Assista!
"Doutrina: Do Arrependimento para Vida".
“Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para
vida” (At 11.18).
Pr. José Rodrigues Filho
Assista!
"Doutrina: Do Arrependimento para Vida".
“Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para
vida” (At 11.18).
Pr. José Rodrigues Filho
“Pois, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós nos outorgou quando cremos no Senhor Jesus, quem era eu para que pudesse resistir a Deus? E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida” (At. 11.17,18).
Seção I. O arrependimento para a vida é uma graça evangélica, doutrina esta que deve ser proclamada por todo o ministro do evangelho, tanto quanto a da fé em Cristo (CFW. XV).
Seção II. Por ele um pecador, movido pelo que vê e sente, não só diante do perigo, mas também diante da imundícia e odiosidade de seus pecados, como sendo contrários à santa natureza e à justa lei de Deus, e na apreensão de sua misericórdia em Cristo destinada aos que são penitentes, de tal maneira se entristece e odeia os seus pecados que, deixando-os, se volta para Deus, propondo-se e diligenciando-se por andar com ele em todas as veredas de seus mandamentos (CFW. XV).
A luminosa apreensão da misericórdia de Deus em Cristo se faz necessário para o genuíno arrependimento, porque a consciência debilitada ecoa a lei de Deus e não pode ser apaziguada por nenhuma outra propiciação senão por aquela exigida pela própria justiça divina; e até que isso seja feito numa confiante aplicação dos méritos de Cristo, ou a indiferença entorpecerá ou o remorso atormentará a alma.
Fora de Cristo Deus é “fogo consumidor”, e o medo inextinguível de sua ira repele a alma. “Guardai-vos não vos esqueçais da aliança do SENHOR, vosso Deus, feita convosco, e vos façais alguma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa que o SENHOR, vosso Deus, vos proibiu. Porque o SENHOR, teu Deus, é fogo que consome, é Deus zeloso” (Dt 4.23,24); “Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor” (Hb 12.28,29).
O senso da espantosa bondade de Deus, aos nossos olhos, na dádiva de seu Filho, e de nossa ingrata retribuição a ela, é o mais poderoso meio de conduzir a alma ao genuíno arrependimento do pecado quando cometido contra Deus. E Isso se pode provar pelos exemplos de arrependimento registrados nas Escrituras. “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado” (Sl 51.1,2). “Se observares, SENHOR, iniquidades, quem, SENHOR, subsistirá? Contigo, porém, está o perdão, para que te temam” (Sl 130.4).
*Confissão de Fé Comentada, A.A.Hodge - Ed. Os Puritanos
Assista: "Doutrina da Perseverança dos Santos"
“Farei com eles aliança
eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no
seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).
Pr. José Rodrigues Filho
Pr. José Rodrigues Filho
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a
Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de
antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu
Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.28,29).
A verdade quanto ao “Chamado Eficaz” é que ele é direcionado àqueles
conforme vemos em Romanos 8.30. “Aos que predestinou, a esses também
chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a
esses também glorificou”. Todos nós concordamos que essa não é uma porção
bíblica que se pode afirmar quanto àqueles que não amam a Deus, que não se
conformam à imagem de Jesus Cristo.
Em Romanos 1.1, está escrito: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para
ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus”. O apóstolo Paulo foi colocado
por Jesus Cristo nessa posição, nesse ofício, nesse ministério. Sem dúvida,
houve eficácia nesse chamado. Primeiro à salvação e depois ao apostolado. Não
foi um simples convite. É isso que Paulo diz de si mesmo, conforme encontramos
em Gálatas 1.15. “Quando, porém, ao que me separou antes de eu
nascer e me chamou pela sua graça”. E, em Romanos
1.6,7. “Chamados para serdes de Jesus Cristo. A todos os amados de Deus...,
chamados para serdes santos”.
Portanto, os que são chamados eficazmente
para a salvação, são chamados com este propósito: para serem conformes à imagem
do primogênito Filho de Deus. Em 1Timóteo 1.9, lemos: “Deus nos salvou e nos
chamou com santa vocação”. E em Efésios 4.1, está escrito: “Rogo-vos, pois, eu,
o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes
chamados”.
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
“Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e
Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor” (1Sm 7.12).
As palavras “até aqui” são como a mão que aponta em direção
ao passado. Sejam poucos ou muitos anos, ainda assim, “até aqui nos ajudou o
SENHOR”! Na pobreza, na riqueza, na doença, na saúde, em casa ou em outro país,
na honra ou na desonra, na perplexidade, na alegria, nas lutas, no triunfo, na
oração, na tentação, “até aqui nos ajudou o SENHOR”!
