"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

A Onisciência de Deus (2)

A Onisciência de Deus (2)
“...quanto às coisas que vos surgem à mente, eu as conheço” (Ez 11.5).

Quão solene é este fato: nada se pode esconder de Deus! “...quanto às coisas que vos surgem à mente, eu as conheço” (Ez 11.5). Embora sendo Ele invisível para nós, não o somos para Ele. Nem as trevas da noite, nem as mais espessas cortinas, nem o calabouço mais profundo podem ocultar o pecador dos olhos do Onisciente. As árvores do jardim não puderam ocultar os nossos primeiros pais. Nenhum olho humano viu Caim assassinar seu irmão, mas o seu Criador testemunhou o crime. Sara pôde rir zombeteira, oculta em sua tenda, mas foi ouvida pelo SENHOR. Acã roubou uma cunha de ouro e a escondeu cuidadosamente no solo, mas Deus a trouxe à luz. Davi escondeu a sua iniquidade a duras penas, mas pouco depois o Deus que tudo vê enviou-lhe um dos Seus servos para dizer-lhe: “Tu és o homem!” E tanto ao escritor como ao leitor se diz: “Eis que pecastes contra o SENHOR; e sabei que o vosso pecado vos há de achar” (Nm 32.23).

Os homens despojariam a Deidade da Sua onisciência, se pudessem — prova de que “...o pendor da carne é inimizade contra Deus...” (Rm 8.7). Os ímpios odeiam esta perfeição divina com a mesma naturalidade com que são compelidos a reconhecê-la. Gostariam que não houvesse nenhuma Testemunha dos seus pecados, nenhum Examinador dos seus corações, nenhum Juiz dos seus feitos. Procuram banir tal Deus dos seus pensamentos: “Não dizem no seu coração que eu me lembro de toda a sua maldade; agora, pois, os seus próprios feitos os cercam; acham-se diante da minha face” (Os 7.2). Como é solene o Salmo 90.8! Boa razão tem todo o que rejeita a Cristo para tremer diante destas palavras: “Diante de ti puseste as nossas iniquidades e, sob a luz do teu rosto, os nossos pecados ocultos”.

Mas a onisciência de Deus é uma verdade cheia de consolação para o crente. Em tempos de aflição, ele diz com Jó: “Mas ele sabe o meu caminho...” (Jó 23.10). Pode ser profundamente misterioso para mim, inteiramente incompreensível para os meus amigos, mas “Ele sabe”! Em tempos de fadiga e fraqueza, os crentes podem assegurar-se de que Deus “conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó” (Sl 103.14). Em tempos de dúvida e vacilação, eles apelam para este atributo, dizendo: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23-24). Em tempos de triste fracasso, quando os nossos corações foram traídos por nossos atos; quando os nossos feitos repudiaram a nossa devoção, e nos é feita a penetrante pergunta, “Amas-me?”, dizemos, como o fez Pedro: “...Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo...” (Jo 21.17). Deus nos abençoe! 

A.W.Pink (1886-1952)

*Os Atributos de Deus, Editora PES

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

A Onisciência de Deus (1)

A Onisciência de Deus (1)
Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir” (Sl 139.6).

Deus é onisciente. Ele sabe todas as coisas — todas as coisas possíveis, todas as coisas reais, todos os eventos, conhece todas as criaturas, todo o passado, presente e futuro. Conhece perfeitamente todos os pormenores da vida de todos os seres que há no céu, na terra e no inferno. “Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz” (Dn 2.22). Nada escapa à Sua atenção, nada pode ser escondido dEle, não há nada que Ele esqueça! Bem podemos dizer com o salmista: “Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir” (Sl 139.6). Seu conhecimento é perfeito. Ele jamais erra, nem muda, nem passa por alto coisa alguma. “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.13). Sim, tal é o Deus a quem temos de prestar contas!

SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda” (Sl 139.2-4). Que maravilhoso Ser é o Deus das Escrituras! Cada um dos Seus gloriosos atributos deveria torná-lo honorável à nossa apreciação. A compreensão da Sua onisciência deveria inclinai-nos diante dEle em adoração. Contudo, quão pouco meditamos nesta perfeição divina! Será por que o só pensar nela nos enche de inquietação? 


