segunda-feira, 7 de abril de 2025
domingo, 6 de abril de 2025
“CRIADO SEGUNDO DEUS”
“CRIADO SEGUNDO DEUS”
"E vos revistais do novo homem, criado
segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade" (Ef
4.24).
O novo homem criado segundo Deus, em justiça
e retidão procedentes da verdade, deseja ser santo, percebe a malignidade
do pecado não apenas pelos riscos de infelicidade, mas como algo que Deus
abomina. Considere estas coisas: “No sentido de que, quanto ao trato passado,
vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do
engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do
novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.”
(Ef 4.22-24).
Você sabe o que é nascer de novo, ser nova
criatura, ter a vida de Deus em você, ser participante da natureza divina, ter
Cristo no coração, ser templo do Espírito Santo e ter comunhão com Ele? Como
você se sente em relação a tudo isso? Qual o seu grau de afinidade com a
preciosa e graciosa Lei de Deus? “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu
coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e
grande mandamento. O segundo semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a
ti mesmo” (Mc 12.30,31).
Você sente alegria por estar na casa do
Senhor, no dia do Senhor, na companhia dos seus irmãos? Você ora, estuda e entende
a palavra de Deus? Isto lhe proporciona saúde, conforto, ânimo e paz
espiritual?”(2Pe 3.18).
“E vos revistais do novo homem, criado segundo
Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”.
Deus nos abençoe!
Martyn Lloyd-Jones
(1899-1981).
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“E VOS REVISTAIS DO NOVO HOMEM”
“E VOS REVISTAIS DO NOVO HOMEM”
"E vos revistais do novo homem, criado
segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade" (Ef 4.24).
"E vos revistais do novo homem", consiste simplesmente em ser renovado no espírito ou interiormente. Isto pode variar de intensidade na vida dos cristãos, mas esta noção deve estar presente na alma de cada um deles.
Como você se sente em relação aos meios de graça que Deus estabeleceu para a sua renovação e crescimento e espiritual? O que significa pra você a leitura da Bíblia, a comunhão dos santos, os cultos, o ouvir e meditar na pregação da palavra de Deus, a oração, a disciplina e a participação na Ceia do Senhor? Esses meios são importantes ou você bem que poderia passar por esta vida sem eles?
Você tem consciência que é pecado negligenciar o revestir-se do novo homem e crescer na graça e
no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo? (2Pe 3.18).
Aqui está uma palavra de advertência a todo aquele que não considera com
seriedade estas coisas: "Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que
não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos,
obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em
que vivem, pela dureza do seu coração” (Ef 4.17,18).
Abandonados em nós mesmos resistimos à graça do Senhor Jesus, mas quando
o Espírito de Deus age em nossos corações, iluminando os olhos do nosso
entendimento, criando em nós uma vontade renovada, o que antes era indesejável
torna-se mais doce que o mel (Sl 119.103).
Deus nos abençoe!
Martyn Lloyd-Jones
(1899-1981).
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sexta-feira, 4 de abril de 2025
“TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL”
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor
Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas
regiões celestiais em Cristo” (Ef 1.3).
A Graça de Deus é o seu livre,
absoluto e eterno favor manifesto na concessão de toda sorte de bênção espiritual aos seus eleitos. “Bendito o
Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte
de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos
escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e
irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a
adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua
vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu
gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a
remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Ef 1.3-7).
Toda sorte de bênção espiritual são dádivas de um Deus Soberano e
Gracioso cooperando para o bem daqueles que não têm em si mérito nenhum, e
pelas quais não se exige deles nenhuma compensação. É graça incondicional. Ela
não pode ser comprada, nem conquistada por criatura alguma. Se pudesse,
deixaria de ser graça. Quando dizemos que uma coisa é “de graça”, queremos
dizer que seu recebedor não tem nenhum direito a ela, que de maneira nenhuma
ela lhe era devida. Chega-lhe como pura caridade e, a princípio, não solicitada
nem desejada. “E, se é pela graça, já não é por obras; do contrário, a
graça já não é graça” (Rm 11.6).
