"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

“Filhos da Obediência”

“Filhos da Obediência”
“Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.14-16).

Nenhum filho de Deus que tenha sido bem ensinado sonhará em questionar que uma vida de autoconsagração diária e de companheirismo constante com Deus deve ser o alvo de todo aquele que se professa crente, e que devemos nos esforçar por formar o hábito de nos dirigir ao Senhor Jesus Cristo a respeito de tudo quanto seja uma carga, quer grande quer pequena, deixando-a sob os cuidados dEle. Mas, por certo, o Novo Testamento ensina-nos que precisamos de algo mais do que meras generalidades sobre a vida santa, as quais com frequência não acusam nossa consciência. Os detalhes e os ingredientes particulares, que compõem a santidade na vida diária, deveriam ser amplamente expostos e impostos aos crentes por todos quantos manuseiam esse assunto. A verdadeira santidade não consiste apenas em crer e sentir, mas em realizar e suportar, em uma demonstração prática da graça ativa e passiva. Nosso linguajar, nosso temperamento, nossas paixões e inclinações naturais, nossa conduta como pais e filhos, como patrões e empregados, como esposos e esposas, como governantes e cidadãos, nossa maneira de vestir, o uso que fazemos do tempo, nossa conduta nos negócios, nosso comportamento na saúde e enfermidade, na riqueza e na pobreza; tudo, tudo faz parte daquilo que os escritores impelidos pelo Espírito trataram. Eles não se contentaram em falar de modo geral sobre como devemos crer e sentir ou como devemos ter as raízes da santidade implantada em nosso coração, mas cavaram mais fundo do que isso. Especificaram minuciosamente o que um homem santo deve fazer e ser no seio de sua família, dentro do seu lar, quando ele permanece em Cristo. A verdadeira santidade, jamais devemos esquecer, não consiste meramente em sensações e impressões internas. Antes, ela é algo da “imagem de Cristo”, que pode ser visto e observado por outras pessoas em nossa vida particular, em nossos hábitos, em nosso caráter e em nossas ações (Rm 8.29). Amém! 

John Charles Ryle (1816-1900)

*“Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor” - Editora Fiel.

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

“Fé e Santidade”

“Fé e Santidade
“Purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co 7.1).

Será sábio proclamar de forma tão direta, crua e sem qualificação, conforme muitos fazem, que a santidade das pessoas convertidas dá-se pela fé somente e de maneira alguma pelo esforço pessoal? Isto está em harmonia com a Palavra de Deus? Eu duvido. Que a fé em Cristo é a raiz de toda santidade; que o primeiro passo em direção a uma vida santa é confiar em Cristo: que, enquanto não cremos, não temos o menor sinal de santidade; que a união com Cristo mediante a fé é o segredo tanto do início como da continuação na santidade; que a vida que vivemos na carne deve ser vivida pela fé no Filho de Deus; que a fé purifica o coração; que a fé é a vitória que vence o mundo; que pela fé os antigos obtiveram bom nome – são verdades que um crente bem-instruído jamais pensaria em negar. Mas, as Escrituras certamente nos ensinam que para seguir a santidade, o verdadeiro crente precisa exercer esforço pessoal e trabalho tanto quanto a fé. O mesmo apóstolo que diz: “Esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus” (Gl 2.20), disse também em outras passagens: “Purifiquemo-nos de toda impureza” (2Co 7.1). “Esforcemo-nos, pois, por entrar” (Hb 4.11). “Desembaraçando-nos de todo peso” (Hb 12.1). Outrossim, a Bíblia em parte alguma ensina que a fé nos santifica no mesmo sentido e da mesma maneira como a fé nos justifica! Sem a menor controvérsia, na questão de nossa justificação diante de Deus, a fé em Cristo é a única coisa necessária. Todos quantos simplesmente creem são justificados. A retidão é imputada “ao que não trabalha, porém crê” (Rm 4.5). É inteiramente bíblico e correto dizer: “A fé somente justifica”. Porém, não é igualmente bíblico e correto dizer: “A fé somente santifica”. Medite estas coisas!

John Charles Ryle (1816-1900)

*“Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor” - Editora Fiel.