A onisciência de Deus é uma verdade cheia de consolação para o crente. Em tempos de aflição, ele diz com Jó: “Mas ele sabe o meu caminho...” (Jó 23.10). Pode ser profundamente misterioso para mim, inteiramente incompreensível para os meus amigos, mas “Ele sabe”! Em tempos de fadiga e fraqueza, os crentes podem assegurar-se de que Deus “conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó” (Sl 103.14). Em tempos de dúvida e vacilação, eles apelam para este atributo, dizendo: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23-24). Em tempos de triste fracasso, quando os nossos corações foram traídos por nossos atos; quando os nossos feitos repudiaram a nossa devoção, e nos é feita a penetrante pergunta, “Amas-me?”, dizemos, como o fez Pedro: “...Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo...” (Jo 21.17). Deus nos abençoe!

A.W.Pink (1886-1952)


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A Bondade de Deus

A Bondade de Deus
“Tu és bom, e fazes o bem...” (Salmo 119.68).

“... Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1Jo 1.5). Há uma tão absoluta perfeição na natureza e no ser de Deus que nada Lhe falta, nada nEle é defeituoso, e nada se Lhe pode acrescentar para melhorá-Lo. “Ele é essencialmente bom, bom em Si próprio, o que nada mais é; pois todas as criaturas só são boas pela participação e comunicação da parte de Deus. Ele é essencialmente bom; não somente bom, mas é a própria bondade: na criatura, a bondade é uma qualidade acrescentada; em Deus, é Sua essência. Ele é infinitamente bom; na criatura a bondade é uma gota apenas, mas em Deus há um oceano infinito ou um infinito ajuntamento de bondade. Ele é eterna e imutavelmente bom, porquanto Ele não pode ser menos bom do que é; como não se pode fazer nenhum acréscimo a Ele, assim também não se Lhe pode fazer nenhuma subtração” (Thomas Manton). Deus é summum bonum, o Sumo Bem.

Deus não é somente o maior de todos os seres, mas o melhor. Toda a bondade existente em qualquer criatura foi-lhe infundida pelo Criador, mas a bondade de Deus não é derivada, pois é a essência da Sua natureza eterna. Como Deus é infinito em poder desde toda a eternidade, desde antes de ter havido alguma demonstração desse poder, ou antes de ter sido executado algum ato de onipotência, assim Ele era eternamente bom, antes de haver qualquer comunicação da Sua generosidade, ou antes de haver qualquer criatura à qual essa generosidade pudesse ser infundida ou exercida. Portanto, a primeira manifestação desta perfeição divina consistiu em dar existência a todas as coisas. “Tu és bom, e fazes o bem...” (Sl 119.68). Deus tem em Si mesmo um infinito e inexaurível tesouro de todas as bênçãos, capaz de encher todas as coisas. “Em ti esperam os olhos de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. Abres a mão e satisfazes de benevolência a todo vivente” (Sl 145.15-16). Aleluia! 

A.W.Pink (1886-1952)

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A Fidelidade de Deus (3)

A Fidelidade de Deus (3)
Bem sei, ó SENHOR, que os teus juízos são justos e que com fidelidade me afligiste” (Sl 119.75).

Deus é fiel na disciplina ministrada ao Seu povo. Ele não é menos fiel naquilo que retira, do que naquilo que dá. É fiel quando envia tristeza como quando outorga alegria. A fidelidade de Deus é uma verdade que devemos confessar não somente quando a tranquilidade nos bafeja, mas também quando nos afligirmos sob o castigo mais áspero. Tampouco esta confissão deve ser apenas de boca, mas também de coração. Quando Deus nos fere com a vara da punição, é a fidelidade que a maneja. Reconhecer isso significa que nos humilhamos diante dEle, confessamos que merecemos totalmente a Sua correção e, em vez de murmurar, damos-Lhe graças por isso. Deus nunca nos aflige sem algum motivo: “Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes...” (1Co 11.30), ilustra este princípio. Quando a Sua vara cair sobre nós, digamos com Daniel: “A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha...” (Dn 9.7).

