“Futuro Cheio de Esperança”
“Toekomst vol van hoop”
“Futuro Cheio de Esperança”
“Toekomst vol van hoop”
“Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de
Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base
do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus” (Hb 6.1).
Vemos neste versículo que o apóstolo faz referência a arrependimento e fé, dois elementos sobre os quais se radica toda a perfeição do evangelho. Que outro mandamento Cristo dá a seus apóstolos senão que pregassem arrependimento e fé? Portanto, quando Paulo quer testificar que desempenhara fielmente sua função, ele adiciona sua preocupação e diligência em inculcar estes dois elementos (At 20.20,21). Parece absurdo, pois que o apóstolo tenha ordenado que se pusesse de parte o arrependimento e a fé, nos quais é mister que prossigamos ao longo de todo o curso de nossa vida. Quando, porém, ele adiciona de obras mortas, ele indica que está referindo-se ao ato inicial de arrependimento. Ainda que todo pecado é uma obra morta, seja porque ele opera a morte ou porque provenha ele da morte espiritual da alma, todavia dos crentes, que já nasceram de novo pelo poder do Espírito de Deus, não se pode propriamente dizer que se arrependam de obras mortas. Certamente que a regeneração não está ainda completa neles, mas em razão de a semente da nova vida se achar implantada neles, por pequena que seja, pode dizer-se que não são mais considerados mortos diante de Deus.
O apóstolo, portanto, não está contemplando todo o arrependimento em
geral, cuja prática deve prosseguir ativamente até ao fim, senão que se
preocupa com o princípio do arrependimento, por meio do qual os que foram
recentemente, e deveras só agora pela primeira vez, convertidos à fé começam
sua nova vida. Da mesma forma, a palavra fé
significa o breve sumário do ensino religioso que é comumente denominado os Artigos de Fé.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
“JESUS, LEMBRA-TE DE MIM”
“Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.39-43). Amém!
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
“Para aquele que está entre os vivos há esperança” (Ec 9.4).
Deus tem falado conosco por sua Palavra e por seu Espírito e, de forma
providencial, livrando-nos de todo o mal (Mt 6.13).
Sendo agraciados por Deus tornando-nos sensíveis ao que Ele tem a nos dizer, aceitamos humildemente que não somos o que
deveríamos ser. Ao mesmo tempo em
que sentimos tristeza por tomar consciência do nosso estado vil, outro
sentimento surge incentivando-nos à vida que glorifica a Deus. E, numa espécie de súbito vislumbre, vemos que a vida que Deus tem para os seus filhos é feliz, abundante, gloriosa (Jo 10.10).
Compreendendo as Escrituras discernimos a voz do Espírito, anelamos pela vida em abundância, decidimos ser santos e fiéis, derramamos lágrimas, sentimos ao
mesmo tempo tristeza e alegria. É a bondade de Deus nos conduzindo ao
arrependimento. Tudo se fez novo! “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova
criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17).
Todos os que foram misericordiosamente visitados por Deus sabem o que estamos
considerando, entenderam o sentido de tão maravilhosa e graciosa experiência. É Deus
nos chamando da morte para a vida, do pecado para a libertação, das trevas para
a luz. É o nosso Pai celestial nos enviando uma mensagem de perdão, nos
chamando de volta para Ele. É o Espírito Santo lutando com a nossa alma,
exortando-nos a seguirmos o Caminho, e a Verdade e a Vida, Jesus Cristo (Jo 14.6).
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
“DEUS
CONOSCO”
“Eis que a virgem conceberá e dará à luz
um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus
conosco)” (Mt 1.23).
As comemorações no período natalino têm o seu legítimo valor quando
direciona a nossa atenção para o Senhor Jesus Cristo. A data exata em que
ocorreu o nascimento de Jesus é irrelevante. O que importa é o próprio
acontecimento que mudou todo o curso da história da humanidade.
Como em nenhum outro ensino, a Pessoa em
questão não é somente central, mas absolutamente essencial. Sabemos que na
história da humanidade existem muitos ensinamentos ligados a uma variedade de
religiões, muitos dos quais associados a nomes de homens, em particular. Mas
esses homens não são essenciais aos seus seguidores, pois seus ensinos poderiam
ser transmitidos com igual eficácia por outras pessoas. Afirmar isso não é
diminuir a importância desses personagens, mas significa que eles não são
vitais, pois o ensino é o que importa. No entanto, na religião cristã é a
Pessoa em si que importa.
