"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



segunda-feira, 28 de junho de 2021

"EM FAVOR DE TODOS OS HOMENS"


EM FAVOR DE TODOS OS HOMENS

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.1-4).

Amados irmãos, os exercícios religiosos que o apóstolo Paulo aqui ordena mantêm e fortalecem em nós o culto sincero e o temor de Deus, bem como nutrem a consciência íntegra.

Devemos orar “em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade”.

A menção aos reis e todos os que se acham investidos de autoridade têm uma razão. Eles são ordenados por Deus para o nosso bem, designados por Deus para o cuidado e preservação do gênero humano; e por mais que eles fracassem na execução dessa divina ordenação, não devemos cessar de orar por eles. “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz” (Jr 29.7).

Um governo bem sucedido, sem dúvida será proveitoso para todos nós. Teremos a possibilidade de viver em paz, com toda piedade e respeito. Em sua Epístola aos Romanos, capítulo 13.1-5, Paulo nos dá mais detalhes sobre este assunto: Os que se acham investidos de autoridade devem proteger o bom cidadão; manter a ordem e a decência na sociedade; preservar a piedade e promover a verdadeira religião; combater o mal e punir os malfeitores.

Após demonstrar que o mandamento promulgado é excelente, o apóstolo Paulo apresenta um motivo mais forte para orarmos. Diz ele: “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. Obedecer a Deus é a mais sublime de todas as razões. O desejo de Deus é a regra pela qual devemos regulamentar todos os nossos deveres. Há um dever de amor que se preocupa com a salvação de todos aqueles a quem Deus estende seu chamado e testifica acerca desse amor através das orações piedosas. O nosso Deus gracioso, que nos conduziu à salvação por meio de Jesus Cristo, pode agir e estender essa mesma graça aos homens de todas as classes sociais e nações.

Oremos de acordo com a vontade de Deus; acatemos a Sua santa vontade; e que as nossas orações obedeçam ao comando do Espírito Santo.

Amém!

Pr. José Rodrigues

*As Pastorais, João Calvino, Ed. Paracletos

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

segunda-feira, 21 de junho de 2021

“O AMIGO DOS DOENTES”

 

“O AMIGO DOS DOENTES”

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades” (Mt 9.35).

O nosso Senhor Jesus foi testemunha ocular de todos os males herdados pela carne. Ele entrou em contato com doenças de todo tipo, variedades e descrição. E, por mais repugnantes que fossem, não se sentiu repelido por ter que tratar com qualquer das pobres vítimas desses males. Nenhuma doença era por demais repulsiva para Ele curar. “Ele curava toda sorte de doenças e enfermidades”.

Podemos obter grande consolo desse fato. Cada um de nós habita em um corpo muito débil e frágil. Nunca sabemos quanto sofrimento ainda precisaremos contemplar, enquanto nos assentamos à beira do leito de enfermidades de amigos e parentes queridos. Nunca sabemos quantos sofrimentos teremos nós mesmos de passar, antes de morrermos. No entanto, armemo-nos, a todo instante, com o precioso pensamento que Jesus Cristo é especialmente apto para ser o Amigo dos doentes. Este nosso grande Sumo Sacerdote, a quem devemos recorrer para obtermos cura, perdão e paz com Deus, está tão eminentemente qualificado para se compadecer de um corpo dolorido, como também para sarar uma consciência afligida.

O nosso Senhor Jesus tem cuidado especial pelos enfermos, pelos que choram, pelos cansados e sobrecarregados. Ele é o primeiro a visitá-los e a dizer-lhes: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mt 5.4)Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.18). E, se formos chamados à esfera de vida em Glória, não existe nada a lamentarmos em tal chamada. “Vivendo ou morrendo, somos do Senhor. Se vivermos, o Senhor Jesus está conosco. Se morrermos, nós estaremos com Ele”.

”Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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sexta-feira, 18 de junho de 2021

"ORAÇÃO"


"ORAÇÃO"

“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo. Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém!” (1Pe 5.6-11).

