LOUVOR: SARA-ME, SENHOR
“SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor. Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados” (Sl 6:1,2).
Deus nos abençoe!
LOUVOR: SARA-ME, SENHOR
“SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor. Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados” (Sl 6:1,2).
Deus nos abençoe!
“Não deixemos de
congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto
mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.25).
O apóstolo reforça
sua exposição com o que se segue imediatamente, dizendo: Não deixemos de congregar-nos.
Isso significa uma adição, portanto, equivale a uma congregação que cresce
através de novas adições. Ao derrubar a barreira [Ef 2.14], Deus adicionou a
seus filhos aqueles que haviam sido estranhos à Igreja. E assim, os gentios
passaram a ser uma nova e inusitada adição à Igreja. Os judeus tomavam tal
coisa como um insulto a eles dirigido, e por isso muitos se separavam da Igreja,
imaginando que tal coisa os munia de um pretexto justo para que fugissem de tal
mescla. Não é coisa fácil persuadi-los a cederem seus direitos. Criam que o direito
de adoção era particular e exclusivamente deles. O apóstolo, pois, os admoesta
a não permitirem que essa igualdade os incitasse a abandonarem a Igreja; e para
que não concluíssem que os exortava em vão, lembra-os de que tal atitude era comum
a muitos.
Podemos agora
apreender o propósito do apóstolo e a necessidade que o impelia a elaborar tal
exortação, e ao mesmo tempo propicia-se-nos inferir daqui uma doutrina geral.
Eis aqui uma enfermidade que assola toda a raça humana, ou seja: todos preferem
a si próprios em detrimento de outros, especialmente os que parecem excedê-los
em algum aspecto, e de alguma forma não permitem facilmente que seus inferiores
lhes sejam iguais. Há tanta intolerância em quase todos esses indivíduos que,
estando em seu poder, de bom grado fariam para si suas próprias igrejas,
porquanto se torna difícil acomodarem-se aos modos das demais pessoas. Os ricos
invejam uns aos outros, e raramente se encontra um entre cem que acredite que
os pobres são dignos de ser chamados e incluídos entre seus irmãos. A menos que
haja similaridade em nossos hábitos, ou alguns atrativos pessoais, ou vantagens
que nos unam, será muitíssimo difícil manter uma perene comunhão entre nós.
Essa advertência, pois, se torna mais que necessária a todos nós, a fim de
sermos encorajados a amar, antes que odiar, e não nos separarmos daqueles a
quem Deus uniu. Torna-se-nos urgente que abracemos com fraternal benevolência
àqueles que são ligados por uma fé comum. É indubitável que a nós compete
cultivar a unidade da forma a mais séria, porque Satanás está bem alerta, seja
para arrebatar-nos da Igreja ou desacostumar-nos dela de maneira furtiva. Essa
unidade será um fato, caso ninguém procure agradar a si próprio mais do que lhe
é direito; ao contrário disso, se todos tivermos um só e o mesmo alvo, a saber:
estimularmo-nos uns aos outros ao amor, não permitiremos que a emulação
floresça, exceto no campo das boas obras. Certamente que o menosprezo
direcionado a alguns irmãos, a intolerância, a inveja, a supervalorização de nós
mesmos, bem como outros impulsos nocivos, claramente demonstram, ou que o nosso
amor é gélido ou que realmente não existe.
Deus nos
abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.
“Consideremo-nos
também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hb 10.24).
Estou plenamente
certo de que essa exortação é dirigida particularmente aos judeus. A extensão
do orgulho daquele povo é notória. Uma vez que eram filhos de Abraão,
vangloriavam-se de que, mediante a exclusão de todos os demais, foram os únicos
escolhidos pelo Senhor para participarem do pacto da vida eterna. Sentiam-se
demasiadamente ensoberbecidos por esse privilégio, e assim desprezavam todos os
demais povos, tendo-se habituado a incluir somente a si mesmos na igreja de
Deus. Arrogavam só para si, com a mais intensa soberba, o título de Igreja. Foi
as duras penas que o apóstolo tentou corrigir esse orgulho, e, em minha opinião,
é precisamente o que ele está tentando fazer agora, visando a que os judeus não
se indispusessem com a presença dos gentios, os quais se achavam unidos a eles
no mesmo corpo da Igreja.
