"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quinta-feira, 18 de julho de 2019

“Não Deixarei de lhes fazer o Bem”

“Não Deixarei de lhes fazer o Bem”
“Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).

Deus dirige as ações do seu povo e assegura o seu perseverante estado de santidade de um modo perfeitamente compatível com a liberdade conquistada em Cristo Jesus.

Quando Deus nos introduz na condição de filhos pela adoção, cerca-nos de todos os meios santificadores. E se cairmos em pecado, Ele nos disciplina zelosamente e nos restaura. Este fato é provado pelas Escrituras, pela consciência e experiência de todo filho de Deus. “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.7-10). 

Deus age poderosamente nos seus filhos garantindo a vitória na luta contra o pecado. A doutrina bíblica da perseverança dos santos não ensina que o homem que uma vez creu tem segura a salvação, sejam quais forem os seus sentimentos e os seus atos subsequentes. Ela não promove o descuido e a imoralidade; muito pelo contrário, por ela somos advertidos que Deus só garante a salvação final daqueles que foram verdadeiramente unidos a Cristo pela fé, assegurando, pelo poder do Espírito Santo, a sua perseverança em santidade, perfeitamente livres, no temor do Senhor até ao fim. “Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.38-40). Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos.

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

sábado, 13 de julho de 2019

FUTURO

FUTURO
“Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo” (At 28.30,31).

“O que nos aguarda? O que acontecerá com a nossa saúde? O que ocorrerá com as pessoas que nos são queridas? E quanto ao nosso emprego? E à nossa vida? Não sabemos. Mas que possamos recebê-lo com o coração em paz, porque sabemos que Cristo está no trono: todo o poder Lhe foi concedido nos céus e na terra. As nossas vidas estão em Suas mãos, o que quer que nos aconteça - à semelhança do que ocorreu aqui com o apóstolo Paulo - contribuirá e cooperará, harmonicamente, para que a vontade dAquele que nos remiu e nos salvou, em Cristo Jesus, se cumpra na nossa vida, de maneira plena e cabal”.

Pr. Paulo Anglada - que hoje estaria completando 65 anos - em seu último livro: ATOS DOS APÓSTOLOS - Vol.4.

http://www.ipcpa.org.br/

*Visite a Igreja Presbiteriana Central do Pará.
Tv. Enéas Pinheiro, 1752 - Marco - Belém(PA).
(91)3246-3293

quinta-feira, 4 de julho de 2019

O Verdadeiro Cristão

O Verdadeiro Cristão
"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama" (Jo 14.21).

O verdadeiro cristão procura conformar cada área de sua vida às regras da Palavra de Deus. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts 4.3). Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus (1Co 6.9-10).

Santidade de vida não significa apenas esquivar-se negativamente da prática do mal. Significa também obedecer positivamente os mandamentos do Senhor. Não podemos dizer que alguém é um verdadeiro cristão somente por não ser ladrão, mentiroso, idólatra, bêbado, sexualmente imoral, arrogante, invejoso e violento. Além disso, ele precisa ser positivamente temente a Deus, humilde, respeitoso, longânimo, pacificador, perdoador, misericordioso e amorável. Sem essas qualidades positivas, não está obedecendo o comando do Espírito de Cristo.

Viver para a glória de Deus é o principal objetivo e ocupação de todo verdadeiro cristão. O povo de Deus é zeloso de boas obras (Tt 2.14). O Senhor Jesus não nos chamou para a ociosidade, e sim para trabalhar e labutar para Ele. A falta de disposição em servi-Lo é tão condenável quanto uma rebelião deflagrada. Busque ser diligente, fervoroso e comprometido em sua profissão de fé, como descrito na epístola aos Hebreus: Desejamos, porém, continue cada um de nós mostrando até ao fim a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas (Hb 6.11-12). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*A Genuína Experiência Espiritual, Jonathan Edwards, Editora PES

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
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“Perseverança dos Santos”

“Perseverança dos Santos”
Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus (Fp 1.6).