Bem sei, ó SENHOR, que os teus juízos são justos e que com fidelidade me afligiste” (Sl 119.75). Problemas e aflições não são apenas coerentes com o amor de Deus empenhado na aliança eterna, mas são partes da sua administração. Deus é fiel não só quando afasta as aflições, mas também é fiel quando no-las envia. “Então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniquidade. Mas jamais retirarei dele a minha bondade, nem desmentirei a minha fidelidade” (Sl 89.32-33). O castigo não é apenas conciliável com a benignidade amorosa de Deus, mas também é seu efeito e expressão. A mente dos servos de Deus se tranquilizaria muito se eles se lembrassem de que a aliança de Deus O obriga a aplicar-lhes correção oportuna. As aflições são-nos necessárias: “...estando eles angustiados, cedo me buscarão” (Os 5.15). Amém!

A.W.Pink (1886-1952)

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A Fidelidade de Deus (2)

A Fidelidade de Deus (2)
“Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel” (Hb 10.23).

Deus é verdadeiro. Sua Palavra de promessa é certa. Em todas as Suas relações com o Seu povo, Deus é fiel. Pode-se confiar nEle, com segurança. Nunca houve alguém que tivesse confiado nEle em vão. Vemos esta preciosa verdade expressa em quase toda parte nas Escrituras, pois o Seu povo precisa saber que a fidelidade é uma parte essencial do caráter divino. Esta é a base da nossa confiança nEle. Mas, uma coisa é aceitar a fidelidade de Deus como uma verdade divina, e outra coisa, muito diferente, é agir com base nisso. Deus "nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas", mas nós contamos realmente com o seu cumprimento por Deus? Esperamos de fato que Ele vai fazer por nós tudo que disse que fará? Descansamos com implícita segurança nestas palavras: “...quem fez a promessa é fiel” (Hb 10.23)?

Há ocasiões na vida de todos em que não é fácil, nem mesmo para os cristãos, crer que Deus é fiel. Nossa fé é provada dolorosamente, nossos olhos ficam toldados pelas lágrimas, e não conseguimos mais encontrar o rumo dos baluartes do Seu amor. Os nossos ouvidos se distraem com os ruídos do mundo, arruinados pelos sussurros ateísticos de Satanás e não conseguimos mais ouvir a doce entonação da voz mansa e delicada do Senhor. Sonhos alimentados foram frustrados, amigos em quem confiávamos falharam conosco, um falso irmão ou irmã em Cristo nos traiu. Vacilamos. Procuramos ser fiéis a Deus, e agora uma trevosa nuvem O esconde de nós. Achamos difícil, impossível mesmo, à razão carnal harmonizar a Sua sombria providência com as promessas da Sua graça, Ah, alma titubeante, companheiro de peregrinação provado com tanto rigor, procure graça para ouvir Isaías 50.10: “Quem há entre vós que tema ao SENHOR e que ouça a voz do seu Servo? Aquele que andou em trevas, sem nenhuma luz, confie em o nome do SENHOR e se firme sobre o seu Deus”.

Quando você for tentado a duvidar da fidelidade de Deus, brade: “Para trás de mim, Satanás”. Ainda que você não possa harmonizar os misteriosos procedimentos de Deus com as Suas declarações de amor, confie nEIe e aguarde mais luz. Na hora dEIe, certa e boa, Ele fará com que você o veja com clareza, “...O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois” (Jo 13.7). A sequência dos fatos demonstrará que Deus não abandonou nem enganou Seu filho. “Por isso, o SENHOR espera, para ter misericórdia de vós, e se detém, para se compadecer de vós, porque o SENHOR é Deus de justiça; bem-aventurados todos os que nele esperam” (Is 30.18).

Não julgues o Senhor por tua mente,
porém, confia nEIe por Sua graça.
Por trás de uma severa providência
Ele oculta um semblante sorridente.
Animai-vos, ó santos temerosos!
As nuvens que temíveis vos parecem,
ricas são de mercês,
e irromperão em bênçãos derramadas sobre vós.