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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Doutrina da Santificação – Introdução

Doutrina da Santificação – Introdução
“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

Desde muitos anos, tenho a profunda convicção de que a santidade prática e a inteira autoconsagração a Deus não são suficientemente seguidas pelos crentes modernos. A política, ou a controvérsia, ou o espírito de partidarismo, ou o mundanismo têm corroído o cerne da piedade viva em muitos dentre nós. O assunto da santidade pessoal tem retrocedido lamentavelmente para o segundo plano. O padrão de vida tem-se tornado dolorosamente baixo em muitos círculos. Tem sido por demais negligenciada a imensa importância de ornar “em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador” (Tt 2.10), tornando-a bela e atraente mediante nossos hábitos diários e nosso temperamento. As pessoas do mundo queixam-se, com razão de que aqueles que são chamados de “religiosos” não são tão amáveis, altruístas e dotados de boa natureza como as outras pessoas que não professam ter religião. Contudo, a santificação, em seu devido lugar e proporção, é algo tão importante quanto a justificação. A sã doutrina protestante e evangélica será inútil, se não for acompanhada por uma vida santa. Ou pior do que inútil, será prejudicial. Será desprezada pelos homens sagazes e perspicazes deste mundo como algo irreal e vazio, o que faz com que a religião cristã seja lançada no opróbrio. “Purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co 7.1). Medite estas coisas!

John Charles Ryle (1816-1900)

*“Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor” - Editora Fiel.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Onde Deus está e do que Ele sabe

Onde Deus está e do que Ele sabe
“Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Pv 15.3).

O atributo muitas vezes chamado de onipresença reconhece que Deus está em todo lugar. A implicação pessoal para nós é que Ele está SEMPRE onde você está. Relacionado à onipresença de Deus está a sua onisciência, que quer dizer que Deus sabe todas as coisas. Portanto, esse Deus santo, justo, amoroso e misericordioso sabe e vê TODAS AS COISAS que nós dizemos, fazemos e pensamos. Ele conhece, até mesmo, as motivações que levam às nossas ações. Todos os pecados que você cometeu no escuro ou debaixo de cobertas, por trás de portas fechadas foram, na verdade, tão claros e visíveis para Deus como se você os tivesse feito diante do seu próprio trono, nu e com refletores de luz brilhando sobre você. O sábio rei Salomão usou essa verdade para conscientizar seu filho a evitar o adultério. “Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele considera todas as suas veredas” (Pv 5.21). Outras passagens em Provérbios também nos lembram da onipresença e onisciência de Deus. “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Pv 15.3). “Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito” (Pv 16.2). O autor de Hebreus concorda que Deus nos conhece de forma tão completa quanto possível: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.12-13). Uma compreensão correta do caráter de Deus, juntamente com a consciência da sua presença esquadrinhadora com você, sempre leva a um modo de vida radicalmente diferente (1Co 4.4,5). Medite estas coisas!

Pr. John Crotts
"Homens Sábios" - http://www.ministeriofiel.com.br/

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Pr. Erlo Stegen e o Avivamento na África do Sul



Pr. Erlo Stegen e o Avivamento na África do Sul.
Eu pude vê-lo pregando em Belém do Pará.
Grande privilégio!
Um homem de Deus!

*Evento organizado pelo Pr. Paulo Anglada
*Tradução pelo Pr. Augustus Nicodemus
http://loja.livrariareformada.com.br/puritanos/avivamento-na-africa-do-sul.html

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sábado, 1 de setembro de 2018

Onde a Sabedoria Começa

Onde a Sabedoria Começa
“O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (Pv 9.10)