“Aqueles a quem Deus aceitou em seu Amado, eficazmente chamados e santificados por seu Espírito, não podem nem totalmente, nem finalmente apostatar do estado de graça; mas com toda certeza perseverarão nela até o fim e serão eternamente salvos” (CFW.XVII.I).

O ponto central enfatizado na doutrina da Perseverança dos Santos é que os verdadeiros crentes, uma vez regenerados e justificados por Deus, não podem jamais um dia, totalmente, nem finalmente apostatar da graça, mas infalivelmente perseverarão até ao fim (Fp 1.6).

Deus permite que problemas surjam na vida daqueles que se proclamam cristãos a fim de testar a veracidade de sua fé. Então, torna-se claro para eles, e muitas vezes para os outros, se realmente estão levando a sério seu relacionamento com Deus. Um dos sinais do verdadeiro cristão é que ele persevera mesmo nas dificuldades, mantendo-se fiel a Cristo. Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam (Tg 1.12).

Admitimos que verdadeiros cristãos podem se tornar espiritualmente frios, cair em graves pecados, e, por algum tempo continuar neles. Entretanto, nunca tão totalmente que se cansem de Deus. Previna-se e lute contra as tentações do mundo, as seduções de Satanás, as corrupções de sua própria natureza e a negligência dos meios da graça. Pois, se o resultado dos problemas e provações naqueles que professam o cristianismo for de total apostasia, isso demonstra que nunca foram verdadeiros convertidos. Eles saíram de nosso meio, entretanto não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos (1Jo 2.19). Medita estas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

*A Genuína Experiência Espiritual, Jonathan Edwards, Editora PES.
*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos.

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terça-feira, 2 de julho de 2019

SANTUÁRIO DO ESPÍRITO SANTO

"SANTUÁRIO DO ESPÍRITO SANTO"

“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6.19,20).

Quão grande honra nos confere Deus em vir fazer morada em nós! Portanto, viva em santo temor a fim de não entristecê-Lo. Não somos de nós mesmos, não estamos sob nossa própria autoridade, vivendo segundo o nosso bel-prazer. O Senhor Jesus já pagou o preço de nossa redenção, e nos adquiriu para Ele mesmo como sua propriedade particular. “Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”.

Vemos evidências por esta porção bíblica que os coríntios presumiam que podiam fazer o que bem lhes agradasse com respeito às questões externas, as quais tinham de ser refreadas. Paulo, pois, fornece os meios de correção, aqui, onde ele os avisa de que o corpo, bem como a alma, estão sujeitos a Deus, e, portanto, é justo que ambos sirvam à sua glória. É como se ele dissesse: “Na verdade, a mente de um crente deve ser pura diante de Deus, mas também assim deve ser no tocante à sua conduta externa, a qual é vista pelos homens; esta deve estar em submissão, visto que a autoridade sobre ambos pertence a Deus, que redimiu a ambos”. Com este propósito em vista, o apóstolo de Cristo assevera não ser apenas a nossa mente, mas também o nosso corpo, ambos são templos do Espírito Santo.

Dedique-se ao serviço do Senhor, total e sinceramente. Direcione as ações externas de sua vida segundo os parâmetros de Sua Palavra. “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento...mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (1Pe 1.18-20). 

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.

sábado, 15 de junho de 2019

Eleição Incondicional

Eleição Incondicional
“Devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2Ts 2.13).

Um dos cinco pontos do calvinismo conhecido como “Eleição Incondicional” ensina que ela é imutável, não condicionada à fé nem ao arrependimento previstos ou em boas obras, mas em cada caso à soberana graça e ao amor pessoal de Deus, segundo o conselho secreto da sua vontade. A fé, o arrependimento, as boas obras são frutos da eleição, e consequentemente não podem ser suas condições.

A Confissão de Fé de Westminster (1643-1646), de tradição calvinista, expressamente sustenta que o eterno, soberano, imutável e incondicional decreto eletivo de Deus determina que da massa da humanidade caída, certos indivíduos alcançarão a vida e a glória eterna; que este decreto repousa na graça soberana e no amor pessoal de Deus, segundo o secreto conselho da sua vontade, tendo como fim último a manifestação de sua própria glória, o louvor de sua gloriosa graça.

