"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



domingo, 30 de agosto de 2026

“TEVE FOME”


“TEVE FOME”

“No dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome”. E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto” (Mc 11:12-14).

Nesta passagem de Marcos, percebemos uma das muitas provas de que nosso Senhor Jesus Cristo era verdadeiramente homem. Lemos que ele “teve fome”. Jesus possuía uma natureza e uma constituição física igual à nossa, em todos os aspectos, excetuando apenas o pecado. Ele chorava, regozijava-se e sofria dor. Ele cansava e precisava descansar. Ficava com sede e precisa saciar a sua sede. Ele também sentia fome e precisava alimentar-se. Expressões como essas deveriam ensinar-nos a grande condescendência de Jesus. Quão admiráveis são essas expressões, quando refletimos sobre elas! Aquele que é o Pai da Eternidade. Aquele que criou o mundo e tudo que nele há. Aquele de cujas mãos saíram os frutos da terra, o peixes do mar, as aves do firmamento e as feras do campo – sim, Ele permitiu-se padecer fome, quando veio a este mundo, a fim de salvar os pecadores. Isso é um grande mistério. Bondade e amor desse tipo ultrapassam o entendimento humano. Não admira, pois, que o apóstolo Paulo tenha se referido às “insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3.8).

Declarações como essa deveriam nos ensinar a capacidade que Cristo tem de simpatizar como o seu povo. Ele conhece, por experiência própria, as tristezas pelas quais eles passam. Ele pode sentir-se comovido diante das debilidades do crente. Jesus passou pela experiência de viver em um corpo e de sentir as necessidades diárias desse corpo. Ele mesmo passou pelos severos sofrimentos a que o corpo humano está sujeito. Ele provou a dor, a debilidade, a exaustão, a fome e a sede. Quando nós Lhe falamos sobre essas coisas, em nossas orações, Ele sabe o que estamos querendo dizer-Lhe, não estranhando as nossas aflições. Por certo, esse é precisamente o Salvador e Amigo que a pobre, dolorida e sofredora natureza humana requer!

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).

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