“QUEM É DEUS, SENÃO O SENHOR?”
“Pois quem é Deus, senão o
SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus?” (Sl 18.31).
Pois quem é Deus, senão o SENHOR? Neste ponto Davi, escarnecendo das loucas invenções humanas
que, conforme suas próprias fantasias, fazem para si mesmos deuses tutelares, confirma
o que já disse antes, a saber, que ele jamais empreendia alguma atividade que
não fosse pela autoridade e comando de Deus. Se houvera passado além dos
limites de sua vocação, não poderia ter dito com tal confiança que Deus estava
do seu lado. Além disso, embora nessas palavras ele contraponha ao verdadeiro
Deus todos os falsos deuses inventados pelos homens, seu propósito, ao mesmo
tempo, é destruir todas as vãs esperanças às quais o mundo se devota e pelas
quais o mesmo é desviado e impedido de descansar em Deus. A questão da qual
Davi aqui trata não é o mero título e nome, Deus, mas declara que toda e
qualquer assistência de que carecemos devemos buscá-la em Deus, e de nenhuma
outra parte, visto só ele possuir real poder: Quem é rochedo, senão o nosso Deus?
Contudo, devemos atentar para o propósito de Davi, para o qual chamo sua
atenção, ou seja, ao confiadamente contrapor Deus a todos os seus inimigos e
como o Líder sob cuja bandeira havia valentemente lutado contra eles, ele
tenciona afirmar que nada tentara com base em suas próprias fantasias nem com
sua consciência a acusá-lo.
Deus nos abençoe!
João Calvino
(1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.

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