"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



terça-feira, 15 de setembro de 2020

“VIGIAI E ORAI”


“VIGIAI E ORAI”

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41).

Amados irmãos, aprendamos que existe grande fraqueza, até mesmo nos verdadeiros discípulos de Cristo, e que eles precisam vigiar e orar a esse respeito. Vemos Pedro, Tiago e João, três apóstolos escolhidos, dormindo, quando deveriam estar vigiando e orando. Também vemos nosso Senhor Jesus dirigindo-se a eles com estas solenes palavras: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.

Há uma dupla natureza em todos os crentes. Convertidos e santificados como são, mesmo assim eles ainda carregam consigo uma massa de corrupção, um corpo de pecado. O apóstolo Paulo refere-se a isso, quando assevera: “... encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado...” (Rm 7.21-23). A experiência de todos os verdadeiros cristãos, em todos os séculos, confirma isso. Eles encontram dentro de si mesmos dois princípios contrários, e uma batalha contínua entre os dois. Nosso Senhor alude a esses dois princípios quando se dirige aos discípulos dormentes. Ele chama a um de “carne” e ao outro de “espírito”. “O espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”. 

Mas nosso Senhor não procurou desculpar a fraqueza dos seus discípulos. Ele usa essa mesma fraqueza como argumento para ensinar a importância da vigilância e oração. Ele nos ensina que o próprio fato de estarmos cercados de tanta fraqueza deveria despertar-nos continuamente para “vigiar e orar”.

Se desejamos andar com Deus, “fortalecidos no Senhor e na força do seu poder”, então nunca nos esqueçamos de vigiar e orar. Que vivamos como soldados em território inimigo, montando guarda permanente. O mundo é muito traiçoeiro e o diabo está sempre à espreita. Que as palavras do nosso Senhor soem em nossos ouvidos diariamente, como uma trombeta. O espírito pode, talvez, estar bem pronto, mas a carne é sempre muito fraca. Portanto, vigiemos sempre e oremos sempre.

Deus nos abençoe!

John Charles Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

A Dureza de um Coração Ímpio


A Dureza de um Coração Ímpio
“Tendo Jesus dito estas palavras, saiu juntamente com seus discípulos para o outro lado do ribeiro Cedrom, onde havia um jardim; e aí entrou com eles. E Judas, o traidor, também conhecia aquele lugar, porque Jesus ali estivera muitas vezes com seus discípulos. Tendo, pois, Judas recebido a escolta e, dos principais sacerdotes e dos fariseus, alguns guardas, chegou a este lugar com lanternas, tochas e armas. Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno. Então, Jesus lhes disse: Sou eu. Ora, Judas, o traidor, estava também com eles” (Jo 18.1-5).

Vemos nesses versículos a excessiva dureza de coração que pode tomar conta da alma de uma pessoa ímpia. Somos informados que Judas, um dos apóstolos, tornou-se o guia daqueles que prenderam a Jesus. Judas utilizou o conhecimento que possuía sobre o lugar para o qual Jesus costumava se retirar e trouxe os terríveis inimigos do Senhor. João nos conta que Judas, o traidor, estava também com o grupo de oficiais e soldados que se aproximaram de Jesus, para prendê-lo. Mas este foi o homem que durante três anos esteve na companhia de Jesus, viu seus milagres, ouviu seus sermões, desfrutou dos benefícios de sua instrução particular, professava ser crente, trabalhou e pregou em nome de Cristo! Com razão, poderíamos indagar: “Senhor, que é o homem?” Para alguém cair do mais elevado grau de privilégio para as profundezas do pecado, são necessários apenas alguns passos. Um privilégio mal utilizado é capaz de paralisar a consciência. O mesmo fogo que derrete a cera endurece a argila.

Tenhamos cuidado para não fundamentarmos nossa esperança de salvação em conhecimento religioso, embora o tenhamos em abundância, ou em vantagens espirituais, ainda que sejam muitas. Talvez conheçamos todas as verdades doutrinárias e sejamos capazes de ensiná-las aos outros, mas, apesar disso, estas coisas podem mostrar-se inúteis, e nós sejamos lançados na condenação eterna assim como Judas Iscariotes. Podemos nos aquecer em todo o resplendor dos privilégios espirituais, ouvir os melhores ensinos de Cristo e não produzir fruto para a glória de Deus; por conseguinte, seremos contados como varas murchas e lançados no fogo. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co 10.12). Acima de tudo, tenhamos cuidado para não alimentar em nossos corações qualquer pecado oculto e habitual, tal como o amor ao dinheiro ou ao mundo. Um pequeno vazamento pode afundar um barco. Um pecado não mortificado pode arruinar um crente professo. Aquela pessoa tentada a ser negligente no que se refere à sua vida espiritual deve meditar nessas coisas e tomar cuidado. Lembre-se de Judas Iscariotes, cuja história é uma lição.