“Os teus testemunhos, tu os impuseste com retidão e com suma fidelidade” (Sl 119.138). Deus não nos falou apenas o melhor, mas também não retirou o pior. Ele descreveu fielmente a ruína efetuada pela Queda. Ele diagnosticou fielmente o terrível estado produzido pelo pecado. Fielmente fez conhecido o Seu inveterado ódio ao mal, e que é preciso que Ele o puna. Advertiu-nos fielmente de que Ele é "fogo consumidor" (Hb 12.29). Sua Palavra não contém somente numerosas ilustrações de Sua fidelidade no cumprimento de Suas promessas, mas também registra numerosos exemplos de Sua fidelidade em fazer valer as Suas ameaças. Cada estágio da história de Israel exemplifica esse fato solene. Foi assim com indivíduos: Faraó, Coré, Acã e uma multidão de outros mais, são outras tantas provas. E será assim com você, meu leitor, a menos que você tenha buscado ou busque refúgio em Cristo, as chamas eternas do Lago de Fogo serão a tua porção certa e segura. Deus é fiel.

A.W.Pink (1886-1952)

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

A Fidelidade de Deus (1)

A Fidelidade de Deus (1)
“Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos” (Dt 7.9).

A infidelidade é um dos pecados mais proeminente nestes maus dias. Com raríssimas exceções, a palavra de um homem não é mais a sua fiança, nos negócios deste mundo. No mundo social, a infidelidade conjugal ocorre por todo lado, sendo que os laços matrimoniais são desfeitos com a mesma facilidade com que uma roupa velha é rejeitada. Na esfera eclesiástica, milhares que se comprometeram solenemente a pregar a verdade, sem nenhum escrúpulo a negam e a atacam. Nem o autor, como tampouco o leitor, podem arrogar-se completa imunidade deste pecado terrível: de quantas maneiras temos sido infiéis a Cristo, e à luz e aos privilégios que Deus nos confiou! Como é animador então, que indizível bênção é erguer os olhos acima desta ruinosa cena e contemplar Aquele que, só Ele, é fiel, fiel em tudo, fiel o tempo todo.

“Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus é Deus, o Deus fiel...” (Dt 7.9). Esta qualidade é essencial ao Seu ser; sem ela Ele não seria Deus. Pois, ser Deus infiel seria agir contrariamente à Sua natureza, o que é impossível. “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2 Tm 2.13). A fidelidade ê uma das gloriosas perfeições do Seu ser. É como se Ele estivesse vestido com esta perfeição: “Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, quem é forte como tu, SENHOR, com a tua fidelidade ao redor de ti?!” (Sl 89.8). Assim também, quando Deus Se encarnou, foi dito: “E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade, o cinto dos seus rins” (Is 11.5).

Que palavra, a do Salmo 36.5 — “A tua benignidade, SENHOR, chega até aos céus, até as nuvens, a tua fidelidade”. Muito acima de toda compreensão finita está a imutável fidelidade de Deus. Tudo que há acerca de Deus é grande, vasto, incomparável. Ele nunca esquece, nunca falha, nunca vacila, nunca deixa de cumprir a Sua palavra. O Senhor Se mantém estritamente apegado a cada declaração de promessa ou profecia, faz valer cada compromisso de aliança ou de ameaça, pois “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo prometido, não o fará? Ou tendo falado, não o cumprirá?” (Nm 23.19). Daí o crente exclama: “...as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade” (Lm 3.22-23). Aleluia!

A.W.Pink (1886-1952)

*Os Atributos de Deus, Editora PES

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sábado, 16 de fevereiro de 2019

“Da Liberdade Cristã com relação à Lei”

Pr. Paulo Anglada (1954-2019)

“Da Liberdade Cristã com relação à Lei”
Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6.14).

