"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

“TODOS QUANTOS QUEREM VIVER PIEDOSAMENTE”


TODOS QUANTOS QUEREM VIVER PIEDOSAMENTE

“Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12).

A lembrança de suas próprias perseguições leva o apóstolo Paulo a acrescentar que tudo quanto lhe acontecera também se dará com todas as pessoas piedosas. Ele acrescenta isso para que os crentes se predispusessem a aceitar tal situação, e em parte para que as pessoas bondosas não se afastassem dele movidas pela dúvida em virtude de suas perseguições, as quais recebiam das mãos dos ímpios, pois às vezes sucede que acontecimentos adversos suscitam críticas adversas. Se porventura alguém cai no desfavor humano, imediatamente corre o rumor de que o mesmo é odiado por Deus. Com esta afirmação geral, Paulo declara que ele é um entre os filhos de Deus, e ao mesmo tempo adverte seus irmãos a suportarem as perseguições. Pois se essa condição é estabelecida “para todos quantos querem viver piedosamente em Cristo”, segue-se que aqueles que desejam evitar perseguições devem renunciar a Cristo. Como será em vão tentar separar Cristo de sua cruz, assim é plenamente natural que o mundo odeie a Cristo, mesmo em seus membros. E já que a crueldade acompanha o ódio, daí surgem as perseguições. É essencial que reconheçamos o fato de que, se somos cristãos, devemos nos preparar para muitas tribulações e lutas de diferentes tipos.

Mas pode-se perguntar se todos devem, então, ser mártires. É evidente que têm havido muitas pessoas que jamais sofreram desterro, nem prisão, nem qualquer outro gênero de perseguição. Nossa resposta é que Satanás possui mais de um método de perseguir os servos de Cristo. Mas é absolutamente necessário que todos eles suportem a hostilidade do mundo, de um modo ou de outro, a fim de que sua fé se exercite e sua perseverança se comprove. Satanás, que é o perpétuo inimigo de Cristo, jamais deixará que alguém viva sua vida sem algum distúrbio, e haverá sempre pessoas perversas a nos perseguir. De fato, tão pronto um crente mostre sinais de zelo por Deus, a ira de todos os ímpios se acende e, mesmo que não tenham suas espadas desembainhadas, arrojam seu veneno, ou criticando, ou caluniando, ou provocando perturbação de um ou de outro modo. Portanto, ainda que não sofram os mesmos ataques e não se envolvam nas mesmas batalhas, os que querem viver piedosamente em Cristo têm uma só guerra em comum e jamais viverão totalmente em paz nem isentos de perseguições.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

“SANTUÁRIO DO ESPÍRITO SANTO”


“SANTUÁRIO DO ESPÍRITO SANTO”

“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6.19,20).

O apóstolo Paulo usa mais dois argumentos para abstermo-nos desta imundícia [fornicação]. O primeiro consiste em que “os nossos corpos são santuários do Espírito”; e o segundo consiste em que não vivemos sob nossa própria jurisdição, visto que o Senhor nos adquiriu para ele mesmo como sua propriedade particular. Há uma associação de ênfase no uso do termo santuário, visto que o Espírito de Deus não pode permanecer num ambiente impuro, tornamo-nos residência somente quando nos consagramos como seus santuários.

E que não sois de vós mesmos? Este é o segundo argumento, a saber: que não somos de nós mesmos, não estamos sob nossa própria autoridade, vivendo segundo o nosso bel-prazer. A razão que ele apresenta em prol disto é que o Senhor Jesus já pagou o preço de nossa redenção, e nos adquiriu para Ele mesmo. Paulo se expressa em termos similares em Romanos 14.9: “Porque foi para isto que Cristo morreu e ressuscitou, para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos”.

Então, a palavra “preço” pode ser considerada de duas formas, a saber: Podemos entendê-la num sentido literal, como quando falamos normalmente de algo como tendo “um valor de custo”, visto que desejamos deixar bem claro que não obtemos de graça. O outro significado é aquele substituído por “alto preço”, “caro”, quando geralmente descrevemos as coisas que nos custam um valor mais elevado. Em minha opinião, não há dúvida de que o segundo e mais satisfatório. Pedro escreve em termos similares: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe 1.18,19). Eis o sentido: que a redenção nos mantenha constrangidos, e mantenha a licenciosidade de nossa carne sob a pressão do freio da obediência.

