“QUEM FEZ A PROMESSA É FIEL”
“Guardemos firme
a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel” (HB 10.23).
Visto que o autor
da carta está aqui a induzir os judeus à perseverança, ele fala de esperança, em vez de falar da fé. Assim
como a esperança é filha da fé, ela é também nutrida e sustentada pela fé até
ao fim. Além do mais, ela demanda confissão, visto que não há genuína fé a
menos que demonstremos diante dos homens. O apóstolo parece estar tocando
indiretamente na pretensão daqueles que se mantinham com demasiado escrúpulos em
relação aos ritos da lei com o intuito de agradar os de sua própria nação.
Portanto os convida não só a crerem com seus corações, mas também a
demonstrarem, mediante sua confissão, o quanto era real sua obediência a
Cristo.
Devemos atentar
cuidadosamente para a cláusula que vem a seguir, a saber: que fiel
é aquele que fez a promessa. O apóstolo nos diz antes de tudo que a
nossa fé repousa no fundamento de que Deus é verdadeiro. Além do mais, esta
verdade se acha contida em sua promessa, porquanto a voz divina tem que soar
para que possamos crer. Não é qualquer gênero de voz que é capaz de produzir
fé, senão a que repousa sobre uma única promessa. Desta passagem, pois podemos
deduzir a relação mútua entre a fé dos homens e a promessa de Deus. Se Deus não
prometer, ninguém poderá crer.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.

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