22).

O salmista volta novamente à confissão que previamente fizera, reconhecendo que, enquanto sentia seu coração amargurado e suas entranhas espicaçadas por perversa inveja, ele se queixava de Deus de uma maneira impertinente. Esses pensamentos angustiantes eram, por assim dizer, espinhos que o feriam. Já falamos como o salmista foi afetado por essa ferina humilhação do espírito. Encontraremos muitos homens profanos que, embora neguem que o mundo seja governado pela Providência de Deus, todavia isso não os perturba muito, mas simplesmente sorriem para os caprichos da “sorte”. Em contrapartida, os verdadeiros crentes, quanto mais firmemente estejam convencidos de que Deus é o juiz do mundo, mais aflitos se sentem quando o procedimento dele não corresponde aos desejos deles.

EU ESTAVA EMBRUTECIDO E IGNORANTE. O salmista censura a si próprio de forma cortante, como lhe cabia fazer, em primeiro lugar declarando que se tornara insensato; em segundo lugar, ele se culpa de ignorância; e, em terceiro, ele afirma que se assemelhara aos irracionais. Houvera simplesmente reconhecido sua ignorância, poder-se-ia perguntar: Donde procedia tal vício ou mácula de ignorância? Ele, pois, a atribui a sua própria estultícia; e ao expressar mais enfaticamente sua tolice, ele se compara aos animais inferiores. Equivalendo a isto: a inveja perversa de que falara era oriunda da ignorância e erro, e a culpa de haver assim errado devia ser imputada unicamente a si próprio, visto que perdera o bom senso e discernimento, e não de uma forma corriqueira, mas numa extensão tal que se reduzira ao estado de brutal estupidez. O que já afirmamos previamente é a pura verdade, ou, seja, que os homens nunca formulam um reto juízo das obras de Deus; pois quando aplicam suas mentes a avaliá-las, todas suas faculdades falham, tornando-se impróprias para a tarefa; no entanto o salmista, com razão, põe a culpa de tal fracasso em si próprio, porque, havendo perdido o juízo de ser humano, caíra, por assim dizer, na categoria das criaturas irracionais. Sempre que nos sentirmos insatisfeitos com o método da providência divina em governar o mundo, lembremo-nos que tal coisa se deve atribuir à perversidade de nosso entendimento.

ERA COMO UM IRRACIONAL À TUA PRESENÇA. Aqui deve ser tomado, ao modo de comparação; como se o salmista dissesse: Senhor, embora neste mundo tenha eu a aparência de alguém dotado de juízo e razão superiores, contudo, diante de tua sabedoria celestial, tenho me portado como um dos animais inferiores. Devido a esse fato, os homens se deixam ludibriar não tanto por sua própria estultícia, mas por isto: enquanto se entreolham, todos interiormente se mimam. Entre os cegos, cada um acredita possuir um olho; em outros termos, que ele sobressai aos demais; ou, pelo menos, deleita-se com a reflexão de que seus amigos em sentido algum lhe são superiores em sabedoria. Quando, porém, as pessoas vão a Deus, e se comparam a ele, esse erro tão prevalecente, no qual todos bem depressa adormecem, não pode encontrar qualquer guarida.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).

“COMO TÊM SIDO DESTRUÍDOS”


“COMO TÊM SIDO DESTRUÍDOS”

“Como têm sido destruídos, como por um momento! Têm perecido, têm se consumido com terrores.” (Sl 73:19).