Glorificai a Deus. Desta conclusão torna-se evidente que os coríntios presumiam que podiam fazer o que bem lhes agradasse com respeito às questões externas, as quais tinham de ser refreadas. Paulo, pois, fornece os meios de correção, aqui, onde ele os avisa de que o corpo, bem como a alma, estão sujeitos a Deus, e, portanto, é justo que ambos sirvam à sua glória. É como se ele dissesse: “Na verdade, a mente de um crente deve ser pura diante de Deus, mas também assim deve ser no tocante à sua conduta externa, a qual é vista pelos homens; esta deve estar em submissão, visto que a autoridade sobre ambos pertence a Deus, que redimiu a ambos”. Com o mesmo propósito em vista, Paulo assevera no versículo 19 que não é apenas a nossa mente, mas também o nosso corpo, ambos são templos do Espírito Santo, de modo que não tenhamos ilusão de que podemos inocentar-nos diante dele, pois só podemos fazer isso quando nos dedicamos ao seu serviço, total e sinceramente, para que venhamos também direcionar as ações externas de nossas vidas segundo [os parâmetros de] sua Palavra.

João Calvino (1509-1564).

Deus nos abençoe!

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“SE ALGUÉM DESTRUIR O SANTUÁRIO DE DEUS”

“SE ALGUÉM DESTRUIR O SANTUÁRIO DE DEUS”

“Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado”  (1Co 3.16,17).

Após apresentar diretrizes aos mestres sobre o seu trabalho, o apóstolo Paulo, então, se volta para os discípulos, para que eles também atentassem bem para si mesmos. Ele havia dito aos mestres: “Vós sois os arquitetos da casa de Deus”. E agora diz ao povo: “Vós sois o santuário de Deus. É vossa responsabilidade cuidar para não serdes contaminados de alguma forma”. Ora, o que ele tencionava é que os coríntios não se entregassem desonrosamente nas mãos dos homens. Na verdade, ele está a lhes conferir uma rara honra ao falar-lhes desta forma; porém o seu intuito é mostrar-lhes mais claramente sua culpa. Porque, visto que Deus os consagrou como santuários seu, concomitantemente os designou como guardadores de seu santuário. Portanto, ao se entregarem aos homens, estavam violando um depósito sagrado. Ele denomina a todos eles, juntos, de um santuário de Deus. Porque cada crente em particular é uma pedra viva para a edificação do edifício de Deus. Entretanto, indivíduos também são às vezes chamados de santuários. Um passo depois, Paulo usa novamente a mesma ideia, mas com outro propósito. Naquela passagem ele está tratando de castidade, mas aqui ele está apelando-lhes a que mantivessem até ao fim sua fé na abundância de Cristo, e de Cristo somente.

E que o Espírito de Deus... Esta é a razão por que são o santuário de Deus. Portanto, deve-se ler o “e” como se fosse “porque”. Isto é bastante comum; por exemplo, onde o poeta diz: “Tendes ouvido e foi anunciado”, Paulo diz: “Sois o santuário porque ele habita em vós por intermédio de seu Espírito; porquanto nenhum lugar impuro pode ser habitação de Deus”. Nesta passagem temos a evidência clara para afirmarmos a deidade do Espírito Santo. Porque, se ele fosse um ser criado, ou simplesmente algo a nós outorgado, então não poderia, ao habitar-nos fazer-nos santuários de Deus. Ao mesmo tempo, entendemos que Deus se nos comunica e a corrente pelo qual lhe somos ligados, a saber, derramando sobre nós o poder de seu Santo Espírito.

Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá. Paulo adiciona uma grave advertência: uma vez que o santuário é sagrado, então quem quer que o saqueie não escapará impunemente. No entanto, ele agora está a falar do gênero de violação em que os homens se põem no lugar de Deus, de modo a tornar-se senhores da Igreja. Porque, assim como a fé, que é devotada ao puro ensino de Cristo, é denominada em outro lugar de “castidade espiritual”, ela também nos consagra para aquela adoração divina que é correta e pura. Pois assim que somos atingidos pelas tramas humanas, o santuário de Deus é poluído como que por alguma imundícia, e a razão disto é que o sacrifício da fé, o qual Deus declara ser exclusivamente seu, passa a ser oferecido às coisas criadas.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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domingo, 21 de dezembro de 2025

“ENVIOU DEUS AO NOSSO CORAÇÃO O ESPÍRITO DE SEU FILHO”


“ENVIOU DEUS AO NOSSO CORAÇÃO O ESPÍRITO DE SEU FILHO”

“E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gl 4.6,7).

