"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sábado, 28 de julho de 2018

“O Décimo Mandamento”

“O Décimo Mandamento
Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êx 20.17).

Teor e Aplicação do Mandamento

O propósito deste mandamento é: visto que Deus quer que a alma toda seja possuída do afeto do amor, de nossas disposições se deve alijar todo desejo contrário à caridade. Portanto, a síntese será que não se nos insinue qualquer pensamento que nos mova o espírito com uma concupiscência danosa e tendente ao detrimento de outrem. A que corresponde o preceito oposto, que tudo quanto concebemos, deliberamos, queremos, intentamos, seja isto associado com o bem e proveito do próximo. Aqui, porém, segundo parece, surge-nos grande e perplexiva dificuldade. Ora, se com verdade dissemos anteriormente que sob os termos fornicação furto se coibiam o desejo de fornicar e a intenção de prejudicar e enganar, pode parecer ter sido supérfluo que depois se nos proibisse, em separado, a cobiça dos bens alheios. No entanto, facilmente nos desatará este nó ante a distinção entre intenção cobiçaPorque, a intenção, como já falamos sobre os mandamentos anteriores, é o consenso deliberado da vontade, quando a concupiscência subjugou a mente; cobiça pode existir aquém de tal deliberação e assentimento, quando a mente é apenas espicaçada e titilada de objetos vãos e pervertidos. Portanto, da mesma forma que até aqui o Senhor ordenou que a norma da caridade presida a nossas vontades, a nossos esforços, a nossas ações, assim agora ordena sejam conduzidos à mesma norma os pensamentos de nossa mente, para que não haja nenhum pensamento corrupto e pervertido, que incite a mente em outra direção. Da mesma forma que proibiu que a mente fosse inclinada e induzida à ira, ao ódio, à fornicação, à rapina, à mentira, assim proíbe agora que ela seja sequer incitada a essas transgressões. (João Calvino, 1509-1564).

*Aula em Escola Bíblica Dominical - IPSilva Jardim/Curitiba, no dia 22/07/2018.

*As Institutas de João Calvino, Vol 2. Cap.VIII.

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

quarta-feira, 25 de julho de 2018

“O Nono Mandamento”

O Nono Mandamento”
“Não serás testemunha falsa contra o teu próximo” (Êx 20.16).

Teor e Aplicação do Mandamento

Seu propósito: visto que Deus, que é a verdade, abomina a mentira, entre nós se deve cultivar a verdade sem dissimulação. Portanto, a suma é esta: que não prejudiquemos o nome de alguém ou com calúnias e incriminações falsas, ou mentindo façamos dano a seu patrimônio; enfim, não façamos mal a quem quer que seja, pelo desenfreamento da maledicência e da mordacidade. A esta proibição está ligada a injunção a que prestemos a cada um, até onde for viável, fiel assistência na afirmação da verdade, para que se proteja a integridade tanto de seu nome, quanto de suas coisas. É como se o Senhor quisesse expressar o sentido de seu mandamento nestas palavras: “Não darás guarida a palavra mentirosa, nem unirás tua mão para que, com o ímpio, pronuncies falso testemunho” (Êx 23.1). De igual modo: “Distanciar-te-ás da falsidade” (Êx 23.7). Em outro lugar, também, nos adverte contra a mentira não só neste aspecto, dizendo que não sejamos detratores e difamadores no meio do povo (Lv 19.16), mas nem mesmo engane alguém a seu irmão (Lv 19.11), pois acautela contra um e outro em mandamentos específicos. Com efeito, não há dúvida de que, como nos mandamentos precedentes Deus reprimiu a maldade, a impudência, a avareza, assim aqui reprime a falsidade, da qual são duas as facetas, as quais já assinalamos anteriormente. Pois, ou ofendemos a reputação do próximo pela malignidade e pela perversidade de difamar, ou, mentindo, às vezes até injuriando, o privamos dos proventos. [...] Ora, se mais precioso do que quaisquer tesouros é o bom nome (Pv 22.1), com detrimento nada menor é um homem despojado da integridade do nome do que de suas riquezas. Mas, ao pilhar-se-lhe o patrimônio, por vezes não se alcança menos pelo falso testemunho do que pela rapacidade das mãos. (João Calvino, 1509-1564).

*Aula em Escola Bíblica Dominical - IPSilva Jardim/Curitiba, no dia 22/07/2018.

*As Institutas de João Calvino, Vol 2. Cap.VIII.

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

quarta-feira, 11 de julho de 2018

"O Justo e o Perverso"


"O Justo e o Perverso"

“Deus julgará o justo e o perverso” (Ec 3.17). 

