"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

“NÃO MENOSPREZOU NEM REPUDIOU”


“NÃO MENOSPREZOU NEM REPUDIOU”

“Pois não menosprezou nem repudiou o sofrimento do aflito; não escondeu dele o rosto, mas ouviu o seu grito de socorro” (Sl 22:24).

Regozijar-se pelo bem uns dos outros, e render graças pela comum felicidade uns dos outros, é uma parte daquela comunhão que deve existir entre o povo de Deus, como o apóstolo Paulo também ensina: “Ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos” [2Co 1.11]. Mas essa afirmação do salmista Davi serve a outro importante propósito - serve para encorajar a cada pessoa a esperar que Deus exerça a mesma mercê para com ela. De passagem, somos ensinados à luz dessas palavras que o povo de Deus deve suportar com paciência suas aflições, enquanto for do agrado do Senhor conservá-lo num estado de angústia, para que, por fim, o socorra e lhe conceda seu auxílio, quando for severamente provado.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.

“VÓS, QUE TEMEIS O SENHOR”


“VÓS, QUE TEMEIS O SENHOR”

“Declararei teu nome a meus irmãos; no meio da assembleia te louvarei: Vós, que temeis o SENHOR, louvai-o; todos vós, descendência de Jacó, glorificai-o; e temei-o, todos vós, descendência de Israel” (Sl 22:22,23).

Aqui, uma vez mais, o salmista expressa mais distintamente o fruto das públicas e solenes ações de graças, do qual fala antes, declarando que, ao engajar-se nesse exercício, cada pessoa, em seu próprio lugar, convida e incita a igreja, mediante seu exemplo, a louvar a Deus. Ele nos diz que o propósito com o qual louvará o nome de Deus na assembleia pública é para reanimar a seus irmãos a fazer o mesmo. Mas como os hipócritas comumente se infiltram na igreja, e visto que, no celeiro do Senhor, a palha se mistura com o trigo, ele se dirige expressamente aos santos e aos que temem a Deus. Os impuros e maus podem cantar os louvores de Deus com sua boca aberta, mas com toda certeza não fazem outra coisa senão poluir e profanar seu santo nome. Aliás, deveria ser um objetivo muito desejável que os homens de todas as condições no mundo, de comum acordo, unir-se em santa melodia ao Senhor. Visto, porém, que a principal e essencial parte dessa harmonia procede de uma afeição sincera e pura de coração, ninguém jamais, de uma forma correta, celebrará a glória de Deus, exceto aquele que o adorar sob a influência de santo temor. Davi, um pouco depois, designa a semente de Jacó e de Israel como uma referência à vocação comum do povo; e certamente ele não põe nenhum obstáculo no caminho para prejudicar mesmo os filhos de Abraão de louvarem a Deus de comum acordo. Mas como percebeu que muitos dos israelitas eram bastardos e degenerados, ele distingue os verdadeiros e sinceros israelitas daqueles; e ao mesmo tempo mostra que o nome de Deus não é devidamente celebrado, senão onde há verdadeira piedade e temor íntimo de Deus.

Temei-o, todos vós, descendência de Israel, diz o salmista; pois toda boa aparência com que os hipócritas se revestem neste assunto não passa de pura zombaria. O temor que ele recomenda não é, contudo, aquele que levaria os fiéis a fugirem da presença de Deus, mas aquele que os introduzirá humildemente em seu santuário, como se acha declarado no Salmo 15. Alguns poderão sentir-se surpresos de encontrar Davi endereçando uma exortação em prol do louvor de Deus, àqueles a quem havia previamente recomendado a agirem assim. Mas isso é facilmente explicável, pois mesmo os mais santos dentre os homens no mundo nunca são tão plenamente imbuídos do temor de Deus que não tenham mais necessidade de continuamente incitar- se ao seu exercício. Consequentemente, a exortação não é de forma alguma supérflua quando, falando daqueles que temem a Deus, ele os exorta a reverenciarem-no e a prostrarem-se humildemente diante dele.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

“VEDES QUE O DIA SE APROXIMA”


VEDES QUE O DIA SE APROXIMA

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.25).

Tanto mais quanto vedes que o Dia se aproximaHá quem pense que esta cláusula está paralela àquela de Paulo: “E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé” [Rm 13.11]. Creio, ao contrário, que a referência, aqui, é à vinda final de Cristo, a cuja expectação devemos despertar-nos com mais urgência para a contemplação de uma vida santa, bem como nos esforçarmos, criteriosa e zelosamente, por manter a Igreja unida e reunida. Qual é o propósito da vinda de Cristo senão reunir em um só corpo os dispersos que ainda se encontram errantes? Portanto, quanto mais próxima é sua vinda, mais devemos redobrar nossos esforços para que os dispersos sejam reunidos e estejam unidos, a fim de que chegue o tempo quando seremos um só rebanho e teremos um só Pastor [Jo 10.16].