O apóstolo Paulo mostra que a adoção de que fala pertence aos gálatas, usando o seguinte argumento: A adoção divina precede o testemunho sobre ela apresentado pelo Espírito Santo.

O efeito, porém, é o sinal da causa. E ousais chamar a Deus vosso Pai só pela instigação e incitamento do Espírito de Cristo.

Portanto, é incontestável que sois filhos de Deus.

Significa, como costuma ensinar em outras partes, que o Espírito é o penhor e garantia de nossa adoção, de sorte que somos seguramente convencidos da atitude paternal de Deus para conosco.

Objetar-se-á, porém, os homens perversos também não realizam suas imprudências enquanto reivindicam que Deus é seu Pai? Às vezes não se gloriam ainda com maior ousadia que Deus é também deles? Respondo que Paulo não está, aqui, falando da fútil vanglória, ou do que alguém possa reivindicar para seu próprio espírito, mas do testemunho de sua consciência piedosa que procede de uma nova regeneração. Tal argumento só pode ser válido para os crentes, pois os réprobos não desfrutam da experiência de tal certeza. Como o Senhor mesmo declara: “O Espírito da verdade, que o mundo não pode conhecer, porque não o vê nem o conhece” [Jo 14.17]. Isso está implícito nas palavras de Paulo.

Enviou Deus. O que o apóstolo quer nos ensinar não é o que eles mesmos, no juízo carnal, loucamente aventuram, mas o que Deus confirma em seus corações pelo Espírito Santo. O Espírito de seu Filho é mais apropriado ao presente contexto do que algum outro título que porventura pudesse usar. Somos filhos de Deus, porque somos revestidos do mesmo Espírito que o foi seu Filho unigênito.

Deve-se observar que Paulo atribui isso a todos os cristãos em geral; pois onde o penhor do amor divino para conosco está ausente, seguramente não há fé genuína. Daí, é evidente que sorte de cristianismo há naqueles que não foram regenerados, o qual acusam de presunção a qualquer um que confesse que tem o Espírito de Deus. Pois imaginam a fé como algo sem o Espírito de Deus e sem certeza. Esse único dogma que confessam é evidente prova de que em seus corações reina o diabo, o pai da incredulidade. Reconheço, aliás, que os escolásticos, quando ordenam que as consciências humanas flutuem em perpétua dúvida, ensinam somente o que dita o senso natural. É da mais profunda necessidade fixar em nossa mente este dogma de Paulo, a saber: que ninguém é cristão salvo, senão aquele que se deixa instruir pelo Espírito Santo, como sinal de certeza e de confiança inabalável, a chamar Deus: meu Pai!

Aba, Pai! O significado dessas palavras, não tenho dúvida, consiste em que invocar a Deus é um costume comum a todas as línguas. Pois é próprio do presente tema que Deus tem o nome de Pai entre os hebreus e os gregos. E isso foi predito por Isaías: “Toda língua confessará o seu nome” [Is 45.23]. Uma vez, portanto, que os gentios são contados entre os filhos de Deus, é evidente que a adoção procede, não do mérito da lei, mas da graça da fé.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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“DEUS ENVIOU SEU FILHO, NASCIDO DE MULHER”


“DEUS ENVIOU SEU FILHO, NASCIDO DE MULHER”

“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5).

O apóstolo Paulo prossegue com sua comparação e aplica ao seu propósito “o tempo designado pelo Pai”. Mas, concomitantemente, ele mostra que o tempo que fora ordenado pela providência de Deus era oportuno e adequado. Essa é a estação certa e esse é o melhor método de ação, o qual a providência de Deus dirige. Portanto, o tempo certo para o Filho de Deus revelar-se ao mundo era de alçada exclusiva de Deus julgar e determinar. Isso deve bastar para restringir a curiosidade, se alguém, não satisfeito com o propósito secreto de Deus, ousaria questionar por que Cristo não apareceu antes desse tempo.