A linguagem de espanto com que o salmista se sente impelido serve bem para confirmar o conteúdo do versículo precedente. Uma vez que a consideração da prosperidade dos ímpios induz certo torpor a nossas mentes, aliás, as torna até mesmo estúpidas, portanto sua destruição, sendo súbita e imprevista, tende a despertar-nos mais eficazmente, sendo cada um de nós constrangido a inquirir como é possível suceder um fato como esse, o qual todos os homens jamais poderiam imaginar que se concretizasse. O profeta, pois, fala do mesmo na forma exclamativa, como de algo incrível. Não obstante, ele ao mesmo tempo nos ensina que Deus está diariamente trabalhando de maneira tal que, se pelo menos abríssemos nossos olhos, veríamos a manifestação de coisas que no mínimo excitariam nosso espanto. Sim, mais ainda, se pela fé olhássemos à distância para os juízos de Deus, diariamente chegando mais e mais perto de nós, nada aconteceria que considerássemos por demais estranho ou difícil de se crer; pois a surpresa que sentimos procede da lentidão e displicência com que procedemos na aquisição do conhecimento da divina verdade. Quando se diz: têm se consumido com terrores, pode-se entender a expressão de duas maneiras. Ou significa que Deus troveja sobre eles de uma maneira tão inusitada, que a própria singularidade do fato os abala com consternação; ou que Deus, embora não estenda suas mãos sobre seus inimigos, não obstante os precipita em consternação e os reduz a nada, tão-somente pelo terror de seu sopro, exatamente no momento em que são surpreendidos desprezando todos os perigos, como se estivessem em perfeita segurança e fazendo um pacto com a morte. Daí virmos antes Davi introduzindo-os a estimular-se em sua obstinação com essa linguagem ostensiva: “Quem é SENHOR sobre nós?” [SI 12.4], Sou mais inclinado a adotar o primeiro sentido; e a razão que me leva a fazer isso é que, quando Deus percebe que somos por demais lentos na avaliação de seus juízos, então ele inflige sobre os ímpios juízos de um gênero mui severo, e os persegue com espantosa manifestação de sua ira, como se provocasse tremores na terra, a fim de, com isso, corrigir a obtusidade de nossa percepção.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).

“LUGARES ESCORREGADIOS”


“LUGARES ESCORREGADIOS”

“Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os precipitarás na destruição” (Sl 73:18).

O salmista, passando em revista seus conflitos, começa, se pudermos usar tal expressão, sentindo-se um novo homem; e fala com mente tranquila, sendo, por assim dizer, elevado a uma torre de vigia, donde obtém uma clara e distinta visão das coisas que antes lhe eram ocultas. A resolução do profeta Habacuque era de assumir tal posição, e, por seu exemplo, ele nos prescreve isso como um antídoto em meio às tribulações - “Pôr-me-ei em minha guarda”, diz ele, “e pôr-me-ei sobre a torre” (Hc 2.1). O salmista, pois, mostra quanta vantagem se pode derivar do acesso a Deus. Agora vejo, diz ele, como procedes em tua providência; pois, embora os ímpios continuem estáveis por um breve tempo, contudo estão, por assim dizer, empoleirados em lugares escorregadios, a fim de caírem antes que sejam precipitados na destruição. Ambos os verbos deste versículo estão no pretérito; mas o primeiro, os puseste em lugares escorregadios, deve ser entendido no tempo presente, como se houvesse dito: Deus, por um breve período, os põe em lugares altos, e, quando caem, sua queda pode ser extremamente pesada. É verdade que essa parece ser a porção tanto dos justos quanto dos ímpios; pois tudo neste mundo é escorregadio, incerto e mutável. Visto, porém, que os crentes dependem do céu, ou, melhor, visto que o poder de Deus é o fundamento sobre o qual descansam, não se afirma deles que são postos em lugares escorregadios, não obstante a fragilidade e incerteza que caracterizam sua condição neste mundo. Que embora tremam ou mesmo caiam, o Senhor tem sua mão sob eles para sustê-los e fortalecê-los quando tremerem, e erguê-los quando estiverem prostrados. A incerteza da condição dos ímpios, ou, como ele aqui o expressa, sua condição escorregadia, procede disto: que eles sentem prazer em contemplar seu próprio poder e grandeza, e se admiram por essa conta, tal como uma pessoa que teria de caminhar ociosamente sobre o gelo; e assim, por sua enfatuada presunção, se preparam para cair de ponta cabeça. Não devemos delinear em nossa imaginação a roda da "sorte", a qual, quando gira, enreda todas as coisas em total confusão; devemos, porém, admitir a verdade em relação à qual o profeta aqui chama a atenção, e a qual ele nos diz se faz conhecida de todos os santos no santuário, ou, seja, que há uma secreta e divina providência que administra todas as atividades do mundo.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

KONING VAN DE KERK – REI DA IGREJA

KONING VAN DE KERK – REI DA IGREJA

"Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Fp 2:9-11).