Nós nos deleitamos ao olhar adiante, para uma longa
alameda de árvores. É encantador ver a paisagem em seu percurso, algo como um
templo verdejante, com pilares de ramos e seus arcos de folhas; da mesma forma
olhe para os corredores dos seus anos, para os verdes galhos da misericórdia
sobre sua cabeça e os fortes pilares de bondade e fidelidade que sustentaram
nossas alegrias. Não há pássaros cantando nos galhos mais distantes? Certamente
deve haver muitos e todos cantam a misericórdia recebida “até aqui”.
Mas as palavras também apontam adiante. Pois quando um
homem chega a certo ponto e diz: “Até aqui nos ajudou o SENHOR”, ele não está no
fim. Ainda há uma distância a ser percorrida. Mais provas, mais alegrias, mais
tentações, mais triunfos, mais orações, mais respostas, mais labuta, mais
força, mais lutas, mais vitórias e, então, vem a doença, a idade avançada, a
enfermidade, a morte. Chegou o fim? Não! Ainda há mais que surge quando
conformados à imagem do “primogênito de Deus”: tronos,
harpas, canções, salmos, vestes brancas, a comunidade dos santos, a face do nosso Senhor Jesus Cristo, a glória de Deus, a plenitude da eternidade, a infinitude da
felicidade.
Ó tenha bom ânimo, filho de Deus, e com confiança grata
engrandeça seu “Ebenézer”, pois: O SENHOR que o ajudou até aqui, ajudá-lo-á em
toda a jornada (Fp 1.6).
Feliz Ano Novo!
C.H.Spurgeon (1834-1892).
“Naqueles dias, foi publicado um decreto de César
Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.
José também subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, para a Judeia, à cidade de Davi,
chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com
Maria, sua esposa, que estava grávida. Estando eles ali, aconteceu
completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o
e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc
2.1,3-7).
Desde que há mundo, jamais houve um nascimento tão maravilhoso quanto o de Jesus. Foi em si mesmo um milagre: O eterno Filho de Deus, segunda Pessoa da Trindade Santa, manifestado na carne (1Tm 3.16). “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). São indizíveis as bênçãos que Ele trouxe ao mundo: abriu aos homens a porta para a vida eterna (Jo 3.16).
O primeiro imperador romano publicou um decreto “convocando
toda a população para recensear-se”. Neste fato sobressai a sabedoria
de Deus. A “plenitude do tempo” chegara, para que o Messias aparecesse. Os
príncipes e sacerdotes do mundo gentio haviam sido pesados na balança e achados
em falta. Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma – todos tinham
provado que o mundo não conheceu a Deus pela sua própria sabedoria (1Co 1.21).
Os seus grandes generais e poetas, historiadores e filósofos, os reinos do mundo,
estavam perdidos em idolatria. Era o tempo certo de Deus intervir
desde os céus e enviar um Salvador eficaz (Rm 5.6).
Firmemos sempre a nossa alma no fato confortador de que
o tempo está nas mãos de Deus (Sl 31.15). Ele sabe qual a melhor ocasião para
enviar socorro ao seu povo e nova orientação ao mundo. Tomemos cuidado, a fim
de não darmos lugar à ansiedade por causa do que acontece à nossa volta, como
se soubéssemos melhor do que Deus qual é a melhor hora para enviar livramento.
O nosso coração deve sentir-se confortado ao lembrar-se
do governo providencial de Deus. Um verdadeiro crente jamais
deve comportar-se inquieto ou assustado por causa da conduta dos juízes deste
mundo. Deve, sim, com os olhos da fé contemplar Aquele que supervisiona tudo o
que eles realizam, fazendo convergir para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28), e glória para Aquele cujo nome
está acima de todo nome – Jesus Cristo, o nosso Senhor (Fp 2.9-11).
Feliz Natal!
Pr. José Rodrigues
*Meditações no Evangelho de
Lucas – J.C.Ryle, Ed. Fiel.
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era
Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por
intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e
a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não
prevaleceram contra ela" (João 1:1-5).
Nestes cinco primeiros versículos do Evangelho de João temos uma declaração
de incomparável sublimidade a respeito da natureza divina do nosso Senhor Jesus
Cristo. Com toda certeza, há grande profundidade nessa revelação, cuja
compreensão está além do nosso entendimento. Ainda assim, há claros
ensinamentos, os quais todo crente deveria guardar como tesouro no coração.