A verdadeira sabedoria começa quando vivemos de acordo com a realidade de que o Deus da Bíblia existe e se importa grandemente com o nosso modo de vida. O temor do Senhor é o primeiríssimo passo em direção às veredas da sabedoria. A definição adequada da palavra temor é: “Uma emoção em que pavor, veneração e espanto são variadamente misturados”. Essa definição certamente se aplica a uma visão correta do Deus Todo-Poderoso. Quanto mais você souber sobre o caráter de Deus que nos é revelado nas Escrituras, mais a reverência encherá o seu coração. Considere alguns dos atributos de Deus. A Bíblia revela que Deus é perfeitamente Santo e Justo. Deus está completamente separado de todas as formas de mal. O pecado não será tolerado em sua presença. O temor de Deus começa realmente a se desenvolver quando você percebe que, de fato, ficará diante desse Santo e Justo Juiz e prestará contas de cada um dos seus ditos e feitos. Se um não cristão obtivesse uma verdadeira compreensão do ódio de Deus pelo pecado e do juízo certo que está para vir, ele viveria em puro terror. Um cristão, no entanto, vê mais do caráter de Deus, não apenas sua justiça e ira santa. Ele também tem uma percepção do amor, da misericórdia e graça divina. A combinação desses atributos de Deus é revelada poderosamente na Cruz do Calvário. Na morte de Jesus Cristo, a justa ira de Deus contra o pecado e o seu amor, sua misericórdia e sua graça por pecadores estavam juntos. Longe de ser uma forte contradição, um Deus a ser temido e um Deus que nos ama harmoniza-se maravilhosamente. Uma apreciação da graça de Deus, apesar de nossos muitos pecados, transforma o nosso terror do Senhor em reverência por alguém que é, ao mesmo tempo, Santo e Justo, Bondoso e Misericordioso. Essa verdade é vista tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. “Se observares, SENHOR, iniquidades, quem, Senhor, subsistirá? Contigo, porém, está o perdão, para que te temam” (Sl 130.3-4). “Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Rm 2.4). Medite estas coisas!

Pr. John Crotts
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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

“Duas marcas do pastor que teme a Deus”

“Duas marcas do pastor que teme a Deus
“Ai de mim! Estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos” (Is 6.5).

(A) Sensibilidade – Ninguém pode compartilhar graça melhor do que aquele que está profundamente convencido de que ele mesmo necessita desta graça, e a recebe de Cristo. Esta sensibilidade me faz afável, gentil, paciente, compreensivo e esperançoso diante do pecado alheio, sem nunca comprometer o chamamento santo de Deus. Protege-me de estimativas como “… não acredito que você pudesse fazer uma coisa dessas!”, o que, diga-se, me faz essencialmente diferente de todos os demais. É difícil apresentar o Evangelho a alguém, quando você está contemplando esse alguém, com superioridade. Confrontar os pecados dos outros com uma sensibilidade inspirada em meu assombro diante Deus, me livra de ser um agente de condenação, ou de esperar que a lei cumpra aquilo que somente a graça pode cumprir, e me motiva a ser um instrumento dessa graça.

(B) Confiança – Aquele sentimento de bem-estar e de capacitação me vem de conhecer Aquele a quem sirvo. Ele é minha confiança e minha habilidade. Ele nunca irá chamar-me para uma tarefa para a qual não me tenha capacitado. Ele tem mais zelo pela saúde de sua igreja do que eu jamais poderia ter. Ninguém tem maior interesse no uso dos meus dons do que Aquele que me outorgou ditos dons. Ele está sempre presente e sempre de boa vontade. Ele é todo-poderoso e todo onisciente. Ele é ilimitado em amor e glorioso em sua graça. Ele não muda; para sempre é fiel. Sua Palavra nunca cessará de ser a verdade. Seu poder para salvar nunca será exaurido. Seu governo nunca deixará de existir. Nunca será conquistado por algo maior do que Ele mesmo. Assim, eu posso fazer com confiança tudo o que Ele me chamou para fazer, não em virtude de quem eu seja, mas porque Ele é o meu Pai, e é glorioso em todos os aspectos, em todos os sentidos.

Pr. Paul David Tripp
http://www.ministeriofiel.com.br/

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(41)3242-8375

“Uma marca do pastor que teme a Deus”

Uma marca do pastor que teme a Deus
“Ai de mim! Estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos” (Is 6.5).