KONING VAN DE KERK

Nós nos rendemos a Jesus
Rei da Igreja
Senhor de todo o nosso coração
Jesus!
Toda honra a Jesus
Rei da Igreja
Senhor de todo o nosso coração.

EÉN HEER - UM SÓ SENHOR

EÉN HEER - UM SÓ SENHOR

"Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas" (1Co 8.6).

EÉN HEER

Um só SENHOR
Um só Nome
Um só Deus que está acima de tudo.
Um só Espírito
Um só Filho
Um só Deus que reina acima de tudo.


terça-feira, 8 de setembro de 2026

“O SENHOR ME CASTIGOU SEVERAMENTE”


“O SENHOR ME CASTIGOU SEVERAMENTE”

“O SENHOR me castigou severamente, mas não me entregou à morte” (Sl 118:18).

Nestas palavras, o salmista Davi declara que seus inimigos o atacaram injustamente, que foram usados por Deus para corrigi-lo, que esta foi uma disciplina paterna, não infligindo Deus uma ferida mortal, e sim corrigindo-o em justa medida e em misericórdia. É como se ele antecipasse as decisões com as quais homens perversos o pressionavam seriamente, como se todos os males que suportara fossem evidências de ser ele abandonado por Deus. Ele aplica de modo bem diferente essas calúnias lançadas sobre ele pelos réprobos, declarando que a sua disciplina era suave e paterna. O elemento principal na adversidade é saber que somos humilhados pela mão de Deus e que esta é a maneira que Ele usa para provar nosso compromisso de fidelidade, erguer-nos de nosso entorpecimento, crucificar o velho homem, purgar-nos de nossa impureza, trazer-nos em submissão e sujeição a Deus e impelir-nos à meditação sobre a vida celestial.

Se estas coisas forem relembradas por nós, não haverá nenhum de nós que não estremecerá ante o pensamento de irritar-se contra Deus; e que, pelo contrário, não nutrirá submissão a Ele com espírito dócil e humilde. A nossa atitude de mostrar impaciência e de avançar precipitadamente, por certo, procede da maioria dos homens que não veem suas aflições como varas de Deus e de outros que não desfrutam do cuidado paternal de Deus. A última cláusula do versículo merece atenção especial: Deus sempre trata com misericórdia seu povo peculiar, de modo que as disciplinas da parte de Deus comprova a cura deles. Não que o cuidado paterno de Deus seja sempre visível, mas no fim Ele mostrará que suas disciplinas, longe de serem fatais, servem como um remédio, que, embora produza debilidade temporária, nos livra de nossa doença e nos torna saudáveis e vigorosos.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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“NÃO MORREREI; ANTES, VIVEREI”


“NÃO MORREREI; ANTES, VIVEREI”

“Não morrerei; antes, viverei e contarei as obras do SENHOR” (Sl 118:17).

O salmista Davi fala como alguém que emerge da sepultura. A mesma pessoa que diz eu não morrerei reconhece que foi resgatada da morte, da qual se achava tão próximo, como alguém condenado a ela. Durante vários anos, ele passara sua vida em perigo iminente, exposto a mil mortes a todo momento; e, logo que era libertado de uma, se via diante de outra. Assim, ele declara que não morreria, porque recobrava a vida, cuja esperança ele abandonara inteiramente. Nós, que temos a vida oculta com Cristo, em Deus, devemos meditar sobre este cântico todos os dias [Cl 3.3]. Se desfrutamos ocasionalmente de algum alívio, somos obrigados a unir-nos a Davi, dizendo que, quando estávamos cercados de morte, fomos ressurgidos para novidade de vida. Portanto, devemos perseverar constantemente em meio às trevas. Como nossa segurança jaz na esperança, é impossível que ela nos seja muito visível. Na segunda parte do versículo, Davi realça o uso correto da vida. Deus não prolonga a vida de seu povo para que tenham grande prazer em comida e bebida, com sono e deleite, desfrutando de toda bênção temporal, e sim para que Ele seja glorificado por seus benefícios com os quais, diariamente, abençoa seu povo.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).