"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sexta-feira, 24 de setembro de 2021

“FÉ REFORMADA”


“FÉ REFORMADA”

"Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!" (Rm 11.36).

O nosso senso da história nos lembra que a igreja cristã não começou com a reforma protestante do século dezesseis. Foi por isso que reformadores como Martinho Lutero e João Calvino não quiseram romper com tudo o que dizia respeito à igreja antiga e medieval. Eles fizeram questão de reconhecer a validade dos antigos concílios ecumênicos da igreja (séculos quarto e quinto) e das extraordinárias formulações teológicas produzidas pelos mesmos – os credos, especialmente o Niceno e o de Calcedônia.

Os reformadores magisteriais, incluindo Calvino, tinham grande apreço pelos antigos mestres cristãos, os pais da igreja, e os citaram abundantemente em seus escritos. Fazemos bem em estudar seus credos e confissões, utilizar as antigas liturgias e cantar seus hinos. Não é questão de tradicionalismo: tudo isto nos coloca em contato com a igreja do passado, da qual somos herdeiros e continuadores. A ênfase central da fé reformada está na teologia propriamente dita, na doutrina de Deus, acentuando a plena soberania de Deus em todas as coisas – na criação, na providência e acima de tudo na obra da redenção.

“Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; [...] que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Is 46.9,10).

“Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Ef 1.5-7).

Você deseja uma espiritualidade mais profunda, um testemunho mais incisivo, um culto mais vibrante? Ore, leia a Bíblia, conheça a história da igreja. Siga sempre em frente, persevere, batalhe diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd 1.3).

Deus nos abençoe!

Rev. Alderi Souza de Matos 

*www.monergismo.com (Resgatando os Aspectos Essenciais da Identidade Reformada).

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

“FAMÍLIA DE DEUS: MAIS QUE VENCEDORES”


“FAMÍLIA DE DEUS: MAIS QUE VENCEDORES”

“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.37).

Muitos membros da família de Deus já estão na Pátria Celestial, em perfeito estado. Eles combateram o bom combate, completaram a carreira, guardaram a fé; o Deus da paz os santificou em tudo. Pois, na morada dos justos, na cidade santa, “nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap 21.27).

Nós, que ainda estamos neste mundo, continuamos combatendo o bom combate, correndo a mesma carreira e guardando a mesma fé, fortalecidos no Senhor e na força do seu poder, firmes contra as ciladas do diabo, lutando contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, resistindo no dia mau, apagando os dardos inflamados do maligno, vencendo as tentações e os enganos do pecado (Ef 6.10-18).

Família de Deus: Mais que vencedores. “Se Deus é por nós quem será contra nós? Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.36,37).

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10.27,28).

A família de Deus ama, adora, louva e exalta o seu maravilhoso Redentor e Rei. “Quando a trombeta ressoar, irei com Ele me encontrar; e com os salvos cantarei louvor eterno ao grande Rei!” (NC.93). “Exaltar-te-ei, ó Deus meu e Rei;  bendirei o teu nome para todo o sempre” (Sl 145.1).

Aleluia!

Pr. José Rodrigues Filho

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(41)3242-1115

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

“O FUTURO DA FAMÍLIA DE DEUS”

 

“O FUTURO DA FAMÍLIA DE DEUS”

“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra” (Ef 3.14,15).

Não podemos prever o futuro de nossa família neste mundo, com vínculos apenas de sangue e carne. Não sabemos sobre o dia de amanhã: “Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz” (Pv 27.1). Mas, para a família de Deus, unidos pelo Espírito, firmados em Cristo Jesus, tudo é diferente, o seu futuro é certo! “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória” (Fp 3.20,21).