“Não são poucos os que, a semelhança de Judas Iscariotes, caminham por toda a vida enganando a muitos”. 

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-8375

domingo, 13 de setembro de 2020

"Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma" - Aula 11

SALMO 6.4,5

“Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por tua graça. Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?”



Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

"Tem compaixão de mim, SENHOR" - Aula 10

SALMO 6.2,3 
“Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus  ossos estão abalados. Também a minha alma está profundamente perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?”



Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Mensagem: "SENHOR, livra a minha alma".

Igreja Presbiteriana SilvaJardim/Curitiba 
Escola Bíblica Dominical - dia 30.08.2020 
SALMO 6.1-10




Pr. José Rodrigues Filho

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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

"SENHOR, não me repreendas na tua ira" - Aula 9

SALMO 6.1

“SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor”.



Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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domingo, 23 de agosto de 2020

"Pois Tu, SENHOR, abençoas o justo" - Aula 8

SALMO 5.8-12

Senhor, guia-me na tua justiça, por causa dos meus adversários; endireita diante de mim o teu caminho; pois não têm eles sinceridade nos seus lábios; o seu íntimo é todo crimes; a sua garganta é sepulcro aberto, e com a língua lisonjeiam. Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios planos. Rejeita-os por causa de suas muitas transgressões, pois se rebelaram contra ti. Mas regozijem-se todos os que confiam em ti; folguem de júbilo para sempre, porque tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome. Pois tu, Senhor, abençoas o justo e, como escudo, o cercas da tua benevolência”.



Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

“O SENHOR ouviu a minha súplica”.

SALMO 6.6-10
Estou cansado de tanto gemer; todas as noites faço nadar o meu leito, de minhas lágrimas o alago. Meus olhos, de mágoa, se acham amortecidos, envelhecem por causa de todos os meus adversários”.

Essas formas de expressão são hiperbólicas, porém não devemos imaginar Davi, à moda dos poetas, exagerando seu sofrimento; ele declara realmente quão amargo o sentia. Devemos ter sempre em mente que a aflição deste servo de Deus não procedia tanto de ter ele sido severamente ferido com fadiga física; considerando, porém, o quanto Deus estava desgostoso com ele, viu, por assim dizer, o inferno escancarado para recebê-lo; e a fadiga mental que isso produz excede a todos os demais sofrimentos. Quanto mais sinceramente é um homem devotado a Deus, muitíssimo mais severamente perturbado é ele pelo senso da ira divina. Nada nos impede, em nossos dias, de experimentar pessoalmente o que Davi descreve concernente a si mesmo. Os que têm experimentado, mesmo em grau moderado, o que significa lutar contra o temor da morte eterna, se sentirão satisfeitos com o fato de que nada há de extravagante nas palavras de Davi. Davi é apresentado aqui como alguém afligido com os terrores de uma consciência culpada, sentindo em seu íntimo tormentos não de uma espécie ordinária, mas de uma espécie tal que o levou quase ao total desfalecimento.

“Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade, porque o SENHOR ouviu a voz do meu lamento; o SENHOR ouviu a minha súplica; o SENHOR acolhe a minha oração. Envergonhem-se e sejam sobremodo perturbados todos os meus inimigos; retirem-se, de súbito, cobertos de vexame”.

Depois que Davi tomou suas aflições e as depositou diante de Deus, a seguir ele assume um novo comportamento. E, indubitavelmente, ele havia sido afligido com mui prolongado desânimo espiritual antes que pudesse recobrar-se e atingir um grau tal de segurança como aqui ele exibe; pois sabemos que ele gastou muitas noites em continuo lamento. No entanto, vemos que por mais angustiado e exausto estivesse ele, esperou seu delongado livramento com paciência; e agora livre, com profundo entusiasmo, se anima a louvar ao SENHOR e cantar a sua vitória.