Deus nos abençoe!
Martyn Lloyd-Jones (1899-1981).
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“PORQUE PELA GRAÇA SOIS SALVOS”
“PORQUE PELA GRAÇA SOIS SALVOS”
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de
vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9).
Não são poucos os que distorcem o conceito de salvação ensinando
abertamente que a justificação dos homens diante de Deus pode se processar por
intermédio das boas obras. Com um pouco de dedicação e estudo das Sagradas
Escrituras podemos perceber com exatidão quão distante esse ensino está da
verdade. Os homens são salvos pela graça de Deus, e isso se dá mediante a fé em
Cristo Jesus. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor
com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida
juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos
ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para
mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para
conosco. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é
dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”. (Ef 2.4-7).
Todo o processo de salvação é um ato gracioso de Deus. Os homens são
inteiramente dependentes da Sua graça para corresponderem com fé em Cristo
Jesus e serem destinados à vida eterna (At 13.48).
A prática das boas obras nunca foi base para a salvação dos homens, mas
sim, consequência e evidência essencial de uma vida transformada segundo o
beneplácito da vontade, do amor e da infinita misericórdia de Deus. Toda boa
obra praticada por nós deve ser o reflexo da nossa gratidão Àquele que nos
salvou. Não tenha dúvida, os salvos são justificados pela fé em Cristo Jesus,
somente. “O justo viverá por fé” (Rm 1.17). Mas fé sem obras não é fé
verdadeira. A fé salvadora nunca anda sozinha; ela sempre vem acompanhada de
boas obras. (Tg 2.14). “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para
boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).
Deus nos abençoe!
Martyn Lloyd-Jones (1899-1981).
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quarta-feira, 2 de abril de 2025
“DOUTRINA DA PROVIDÊNCIA”
“DOUTRINA DA PROVIDÊNCIA”
“Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de
Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos.” (At 2.23).
Entendemos que a Doutrina da Providência pode ser
definida como “a atividade de Deus por meio do qual Ele provê as
necessidades de suas criaturas, preserva todo o universo criado, dirige todos
os caminhos individualmente, de modo que nada escapa ao Seu controle”.
Não há como negar a existência da obra providencial de Deus, porque não
há coisa alguma que venha acontecer por mero acaso neste mundo e, muito menos,
na existência e particularidades de qualquer um de nós. Aqueles que negam a
obra providencial de Deus acabam por cair numa espécie de
fatalismo ou na ideia do acaso. O fato é que homem nenhum é independente dos
eventos que acontecem neste mundo. O ser humano não possui controle sobre o que
acontece no universo. O cristão, como lhe deve ser próprio, crê num Deus
envolvido com a Sua criação, “sustentando todas as coisas pela palavra
do Seu poder” (Hb 1.3), bem como, é sabedor que nada escapa do controle
soberano de Deus, pois também crê que “dEle e por meio dEle e para Ele são
todas as coisas” (Rm 11.36).
A doutrina da Providência não deve ser vista apenas nos atos agradáveis
que acontecem na vida dos homens, como provisões nas horas de necessidade, mas
também nos atos que implicam em sofrimento, aflição e morte. Na cruz do
Calvário, Cristo Jesus assumiu a posição do vil pecador, sofrendo e morrendo em
seu lugar. Mediante a Sua morte, nós fomos incluídos como participantes do
mesmo sacrifício. Esta é a garantia de libertação da penalidade eterna a todo
aquele que nEle crê (Jo 3.16). Por um ato providencial de Deus, o nosso
Salvador nos substituiu naquele maldito madeiro, “sendo este entregue pelo
determinado desígnio e presciência de Deus” (At 2.23).
Deus nos abençoe!
Martyn Lloyd-Jones (1899-1981).
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terça-feira, 1 de abril de 2025
“SANTIFICA-OS NA VERDADE”
“SANTIFICA-OS NA VERDADE”
“Santifica-os
na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).