Um dia, todo membro da família de Deus será levado para o seu verdadeiro lar. Aqui, nesta terra, ainda estamos sendo provados, passamos por muitas aflições, mas temos a garantia que chegaremos seguros na morada nos justos. “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6). Seremos glorificados, ganharemos corpos espirituais (1Co 15). No Dia do Senhor, os membros da família de Deus estarão juntos para nunca mais se separarem, plenamente satisfeitos com a herança que lhes está reservada nos céus. Neste maravilhoso Dia o Senhor Jesus dirá: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25.34).

Querido irmão, que pertence à família de Deus, você tem pensado sobre o grande privilégio de possuir o que o mundo não pode te dar e nem tirar?

A alegria da eterna reunião dos santos com o “Príncipe da Paz” compensará por tudo o que tenhamos sofrido como cristãos neste mundo. Enquanto o Dia do Senhor não chegar, perseveremos em santa união, vivendo por modo digno da vocação e da família à qual pertencemos. Esforcemo-nos para não fazer coisa alguma que traga desonra ao nome dAquele, “de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra”.

“Que Deus, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor” (Ef 3.16,17).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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terça-feira, 31 de agosto de 2021

“A FAMÍLIA DE DEUS”

 

“A FAMÍLIA DE DEUS”

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef 2.19).

A família de Deus é composta por todos os verdadeiros cristãos dos diversos lugares do mundo. Pertencer a esta família não depende de nossos pais terrenos. Os membros desta família “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1.13). Eles são nascidos de Deus (1Jo 3.9; 4.7; 5.1,4,18).

São chamados família de Deus: Primeiro, porque todos têm o mesmo Pai. Eles são filhos do Deus Altíssimo, guiados pelo Espírito do SENHOR. Eles possuem o mesmo espírito de Adoção e clamam: “Aba, Pai” (Rm 8.15). Eles realmente expressam a verdade quando oram: “Pai nosso, que estás nos céus” (Mt 6.9). Segundo, são chamados de família de Deus porque todos se regozijam no primogênito desta família, Jesus Cristo, “o Santo de Israel” (Is 12.6; Jo 15.11; 1Pe 1.8,9). Terceiro, são chamados de família de Deus porque há uma forte semelhança entre eles. Eles são espiritualmente identificados uns com os outros em vários aspectos. Eles são “santos e fiéis em Cristo Jesus” (Ef 1.1). Como o salmista, eles têm prazer e apreço pelas Sagradas Escrituras: “Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca. Por meio dos teus preceitos, consigo entendimento; por isso, detesto todo caminho de falsidade” (Sl 119.103,104). Eles demonstram consideração e respeito às exortações proféticas e apostólicas: “Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2). “Tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (1Pe 1.15). “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição” (Cl 3.12-14).

Enfatizamos a importância dessas características porque os membros da família de Deus, mesmo sendo de várias nações, línguas, denominações e culturas amplamente diferentes, eles se reconhecem como irmãos. Leia os capítulos 5, 6 e 7 do Evangelho de Mateus e identifique-se ali!

Deus nos abençoe!

Rev. José Rodrigues Filho

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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Pregação: "A Família de Deus" (Ef 3.14-17).

“A FAMÍLIA DE DEUS”

“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor” (Ef 3.14-17).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho


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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

“A NOSSA PÁTRIA ESTÁ NOS CÉUS”


 A NOSSA PÁTRIA ESTÁ NOS CÉUS

Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20).

O cristão deve ter plena consciência de que este mundo é passageiro – seus prazeres, seus reinos, seus encantos e glórias – tudo vai se desvanecendo. “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1Jo 2.17).

Você já compreendeu que assim como Cristo Jesus veio a este mundo, passou por ele e retornou a casa do Pai, também acontecerá com você? Estamos neste mundo não para permanecermos aqui; nós não somos deste mundo. “Eles não são do mundo, como também eu não sou” (Jo 17.16).

O nosso Salvador veio a este mundo para nos resgatar das trevas e corrupção; partiu antes de nós para preparar-nos lugar. “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar” (Jo 14.2).