As Escrituras ensinam claramente que o homem em estado de graça está total e irrevogavelmente livre da condenação que a lei acarreta. Os salvos não mais estão debaixo da lei, e sim da graça, afirma o apóstolo Paulo, em Romanos 6.14. Legalmente, “morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos...” (Rm 7.4). Assim, “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.1,2). O que se pode concluir desses textos é que a transgressão da lei de Deus pode acarretar outras coisas ao crente, mas nunca a condenação. O salvo não mais está sujeito à maldição da lei. A lei não tem mais feito condenatório para ele, pois, não mais está sob seu sistema, mas sob o sistema da graça. Como, então, o crente poderia cair do estado da graça, e ser novamente condenado pela lei, da qual foi liberto gratuitamente pela graça eficaz de Deus? Impossível. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo”. Medita estas coisas!

Pr. Paulo Anglada (1954-2019)

*Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça, Editora Os Puritanos

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“Da Imutabilidade do Amor de Deus”

Pr. Paulo Anglada (1954-2019)

“Da Imutabilidade do Amor de Deus”
“De longe se me deixou ver o SENHOR, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31.3).

A natureza da salvação que há em Cristo Jesus não provém de obras, não se fundamenta em qualquer virtude humana; mas provém do amor eterno e imutável de Deus. Se a salvação fosse por obras de justiça nossa, seria natural que sua continuidade dependesse de nós. Mas a nossa salvação fundamenta-se exclusivamente no amor do Senhor. Ele nos amou quando ainda éramos pecadores; Ele nos amou primeiro. “...em amor nos predestinou para Ele, para adoção de filhos, ...segundo o beneplácito da sua vontade” (Ef 1.5). Esta é a base da nossa salvação: o amor eterno e imutável de Deus. Com amor eterno Ele nos amou (Jr 31.3). O amor de Deus não é um sentimento efêmero, mas uma determinação eterna da Sua soberana vontade. E se Seu amor não foi motivado por qualquer virtude que houvesse em nós, por que a continuidade desse amor o seria? Se o amor dos pais pelos filhos não se fundamenta nas virtudes destes, mas se manifesta apesar dos muitos defeitos e erros deles (quando isso não acontece é uma anomalia, o pecado da falta de afeição natural), por que o gracioso, soberano e eteno amor de Deus dependeria das nossas virtudes? A maior prova de que o amor de Deus pelos Seus eleitos não terá fim é que não teve começo – é eterno. Duvidar da eternidade da salvação é duvidar dos propósitos e do amor de Deus, dos méritos e da intercessão de Cristo, e do poder e da sabedoria do Espírito Santo. Medita estas coisas!

Pr. Paulo Anglada (1954-2019)

*Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça, Editora Os Puritanos

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

“Calvinismo e Evangelização”

Pr. Paulo Anglada (1954-2019)

“Calvinismo e Evangelização”
Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus. Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4.18-20).

O calvinismo não vê o evangelismo como uma questão de responsabilidade, um dever, mas como um constrangimento natural do Espírito Santo. O calvinista não decide evangelizar; ele não pode deixar de fazê-lo. Essa era a motivação apostólica. Pedro e João foram presos por pregarem o evangelho. Foram ameaçados e ordenaram-lhes que não mais pregassem. O que responderam? “...não podemos parar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4.20). Tendo sido libertos, oraram pedindo que lhes fosse concedido poder para que anunciassem com intrepidez a palavra de Deus. Tendo eles orado, o lugar tremeu, e ficaram cheios do Espírito Santo, e com intrepidez anunciavam a palavra de Deus. Eles não podiam parar de pregar. Eles não podiam parar de fazê-lo. Ninguém podia impedi-los.

Se a pregação for verdadeira; a diaconia, fiel; o pastorado, desinteressado; o culto, espiritual; e a comunhão, real; então o evangelismo será natural e espontâneo. Constrangidos pelo amor de Cristo, não podemos deixar de falar das coisas que Deus tem feito por nós; pois, assim também “todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos...” (Ef 2.3). Como instrumentos de Deus, compete-nos viver do modo digno da vocação a que fomos chamados; implorar a Deus por Sua misericórdia e graça sobre nós e sobre os perdidos; e fazer conhecida a suprema riqueza da graça de Deus em Cristo. Quanto ao mais, é entre o pecador e Deus. Eles precisam ir a Ele e rogar-Lhe a bênção das bênçãos: a graça especial da salvação.