“Todo Poderoso DEUS, que ordena todas as coisas no céu e na terra, e em cujas mãos está a vida do homem, tenha piedade de nós pecadores miseráveis, que agora somos visitados com grande doença e mortalidade. Não temos nada a dizer para nós mesmos. Nós humildemente confessamos que merecemos Seu castigo, por causa de nossos muitos pecados, os pecados de nossa nação. Mas poupe-nos, bom Senhor, de acordo com as suas muitas misericórdias. Não trate conosco de acordo com nossos pecados. Retire-nos desta pesada praga e restaure a nossa saúde. Sobretudo aviva entre nós o verdadeiro arrependimento e aumente a verdadeira religião na terra. Pedimos tudo em nome e através da mediação de Jesus Cristo, nosso Senhor, a quem, Contigo e com o Espírito Santo, seja toda honra e glória”.

Amém!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Oração de enceramento do sermão: “PANDEMIA – Origem, Razões e Como Reagir a Ela”. ProjetoCasteloForte.

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terça-feira, 15 de junho de 2021

“SENHOR, SE QUISERES, PODES PURIFICAR-ME”


“SENHOR, SE QUISERES, PODES PURIFICAR-ME”

“Aconteceu que, estando ele numa das cidades, veio à sua presença um homem coberto de lepra; ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E, no mesmo instante, lhe desapareceu a lepra” (Lc 5.12,13).

Dentre as doenças que causavam dano ao corpo, a lepra se apresentava como uma das mais severas. Ela afligia o corpo humano trazendo feridas e decadência à pele, deterioração ao sangue e apodrecimento dos ossos. No entanto, lemos que um leproso foi purificado com apenas um toque das mãos de Cristo Jesus.

Desde a queda dos nossos pais, no jardim do Éden, temos padecido com as suas consequências (Gn 3.1-24). Fomos afetados por inteiro no corpo e na alma. “Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. Desde a planta do pé até a cabeça, não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas” (Is 1.5,6). 

Quem nos livrará definitivamente desta inquietante situação? Jesus Cristo, o Unigênito Filho do Altíssimo Deus. Ele pode fazer com que as coisas velhas passem e tudo se torne novo. Em seu sangue há poder para nos purificar de todo pecado, injustiça e enfermidades. Não existe nenhum mal, quer seja no corpo ou na alma, que o nosso Senhor Jesus não possa purificar. 

“Ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me” (Lc 5.12).

“Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra” (Sl 121.1,2).

"Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte" (Jr 29.13,14).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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terça-feira, 8 de junho de 2021

HUMILDADE: MANEIRA DE SER E DE AGIR


HUMILDADE: MANEIRA DE SER E DE AGIR

“Porque muito desejo ver-vos, a fim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados, isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha” (Rm 1.11,12).

Nossa obra deve ser conduzida com grande humildade. Nós mesmos devemos conduzir-nos com modéstia diante de todos. Quando ensinamos, devemos estar abertos também para aprender de qualquer que possa nos ensinar. Deste modo, ensinamos e aprendemos ao mesmo tempo. Não nos vangloriemos orgulhosamente das nossas pretensões de saber, desprezando os que nos contradizem. Não ajamos como se já tivéssemos chegado ao topo, e os outros tivessem que sentar aos nossos pés.

O orgulho é um mal que prejudica os que pretendem levar outros a marchar humildemente para o céu. Portanto, tenhamos cuidado, para não suceder que, tendo conduzido outros para lá, as portas se mostrem estreitas demais para nós mesmos. Ora, se Deus pôs para fora um anjo orgulhoso, tampouco tolerará um homem orgulhoso. Na verdade, o orgulho está na raiz de todos os outros pecados: a inveja, o espírito belicoso, o descontentamento e todos os obstáculos que impedem a renovação espiritual.

Onde há orgulho, todos querem dirigir e ninguém quer seguir ou concordar. O orgulho é causa de cismas, apostasias, usurpação arrogante e outras formas de imposição. É causa também do ensino ineficaz de tantos e tantos “mestres”, que pura e simplesmente são demasiado orgulhosos para aprender. Como Agostinho disse a Jerônimo: “Embora seja mais próprio do idoso ensinar que aprender, também lhe é mais próprio aprender que ficar na ignorância”. A humildade nos ensina a aprender de boa vontade tudo que não sabemos, pois, se quisermos ser mais sábios do que todos, temos que estar dispostos a aprender de todos.

