"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sábado, 17 de agosto de 2019

Pregue o Evangelho de Jesus Cristo

Pregue o Evangelho de Jesus Cristo
“E, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8).

O nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo por amor, decisão de conformidade com o conselho da santa, livre e soberana vontade de Deus triúno. Ele não precisou das coisas que criou para amar e ser amado, para sentir-se melhor, e nem mesmo para experimentar algum tipo de relacionamento, uma vez que Ele é suficiente em Si mesmo. Ele possui em Si mesmo e de Si mesmo todas as perfeições absolutas. “Glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” (Jo 17.5).

Professamos que o nosso Deus é amor (1Jo 4.8). Ele é amor por essência. Ele amou antes de criar qualquer coisa. Ele sempre exercitou o amor em Si mesmo, base para o relacionamento amoroso com o seu povo, também chamado de “amor eterno” (Jr 31.3).

Em sua oração sacerdotal, disse Jesus: “Que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.21). Compreendemos que essa é a vontade do nosso Senhor: Deus triúno em nós, e nós no Deus triúno. Fomos chamados para experimentar dessa santa união e perfeito amor. É impossível deixar de comunicar ao mundo tão maravilhosa graça. Deus nos ama! “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

Nós somos amados de Deus que, em Cristo Jesus, nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Vamos anunciar essa boa nova de grande felicidade. Esse é o resultado natural e espontâneo do coração dos filhos do Altíssimo. Busque no Espírito do Senhor o poder para proclamar as virtudes de Deus (1Pe 2.9). Honre o nome dAquele que “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Pregue o Evangelho de Jesus Cristo. Amém!

Diego Balbueno

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

“Embaixadores Em Nome De Cristo”

“Embaixadores Em Nome De Cristo”
“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5.19,20).

Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo é o maior estímulo que podemos ter quanto à prática da evangelização. É o amor que move o coração dos “embaixadores em nome de Cristo” ao anúncio da palavra da reconciliação.

Aqueles que nasceram de novo, que tiveram os seus pecados perdoados, que foram justificados por Cristo Jesus, que receberam o dom do Espírito Santo, e tiveram a alma iluminada e os olhos do entendimento desvendados sabem da terrível sina daqueles que permanecem em inimizade contra Deus.

Obedecendo as ordens de Cristo, cheios do Espírito Santo, os apóstolos e a igreja primitiva saíram anunciando o Evangelho. “Ide, fazei discípulos de todas as nações [...]; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.18-20). “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas(At 1.8). “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At 4.31). “Os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (At 8.4).

Você ama a Deus e ao próximo como a si mesmo? Você é grato a Jesus Cristo que te livrou da morte eterna? Você foi batizado com o Espírito Santo? Você está engajado na prática da evangelização?

O desejo de conquistar os que ainda não creem no Evangelho deve ser, e é, o resultado natural e espontâneo do coração dos filhos de Deus. Seria contradição ser nova criatura, liberto do império das trevas, com o dom do Espírito Santo, chamado de embaixador em nome de Cristo sem interesse, motivação e poder para proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1Pe 2.9). Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Perseverantes até ao Fim

Perseverantes até ao Fim
“Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos” (Hb 3.14).

Quem professa o cristianismo, mas frequentemente demonstra que não persevera em santidade dá sinais que não obteve ainda, mediante a fé, a graça da justificação e a paz de um verdadeiro filho de Deus. O genuíno membro da família de Deus tem acesso, pela fé, a esta graça e “guarda firme, até ao fim” (Hb 3.6). 

Cuidado com a falsa mensagem de “segurança eterna”. Ideia transmitida por aqueles que dizem: Quem recebeu a Cristo está  salvo, no tempo e na eternidade, mesmo que permaneça em desobediência aos mandamentos do Senhor. As Escrituras Sagradas e nossos Padrões de Fé nos remetem para algo bem diferente. Não obstante ser possível, aos amados do Senhor, através das tentações de Satanás, caírem em graves pecados, e incorrerem, assim, no desprazer de Deus e entristecerem o Espírito Santo, não podem nem totalmente nem finalmente permanecer nessa condição. A intercessão de Cristo e a divina semente em seu interior estarão presentes conduzindo-os a perseverança final dos santos (Hb 7.25; 1Jo 3.9; CFW.XVII).

Um filho de Deus jamais vira as costas para o Senhor de forma irrecuperável. Se alguém que tendo professado a fé em Cristo o abandona para sempre, será porque sua profissão de fé nunca foi verdadeira. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10.27,28). “Corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb 12.1,2). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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“Não Deixarei de lhes fazer o Bem”

“Não Deixarei de lhes fazer o Bem”
“Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).

Deus dirige as ações do seu povo e assegura o seu perseverante estado de santidade de um modo perfeitamente compatível com a liberdade conquistada em Cristo Jesus.

Quando Deus nos introduz na condição de filhos pela adoção, cerca-nos de todos os meios santificadores. E se cairmos em pecado, Ele nos disciplina zelosamente e nos restaura. Este fato é provado pelas Escrituras, pela consciência e experiência de todo filho de Deus. “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.7-10). 