Pr. Paulo Anglada (1954-2019)

*Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça, Editora Os Puritanos.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

“Valente e bem Armado”

“Valente e bem Armado”
“Sobrevindo, porém um mais valente do que ele, vence-o, tira-lhe a armadura em que confiava e lhe divide os despojos” (Lc 11.22).

O poder de Satanás tem sido comprovado por destruir a vida de multidões. Ele investiu contra Adão e Eva, que em desobediência a Deus trouxeram o pecado ao mundo. Ele tem mantido em escravidão a grande maioria dos homens e mulheres, roubando-lhes a vida abundante. A Bíblia nos diz que ele é o “príncipe deste mundo” (Jo 12.31; 16.11); e que não pode ser vencido por investidas brandas e esforços frágeis. "[Esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum]" (Mt 17.21). Aquele que deseja vencê-lo deve utilizar armas espirituais (Ef  6.10-17).

O inimigo de nossas almas não se intimida em utilizar os mais variados e ilícitos meios para tentar nos derrotar. Ele possui todo tipo de armadilha, sabe com exatidão das nossas fraquezas, podendo atacar a qualquer momento. E pior ainda, o interior do homem pode ser um “esconderijo de Satanás” (Lc 11.24-26).

Tomar posse de corações e mentes é a ocupação predileta de espíritos malignos. Ofilhos da desobediência” têm suas faculdades e capacidades sob controle do príncipe da potestade do ar” (Ef 2.2). Escravizados por Satanás, dominados no homem interior, ficam obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração (Ef 4.18). 

A insensibilidade, irreflexão e indiferença em relação às coisas espirituais são sintomas de que o diabo reina na alma de muitas pessoas. Mas, embora Satanás seja “valente e bem armado”, Cristo Jesus é mais valente do que ele. O Senhor Jesus Cristo é o Libertador! Ele quebra cadeias e rompe grilhões. Ele não só venceu o diabo e a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho. “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57). 

Aleluia!

Pr. José Rodrigues Filho

*Meditações no Evangelho de Lucas, J.C.Ryle, Editora Fiel.

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“Luz ou Trevas?”

“Luz ou Trevas?”
Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas” (Lc 11.35).

Ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em lugar escondido, nem debaixo do alqueire, mas no velador, a fim de que os que entram vejam a luz” (Lc 8.16). Todos nós já ouvimos algum pregador dizer que não é suficiente ouvir e admirar as instruções bíblicas. Precisamos recebê-las em nossos corações e praticá-las. Se isso não acontecer, não haverá benefício algum, pode até tornar-se algo muito perigoso. Pois, tanto a rejeição como não dar o devido valor à luz recebida serão motivos de maior rigor no Juízo Final (Mt 10.14,15;11.21,22).

Todo cristão tem o privilégio e a responsabilidade de refletir a luz que recebeu dos altos céus. Que fique conhecida por todos a verdade que glorifica a Deus. “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.14-16).

Há suspeição na profissão de fé daqueles que estão em pleno sossego e satisfação, indo para o céu sozinhos. O verdadeiro cristão tem mente e coração de Cristo; ele deseja que o seu semelhante também seja salvo, não importando a raça, nação ou classe social. “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.3,4).

Que o nosso testemunho seja saudável, porque ter luz e não refleti-la é, sem dúvida, uma atitude negativa e equivocada. “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

“Dardos Inflamados do Maligno”

“Dardos Inflamados do Maligno”
Embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno” (Ef 6.16).

Incredulidade é um estado, atitude, tendência encontrada em pessoas que não se convencem com facilidade ou não acreditam facilmente na verdade. Constatamos esta inclinação em Zacarias, pai de João Batista, conforme narrativa de Lucas 1.5-20.