Segundo o seu eterno e imutável propósito e segundo o santo conselho e beneplácito da sua vontade, antes que fosse o mundo criado, Deus escolheu em Cristo, para a glória eterna, os homens que são predestinados para a vida; para o louvor da sua gloriosa graça ele os escolheu de sua mera e livre graça e amor, e não por previsão de fé, ou de boas obras e perseverança nelas, ou de qualquer outra coisa na criatura que a isso o movesse, como condição ou causa” (CFW.III.V).

Ref. Ef 1.3-6,9,11; Rm 8.30; 2Tm 1.9; 1Ts 5.9; Rm 9.11,13,16; Ef 2.8-10.

A eleição está condicionada ao beneplácito da vontade de Deus que “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho de sua vontade” (Ef 1.5,6,11). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

* Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos

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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Eleitos de Deus

Eleitos de Deus
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele” (Ef 1.3,4).

Deus nos escolheu soberanamente, antes da fundação do mundo, e em Cristo Jesus nos salvou para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor nos predestinou para a adoção de filhos, segundo a sua boa vontade. Se já somos salvos, devemos reconhecer que esta obra está fundamentada em Deus. O nosso cântico, por toda a eternidade, será aquele pronunciado pelos lábios do profeta Jonas: “Ao SENHOR pertence a salvação!” (Jn 2.9).

Deus não nos elegeu meramente para nos livrar da “ira vindoura”; a eleição também tem em vista testemunhos que glorificam a Deus. “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15.16). “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16).

“A doutrina deste profundo mistério de predestinação deve ser tratada com especial prudência e cuidado, a fim de que os homens, atendendo à vontade de Deus revelada em sua palavra e prestando-lhe obediência, possam, pela evidência da sua vocação eficaz, certificar-se da sua eterna eleição. Assim, a todos os que sinceramente obedecem ao Evangelho, esta doutrina fornece motivo de louvor, reverência e admiração a Deus, bem como de humildade, diligência e abundante consolação” (CFW.III.VIII).

Eleitos de Deus sem fruto do Espírito é um engano do coração. Onde não há vida cristã autêntica não reconhecemos a eleição. Assimilando este princípio, não teremos receio em admitir esta maravilhosa doutrina. Como outras verdades apresentadas no Evangelho, a doutrina da eleição tem sofrido deturpação por parte de ignorantes e instáveis (2Pe 3.16). Todavia, para o crente maduro, ela traz segurança, consolo e plena satisfação em Cristo Jesus. Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Segurança Infalível de Fé

Segurança Infalível de Fé
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1Pe 1.3-5).

Os verdadeiros crentes podem, nesta vida, alcançar a certeza com respeito às suas próprias relações pessoais com Cristo, e que essa certeza não é mera persuasão conjectural e provável, fundada numa esperança falível, mas numa segurança infalível de fé. Esta segurança repousa sobre a verdade divina das promessas e ações graciosas de salvação. “Vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.13,14).

“Esta certeza não é uma mera persuasão conjectural e provável, fundada numa esperança falível, mas uma infalível segurança de fé, fundada na divina verdade das promessas de salvação, na evidência interna daquelas graças nas quais essas promessas são feitas, no testemunho do Espírito de adoção, testificando com nosso espírito de que somos filhos de Deus, sendo o Espírito o penhor de nossa herança, por meio de quem somos selados para o dia da redenção” (CFW XVIII. §2).

O cristão cuja fé é vigorosa e inteligente tem uma evidência distinta em sua própria consciência de que ele, pessoalmente, crê nas palavras do Senhor Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24). A mesma garantia é oferecida a todos os que amam a Deus, a todos quantos guardam os seus mandamentos, a todos quantos amam os irmãos, aos humildes de espírito, aos puros de coração, aos que têm fome e sede de justiça, etc. Quando essas graças são possuídas num grau tal, forte e puro, que somos cônscios de sua genuinidade, então a conclusão é imediata e irresistível, ou seja, que estamos em união com Cristo e seguros da nossa salvação. Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*Aula de EBD - IPSilva Jardim (02/06/2019).
* Esboços de Teologia, A.A.Hodge, Editora PES.
* Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos

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A Certeza da Graça e Salvação

A Certeza da Graça e Salvação
“O próprio Espírito testifica como o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

A certeza da graça e salvação está fundamentada, primeiro: na verdade divina das promessas de salvação; segundo: na evidência interna das graças às quais são feitas essas promessas; e terceiro: no testemunho do Espírito de adoção, testemunhando com o nosso espírito que somos filhos de Deus. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos Aba, Pai. O próprio Espírito testifica como o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.15,16).