(1) Humildade

Diante da glória de Deus, eu me sinto despido, sem qualquer glória que ainda possa restar-me a fim de que eu possa exibir-me diante de outros. Enquanto eu me compare com outros, poderei sempre encontrar outra pessoa cuja existência parece fazer-me, por comparação, mais justo. Mas se eu comparar meus panos imundos ao puro linho, eternamente sem manchas, da justiça de Deus, eu correria a esconder-me com um coração dilacerado e envergonhado. E isto foi o que aconteceu com Isaías no capítulo 6. Ele está diante do majestoso trono da glória de Deus e diz: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos” (Is 6.5). Isaías não está falando aqui em termos de uma formal hipérbole religiosa. Ele não está buscando tornar-se agradável diante de Deus por mostrar-se “óh, tão humilde”. Não; Isaías aprendeu que só à luz da colossal glória e santidade de Deus, é que você poderá ter uma visão exata e correta de si mesmo e entender a profunda necessidade de ser resgatado com o resgate que só a graça gloriosa de Deus poderá prover-lhe. Com o passar do tempo na vida ministerial, muitos pastores se esquecem de quem são eles. Apresentam uma visão destorcida, grandiosa de si mesmos, que os mantêm inacessíveis, que lhes permitem justificar seus pensamentos, seus desejos, as coisas que dizem, e a fazerem aquilo que, biblicamente, não é justificável fazer. Maravilhados, posicionam-se como controladores e autoconfiantes. Inadvertidamente, constroem um reino em cujo trono se assentam, não importa o quanto afirmem que tudo o que fazem, o fazem para a glória de Deus. Medite estas coisas!

Pr. Paul David Tripp
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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

“Espírito de Poder, de Amor e de Sobriedade”

“Espírito de Poder, de Amor e de Sobriedade”
“Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de sobriedade” (2Tm 1.7).

Amados irmãos, daqui aprendemos que nenhum de nós possui em si mesmo a excelência de espírito e a inabalável confiança necessárias no exercício de nosso ministério; devemos ser revestidos com o novo poder do alto. Os obstáculos são tantos e tão imensuráveis, que nenhuma coragem humana é suficiente para transpô-los. Portanto, é Deus quem nos equipa com o Espírito de poder. Pois aqueles que, por outro lado, revelam grande força, caem quando não são sustentados pelo poder do Espírito Santo. Em segundo lugar, inferimos que os que são tímidos e servis como os escravos, de modo que, quando precisam soerguer-se não ousam tomar qualquer iniciativa em defesa da verdade, esses não são governados pelo Espírito que age sobre os servos de Cristo. Daí se conclui que mui poucos daqueles que se denominam ministros de Cristo, hoje, dão mostras de ser genuínos. Pois dificilmente se encontrará entre eles um que, confiando no poder do Espírito, destemidamente desdenhe de toda altivez que se exalta contra Cristo! Acaso a grande maioria não se preocupa mais com seu próprio interesse e seu próprio lazer? Não se prostram mudos assim que estala algum problema? Como resultado, em seu ministério não resplende nada da majestade de Deus. A palavra espírito é aqui usada figuradamente, como em muitas outras passagens. Mas, por que depois de poder ele acrescenta amor e sobriedade? Em minha opinião, é para distinguir o poder do Espírito do excessivo zelo dos fanáticos que se precipitam numa desenfreada pressa e se gabam de possuir o Espírito de Deus. Portanto, Paulo explicitamente declara que a poderosa energia do Espírito é temperada pelo amor e sobriedade, ou seja, por uma serena solicitude pela edificação. Medite estas coisas!

*Edições Paracletos, Pastorais - João Calvino (1509-1564).

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
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“Deus não nos deu espírito de Covardia”

“Deus não nos deu espírito de Covardia”
“Por essa causa te desperto a lembrança para que reavives o dom de Deus, o qual está em ti pela imposição de minhas mãos. Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de sobriedade” (2Tm 1.6,7).

“Porque Deus não nos deu espírito de covardia”. Isso confirma sua afirmação anterior (vs 6), pela qual Paulo prossegue insistindo com Timóteo a apresentar evidência do poder dos dons que recebera. Ele apela para o fato de que Deus governa seus ministros pelo espírito de poder que é o oposto do espírito de covardia. Daqui se conclui que eles não devem cair na indolência, mas que devem animar-se com profunda segurança e ardorosa atividade, e que exibam com visíveis resultados o poder do Espírito. Há uma passagem em Romanos (8.15) que, à primeira vista, se assemelha muito a esta; o contexto, porém, revela que o sentido é diferente. Ali, Paulo está tratando da confiança na adoção possuída por todos os crentes; aqui, porém, sua preocupação é especificamente com os ministros, e os exorta na pessoa de Timóteo a animar-se para dinâmicos feitos de bravura; pois o Senhor não quer que exerçam seu ofício com tibieza e langor, senão que avancem com todo vigor, confiando na eficácia do Espírito. Medite estas coisas!

*Edições Paracletos, Pastorais - João Calvino (1509-1564).

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375