"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



domingo, 15 de novembro de 2020

"Responde-me, SENHOR, Deus meu!" - Aula 19

Salmo 13.2-4

“Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo? Atenta para mim, responde-me, SENHOR, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte; para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar”.


Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

domingo, 8 de novembro de 2020

“Até quando, SENHOR? - Aula 18

“Até quando, SENHOR?”

“Davi, sentindo-se aflito, não só com a mais profunda angústia, mas também sentindo-se, por assim dizer, submerso em um turbilhão de calamidades e uma multiplicidade de aflições, implora o auxílio e o socorro de Deus. Na conclusão do Salmo, tomando alento, acalenta a iniludível esperança de vida, à luz da promessa de Deus, mesmo em meio aos terrores da morte”.

“Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?” (Sal 13.1).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

“Até quando, SENHOR?”


“Até quando, SENHOR?

SALMO 13.1

Introdução

Davi, sentindo-se aflito, não só com a mais profunda angústia, mas também sentindo-se, por assim dizer, submerso em um turbilhão de calamidades e uma multiplicidade de aflições, implora o auxílio e o socorro de Deus. Na conclusão do Salmo, tomando alento, acalenta a iniludível esperança de vida, à luz da promessa de Deus, mesmo em meio aos terrores da morte.

“Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?” (v.1).

É plenamente indiscutível que Davi era grandemente odiado pela maioria do povo, em razão das calamidades e más notícias que circulavam contra ele, ao ponto de quase todos os homens julgarem que Deus não nutria menos hostilidade por ele do que Saul e seus outros inimigos. Mas aqui ele fala não tanto segundo a opinião de outros, mas de acordo com a angústia de sua própria mente, queixando-se de ser negligenciado por Deus. Não que a convicção da veracidade das promessas de Deus estivesse extinta de seu coração, ou que ele não descansasse em sua graça; mas quando nos vemos por muito tempo sobrecarregados com calamidades, e quando não mais avistamos qualquer sinal do auxílio divino, este pensamento inevitavelmente se nos impõe, ou seja: Deus se esqueceu de mim!

Reconhecer em meio às nossas aflições que Deus realmente se preocupa conosco não é muito próprio dos homens nem é o que a própria natureza nos induz a fazer; mas é pela fé que tomamos posse de sua providência invisível. Portanto, Davi, aparentemente, até onde possa ser julgado à luz do real estado de suas atividades, estava de fato esquecido por Deus. Ao mesmo tempo, contudo, os olhos de sua mente, guiados pela luz da fé, penetraram até mesmo a graça de Deus, ainda que estivesse ela envolta em trevas.

Quando Davi disse que nem sequer um único raio de esperança havia em qualquer direção para a qual se voltasse, até onde a razão humana pudesse julgar, constrangido pela tristeza, ele clama, dizendo que Deus não o levara em conta; e no entanto por sua própria queixa ele fornece evidência de que a fé o capacitara a pôr-se em lugar mais alto, e chega à conclusão de que, ao contrário do juízo da carne, seu bem-estar estava seguro nas mãos de Deus. Do contrário, como era possível que tivesse dirigido a Deus seus gemidos e orações? Seguindo este exemplo, devemos então lutar contra as aflições, protegidos pela certeza de fé, mesmo submersos no mais emaranhado dos conflitos [cotidianos], confessando que as calamidades que nos induzem ao desespero têm de ser vencidas; justamente como vemos que a fraqueza da carne não podia impedir Davi de recorrer a Deus e de encontrar nele seus recursos. E assim ele associa em seus exercícios, com muita beleza, os sentimentos que aparentemente são contraditórios.

Nas palavras, Até quando, SENHOR? Temos uma forma defectiva de expressão; mas ela é muito mais enfática do que se ele houvera posto a questão segundo o modo usual de falar: Porque demoras tanto? Ao falar assim, ele nos dá a entender que, com o propósito de nutrir sua esperança e encorajar-se no exercício da paciência, ele estendeu sua vista para um horizonte longínquo, e portanto não se queixa de uma calamidade que durava apenas uns poucos dias, como os medrosos costumam fazer, os quais só veem o que está diante de seus olhos, e imediatamente sucumbem ao primeiro problema. Davi nos ensina, pois, mediante seu exemplo, a estender nossa vista, o máximo possível, para o futuro, a fim de que nossa presente tristeza não consiga privar-nos inteiramente da visão da esperança.

João Calvino (1509-1564).

*Resumo dos comentários, Salmo 13 - Edições Paracletos.

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domingo, 1 de novembro de 2020

"O SENHOR é Rei Eterno" - Aula 17

Salmo 10.16,17

"O SENHOR é rei eterno: da sua terra somem-se as nações. Tens ouvido, SENHOR, o desejo dos humildes; tu lhes fortalecerás o coração e lhes acudirás" (Sl 10.16,17).


Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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domingo, 25 de outubro de 2020

"Por que, SENHOR, te conservas longe?" - Aula 16

SALMO 10.1

“Por que, SENHOR, te conservas longe? E te escondes nas horas de tribulação?”


Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

"SENHOR, livra a minha alma" - Aula ao vivo

"Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por tua graça (Sl 6.4).




Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

“Contemplado pelos Anjos, pregado entre os Gentios”

 

“Contemplado pelos Anjos, pregado entre os Gentios”

“Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1Tm 3.16).

Contemplado pelos anjos, pregado entre os gentios. Todas essas afirmações são maravilhosas e espantosas, ou seja, que Deus se dignou conferir aos gentios – o que até então havia sido vago e incerto ante a cegueira de suas mentes – a revelação de seu Filho que estivera oculto dos próprios anjos celestiais! Porque, dizer que ele foi visto pelos anjos significa que essa foi uma visão que, por sua novidade e excelência, atraiu a atenção dos anjos. Quão singular e extraordinária foi a vocação dos gentios. (Efésios 2). Nem causa estranheza que a mesma tenha atraído a visão dos anjos, porque, ainda que tivessem conhecimento da redenção da humanidade, afinal não sabiam como seria ela realizada, e teria sido oculta deles com o fim de que a grandeza da benevolência divina pudesse ser contemplada por eles com admiração mais intensa.

Crido no mundo. É espantoso, acima de tudo, que Deus haja concedido igual participação de sua revelação aos gentios profanos e aos anjos que era a terna herança de seu reino. Mas essa poderosa eficácia do evangelho proclamado pelo qual Cristo venceu todos os obstáculos e introduziu à obediência da fé os que pareciam completamente incapazes de ser subjugados, não era de forma alguma um milagre comum. Certamente, nada parecia ser mais improvável, tão completamente fechada e selada estava a entrada. Não obstante, por meio de uma vitória quase incrível, a fé venceu.

Finalmente, o apóstolo diz que ele foi recebido na glória, ou seja, depois desta vida mortal e miserável. Portanto, quer no mundo, pela obediência de fé, quer na pessoa de Cristo, uma maravilhosa mudança se operou, pois ele foi exaltado do execrável estado de servo à gloriosa destra do Pai, para que todo joelho se dobre diante dele.

 Aleluia!

João Calvino (1509-1564).

*Comentários, Pastorais - Edições Paracletos.

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“Justificado em Espírito”


“Justificado em Espírito”

“Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1Tm 3.16).

Justificado em espírito. Como o Filho de Deus a si mesmo se esvaziou ao tomar para si nossa carne (Fp 2.7), assim também manifestou-se nele um poder espiritual que testificou que ele era Deus. Esta passagem tem sido interpretada de diferentes formas, mas fico satisfeito em explicar a intenção do apóstolo como a entendo sem adicionar nada mais. Em primeiro lugar, a justificação, aqui, significa um reconhecimento do poder divino, como no Salmo 51.3, onde se diz quer os juízos de Deus são justificados, ou seja, maravilhosa e completamente perfeitos. Note-se também o Salmo 51.4, onde se diz que Deus é justificado, significando que o louvor de sua justiça se exibe claramente. Assim também em Mateus 11.19 e Lucas 7.35, onde Cristo diz que a sabedoria é justificada por seus filhos, significando que neles o valor da sabedoria se evidencia. Além do mais, em Lucas 7.29 se diz que os publicanos justificavam a Deus, significando que na devida reverência e gratidão reconheciam a graça de Deus que discerniam em Cristo. Portanto, o que lemos aqui tem o mesmo sentido se Paulo dissesse que aquele que se manifestou vestido de carne humana foi declarado ao mesmo tempo ser o Filho de Deus, de modo que a fragilidade da carne de forma alguma denegriu sua glória.

À palavra “Espírito” ele inclui tudo o que em Cristo era divino e superior ao homem, e isso ele o faz por duas razões. Primeira, visto que Cristo fora humilhado na carne, Paulo agora contrasta o Espírito com a carne, ao exibir nitidamente sua glória. Segunda, a glória, digna do unigênito Filho de Deus, que João afirma ter visto em Cristo (Jo 1.14), não consistia de uma manifestação externa ou de esplendor terreno, senão que era quase totalmente espiritual. A mesma forma de expressão é usada no primeiro capítulo de Romanos 1.3,4: “com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber Jesus Cristo, nosso Senhor”; mas com esta diferença, ou seja, que nesta passagem ele menciona uma manifestação especial de sua glória, a saber, a ressurreição.

Aleluia!

João Calvino (1509-1564).

*Comentários, Pastorais - Edições Paracletos.

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“Grande é o Mistério da Piedade”


“Grande é o Mistério da Piedade”

“Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1Tm 3.16).