Devemos dar
atenção especial ao pedido de nosso Senhor Jesus em favor da santificação dos seus
discípulos. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. Cristo Jesus
rogava ao Pai que tornasse seus discípulos mais puros nesta vida. A graça de Deus já os havia alcançado e
regenerado. Agora o Senhor da Igreja ora para que esta obra graciosa do
Espírito Santo seja levada adiante e seus servos sejam progressivamente
santificados no corpo, na alma e no espírito – ou seja, que a cada dia eles se
tornassem mais semelhantes a Ele mesmo.
Mais
santificação é aquilo que deve desejar todo verdadeiro cristão. Viver em
santidade é a grande prova de que somos filhos de Deus. Muitos podem recusar
reconhecer a veracidade do que pregamos, mas não podem esquivar-se das evidências
de uma vida comprometida com a santidade (Mt 5.16).
Viver em
santidade nos aperfeiçoa para estar com Cristo. Nós somos admitidos nas mansões
celestiais por graça, não por obras; todavia, ninguém verá o Senhor sem
santidade. A nossa vida aqui na terra deve estar em perfeita sintonia com a
vida lá no céu, se é que pretendemos desfrutá-la. Somente pelo sacrifício de
Cristo temos outorgado o direito a esta herança, mas é pela santificação na
verdade que somos habilitados ao seu eterno prazer.
Deus nos
abençoe!
J.C.Ryle (1816-1900).
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“ESTÁ CONSUMADO!”
“ESTÁ CONSUMADO!”
“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (Jo 19.30).
Estamos diante de um testemunho bíblico notável, digno de nossa atenção, uma declaração apresentada de forma singular pelo apóstolo de João. Lemos que o nosso Jesus sentiu sede, sendo-Lhe oferecido vinagre. “Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (Jo 19.30).
Não é exagero afirmar que precisamos com urgência entender o significado desta solene declaração: “Está consumado!” O que ela significa? Todos nós devemos perceber que existe nesta maravilhosa exclamação um significado tão profundo que nos faltam palavras para explicar. Entretanto, com reverência vamos imaginar o que se passava na mente do nosso Amado Senhor, quando pronunciou tão admirável declaração. Podemos entender que nela está a consumação de todos os sofrimentos conhecidos e desconhecidos, os quais Cristo como nosso "Substituto" teve que suportar; a consumação da lei de Moisés, onde o “Cordeiro de Deus” tornou-se o verdadeiro sacrifício pelos nossos pecados; a consumação de profecias que como “Messias” viera concretizar; e a consumação definitiva da grande obra de redenção do povo de Deus, realizada pelo "Único e Suficiente Redentor". Tudo isso, sem dúvida, o nosso Senhor tinha em mente quando disse: “Está consumado!”
Ao considerar as palavras de Jesus Cristo, em uma ocasião como esta, diante de um momento de absoluta crise e envolvendo tantos mistérios, o fazemos com cautela. Consideremos um pensamento a mais nesta famosa expressão: “Tudo está consumado!” A vida dos amados filhos de Deus repousa sobre uma obra consumada. Não precisamos ficar intimidados diante das investidas de Satanás com suas insinuações condenatórias. Nesta hora, nós precisamos olhar para o nosso vitorioso Senhor e descansar na verdade de que “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Leia Rm 8.1-39).
J.C.Ryle (1816-1900).
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segunda-feira, 31 de março de 2025
“DARDOS INFLAMADOS DO MALIGNO”
“DARDOS INFLAMADOS DO MALIGNO”
“Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu sou velho, e minha mulher, avançada em dias. Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas. Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas venham a realizar-se; porquanto não acreditaste nas minhas palavras, as quais, a seu tempo, se cumprirão” (Lc 1.18-20).
Incredulidade é um estado, atitude, tendência encontrada em pessoas que
não se convencem com facilidade ou não acreditam facilmente na verdade
(Lc 1.5-20; Jo 20.27).
Observemos o caso de Zacarias, para ele a palavra dita pelo anjo pareceu
impossível. Não lhe parecia possível que um homem idoso como ele pudesse ser
pai. Por isso, questionou o anjo do Senhor: “Como saberei isto? Pois eu sou
velho, e minha mulher, avançada em dias” (Lc 1.18).