O texto bíblico nos informa que Zacarias e Isabel “eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor” (Lc 1.6). Mesmo sendo santo e fiel, para Zacarias a palavra dita pelo anjo pareceu impossível. Não lhe parecia possível que um homem idoso como ele pudesse ser pai. Por isso, questionou o anjo do Senhor: “Como saberei isto? Pois eu sou velho, e minha mulher, avançada em dias” (Lc 1.18).

Zacarias era sacerdote, instruído em todos os preceitos do Senhor, conhecedor dos grandes e poderosos feitos de Deus, familiarizado com as Escrituras do Velho Testamento. Portanto, era de esperar dele que lembrasse do nascimento miraculoso de Isaque (Gn 21.1-7); de Sansão (Jz 13.1-25); de Samuel (1Sm 1.9-20). Que lembrasse das ocasiões em que o anjo do Senhor esteve com Daniel na cova dos leões (Dn 6.22); e com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha acesa (Dn 3.28). Que lembrasse do que Deus havia feito no passado e que poderia fazer novamente no presente, porque para Deus nada é impossível. Mas não foi isso que aconteceu. Mesmo diante do anjo do Senhor, Zacarias foi tomado pela incredulidade.

Este fato histórico deve nos conduzir ao que todos nós precisamos admitir: somos tendenciosos a  descrença, desconfiança, suspeita e esquecimento da palavra de Deus. Sim, de esquecer até mesmo os maiores portentos e maravilhas de Deus. Esta é uma situação em que o inimigo de nossas almas aproveita para lançar os "dardos inflamados" da dúvida, uma das armas preferidas de Satanás contra os servos de Deus. Trata-se de uma investida diabólica que tem atormentado os santos em todas as épocas, e dela não ficaremos imunes antes da “batalha final”.

Dê atenção ao que o apóstolo Paulo escreveu: “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno” (Ef 6.10-16). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

“Servas do Altíssimo”

“Servas do Altíssimo”
“O Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem” (Lc 1.49,50).

No segundo domingo de fevereiro comemoramos o Dia da Mulher Presbiteriana, data que faz parte do nosso calendário oficial. Devemos reconhecer o trabalho e o valor das mulheres de nossa igreja. A Sociedade Auxiliadora Feminina (SAF), em seu moto, define muito bem o que elas representam para todos nós: 

“Sejamos verdadeiras auxiliadoras, irrepreensíveis na conduta, incansáveis na luta, firmes na fé e vitoriosas por Jesus Cristo”.

Sem dúvida, elas nos fazem lembrar daquelas mulheres abençoadas mencionadas nas Escrituras. Temos como maior exemplo, Maria - mãe de Jesus Cristo. Nenhuma mulher recebeu honra tão elevada. Ela teve o privilégio único de ser um “vaso de bênção”, escolhida para ser a mãe do “Filho do Altíssimo”. Este é o testemunho do Espírito Santo sobre Maria: "Muito favorecida”, “agraciada por Deus”, “bendita entre as mulheres”, “todas as gerações lhe considerarão bem-aventurada”. 

A mãe e serva de Cristo Jesus é digna de imitação. Ela passou por riscos e provações quanto a sua reputação, mas sem vacilar foi submissa à vontade de Deus. A isto chamamos de fé verdadeira e testemunho obtido pela fé. Familiarizada com a Palavra de Deus, teve ciência dos portentosos feitos do SENHOR na história dos que O temem. Ela sabia que Deus era fiel e cumpridor de Suas promessas. “Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem” (Lc 1.46-50). 

Em Maria, contemplamos a espiritualidade e o adorno indispensáveis aos que professam o Cristianismo. A mãe do nosso Senhor nos deixou este grandioso exemplo. Todos nós devemos nos sentir motivados por cultivar um espírito de submissão, humildade, amor e gratidão a Deus. Estas são marcas que distinguem os verdadeiros cristãos.

“A nós aqui reunidas, Senhor, envia Luz. São tuas nossas vidas, ganhaste-as sobre a cruz. É vão qualquer trabalho sem tua aprovação! O nosso esforço é falho se não nos dás a mão”. (Aspiração Feminina, hino 325, Novo Cântico).

Mulheres Presbiterianas, parabéns!

Pr. José Rodrigues Filho

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR.
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