"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quinta-feira, 26 de maio de 2016

A Essência do Calvinismo – Parte I

A Essência do Calvinismo – Parte I
“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2.1).

Qual a essência do calvinismo? Qual a verdade, ou verdades que o calvinismo quer destacar com este sistema doutrinário? São duas as verdades, em dois departamentos da teologia sistemática: a Antropologia e a Teologia propriamente dita. Todo o sistema teológico conhecido como calvinismo é o resultado natural, lógico e bíblico de duas doutrinas básicas fundamentais: a queda do homem e a soberania de Deus. A natureza do estado espiritual do homem (morto) e o caráter soberano de Deus são os fundamentos da doutrina calvinista. A salvação de pecadores (totalmente corrompidos) é obra exclusiva de Deus. Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados (Ef 2.1). É o Deus Pai, Filho e Espírito Santo quem salva. A essência do calvinismo está, portanto, na doutrina bíblica do eterno, imutável, soberano, incondicional e eficaz propósito de Deus. Os atributos divinos da independência, imutabilidade, onisciência, onipotência e eternidade, e o claro e abundante ensino bíblico sobre a vontade eterna e soberana de Deus não permitem que o calvinista creia em um Deus sujeito a contingências temporais; em um Deus que seja tomado de surpresa, ou que qualquer coisa no tempo ou na eternidade aconteça à parte da Sua vontade. O calvinista crê, juntamente com o autor da Epístola aos Hebreus, em um Deus imutável em seus propósitos (Hb 6.17); crê, assim como Tiago, em um Deus “em quem não pode haver variação ou sombra de mudanças” (Tg 1.17). O calvinista afirma como o salmista: “O conselho do Senhor dura para sempre, os desígnios do seu coração, por todas as gerações” (Sl 33.11). A conclusão do calvinista é a conclusão do apóstolo Paulo: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). A vontade soberana, livre, imutável de Deus é a premissa fundamental do calvinismo. A essência do calvinismo está, portanto, na doutrina bíblica do eterno, imutável, soberano, incondicional e eficaz propósito de Deus. Soli Deo Glória!

*Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça – Rev. Paulo Anglada, Editora Os Puritanos.
Continua na próxima publicação.

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896
Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

terça-feira, 10 de maio de 2016

Assembleia de Westminster

Abadia de Westminster

Por setenta e cinco anos os puritanos vinham insistindo para que a Igreja da Inglaterra tivesse uma forma de governo, doutrinas e culto mais puros. Assim, o Parlamento convocou a Assembleia de Westminster. Os 121 pastores convocados para constituir essa Assembleia eram os mais preclaros homens da Igreja daquela época - episcopais, presbiterianos, independentes e erastianos - quase todos calvinistas. A lista original incluía os nomes de 10 Lordes e 20 membros da Câmara dos Comuns como membros leigos. Os 121 teólogos eram homens de todos os matizes de opinião quanto ao governo da Igreja. A maioria era a favor da forma presbiteriana, muitos desejavam a forma congregacional e uns poucos defendiam a forma episcopal. Essa questão gerou os debates mais longos e acalorados da Assembleia, que se reuniu na Abadia de Westminster, em Londres, a partir de 1º de julho de 1643. Os trabalhos se estenderam por cinco anos e meio, durante os quais houve mais de mil reuniões do plenário e centenas de reuniões de comissões e subcomissões. A Assembleia de Westminster caracterizou-se não somente pela erudição teológica, mas por uma profunda espiritualidade. Gastava-se muito tempo em oração e tudo era feito em um espírito de reverência. Cada documento produzido era encaminhado ao parlamento para aprovação, o que só acontecia após muita discussão e estudo. 

Os chamados “Padrões Presbiterianos” elaborados pela Assembleia foram os seguintes:

• Diretório do Culto Público: concluído em dezembro de 1644 e aprovado pelo parlamento no mês seguinte. Tomou o lugar do Livro de Oração Comum. Também foi preparado o Saltério: uma versão métrica dos Salmos para uso no culto (novembro de 1645).