Viva feliz sem esquecer que aqui não é seu lar. A vida neste mundo é temporária, pertencemos à família de Deus, estamos em marcha para a cidade santa. “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada. Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap 21.23,27).

Aqui nesta terra ainda estamos sendo provados, mas temos a garantia que chegaremos seguros na morada nos justos. “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6). No Dia do Senhor, os membros da família de Deus estarão juntos para nunca mais se separarem, plenamente satisfeitos com a herança que lhes está reservada nos céus. “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25.34).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

“GUIA-ME NA TUA VERDADE”

 

GUIA-ME NA TUA VERDADE

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17:9).

Uma concepção da verdade é que ela é a manifestação daquilo que é realmente tal como se mostra. A verdade pode ser o que vemos numa contemplação, o que se manifesta para os olhos do corpo e da alma. O verdadeiro se opõe ao falso, ao dissimulado, ao que parece ser, mas não é.

Certa vez o nosso Senhor Jesus contou uma parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, desprezavam os outros: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho” (Lc 18.9-13). Cristo Jesus revela nesta parábola o homem dissimulado, aquele que parece ser, mas não é, que não demonstra a verdade sobre si mesmo, enganado pelo próprio coração, sem qualquer senso do pecado, onde não há confissão, súplica ou reconhecimento de culpa, nenhum pedido por graça e misericórdia. Esse homem apresenta um coração alimentado por justiça própria, pela falsa e orgulhosa declaração de seu suposto mérito diante de Deus, acompanhado por um sinistro julgamento sobre o comportamento do outro. Esse é o estado mais perigoso de uma alma, quando ela está tomada por presunção e soberba, completamente destituída de amor e humildade, insensível à própria realidade (Jr 17.9). 

Ai do homem que confia em justiça própria, não tendo descoberto que não há mérito humano suficiente para justificá-lo diante dAquele que exige perfeição, "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há  em Cristo Jesus" (Rm 3.23,24).

“A ti, SENHOR, elevo a minha alma. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia” (Sl 25.1,5).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO III


ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO III

“Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu. Então, eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo” (Lc 24.51,52).

Como terceira lição, observamos nestes versículos os sentimentos dos discípulos de nosso Senhor, quando Ele finalmente os deixou e foi elevado para o céu. Eles “voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo” (vs 52).

Qual a explicação para os sentimentos de júbilo dos discípulos? Como podemos justificar o singular fato de que aquele frágil grupo, como se fossem órfãos no meio de um mundo irado, não ficou abatido, e sim repleto de alegria? Os discípulos se regozijaram porque viam com mais clareza as coisas referentes ao seu Senhor. O véu fora removido de seus olhos. As trevas por fim haviam se dissipado. O significado da humilhação e da modesta condição de Cristo; o significado de sua misteriosa agonia, paixão e morte na cruz; o significado de ser Ele o Messias e, apesar disso, sofrer; o significado de sua crucificação, embora fosse o Filho de Deus – tudo, tudo finalmente foi desvendado e tornou-se claro para eles. Suas dúvidas foram removidas. Agora, eles finalmente possuíam um entendimento nítido e, possuindo-o sentiram um júbilo autêntico.

Devemos ter em nosso coração o firme princípio de que a pequena intensidade de júbilo que muitos crentes sentem resulta normalmente de sua falta de conhecimento. Não há dúvida de que uma fé fraca e uma prática incoerente são duas grandes razões por que muitos filhos de Deus desfrutam tão pouca paz. No entanto, com certeza podemos suspeitar que pontos de vistas obscuros e indistintos quanto ao evangelho são a verdadeira causa de intranquilidade para muitos crentes. Quando não se conhece, nem se entende corretamente o Senhor Jesus, segue-se necessariamente que existe pouco regozijo no Senhor.

“E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Rm 15.13).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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terça-feira, 27 de julho de 2021

ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO II

 

ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO II

“Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu. Então, eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo” (Lc 24.51-52).