Zacarias era sacerdote, instruído em todos os preceitos do Senhor,
conhecedor dos grandes e poderosos feitos de Deus, familiarizado com as
Escrituras do Velho Testamento. Portanto, era de esperar dele que lembrasse do
nascimento miraculoso de Isaque (Gn 21.1-7); de Sansão (Jz 13.1-25); de Samuel
(1Sm 1.9-20). Que lembrasse das ocasiões em que o anjo do Senhor esteve com
Daniel na cova dos leões (Dn 6.22); e com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na
fornalha acesa (Dn 3.28). Que lembrasse do que Deus havia feito no passado e
que poderia fazer novamente no presente, porque para Deus nada é impossível.
Mas não foi isso que aconteceu. Mesmo diante do anjo do Senhor, Zacarias foi
tomado pela incredulidade.
Este fato histórico deve nos conduzir ao que todos nós precisamos
admitir: somos tendenciosos a descrença, desconfiança, suspeita e
esquecimento da palavra de Deus. Sim, de esquecer até mesmo os maiores
portentos e maravilhas de Deus. Esta é uma situação em que o inimigo de nossas
almas aproveita para lançar os dardos inflamados da dúvida,
uma das armas preferidas de Satanás contra os servos de Deus. Trata-se de
uma investida diabólica que tem atormentado os santos em todas as épocas, e
dela não ficaremos imunes antes da “batalha final”.
Dê atenção ao que o apóstolo Paulo escreveu: “Quanto ao mais, sede
fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a
armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do
diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra
os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso,
contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai
toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de
terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes,
cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés
com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o
qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno” (Ef 6.10-16).
Deus nos abençoe!
J.C.Ryle (1816-1900).
“CRISTO JESUS, O NOSSO SUBSTITUTO”
“CRISTO JESUS, O NOSSO SUBSTITUTO”
“Assim, a escolta, o comandante e os guardas dos judeus prenderam
Jesus, manietaram-no” (Jo 18.12).
Nos evangelhos temos narrativas em que nosso Senhor Jesus foi preso,
levado como malfeitor, conduzido a presença de juízes ímpios, injustos; sendo
insultado e tratado com desprezo. Sabemos que se o nosso Senhor Jesus tivesse
desejado, imediatamente seria liberto. Precisaria apenas ordenar e seus
inimigos cairiam por terra. Sem dúvida esse foi um momento em que Cristo Jesus
experimentou intenso sofrimento.
Sofrer por quem amamos e, em algum aspecto, são dignos de nossas
afeições é um tipo de sofrimento que podemos entender. Submeter-nos
passivamente aos maus tratos, quando não temos poder para resistir-lhes, é uma
atitude compreensiva. No entanto, ser preso e sofrer voluntariamente, quando
temos o poder para impedi-lo, em favor de incrédulos, ímpios, ingratos, que não
pediram tal coisa – esta é uma atitude que ultrapassa o entendimento humano.
“Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos
ímpios” (Rm 5.6). “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de
ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
Ao meditarmos na paixão e morte de Cristo, jamais nos esqueçamos que
isto constitui a glória de seus sofrimentos: Ele foi levado preso e apresentado
diante do tribunal de julgamento do sumo sacerdote, não porque era incapaz de
impedi-lo, mas porque o Seu coração estava determinado a salvar pecadores,
sendo punido no lugar deles. Cristo Jesus tornou-se um prisioneiro voluntário.
Ele foi voluntariamente preso e condenado, para que fôssemos absolvidos,
libertos, declarados justos e conduzidos a Deus. “Pois também Cristo morreu,
uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus”
(1Pe 3.18). “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para
que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5.21).
A substituição voluntária de Cristo é uma doutrina que precisa ser
ensinada com clareza, poder e graça. Cristo Jesus sofreu e morreu
voluntariamente em nosso lugar, sem resistir. Ele sabia que viera para ser o
nosso Substituto e, por meio dessa santa substituição, "remir-nos de
toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso
de boas obras" (Tt 2.14).
Deus nos abençoe!
J.C.Ryle (1816-1900).