Se porventura alguém perguntar como o apóstolo poderia afirmar que aqueles que ainda se encontravam longe da revelação [ou volta] de Cristo viram o dia próximo e quase ao seu alcance, minha resposta é que a Igreja se encontrava tão bem constituída desde o início do reino de Cristo, que os fiéis pensavam na vida do Juiz como algo iminente. Não eram enganados por uma falsa imaginação, sentindo-se preparados para receberem a Cristo a qualquer momento, pois a condição da Igreja, desde o tempo da promulgação do evangelho, era tal que todo aquele período foi legítima e apropriadamente chamado de os últimos dias. Aqueles que se se encontravam mortos desde muitas gerações viveram os últimos dias não menos que nós. Os ardilosos e sarcásticos, para quem se afigura ridículo o fato de termos alguma fé na ressurreição da carne e no juízo final, riem de nossa simplicidade diante de tais questões. Mas para que nossa fé não trema diante de seus motejos, o Espírito Santo nos ensina [2Pe 3.8] “que para o Senhor mil anos é como um dia, e um dia como mil anos”. De modo que, toda vez que pensarmos sobre a eternidade do reino celestial, nenhum perídio de tempo deverá parecer-nos longo. Além do mais, já que Cristo, depois de haver completado toda a obra da nossa salvação, subiu ao céu, é justo e próprio que esperemos continuamente sua segunda revelação [ou vinda], e pensemos de cada dia como se ele fosse o último.

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.

“É COSTUME DE ALGUNS”


“É COSTUME DE ALGUNS”

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.25).

Ao dizer, não deixemos de congregar-nos, a seguir o apóstolo acrescenta: como é costume de alguns. É fácil deduzir-se dessa cláusula que os primeiros sintomas de todo cisma são oriundos do orgulho quando menosprezamos os outros e nos agradamos além do que temos direito. Quando ouvimos que mesmo nos tempos dos apóstolos haviam homens incrédulos que abandonavam a Igreja, devemos sentir-nos menos abalados e perturbados diante de semelhantes exemplos de deserção tão comuns hoje. Naturalmente que não podemos considerar o fato de pessoas que haviam apresentado algum sinal de santidade e haviam demonstrado alguma fé como a nossa, e apostataram do Deus vivo. Como, porém, isso não tem nada de novo, não devemos, como já disse, sentir-nos demasiadamente perturbados. O apóstolo inseriu essa cláusula para mostrar que não estava falando sem motivo, mas que tinha o propósito de aplicar o necessário antídoto à enfermidade que ora ganhava terreno.

Antes façamos admoestações. Isso significa que todos os crentes devem, por todos os meios possíveis, esforçar-se em congregar a Igreja, em toda parte. É sob essa condição que somos chamados pelo Senhor, para que todos procurem trazer outros, esforçando-se por guiar os transviados de volta ao caminho, estendendo a mão aos caídos, bem como ganhando também os de fora. Se temos de nos esforçar tanto em favor daqueles que ainda são estranhos ao rebanho de Cristo, quanto mais solicitude se exige de nós no sentido de animarmos os irmãos a quem Deus já uniu a nós.

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

PLAYLIST - LOUVOR & ADORAÇÃO

PLAYLIST - LOUVOR & ADORAÇÃO

“Bendirei o SENHOR em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios. Gloriar-se-á no SENHOR a minha alma; os humildes o ouvirão e se alegrarão” (Sl 34:1,2).

Deus nos abençoe!

LOUVOR: SOMENTE EM DEUS

LOUVOR: SOMENTE EM DEUS

“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação. Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado” (Sl 62:1,2).

Salmo 62:1,2,5,6,8

Deus nos abençoe!


LOUVOR: SÓ TU ÉS DEUS

LOUVOR: SÓ TU ÉS DEUS

“Pois tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus” (Sl 86:10).

Salmo 86:6,7,10,11,12

Deus nos abençoe!

LOUVOR: PERTO ESTÁ O SENHOR

LOUVOR: PERTO ESTÁ O SENHOR

“Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido” (Sl 34:18).


Salmo 34:11,14,15,18,22

Deus nos abençoe!


LOUVOR: OS OLHOS DO SENHOR

LOUVOR: OS OLHOS DE SENHOR

“Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia” (Sl 33:18).


Salmo 33:18-22

Deus nos abençoe!

LOUVOR: SARA-ME, SENHOR

LOUVOR: SARA-ME, SENHOR

“SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor. Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados” (Sl 6:1,2).


Salmo 6:1-4

Deus nos abençoe!