“Ainda que os hipócritas, bem como outras pessoas não regeneradas, inutilmente se enganem com falsas esperanças e carnal presunção de serem alvos do favor divino e estado de salvação, esperança que perecerá, contudo os que creem realmente no Senhor Jesus e o amam sinceramente, envidando todo esforço por andar em toda sã consciência diante dele, podem nesta vida estar plenamente certos de que estão em estado de graça e podem regozijar-se na esperança da glória de Deus, esperança esta que jamais os envergonhará” (CFW.XVIII.I).

Pode-se distinguir essa convicção legítima daquela vã e presunçosa confiança que é uma ilusão de satanás, distinção que pode ser notada pelas seguintes provas: 1) A verdadeira segurança gera humildade, sem fingimento; a falsa segurança gera orgulho espiritual (Gl 6.14); 2) A verdadeira conduz à crescente diligência na prática da santidade; a falsa conduz à indolência e a permissividade (Sl 51.13,14); 3) A verdadeira conduz ao sincero autoexame e desejo de ser sondado e corrigido por Deus; a falsa conduz a uma disposição de se satisfazer com a aparência e de se evitar a acurada investigação (Sl 139.23,24); 4) A verdadeira conduz a perenes aspirações por mais íntima comunhão com Deus (1Jo 3.2,3). 

O Espírito Santo dá aos redimidos do Senhor, especialmente ao que se destaca por sua diligência e fidelidade a graça da iluminação espiritual, para que possua uma penetrante percepção em seu próprio caráter, para que julgue a real autenticidade de suas próprias graças, para que interprete corretamente as promessas e os caracteres aos quais se limitam nas Escrituras; de modo que, comparando o padrão externo com a experiência interna, extraia conclusões corretas e inquestionáveis. Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*Aula de EBD - IPSilva Jardim (02/06/2019).
* Esboços de Teologia, A.A.Hodge, Editora PES.
* Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos.

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
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quarta-feira, 29 de maio de 2019

“Rendei Graças ao SENHOR”

“Rendei Graças ao SENHOR”
“Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre” (Sl 136.1).

Devemos louvar a Deus pelo que Ele é em Si mesmo. Deus é essencialmente bom; e não somente bom, Ele é a própria bondade. Na criatura, a bondade é uma qualidade comunicada, acrescentada; em Deus é sua essência. “Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!” (Sl 107.8). “Bom e reto é o SENHOR, por isso, aponta o caminho aos pecadores” (Sl 25.8). Disse o Senhor Jesus: “Eu sou o bom pastor... Eu sou o caminho...” (Jo 10.11 e 14.6).

Um fruto da bondade de Deus é a sua misericórdia, que é a pronta inclinação de Deus em aliviar as misérias das criaturas caídas. “Pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; pois tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia” (Sl 59.16). 

Em geral, Deus tem demostrado seu cuidado e sustém por suas ações misericordiosas e especiais os filhos dos homens, ajudando-os, apesar dos seus pecados. “Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mt 5.45). Aos eleitos e firmados em Cristo Jesus, por aliança eterna, Ele comunica sua misericórdia soberana. “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).

A misericórdia de Deus concedida aos incrédulos é exclusivamente temporal. Limita-se a presente vida. Não há misericórdia que se estenda a eles além-túmulo. Mas Deus nunca deixa de ser misericordioso. Isto constitui uma qualidade de sua essência divina, e o exercício de sua misericórdia é regulado por sua vontade soberana. “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão” (Rm 9.15). Medita estas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

*Visite a Igreja Presbiteriana da Fazendinha - Curitiba/PR.
Rua Ver Elias Karam, 150
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