Deus age poderosamente nos seus filhos garantindo a vitória na luta contra o pecado. A doutrina bíblica da perseverança dos santos não ensina que o homem que uma vez creu tem segura a salvação, sejam quais forem os seus sentimentos e os seus atos subsequentes. Ela não promove o descuido e a imoralidade; muito pelo contrário, por ela somos advertidos que Deus só garante a salvação final daqueles que foram verdadeiramente unidos a Cristo pela fé, assegurando, pelo poder do Espírito Santo, a sua perseverança em santidade, perfeitamente livres, no temor do Senhor até ao fim. “Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.38-40). Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos.

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sábado, 13 de julho de 2019

FUTURO

FUTURO
“Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo” (At 28.30,31).

“O que nos aguarda? O que acontecerá com a nossa saúde? O que ocorrerá com as pessoas que nos são queridas? E quanto ao nosso emprego? E à nossa vida? Não sabemos. Mas que possamos recebê-lo com o coração em paz, porque sabemos que Cristo está no trono: todo o poder Lhe foi concedido nos céus e na terra. As nossas vidas estão em Suas mãos, o que quer que nos aconteça - à semelhança do que ocorreu aqui com o apóstolo Paulo - contribuirá e cooperará, harmonicamente, para que a vontade dAquele que nos remiu e nos salvou, em Cristo Jesus, se cumpra na nossa vida, de maneira plena e cabal”.

Pr. Paulo Anglada - que hoje estaria completando 65 anos - em seu último livro: ATOS DOS APÓSTOLOS - Vol.4.

http://www.ipcpa.org.br/

*Visite a Igreja Presbiteriana Central do Pará.
Tv. Enéas Pinheiro, 1752 - Marco - Belém(PA).
(91)3246-3293

quinta-feira, 4 de julho de 2019

O Verdadeiro Cristão

O Verdadeiro Cristão
"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama" (Jo 14.21).

O verdadeiro cristão procura conformar cada área de sua vida às regras da Palavra de Deus. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts 4.3). Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus (1Co 6.9-10).

Santidade de vida não significa apenas esquivar-se negativamente da prática do mal. Significa também obedecer positivamente os mandamentos do Senhor. Não podemos dizer que alguém é um verdadeiro cristão somente por não ser ladrão, mentiroso, idólatra, bêbado, sexualmente imoral, arrogante, invejoso e violento. Além disso, ele precisa ser positivamente temente a Deus, humilde, respeitoso, longânimo, pacificador, perdoador, misericordioso e amorável. Sem essas qualidades positivas, não está obedecendo o comando do Espírito de Cristo.

Viver para a glória de Deus é o principal objetivo e ocupação de todo verdadeiro cristão. O povo de Deus é zeloso de boas obras (Tt 2.14). O Senhor Jesus não nos chamou para a ociosidade, e sim para trabalhar e labutar para Ele. A falta de disposição em servi-Lo é tão condenável quanto uma rebelião deflagrada. Busque ser diligente, fervoroso e comprometido em sua profissão de fé, como descrito na epístola aos Hebreus: Desejamos, porém, continue cada um de nós mostrando até ao fim a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas (Hb 6.11-12). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*A Genuína Experiência Espiritual, Jonathan Edwards, Editora PES

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“Perseverança dos Santos”

“Perseverança dos Santos”
Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus (Fp 1.6).

“Aqueles a quem Deus aceitou em seu Amado, eficazmente chamados e santificados por seu Espírito, não podem nem totalmente, nem finalmente apostatar do estado de graça; mas com toda certeza perseverarão nela até o fim e serão eternamente salvos” (CFW.XVII.I).

O ponto central enfatizado na doutrina da Perseverança dos Santos é que os verdadeiros crentes, uma vez regenerados e justificados por Deus, não podem jamais um dia, totalmente, nem finalmente apostatar da graça, mas infalivelmente perseverarão até ao fim (Fp 1.6).

Deus permite que problemas surjam na vida daqueles que se proclamam cristãos a fim de testar a veracidade de sua fé. Então, torna-se claro para eles, e muitas vezes para os outros, se realmente estão levando a sério seu relacionamento com Deus. Um dos sinais do verdadeiro cristão é que ele persevera mesmo nas dificuldades, mantendo-se fiel a Cristo. Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam (Tg 1.12).

Admitimos que verdadeiros cristãos podem se tornar espiritualmente frios, cair em graves pecados, e, por algum tempo continuar neles. Entretanto, nunca tão totalmente que se cansem de Deus. Previna-se e lute contra as tentações do mundo, as seduções de Satanás, as corrupções de sua própria natureza e a negligência dos meios da graça. Pois, se o resultado dos problemas e provações naqueles que professam o cristianismo for de total apostasia, isso demonstra que nunca foram verdadeiros convertidos. Eles saíram de nosso meio, entretanto não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos (1Jo 2.19). Medita estas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

*A Genuína Experiência Espiritual, Jonathan Edwards, Editora PES.
*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos.