Uma segunda lição que podemos observar neste texto é o lugar ao qual nosso Senhor foi após deixar o mundo. Ele foi “elevado para o céu” (v 51).

É claro que não podemos entender o significado completo de tudo o que foi dito. Seria fácil inquirir sobre a habitação exata do corpo glorificado de Cristo, fazendo perguntas que os mais hábeis teólogos nunca poderiam responder. Não podemos desperdiçar nosso tempo em especulações. Basta sabermos que nosso Senhor Jesus entrou na presença de Deus em favor de todos que creem nEle, como um Precursor e um Sumo Sacerdote (Hb 6.20).

Na qualidade de Precursor, Jesus foi ao céu preparar-nos lugar (Jo 14.2). Nosso Senhor tomou posse de uma herança gloriosa em benefício de seu povo e tem-na em seu poder como nosso Fiador, até que venha o dia em que a igreja será aperfeiçoada. Na qualidade de Sumo Sacerdote, Jesus foi ao céu para interceder por todos os que creem nEle. Ali, no Santo dos Santos, em favor dos salvos Ele apresenta os méritos de seu próprio sacrifício e obtém para eles suprimentos diários de misericórdia e graça. O grande segredo da perseverança dos santos é a presença de Cristo no céu intercedendo por eles. Eles têm um Advogado eterno diante do Pai e, por isso, jamais serão rejeitados (1Jo 2.1).

Assim como Ele subiu, assim também um dia Jesus retornará do céu. Ele não permanecerá sempre habitando no Santo dos Santos. Ele sairá, tal como fazia o sumo sacerdote dos judeus, para abençoar o povo, reunir seus eleitos e restaurar todas as coisas (Lv 9.22-24; At 3.20,21). Devemos esperar, ansiar e orar por esse maravilhoso dia. Cristo morrendo na cruz por nós, vivendo nos céus como nosso Precursor e Intercessor, e vindo novamente em glória são os três grandes fatos que devem sempre permanecer com preeminência nos pensamentos dos filhos de Deus.

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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quinta-feira, 22 de julho de 2021

ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO I


ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO I

“Então, os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu. Então, eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo” (Lc 24.50-52).

Estes versículos formam a conclusão da história do ministério de nosso Senhor relatada por Lucas. Constituem a perfeita exibição dos atos graciosos do nosso Bom Pastor (At 1.1).

Observemos como primeira lição a maneira notável como nosso Senhor deixou seus discípulos. Ele, “erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles”. Ele os deixou durante o próprio ato de abençoá-los (vs. 50,51).

Temos neste ato o propósito de relembrar aos discípulos tudo o que Jesus trouxera consigo quando veio ao mundo. Serviu para assegurá-los daquilo que Ele ainda faria depois que se retirasse do mundo. Ele viera à Terra para abençoar, não para amaldiçoar; e, abençoando, Ele partiu. O Senhor Jesus veio em amor, não com ira; e, em amor, Ele se retirou. Jesus veio não como um juiz que condena, e sim como um Amigo compassivo; e, como Amigo, retornou ao seu Pai. Cristo viera como Salvador repleto de bênçãos para seu pequeno rebanho, enquanto esteve com ele. E pretendia que seus discípulos soubessem que Ele continuava a ser um Salvador abundante de bênçãos para eles, mesmo depois de retirar-se do mundo.

Se conhecemos alguma coisa a respeito do verdadeiro cristianismo, devemos fazer nossa alma confiar para sempre no gracioso amor de Cristo. Jamais encontraremos um amor mais terno, mais afetuoso, mais paciente, mais benigno e mais compassivo do que este. Gracioso foi nosso Senhor quando viveu entre seus frágeis discípulos, gracioso mesmo em agonia na cruz, gracioso quando ressuscitou dos mortos e reuniu ao redor de Si aquele seu rebanho disperso, gracioso na maneira como partiu deste mundo. Podemos estar certos de que Ele é gracioso estando sentado à direita de Deus Pai. “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13.8).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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