Antes de tudo,
diz ele: Consideremo-nos uns aos outros, porquanto Deus estava, então,
reunindo a Igreja, composta de gentios e judeus, havendo sempre entre eles
acirrada divisão, de tal forma que essa união era como a mistura de fogo e
água. Diante de tal fato os judeus recuavam, porquanto entendiam que lhes seria
humilhante colocar-se em pé de igualdade com os gentios. Em contraste com esse ânimo
de vergonhosa emulação que os aguilhoava, o apóstolo sugere outra contraposição,
a saber: o amor. Para que os judeus não fossem dominados pela inveja e conduzidos à contenda,
ele os estimula ao exercício do amor
recíproco.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.
“Guardemos firme
a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel” (HB 10.23).
Visto que o autor
da carta está aqui a induzir os judeus à perseverança, ele fala de esperança, em vez de falar da fé. Assim
como a esperança é filha da fé, ela é também nutrida e sustentada pela fé até
ao fim. Além do mais, ela demanda confissão, visto que não há genuína fé a
menos que demonstremos diante dos homens. O apóstolo parece estar tocando
indiretamente na pretensão daqueles que se mantinham com demasiado escrúpulos em
relação aos ritos da lei com o intuito de agradar os de sua própria nação.
Portanto os convida não só a crerem com seus corações, mas também a
demonstrarem, mediante sua confissão, o quanto era real sua obediência a
Cristo.
Devemos atentar
cuidadosamente para a cláusula que vem a seguir, a saber: que fiel
é aquele que fez a promessa. O apóstolo nos diz antes de tudo que a
nossa fé repousa no fundamento de que Deus é verdadeiro. Além do mais, esta
verdade se acha contida em sua promessa, porquanto a voz divina tem que soar
para que possamos crer. Não é qualquer gênero de voz que é capaz de produzir
fé, senão a que repousa sobre uma única promessa. Desta passagem, pois podemos
deduzir a relação mútua entre a fé dos homens e a promessa de Deus. Se Deus não
prometer, ninguém poderá crer.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.
Música: A Alegria da Salvação
Letra: José Rodrigues Filho
Arranjo: Madson Oliveira / IA
Ao ouvirmos a voz de Deus, aceitamos que não somos o que deveríamos ser.
É Deus nos chamando da morte para a vida, das trevas para a luz.
Esse é o caminho para a vida que glorifica a Deus.
Nesse tempo de tristeza e consciência do nosso estado vil, outro sentimento
surge: a alegria da salvação.
Deus nos abençoe!
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.
Música: Nova
Criatura Sou
Letra: José Rodrigues Filho / Jerônimo Filho
Arranjo: Madson Oliveira / IA
Encontrei a razão de viver
Hoje há luz no meu coração
Óh, eu sei que em mim reina Jesus
Pão da Vida e Caminho da Salvação.
Conheci-O, senti sua paz
Seu amor me atraiu
Ele deu-me também novo espírito
E os caminhos da vida me abriu.
Já não vivo, Jesus vive em mim
Meus pecados, sim! Purificou
Coisas velhas de outrora esqueci
Tudo é novo e nova criatura sou.
O que fui, o que fiz sem saber
Prometeu-me jamais relembrar
Sua graça certeza me garantiu
Que no céu vamos juntos morar.
“Bem-aventurados
sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo,
disserem todo mal contra vós” (Mt 5.11).
“Bem-aventurados
os humildes de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fone e sede de
justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os
perseguidos por causa da justiça e os injuriados”. Estas são pedras fundamentais lançadas por nosso
Senhor Jesus, logo no começo do Sermão do Monte (Mt 5.3-12).
Aprendamos quão inteiramente contrários aos princípios deste mundo são os princípios ensinados por Cristo Jesus. É inútil tentar negar esse fato. São princípios
diametralmente opostos entre si. O mundo menospreza as próprias virtudes que o nosso Senhor Jesus exaltou. Orgulho, falta de consideração, espírito de
exaltação, mundanismo, formalismo, egoísmo, e falta de amor, que proliferam por
neste mundo por toda parte, são coisas que o nosso Senhor Jesus condenou.
Aprendamos, da mesma forma, quão tristemente diferentes da vida prática de muitos professos “cristãos” são os ensinos de Jesus Cristo. Onde encontraremos frequentadores de igrejas locais, homens e mulheres que se esforçam por viver segundo os padrões acerca dos quais o nosso Senhor Jesus ensinou? Infelizmente, há muitas razões para temer que um grande número de pessoas batizadas menosprezam o que está registrado no Sermão do Monte.