Para impedir que a verdade de Deus seja estimada abaixo do real valor, em decorrência da ingratidão humana, o apóstolo Paulo declara seu genuíno valor, dizendo que o segredo da piedade é imensurável, visto que ele não trata de temas triviais, e, sim, da revelação do Filho de Deus, em quem estão ocultos os tesouros da sabedoria (Cl 2.3). Á luz da imensidão dessas coisas, os pastores devem entender a importância de seu ofício e devotar-se a ele com a mais profunda consciência e reverência.

Deus se manifestou em carne. A Vulgata exclui a palavra “Deus” e relaciona o que se segue com o mistério; mas isso é devido à falta de perícia e conformidade, como se verá claramente à luz de uma leitura atenciosa; e ainda que ela conte com o apoio de Erasmo, este destrói a autoridade de sua própria tradução, de modo que a mesma dispensa qualquer refutação de minha parte. Todos os manuscritos gregos, indubitavelmente, concordam com a tradução: “Deus se manifestou em carne”. Mas, mesmo presumindo que Paulo não houvera expressamente escrito a palavra Deus, quem quer que considere todo o assunto com cuidado concordará que se deve pôr a palavra “Cristo”. No que me toca, não tenho dificuldade alguma em seguir o texto grego aceito. É óbvia sua razão para denominar a manifestação de Cristo, a qual agora passa a descrever, de “grande mistério”, porque esta é a altura, a largura, o comprimento e a profundidade da sabedoria que ele menciona em Efésios 3.18, e pelo quê nossas faculdades são inevitavelmente subjugadas.

Examinemos agora as diferentes cláusulas deste versículo em ordem. A descrição mais adequada da pessoa de Cristo está contida nas palavras: “Deus se manifestou em carne”. Em primeiro lugar, temos aqui uma afirmação distinta de ambas as naturezas, pois o apóstolo declara que Cristo é ao mesmo tempo verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Em segundo lugar, ele põe em evidência a distinção entre as duas naturezas, pois primeiramente o denomina de Deus, e em seguida declara sua manifestação em carne. E, em terceiro lugar ele assevera a unidade de sua Pessoa, ao declarar que ela era uma e mesma Pessoa que era Deus e que se manifestou em carne. Nesta única frase, a fé genuína e ortodoxa é poderosamente armada contra Ário, Marcião, Nestório e Êutico. Há forte ênfase no contraste das duas palavras: Deus e carne. A diferença entre Deus e o homem é imensa, e, todavia em Cristo vemos a glória infinita de Deus unida à nossa carne poluída, de tal sorte que ambas se tornaram uma só [videmus in Christo coniunctam cum hac nostra carnis putredine, ut unum efficiant].

Aleluia!

João Calvino (1509-1564).

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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

“Para fazeres Justiça ao Órfão e ao Oprimido”

 

“Para fazeres Justiça ao Órfão e ao Oprimido”

“Para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror” (Sl 10.18).

“Para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido”. Aqui o salmista aplica a última frase do versículo anterior com um propósito especial, ou seja, prevenir os fiéis, quando forem injustamente oprimidos, a que não duvidem de que Deus por fim tomará vingança de seus inimigos e lhes concederá livramento. Com essas palavras ele nos ensina que devemos suportar com paciência e determinação as aflições que nos são impostas, visto que Deus às vezes nega assistência a seus servos até que sejam reduzidos a extremos. Esse é na verdade um dever de difícil execução, porquanto todos nós desejamos muito ser isentos de problemas; e, portanto, se Deus não vem imediatamente em nosso socorro, concluímos que ele é remisso e inativo. Mas se estamos ansiosamente desejosos de obter sua assistência, então devemos subjugar nosso sentimento, restringir nossa impaciência e manter nossas preocupações dentro dos devidos limites, esperando até que nossas aflições alcancem o exercício de sua compaixão e o incite a manifestar sua graça, nos socorrendo.

“A fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror”. Davi uma vez mais enaltece o poder divino em destruir os ímpios; e o faz com o seguinte propósito: que em meio aos seus tumultuosos assaltos possamos ter este princípio profundamente arraigado em nossas mentes: Deus, sempre que lhe apraz, transforma seus intentos em nada. E embora os perversos prosperem em sua perversa trajetória, e ergam suas cabeças acima das nuvens, é muito apropriado descrevê-los como mortais ou homens passíveis de muitas calamidades. O propósito do salmista é indiretamente condenar sua enfatuada presunção, em que, ignorando sua condição, esbravejam ameaças terríveis e cruéis, como se estivesse além do poder do próprio Deus reprimir a violência de sua raiva. Ao dizer que são homens da terra, contém um tácito contraste entre as baixezas deste mundo e as alturas do céu. Porque, donde procede a agressão aos filhos de Deus? Indubitavelmente, da terra, precisamente como se muitos vermes emergissem das cavidades do solo; mas, ao agir assim, atacam o próprio Deus, que promete socorrer seus servos lá do seu alto e sublime trono.

Amém!

João Calvino (1509-1564).

*Resumo dos comentários, Salmo 10 - Edições Paracletos.

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