A visão que temos de Jesus Cristo determinará
a visão que temos do Natal, da fé cristã, da salvação e do próprio mundo. Nada
é mais importante do que conhecer exatamente o que a Bíblia diz a respeito do
Ungido de Deus. A questão fundamental relacionada à vida que está diante de
todos nós foi proposta pelo próprio Senhor: “Que pensais vós do Cristo?” (Mt
22.42).
Não são poucos os que que dizem ser Jesus
apenas um homem especial, e nada mais. Mas, pela graça de Deus, iluminados pelo
Espírito Santo, há muitos que compreendem e proclamam que Jesus é o
Cristo, o Filho do Deus vivo, a Imagem do Deus invisível, a segunda Pessoa da
Trindade Santa, o Primogênito de toda a criação, o Príncipe da Paz, o Senhor e
Salvador. Ele é Deus conosco!
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
*Grandes Doutrinas Bíblicas - D.Martyn Lloyd-Jones
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil no bairro Fazendinha/Curitiba.
Rua Elias Karan, 150.
“Um dos malfeitores crucificados blasfemava
contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o
outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual
sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os
nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te
de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que
hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.39-43).
A salvação de um dos malfeitores crucificados no Calvário, ao lado do nosso Senhor Jesus, ocorreu numa hora quando, exteriormente, parecia que tudo estava perdido. Não obstante a tantos obstáculos e dificuldades, aquele homem apreendeu a condição de Salvador e o Senhorio de Cristo. Qual a explicação para isso? Sem duvida, houve uma intervenção divina agraciando aquele homem com a bênção da regeneração, conduzindo-o à conversão - ao arrependimento e fé.
No ato da regeneração, o Espírito Santo implanta um novo princípio,
hábito ou tendência espiritual nas inclinações da alma, os quais, sendo
subsequentemente nutridos e dirigidos pelo Espírito, libertam o homem de sua
natural escravidão sob o pecado e o capacita com prevalecência a querer
espontaneamente aquilo que é espiritualmente bom.
Na conversão, a alma propriamente dita, imediatamente age sob a direção
desse novo princípio em voltar-se do pecado para Deus através de Cristo. É
evidente que a implantação desse gracioso princípio é diferente do exercício
desse princípio, e que fazer uma pessoa voluntária é diferente de agir ela
voluntariamente, O primeiro é um ato exclusivo de Deus, o segundo é um ato consequente
do homem, e depende da assistência contínua do Espírito Santo.
“Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9).
“O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e
crede no evangelho” (Mt 1.15).
“Tu, ó homem, pensas que te livrarás do juízo de Deus? Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Rm 2.3,4).
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
“A PARÁBOLA DA GRANDE CEIA” - II
“Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos” (Lc 14.21).
Vemos ainda nesta parábola, Deus chamando outros homens para a grande ceia, garantindo a aceitação do Evangelho e a graça especial revelada em Jesus Cristo. Quando os primeiros convidados recusaram vir, “voltando o servo, tudo contou ao seu senhor. Então, irado, o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Depois, lhe disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar. Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa. Porque vos declaro que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia” (Lc 14.21-24).
Há quem rejeite o convite e a bênção da salvação oferecidos por meio de Jesus Cristo. Mas Deus, no exercício de sua longanimidade e misericórdia, chamará outros “para que fique cheia a sua casa”. Ele usará o poder constrangedor do seu infinito amor para eficazmente atrair todos aqueles que foram predestinados para a vida (Rm 8.30).
No capítulo X
da Confissão de Fé de Westminster, seções I e II – “Da Vocação Eficaz” –, temos
o seguinte:
“Todos aqueles
a quem Deus predestinou para a vida, e somente esses, aprouve a Deus, no tempo
por Ele determinado e aceito, chamar eficazmente, por sua palavra e por seu
Espírito, daquele estado de pecado e de morte, em que estão por natureza, à
graça e a salvação por meio de Jesus Cristo; iluminando suas mentes espiritual e
salvificamente para entenderem as coisas de Deus; removendo seus corações de
pedra e dando-lhes um coração de carne; renovando sua vontade e, por seu
infinito poder, determinando-lhes o que é bom, e eficazmente atraindo-os a
Jesus Cristo, mas de tal forma que eles vêm mui livremente, sendo para isso
dispostos por sua graça”.
“Esta vocação
eficaz provém unicamente da livre e especial graça de Deus e não de coisa
alguma prevista no homem, nesta vocação ele é totalmente passivo, até que,
vivificado e renovado pelo Espírito Santo, seja desse modo capacitado a
responder a esta vocação e a abraçar a graça oferecida e comunicada nela”.
Deus nos
abençoe!
Pr. José
Rodrigues Filho