Deus enviou seu Filho, nascido de mulher. O Filho, que foi enviado, existia muito antes. Daqui se prova sua eterna divindade. Cristo, portanto, é o Filho de Deus enviado do céu. O apóstolo diz que isso foi feito através de uma mulher, portanto ele se vestiu de nossa natureza. Com isso ele quer dizer que Jesus Cristo possui duas naturezas. Ele expressamente tencionava distinguir Cristo do restante dos homens, como tendo sido gerado da semente de sua mãe, e não pela ação sexual de homem e mulher. Em qualquer outro sentido, isso teria sido fútil e estranho ao tema. A palavra, mulher, é aqui expressa para o sexo feminino em geral.

Nascido sob a lei. Literalmente é: “Feito sujeito à lei”. O meu desejo é expressar o sentido dessas palavras de uma forma mais clara. Cristo, o Filho de Deus, que por direito era isento de toda e qualquer sujeição, fez-se sujeito à lei. Um homem livre redimiu um escravo, ao constituir-se fiador; ao pôr as cadeias em si próprio, ele as tirou do outro. Da mesma forma, Cristo decidiu tornar-se obrigado a cumprir a lei para poder obter isenção para nós. Do contrário, ele teria se submetido ao jugo da lei inutilmente, pois certamente não foi por sua própria conta que ele fez isso.

Além do mais, não somos tão isentos da lei, pelos benefícios de Cristo que não mais devemos obediência alguma à instrução da lei e podemos fazer o que bem quisermos. Pois ela é a norma perpétua de uma vida saudável e santa. Mas Paulo está falando da lei com seus apêndices. E somos redimidos da sujeição a essa lei, visto que ela não mais é o que uma vez foi. Agora que o véu se partiu, a liberdade surgiu plenamente, e isso é que ele prossegue afirmando.

A fim de que recebêssemos a adoção de filhos. Os pais sob o regime do antigo pacto tinham certeza de sua adoção, mas ainda não tanto que desfrutassem plenamente de seu privilégio. A adoção, à semelhança da redenção em Romanos 8.23, é conferida para que se tome dela verdadeira posse. Pois como receberemos, no último dia, o fruto de nossa redenção, assim agora recebemos o fruto de nossa adoção, do qual os santos pais não participaram antes da vinda de Cristo. Portanto, aqueles que agora sobrecarregam a Igreja com excesso de cerimônias, impiamente a defraudam do que é justamente devido à adoção (literalmente, o justo débito para com a adoção).

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

“NÃO HAVIA LUGAR PARA ELES NA HOSPEDARIA”


NÃO HAVIA LUGAR PARA ELES NA HOSPEDARIA”

“E ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2.7).

Todos nós devemos usar o evangelho para nos avaliar. Quão próximos ou distantes estamos de Cristo? Como estamos nos saindo quando o assunto é fé e amor? Muitos se inflamam com uma devoção sonhadora quando ouvem sobre quão pobre Cristo era quando nasceu. Eles se enfurecem com as pessoas de Belém e criticam a cegueira e a ingratidão delas. Eles pensam que, se estivessem lá, teriam servido ao Senhor e à sua mãe. Eles não teriam permitido que elas fossem tão desprezíveis. Mas essas pessoas nem mesmo notam seus próprios vizinhos que estão ali tão próximos e precisam de ajuda. Elas os ignoram e os deixam do jeito que os encontraram. Quem, neste mundo, não está cercado de pessoas miseráveis, doentes, descuidadas ou pecadoras? Por que elas não demonstram amor a essas pessoas? Por que elas não fazem por seu próximo o que Cristo fez por eles? Não engane a si mesmo pensando que você teria tratado Cristo bem ao mesmo tempo que, no presente, você não faz coisa alguma pelo seu próximo. Se você estivesse em Belém, você teria prestado tão pouca atenção nele quanto todas as outras pessoas o fizeram. Você só deseja servi-lo porque sabe quem ele é. Digamos que ele viesse, deitasse numa manjedoura e deixasse você saber que ele é aquele de quem agora você tanto sabe. É claro que você desejaria fazer algo para ajudar. Mas, antes disso, você não teria feito coisa alguma. De forma semelhante, se você pudesse ver o seu próximo agora como ele será no futuro, e, se ele estivesse deitado na sua frente, você certamente cuidaria dele. Mas, por vê-lo somente pelo que é agora, você o ignora. Você falha em reconhecer Cristo em seu próximo.

“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.34-40).

Martinho Lutero (1483-1545). 

Deus nos abençoe!

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