1) O Senhor Jesus Cristo é eterno. João diz que “no princípio era o
Verbo”. Ele não começou a existir quando os céus e a terra foram formados e,
muito menos, quando o evangelho foi trazido ao mundo. Ele tinha a glória com o
Pai “antes que houvesse mundo” (Jo 17.5).
2) O Senhor Jesus Cristo é uma pessoa distinta de Deus, o Pai; e, ainda
assim é um com Ele. João diz que “o Verbo estava com Deus”. O Pai e o Verbo,
embora sejam duas pessoas, são ligados por uma união inefável. Desde a
eternidade, onde quer que o Pai estivesse, ali também estava o Verbo, o Deus
Filho – iguais em glória, co-eternos em majestade, mas uma só Divindade.
3) O Senhor Jesus Cristo é o próprio Deus. João diz que o “Verbo era
Deus”. Ele não é meramente um anjo criado ou um ser inferior a Deus, o Pai,
investido de poder, da parte do Pai, para redimir os pecadores. Não é menos que
o Deus perfeito; é igual ao Pai, no que concerne à sua divindade; Ele é Deus,
possuindo a mesma natureza que o Pai e existindo antes da fundação do mundo.
4) O Senhor Jesus Cristo é o Criador de todas as coisas. João diz que
“todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem ele nada do que foi
feito se fez”. Longe de ser uma criatura de Deus, Ele é o Ser que fez o
universo e tudo que nele há (Sl 148.5).
5) O Senhor Jesus Cristo é a fonte de toda luz e vida espiritual. João
diz que “a vida estava nele, e a vida era a luz dos homens”. “De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do
mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”
(Jo 8.12).
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
*Meditações no Evangelho de João - J.C.Ryle - Ed. Fiel.
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela" (João 1:1-5). Amém!
Deus nos abençoe!
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do
Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co 13.13).
O apóstolo Paulo termina a epístola com uma oração constituída de três
partes, nas quais está encerrado o todo de nossa salvação. Paulo deseja aos irmãos,
antes de tudo, a graça de Cristo, em
segundo lugar, o amor de Deus, em
terceiro, a comunhão do Espírito. O
termo “graça”, aqui, significa a bênção total da redenção. A ordem apresentada
pode parecer invertida, visto que o amor exerce a prioridade. Nem sempre há na
Escritura uma preocupação quanto à exatidão no arranjo dos termos, mas pode-se
também dizer que a ordem, aqui, concorda com a forma doutrinal exposta na Escritura,
segundo a qual nós, quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados pela
morte de seu Filho (Rm 5.1), embora a Escritura geralmente fale disto de duas
formas diferentes. Às vezes ela fala na forma já citada, que havia inimizade
entre nós e Deus, até que fôssemos reconciliados por meio de Cristo. Por outro
lado, lemos em João 3.16 que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu
Filho Unigênito”. Estas duas declarações parecem contradizer uma à outra, porém
é fácil reconciliá-las, pois na segunda, vemos pelo prisma de Deus, e na
primeira vemos pelo nosso próprio ponto de vista. Porque Deus, no tocante a ele
mesmo, nos amou desde antes da fundação do mundo e nos redimiu tão-somente
porque nos amou; porém nós, quando olhamos para nós mesmos, nada vemos senão
pecado a provocar a ira divina, e não podemos apropriar-nos do amor de Deus sem
um Mediador. Portanto, no tocante a nós, a graça de Cristo é o princípio do
amor de Deus. Examinando a questão na primeira forma, Paulo não estaria certo
pondo a graça de Cristo antes do amor de Deus, porque não se pode pôr o efeito
antes da causa; porém, do segundo ponto de vista, é correto começar com a graça
de Deus por meio da qual Ele nos adotou como seus filhos, e honrou com seu amor
àqueles a quem outrora mantinha sob a ira e abominação em razão do pecado.
A comunhão do Espírito é adicionada porque é somente sob a
direção do Espírito que tomamos posse de Cristo e de todos os seus benefícios.
Paulo parece também estar fazendo alusão à variedade dos dons do Espírito que ele
menciona em outras partes, visto que Deus não concede o Espírito a alguém como um indivíduo
isolado, senão que o distribui a cada um segundo a medida da graça, para que os
membros da igreja compartilhem seus dons uns com os outros e assim nutram sua
unidade.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).