"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

“EU TE AMO, Ó SENHOR, FORÇA MINHA”


“EU TE AMO, Ó SENHOR, FORÇA MINHA”

“Eu te amo, ó SENHOR, força minha. O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte” (Sl 18:1,2).

Observe que amar a Deus é aqui estabelecido como que constituindo a parte primordial da genuína piedade; pois não há melhor maneira de servir a Deus que amando-o. Não há dúvida de que o culto que lhe devemos prestar é melhor expresso pelo termo reverência, para que sua majestade se manifeste proeminentemente diante de nós em sua infinita grandeza. Visto, porém, que ele nada requer tão expressamente quanto possuir todas as afeições de nosso coração e que lhas expressemos, portanto não há sacrifício que ele valorize tanto que o de nos prendermos a ele pelos elos de um amor livre e espontâneo; e, em contrapartida, não há nada em que sua glória brilhe de maneira mais notável do que em sua livre e soberana benevolência. Moisés, portanto, quando quis apresentar um sumário da lei, disse: “Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR teu Deus requer de ti, senão que ... o ames?” [Dt 10.12]. Ao falar assim, Davi, ao mesmo tempo, pretendia mostrar que seus pensamentos e afeições não estavam tão atentamente fixos nos benefícios de Deus quanto em ser-lhe agradecido por ser o Autor deles, pecado este que se tornou tão comum em todos os tempos. Ainda hoje vemos como a maior parte da humanidade se deleita plenamente em desfrutar dos dons divinos sem demonstrar qualquer consideração por Deus mesmo; ou, se afinal pensam nele, é somente para menosprezá-lo. Davi, procurando poupar-se de cair em tal ingratidão, faz nessas palavras como que um juramento solene: SENHOR, já que és minha força, continuarei unido e devotado a ti pelos laços de um amor sincero.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.

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