Aprendamos quão
santos e espirituais todos os crentes deveriam ser. Jamais deveriam ter como
alvo qualquer padrão inferior ao ensinado por nosso Senhor Jesus. O
cristianismo é eminentemente uma religião prática. A sã doutrina é a sua raiz e
fundamento, mas o seu fluxo deveria sempre ser uma vida santa. E, se quisermos
saber o que é uma vida santa, consideremos então, com frequência, quem são
aqueles a quem Jesus chamou de “Bem-aventurados”.
Deus nos
abençoe!
John
Charles Ryle (1816-1900).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
“Ora, todos quantos querem
viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12).
A lembrança de suas próprias
perseguições leva o apóstolo Paulo a acrescentar que tudo quanto lhe acontecera
também se dará com todas as pessoas piedosas. Ele acrescenta isso para que os
crentes se predispusessem a aceitar tal situação, e em parte para que as
pessoas bondosas não se afastassem dele movidas pela dúvida em virtude de suas
perseguições, as quais recebiam das mãos dos ímpios, pois às vezes sucede que
acontecimentos adversos suscitam críticas adversas. Se porventura alguém cai no
desfavor humano, imediatamente corre o rumor de que o mesmo é odiado por Deus.
Com esta afirmação geral, Paulo declara que ele é um entre os filhos de Deus, e
ao mesmo tempo adverte seus irmãos a suportarem as perseguições. Pois se essa
condição é estabelecida “para todos quantos querem viver piedosamente em Cristo”,
segue-se que aqueles que desejam evitar perseguições devem renunciar a Cristo. Como
será em vão tentar separar Cristo de sua cruz, assim é plenamente natural que o
mundo odeie a Cristo, mesmo em seus membros. E já que a crueldade acompanha o
ódio, daí surgem as perseguições. É essencial que reconheçamos o fato de que,
se somos cristãos, devemos nos preparar para muitas tribulações e lutas de
diferentes tipos.
Mas pode-se perguntar se todos
devem, então, ser mártires. É evidente que têm havido muitas pessoas que jamais
sofreram desterro, nem prisão, nem qualquer outro gênero de perseguição. Nossa
resposta é que Satanás possui mais de um método de perseguir os servos de
Cristo. Mas é absolutamente necessário que todos eles suportem a hostilidade do
mundo, de um modo ou de outro, a fim de que sua fé se exercite e sua
perseverança se comprove. Satanás, que é o perpétuo inimigo de Cristo, jamais
deixará que alguém viva sua vida sem algum distúrbio, e haverá sempre pessoas
perversas a nos perseguir. De fato, tão pronto um crente mostre sinais de zelo
por Deus, a ira de todos os ímpios se acende e, mesmo que não tenham suas armas em punho, arrojam seu veneno, ou criticando, ou caluniando, ou
provocando perturbação de um ou de outro modo. Portanto, ainda que não sofram
os mesmos ataques e não se envolvam nas mesmas batalhas, os que querem viver piedosamente
em Cristo têm uma só guerra em comum e jamais viverão totalmente em paz nem
isentos de perseguições.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.
“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que
está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso
corpo” (1Co 6.19,20).
O apóstolo Paulo usa mais dois argumentos para abstermo-nos desta
imundícia [fornicação]. O primeiro consiste em que “os nossos corpos são
santuários do Espírito”; e o segundo consiste em que não vivemos sob nossa
própria jurisdição, visto que o Senhor nos adquiriu para ele mesmo como sua
propriedade particular. Há uma associação de ênfase no uso do termo santuário,
visto que o Espírito de Deus não pode permanecer num ambiente impuro, tornamo-nos
residência somente quando nos consagramos como seus santuários.
E que não sois de vós mesmos? Este é o segundo argumento, a saber:
que não somos de nós mesmos, não estamos sob nossa própria autoridade,
vivendo segundo o nosso bel-prazer. A razão que ele apresenta em prol disto é
que o Senhor Jesus já pagou o preço de nossa redenção, e nos adquiriu para Ele
mesmo. Paulo se expressa em termos similares em Romanos 14.9: “Porque foi para
isto que Cristo morreu e ressuscitou, para ser Senhor tanto dos mortos como dos
vivos”.
Então, a palavra “preço” pode ser considerada de duas formas, a saber:
Podemos entendê-la num sentido literal, como quando falamos normalmente de algo
como tendo “um valor de custo”, visto que desejamos deixar bem claro que não
obtemos de graça. O outro significado é aquele substituído por “alto preço”, “caro”,
quando geralmente descrevemos as coisas que nos custam um valor mais elevado.