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terça-feira, 2 de julho de 2019

SANTUÁRIO DO ESPÍRITO SANTO

"SANTUÁRIO DO ESPÍRITO SANTO"

“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6.19,20).

Quão grande honra nos confere Deus em vir fazer morada em nós! Portanto, viva em santo temor a fim de não entristecê-Lo. Não somos de nós mesmos, não estamos sob nossa própria autoridade, vivendo segundo o nosso bel-prazer. O Senhor Jesus já pagou o preço de nossa redenção, e nos adquiriu para Ele mesmo como sua propriedade particular. “Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”.

Vemos evidências por esta porção bíblica que os coríntios presumiam que podiam fazer o que bem lhes agradasse com respeito às questões externas, as quais tinham de ser refreadas. Paulo, pois, fornece os meios de correção, aqui, onde ele os avisa de que o corpo, bem como a alma, estão sujeitos a Deus, e, portanto, é justo que ambos sirvam à sua glória. É como se ele dissesse: “Na verdade, a mente de um crente deve ser pura diante de Deus, mas também assim deve ser no tocante à sua conduta externa, a qual é vista pelos homens; esta deve estar em submissão, visto que a autoridade sobre ambos pertence a Deus, que redimiu a ambos”. Com este propósito em vista, o apóstolo de Cristo assevera não ser apenas a nossa mente, mas também o nosso corpo, ambos são templos do Espírito Santo.

Dedique-se ao serviço do Senhor, total e sinceramente. Direcione as ações externas de sua vida segundo os parâmetros de Sua Palavra. “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento...mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (1Pe 1.18-20). 

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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sábado, 15 de junho de 2019

Eleição Incondicional

Eleição Incondicional
“Devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2Ts 2.13).

Um dos cinco pontos do calvinismo conhecido como “Eleição Incondicional” ensina que ela é imutável, não condicionada à fé nem ao arrependimento previstos ou em boas obras, mas em cada caso à soberana graça e ao amor pessoal de Deus, segundo o conselho secreto da sua vontade. A fé, o arrependimento, as boas obras são frutos da eleição, e consequentemente não podem ser suas condições.

A Confissão de Fé de Westminster (1643-1646), de tradição calvinista, expressamente sustenta que o eterno, soberano, imutável e incondicional decreto eletivo de Deus determina que da massa da humanidade caída, certos indivíduos alcançarão a vida e a glória eterna; que este decreto repousa na graça soberana e no amor pessoal de Deus, segundo o secreto conselho da sua vontade, tendo como fim último a manifestação de sua própria glória, o louvor de sua gloriosa graça.

Segundo o seu eterno e imutável propósito e segundo o santo conselho e beneplácito da sua vontade, antes que fosse o mundo criado, Deus escolheu em Cristo, para a glória eterna, os homens que são predestinados para a vida; para o louvor da sua gloriosa graça ele os escolheu de sua mera e livre graça e amor, e não por previsão de fé, ou de boas obras e perseverança nelas, ou de qualquer outra coisa na criatura que a isso o movesse, como condição ou causa” (CFW.III.V).

Ref. Ef 1.3-6,9,11; Rm 8.30; 2Tm 1.9; 1Ts 5.9; Rm 9.11,13,16; Ef 2.8-10.

A eleição está condicionada ao beneplácito da vontade de Deus que “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho de sua vontade” (Ef 1.5,6,11). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Eleitos de Deus

Eleitos de Deus
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele” (Ef 1.3,4).

Deus nos escolheu soberanamente, antes da fundação do mundo, e em Cristo Jesus nos salvou para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor nos predestinou para a adoção de filhos, segundo a sua boa vontade. Se já somos salvos, devemos reconhecer que esta obra está fundamentada em Deus. O nosso cântico, por toda a eternidade, será aquele pronunciado pelos lábios do profeta Jonas: “Ao SENHOR pertence a salvação!” (Jn 2.9).

Deus não nos elegeu meramente para nos livrar da “ira vindoura”; a eleição também tem em vista testemunhos que glorificam a Deus. “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15.16). “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16).

“A doutrina deste profundo mistério de predestinação deve ser tratada com especial prudência e cuidado, a fim de que os homens, atendendo à vontade de Deus revelada em sua palavra e prestando-lhe obediência, possam, pela evidência da sua vocação eficaz, certificar-se da sua eterna eleição. Assim, a todos os que sinceramente obedecem ao Evangelho, esta doutrina fornece motivo de louvor, reverência e admiração a Deus, bem como de humildade, diligência e abundante consolação” (CFW.III.VIII).

Eleitos de Deus sem fruto do Espírito é um engano do coração. Onde não há vida cristã autêntica não reconhecemos a eleição. Assimilando este princípio, não teremos receio em admitir esta maravilhosa doutrina. Como outras verdades apresentadas no Evangelho, a doutrina da eleição tem sofrido deturpação por parte de ignorantes e instáveis (2Pe 3.16). Todavia, para o crente maduro, ela traz segurança, consolo e plena satisfação em Cristo Jesus. Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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