É mediante a fé que aceitamos os inefáveis mistérios de Deus e temos confirmada a sua verdade; o que não significa não seja necessário pôr a serviço dessa fé os meios de investigação que temos recebido do próprio Deus. O sábio rei Salomão, escreveu: “Vi ainda debaixo do sol que no lugar do juízo reinava a maldade e no lugar da justiça, maldade ainda. Então, disse comigo: Deus julgará o justo e o perverso” (Ec 3.16,17). 

Estamos vendo diariamente uma acelerada desarmonia na natureza evidenciada por catástrofes, tragédias, e a ativa participação do ser humano neste universo de desventuras, calamidades e injustiças. Como compreender tudo isso? 

Considere a reflexão do sábio Salomão: “Disse ainda comigo: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove, e eles vejam que são em si mesmos como os animais” (Ec 3.18). Os homens sem Cristo agem como brutos sem razão, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus, atraindo para si justa punição. Entregues a uma disposição mental reprovável ficam presos às suas paixões infames (Rm 1.24,26,28). Consequentemente, o mal se alastra e as dúvidas surgem até mesmo sobre Deus: Deus é Soberano e Justo? 

Cremos que Deus é Soberano e Justo! Ele é glorificado ao aplicar livre e soberanamente a sua justiça. O Juízo Final dará respostas às suspeitas de que Deus não está se importando com este mundo. Jesus Cristo, o Justo Juiz voltará e todas as pessoas de todos os tempos estarão diante dEle para o Julgamento Final (Ap 20.11-15). Neste Dia veremos definitivamente a diferença entre o justo e o perverso. 

“Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12.14). 

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR
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(41)3242-8375

sábado, 7 de julho de 2018

O Valor do Caráter

O Valor do Caráter
“Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver” (Hb 13.7).

O que faz um homem digno de ser seguido? Certamente alguns são líderes somente por título ou posição. Mas, o tipo de homem que inspira outros a segui-lo, é um homem de virtude ou caráter. Dwigth Eisenhower, ex-general e ex-presidente dos Estados Unidos, certa vez disse: “Para ser líder, um homem deve ter seguidores. E, para ter seguidores, este homem precisa obter a confiança deles. Portanto, a suprema qualidade de um líder é a integridade inquestionável. Sem isso, não há possibilidade de nenhum sucesso real... Se os companheiros acharem-no culpável de falsidade, se o acharem carente de integridade, ele falhará. Seus ensinamentos e ações precisam concordar entre si. Por conseguinte, a primeira grande necessidade de um líder é integridade e excelente determinação”. A despeito do fato de que muitos líderes procuram menosprezar a importância do caráter na “vida particular” de uma pessoa, certamente aquilo que um homem é em sua privacidade afeta profundamente sua vida pública. Se um homem prova sua integridade em cumprir obrigações básicas para com sua esposa e filhos, ele provavelmente será confiável nos outros compromissos da vida. 

Pr. John Crotts
*Pastor da Igreja Faith Bible, em Sharpsburg (Geórgia), desde 1995. Formou-se na Liberty University em 1990 e fez seminário no Master’s Seminary, em Los Angeles. Trabalhou como membro conselheiro da organização FIRE (The Fellowship of Independent Reformed Evangelicals), é o autor do livro “Homens Fortes” - Um Guia Básico Para a Liderança Familiar, publicado pela Editora Fiel.

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terça-feira, 3 de julho de 2018

Luz ou Trevas?

Luz ou Trevas?
“Ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em lugar escondido, nem debaixo do alqueire, mas no velador, a fim de que os que entram vejam a luz” (Lc 11.33).

Amados irmãos, na “Parábola da Candeia” o nosso Senhor Jesus disse que “ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo de uma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz” (Lc 8.16). A Palavra de Deus é “lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho” (Sl 119.105). Sabemos que não é suficiente ouvir e admirar a instrução bíblica. Precisamos recebê-la em nossos corações e praticá-la. Se isso não acontecer, não haverá benefício algum, pode até tornar-se algo muito perigoso. Pois, tanto a rejeição como não dar o devido valor à luz recebida serão motivos de maior rigor no Juízo Final (Mt 10.14,15;11.21,22). Os cristãos têm a responsabilidade de refletir a luz que receberam dos altos céus. Que fique conhecida a verdade que glorifica a Deus. “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.14-16). O verdadeiro cristão tem mente e coração de Cristo; ele deseja que o seu semelhante também seja salvo, não importando a raça, nação ou classe social. “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.3,4). Que o nosso testemunho seja saudável, porque ter luz e não refleti-la é, sem dúvida, um grave pecado. “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). “Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas” (Lc 11.35). Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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