O galardão da humildade e o temor do SENHOR são riquezas, e honra, e vida” (Pv 22.4).

Deus nos abençoe!

Richard Baxter (1615-1691).

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quarta-feira, 2 de junho de 2021

“A SI MESMO SE HUMILHOU”


 “A SI MESMO SE HUMILHOU”

“A si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8).

Jesus de Nazaré é o nosso grande mestre quanto à humildade de coração. Precisamos aprender com Ele diariamente. Veja o Mestre pegando uma toalha e lavando os pés dos Seus discípulos! Você não se humilharia? Veja-o como o Servo dos servos, e certamente você não poderá ser orgulhoso! (Jo 13.1-35).

“A si mesmo se humilhou”. Esta frase não é o sumário de Sua biografia? Não estava Ele na Terra, sempre despindo primeiro um manto de honra e depois outro, até que, nu, foi preso à cruz? E lá, Ele não se esvaziou do Seu homem interior, derramando Seu sangue vital, entregando-se por todos nós, até que o colocaram num sepulcro emprestado? Quão humilde foi o nosso querido Redentor! Como então podemos ser orgulhosos? (Mt 27.59,60).

Fique aos pés da Cruz e conte as gotas de sangue pelas quais você foi purificado. Veja a coroa de espinhos, observe Seus ombros açoitados ainda jorrando fluxos vermelhos. Observe as mãos e os pés entregues ao duro ferro e todo o Seu ser entregue à zombaria e ao escárnio. Considere a amargura, as dores e os espasmos de sofrimento interior revelando-se em Seu corpo exposto; ouça o grito emocionante: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46).

Se você não cair prostrado no chão perante a Cruz de Cristo, é porque nunca a viu: se não é humilde na presença de Deus, você não o conhece. Você estava tão perdido que nada podia salvá-lo, a não ser o sacrifício do Unigênito de Deus. Pense nisso e, como Jesus se rebaixou por você, incline-se humildemente aos Seus pés. Um sentimento do incrível amor de Cristo por nós tem mais tendência a nos quebrantar do que a consciência da nossa própria culpa (Fp 2.5-11).

Que o Espírito do Senhor nos leve à contemplação do Calvário, então nossa posição não será mais a do homem pomposo de orgulho, mas tomaremos o humilde lugar daquele que muito ama, porque muito lhe foi perdoado. O orgulho não pode viver à sombra da Cruz. “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1Pe 5.6).

Deus nos abençoe!

C.H.Spurgeon (1834-1892).

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quarta-feira, 26 de maio de 2021

“O ESPÍRITO NOS ASSISTE EM NOSSA FRAQUEZA”

 

“O ESPÍRITO NOS ASSISTE EM NOSSA FRAQUEZA”

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza”. Com o fim de evitar que os crentes aleguem que são demasiadamente frágeis para serem qualificados a suportar fardos tão pesados, o apóstolo Paulo põe diante deles o auxílio do Espírito, o qual é plenamente suficiente para vencer todas as dificuldades. Não há, pois, razão alguma para que nos queixemos de que carregar a cruz é algo que está além das nossas forças, uma vez que somos fortalecidos com o poder celestial. O Espírito mesmo toma parte em levar o fardo que debilita nossas forças e aumenta nossa fragilidade, e não só nos fornece ajuda e socorro, mas também nos soergue, como se ele mesmo aguentasse o fardo por nós.

“Porque não sabemos orar como convém”. Já fomos orientados acerca do testemunho do Espírito, pelo qual ficamos sabendo que Deus é nosso Pai e no qual ousamos confiadamente invocá-lo (Rm 8.15). O apóstolo agora reitera a segunda parte relativa à invocação, e diz que somos ensinados pelo mesmo Espírito como devemos orar a Deus e o que devemos pedir-lhe em nossas orações. Com estas palavras, creio eu, Paulo simplesmente quis dizer que somos como que cegos quando oramos a Deus, visto que, embora aliviados de nossos males, nossas mentes se acham tão perturbadas e confusas em fazer a escolha certa do que nos convém, ou do que necessitamos. Se alguém alega que temos uma regra prescrita na Palavra de Deus para nós, respondo que nossos afetos permanecem sobrecarregados com trevas a despeito disto, até que o Espírito os guie com sua luz.

“Mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”. Ainda quando não pareça que nossas orações tenham sido realmente ouvidas por Deus, o apóstolo Paulo conclui que a presença da graça celestial já se manifesta no próprio zelo pela oração, visto que ninguém, de seu próprio arbítrio, conceberia que suas orações são sinceras e piedosas. O Espírito, portanto, é quem deve prescrever a forma de nossas orações. Paulo chama de inexprimíveis os gemidos que irrompem de dentro de nós ao impulso do Espírito, visto que vão muito além da capacidade de nosso intelecto. O Espírito afeta de tal forma os nossos corações que estas orações, pelo seu fervor, penetram o próprio céu. Somos incitados a clamar (Mt 7.7). Mas ninguém, por sua própria iniciativa pronunciaria uma só sílaba, com discernimento, se Deus não ouvisse o clamor de nossas almas que cedem ao impulso secreto de seu Espírito, e não abrisse nossos corações para ele mesmo.

Aleluia!

João Calvino (1509-1564).

*Comentários em Romanos, Ed. Paracletos.

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segunda-feira, 24 de maio de 2021

“ELE NOS AMOU PRIMEIRO”

 

“ELE NOS AMOU PRIMEIRO”

“Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19).

Não há amor verdadeiro no coração por Deus, além daquele que vem do próprio Deus. Dessa fonte transbordante do infinito amor de Deus todo o nosso amor por Ele deve brotar. Isso deve sempre ser uma grande e inquestionável verdade, de que o amamos por nenhuma outra razão, além da que Ele nos amou primeiro. Nosso amor por Deus é resultado de Seu amor por nós.

Uma fria admiração ao estudar as obras de Deus, qualquer um pode ter, mas o calor do amor pode ser aceso no coração apenas pelo Espírito de Deus. Como é maravilhoso o fato de termos sido trazidos ao verdadeiro amor! Como é extraordinário que mesmo quando éramos rebeldes, Ele, por uma demonstração de Seu amor imensurável, procurou nos atrair para Si. Não! Jamais tivemos um grão de amor por Deus que não tivesse sido semeado em nós pela doce semente do Seu amor para conosco.

O amor, então, tem como fonte o amor de Deus derramado em nossos corações, mas após ter nascido, divinamente, é necessário que seja divinamente nutrido. O amor é raro, não é uma planta que florescerá naturalmente em solo humano, ele deve ser regado pelo céu. O amor a Deus, de todo o coração, alma e entendimento, e ao nosso próximo como a nós mesmos é a flor de delicada natureza, e se ela não receber alimento além daquele que pode ser tirado da rocha de nossos corações, logo secará. Como o amor vem do céu, precisa ser alimentado com o Pão Celestial. Não pode existir no deserto, a menos que seja alimentado pelo Maná que vem lá de cima.

“O amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (1Jo 4.7,10,11).

Deus nos abençoe!

C.H.Spurgeon (1834-1892).

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quarta-feira, 19 de maio de 2021

“O AMOR CRISTÃO”


“O AMOR CRISTÃO”

“...se não tiver amor, nada serei” (1Co 13.2).

O amor que há no coração do cristão não é o mesmo amor dos demais homens. O amor do homem natural para com os diferentes objetos pode proceder de diferentes princípios e objetivos; mas o amor cristão é mui distinto deste. Ele é um em seu princípio, seja qual for o objeto em favor do qual é exercido; ele procede da mesma fonte no coração, ainda que corra em diversas direções.

O amor cristão se origina no sopro do Espírito, seja para com Deus, seja para com o homem. O Espírito de Deus é o Espírito de Amor, e quando ele adentra a alma, o amor também entra aí com ele. Deus é amor, e aquele que tem Deus habitando em si por meio de seu Espírito, também terá o amor habitando em si. A natureza do Espírito Santo é amor; e é por comunicar-se, em sua própria natureza, aos santos, que seus corações se enchem do amor divino (Rm 5.5; 15.30; Cl 1.8).  