Em minha opinião, não há dúvida de que o segundo e mais satisfatório. Pedro
escreve em termos similares: “Sabendo que não foi mediante coisas
corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil
procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de
cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe 1.18,19). Eis o
sentido: que a redenção nos mantenha constrangidos, e mantenha a licenciosidade
de nossa carne sob a pressão do freio da obediência.
Glorificai a Deus. Desta conclusão torna-se evidente que
os coríntios presumiam que
podiam fazer o que bem lhes agradasse com respeito às questões externas, as
quais tinham de ser refreadas. Paulo, pois, fornece os meios de correção, aqui,
onde ele os avisa de que o corpo, bem como a alma, estão sujeitos a Deus, e,
portanto, é justo que ambos sirvam à sua glória. É como se ele dissesse: “Na verdade, a mente de um crente deve ser
pura diante de Deus, mas também assim deve ser no tocante à sua conduta
externa, a qual é vista pelos homens; esta deve estar em submissão, visto que a
autoridade sobre ambos pertence a Deus, que redimiu a ambos”. Com o
mesmo propósito em vista, Paulo assevera no versículo 19 que não é apenas a
nossa mente, mas também o nosso corpo, ambos são templos do Espírito Santo, de
modo que não tenhamos ilusão de que podemos inocentar-nos diante dele, pois só
podemos fazer isso quando nos dedicamos ao seu serviço, total e sinceramente,
para que venhamos também direcionar as ações externas de nossas vidas segundo
[os parâmetros de] sua Palavra.
João Calvino (1509-1564).
Deus nos abençoe!
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
“SE ALGUÉM DESTRUIR O SANTUÁRIO DE DEUS”
“Não sabeis que
sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém
destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que
sois vós, é sagrado” (1Co 3.16,17).
Após apresentar diretrizes aos mestres sobre o seu trabalho, o apóstolo Paulo, então, se volta para os discípulos, para que eles também atentassem bem para si mesmos. Ele havia dito aos mestres: “Vós sois os arquitetos da casa de Deus”. E agora diz ao povo: “Vós sois o santuário de Deus. É vossa responsabilidade cuidar para não serdes contaminados de alguma forma”. Ora, o que ele tencionava é que os coríntios não se entregassem desonrosamente nas mãos dos homens. Na verdade, ele está a lhes conferir uma rara honra ao falar-lhes desta forma; porém o seu intuito é mostrar-lhes mais claramente sua culpa. Porque, visto que Deus os consagrou como santuários seu, concomitantemente os designou como guardadores de seu santuário. Portanto, ao se entregarem aos homens, estavam violando um depósito sagrado. Ele denomina a todos eles, juntos, de um santuário de Deus. Porque cada crente em particular é uma pedra viva para a edificação do edifício de Deus. Entretanto, indivíduos também são às vezes chamados de santuários. Um passo depois, Paulo usa novamente a mesma ideia, mas com outro propósito. Naquela passagem ele está tratando de castidade, mas aqui ele está apelando-lhes a que mantivessem até ao fim sua fé na abundância de Cristo, e de Cristo somente.
E que o Espírito de Deus... Esta é a razão por que são o santuário de Deus. Portanto, deve-se ler o “e” como se fosse “porque”. Isto é bastante comum; por exemplo, onde o poeta diz: “Tendes ouvido e foi anunciado”, Paulo diz: “Sois o santuário porque ele habita em vós por intermédio de seu Espírito; porquanto nenhum lugar impuro pode ser habitação de Deus”. Nesta passagem temos a evidência clara para afirmarmos a deidade do Espírito Santo. Porque, se ele fosse um ser criado, ou simplesmente algo a nós outorgado, então não poderia, ao habitar-nos fazer-nos santuários de Deus. Ao mesmo tempo, entendemos que Deus se nos comunica e a corrente pelo qual lhe somos ligados, a saber, derramando sobre nós o poder de seu Santo Espírito.
Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá. Paulo adiciona uma grave advertência: uma vez que o
santuário é sagrado, então quem quer que o saqueie não escapará
impunemente. No entanto, ele agora está a falar do gênero de violação em que os
homens se põem no lugar de Deus, de modo a tornar-se senhores da Igreja.
Porque, assim como a fé, que é devotada ao puro ensino de Cristo, é denominada em
outro lugar de “castidade espiritual”, ela também nos consagra para aquela adoração divina que é correta e pura. Pois assim que somos atingidos
pelas tramas humanas, o santuário de Deus é poluído como que por alguma
imundícia, e a razão disto é que o sacrifício da fé, o qual Deus declara ser
exclusivamente seu, passa a ser oferecido às coisas criadas.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).