O Deus de toda graça é a nossa única Luz de Esperança. Ele é Justo Juiz, mas é também Deus Compassivo e Misericordioso. Notem que Davi repete por três vezes que suas orações foram ouvidas, testificando que seu livramento é atribuído ao Deus de toda graça, e se confirma na confiança de que não recorrera a Deus em vão. E se devemos receber algum fruto de nossas orações, devemos também crer que os ouvidos de Deus não estão fechados contra nós.

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr 7.14).

“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto” (Sl 32.1).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Resumo dos comentários do Salmo 6, João Calvino, Edições Paracletos. 

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"Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma".

SALMO 6.4,5
“Volta-te, Senhor, e livra a minha alma; salva-me por tua graça. Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?”

Nas palavras: “Mas tu, SENHOR, até quando?” (v.3), vemos Davi deplorando a ausência e a demora de Deus; agora ele ansiosamente solicita as indicações de sua presença e de seu favor: “Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por tua graça”. Nossa felicidade consiste nisto: quando somos alvos da graciosa consideração de Deus, porém cremos que ele se encontra distante de nós caso não nos apresente alguma evidência substancial de sua presença e seus cuidados por nós. Que Davi, naquele tempo, enfrentava risco máximo, deduzimos dessas palavras, nas quais ele ora tanto pelo livramento de sua alma, por assim dizer, das garras da morte, quanto por sua restauração a um estado de segurança. Concluímos também daqui que Davi, uma vez mais, confirma o que só tocara no segundo versículo concernente à compaixão de Deus, isto é, que este é o único refúgio de onde espera vir seu livramento, a saber: Salva-me por tua graça. Os homens jamais encontrarão perdão de pecados, justificação, paz, alívio e libertação de suas misérias, enquanto, esquecendo-se de seus próprios méritos, diante do fato de que são os únicos a enganar a si próprios, não aprenderem a recorrer à graça de Deus.

Quando Deus nos concede graça, ele nada requer de nós senão uma vida que o glorifique. Referência essa se faz quando Davi diz: Pois, na morte, não há recordação de ti, nem no sepulcro qualquer celebração de seu louvorEis sua intenção com essas palavras: se, pela graça de Deus, ele fosse libertado da morte, lhe seria agradecido e guardaria isso no coração. Ele lamenta que, se fosse retirado do mundo, ficaria privado da bênção e da oportunidade de manifestar gratidão, visto que nesse caso, ele não mais estaria presente entre os homens para enaltecer, celebrar, glorificar o Nome de Deus.

Por este versículo, alguns concluem que os mortos não têm emoção alguma e que esta é completamente extinta neles. Essa, porém, é uma inferência injustificada, pois Davi está tratando aqui da celebração mútua da graça de Deus, na qual os homens se engajam enquanto caminham nesta vida. Sabemos que somos postos sobre a terra para glorificar a Deus, e que esse é o propósito supremo de nossas vidas. A morte, é verdade, põe um fim a esses louvores daqui; mas não se deduz desse fato que as almas dos fiéis, quando despida de seus corpos, são privadas de entendimento ou não são sensibilizadas por qualquer afeição, sentimento, estima e louvor para com Deus. Devemos considerar também que, na presente ocasião, Davi temia o juízo de Deus se a morte lhe sobreviesse, e esse sentimento o fez por um tempo emudecido, sem palavras, sem ânimo, sem alegria, impedido espiritualmente de entoar louvores de Deus.

À luz desta passagem queremos solucionar outra questão: Por que Davi ficou tão amedrontado ante a morte, como se nada houvesse que esperar para além deste mundo? Estudiosos reconhecem três causas por que nossos pais sob o regime da lei foram mantidos tão escravizados pelo temor da morte. A primeira: porque o pleno conhecimento da graça de Deus, não havendo ainda se manifestado mediante a vinda de Cristo, as promessas que até então eram obscuras, lhes propiciavam apenas leve noção da vida futura. O conhecimento que temos hoje sobre o assunto é, sem duvida, mais claro que o deles. A segunda: porque a presente vida, dádiva de Deus, é por natureza desejável. A terceira: porque receavam que, depois de seu falecimento, ocorresse alguma mudança para pior na espiritualidade do povo. Essas razões parecem suficientes.

Convém lembrar que o espírito de Davi nem sempre estava dominado pelo temor que ora sentia; quando a morte chegou, sendo idoso e cansado desta vida, serenamente rendeu sua alma ao repouso divino.

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Resumo dos comentários do Salmo 6, João Calvino, Edições Paracletos. 

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-8375