O amor cristão, seja para com Deus, seja para com o homem, é operado no coração pela mesma obra do Espírito. Não há duas obras do Espírito de Deus, uma a infundir um espírito de amor para com Deus, e a outra a infundir um espírito de amor para com os homens; mas, ao produzir uma, o Espírito produz também a outra. Na obra da conversão, o Espírito Santo renova o coração, dando-lhe uma disposição divina; assim, é uma e a mesma disposição divina que é operada no coração, a qual se manifesta em amor, seja para com Deus, seja para os homens (1Jo 3.23,24; 4.12,13; 20,21).

Quando Deus e o homem são amados com um amor realmente cristão, ambos são amados com base nos mesmos motivos. Quando Deus é amado de uma maneira correta, ele é amado por sua excelência e pela beleza de sua natureza, especialmente pela santidade de sua natureza; e é proveniente do mesmo motivo que os santos são amados – por causa da santidade. O amor para com Deus é o fundamento do gracioso amor para com os homens; e os homens são amados, ou porque em algum aspecto se assemelham a Deus, na posse de sua natureza e imagem espiritual, ou em razão da relação que mantêm com ele na capacidade de seus filhos ou criaturas – como aqueles que são abençoados por ele, ou a quem sua misericórdia é oferecida.

Deus nos abençoe!

Jonathan Edwards (1703-1758).

*A Caridade e seus Frutos, Editora Fiel.

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terça-feira, 11 de maio de 2021

“O AMOR CRISTÃO É HUMILDE”

Irmã Maria Lina

“O AMOR CRISTÃO É HUMILDE”

“O amor não se ufana, não se ensoberbece” (1Co 13.4).

Observe que o amor cristão é expresso como o oposto não só do comportamento soberbo, mas de uma atitude soberba, ou o orgulho no coração, porquanto o amor “não se ensoberbece”.

A humildade pode ser definida como sendo o hábito da mente e do coração que corresponde à nossa indignidade e vileza em comparação com Deus, ou o senso de nossa própria insignificância aos olhos de Deus, com a disposição para um comportamento correspondente à humildade. Ela consiste em parte no senso ou estima que temos de nós mesmos; e, em parte, na disposição que temos para um comportamento correspondente a este senso ou estima (Rm 12.3).

O primeiro elemento na humildade é: O senso de nossa própria insignificância comparativa. Digo insignificância comparativa porque a humildade é uma graça peculiar aos seres que são gloriosos e excelentes em todos os seus muitos aspectos. Assim os santos e anjos no céu, suplantam em humildade; e esta é peculiar a eles e adequada neles, ainda que sejam seres puros, impolutos e gloriosos, perfeitos em santidade e excelentes na mente e força. Mas, ainda que sejam assim gloriosos, contudo possuem uma insignificância comparativa diante de Deus (Sl 113.4-6).

Assim o homem Jesus Cristo, que é o mais excelente e glorioso de todas as criaturas, no entanto é manso e humilde de coração, e em humildade suplanta todos os demais seres. A humildade é uma das excelências de Cristo, porque ele é não somente Deus, mas também homem, e, como homem, ele era humilde; pois humildade não é, e não pode ser, um atributo da natureza divina. A natureza de Deus é de fato infinitamente oposta ao orgulho, e contudo a humildade não pode ser, propriamente, um predicado dele; pois, se o fosse, isto implicaria imperfeição, o que é impossível em Deus. Deus, que é infinito em excelência e glória, e infinitamente acima de todas as coisas, não pode ter em si qualquer consciência de insignificância, e, portanto não pode ser humilde. Humildade, porém, é uma excelência peculiar a todos os seres inteligentes criados, pois todos eles são infinitamente pequenos e insignificantes diante de Deus (1Pe 5.6).

Deus nos abençoe!

Jonathan Edwards (1703-1758).

*A Caridade e seus Frutos, Editora Fiel.

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.

Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115