• Forma de Governo Eclesiástico: Concluída em 1644 e aprovada pelo parlamento em 1648. Instituiu a forma de governo presbiteriano em lugar da episcopal, com seus bispos e arcebispos.

• Confissão de Fé: concluída em dezembro de 1646 e sancionada pelo parlamento em março de 1648.

• Catecismo Maior e Breve Catecismo: concluídos no final de 1647 e aprovados pelo parlamento em março de 1648. 

*Confissão de Fé de Westminster comentada, A.A.Hodge, Editora Os puritanos.
*Instituto Presbiteriano Mackenzie - Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper.

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A Glória de Cristo - Parte 3.2

A Glória de Cristo
 “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24).
“E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

3 – A glória de Cristo como Mediador

3.2 – Em Seu Amor – Queremos concluir dizendo que a glória de Cristo também é manifestada em Seu amor. Há muitos textos das Sagradas Escrituras que fazem referência ao amor de Cristo. “Estou crucificado com Cristo, logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim; e esse viver que agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.19,20); “E da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelo séculos dos séculos. Amém!” (Ap 1.5,6). A porção mais brilhante da glória de Cristo está no seu amor. Não há terror nEle; Ele é atraente e nos traz refrigério. A razão principal de Cristo tornar-se Mediador foi por causa do amor do Pai. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Mas precisamos considerar o amor de Cristo Jesus, o amor do Filho de Deus, que é cheio de compaixão. Ele antevia com grande alegria a salvação dos eleitos de Deus, isso iria trazer glórias a Deus. O seu desejo e prazer em assumir a natureza humana não foram diminuídos por causa do conhecimento das grandes dificuldades que Ele teria que enfrentar. Para nos salvar Ele teve que enfrentar e vencer o mundo, o diabo e a morte. Mas isto não o deteve. Desta forma um corpo foi preparado para Ele, a fim de dar expressão à imensurável graça e ao fervente amor que Ele possuía por cada um de nós. Agora, quando pensamos no glorioso amor de Cristo, descobrimos que há em Sua natureza divina o amor de Deus, o Pai. E há mais ainda, porque quando colocou em prática esse amor, Ele foi humano também. O amor das duas naturezas é bastante distinto, contudo vem da mesma Pessoa, Cristo Jesus. Foi um ato indescritível de amor quando Ele decidiu assumir a nossa natureza, porém isso foi apenas um ato de Sua natureza divina. A Sua morte foi apenas um ato de Sua natureza humana. Os dois atos, foram todos verdadeiramente dEle. “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1Jo 3.16).

A) Considere no amor do Filho de Deus, que é também o Filho do Homem. Assim como Ele é único, o Seu amor também é único.

B) Medite na sabedoria, bondade e graça demonstrados nos atos eternos de Sua natureza divina, na compaixão e amor de sua natureza humana, e em tudo o que Ele fez e sofreu por nós. “E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.19).

C) Pense no poder desse amor quanto aos seus efeitos habilitando-nos a produzir frutos dignos para o louvor da Sua glória.

Certamente, o maior privilégio desta vida é o de ver a glória de Deus, o Pai, demonstrada em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Amém!

Extraído do livro "A Glória de Cristo", John Owen, Editora PES.

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896
Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

A Glória de Cristo - Parte 3.1

A Glória de Cristo
 “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24).
“E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

3 – A glória de Cristo como Mediador

3.1 – Em Sua humilhação – O pecado de Adão havia colocado uma distância tão grande entre a humanidade e Deus que toda a raça humana teria se perdido completamente e para sempre a não ser que a pessoa ideal pudesse ser encontrada para promover a paz entre Deus e o homem, isto é, agir como Mediador. Não havia ninguém na terra qualificado para esse ofício. Por isso, o Filho de Deus se fez carne para ser o Mediador entre Deus e os homens. “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5); “Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.7,8). Convém lembrar que, essa humilhação, esse esvaziamento, esse aniquilamento não Lhe foi imposto; Ele livremente a escolheu. O Filho de Deus não cessou de ser igual a Deus quando se tornou homem. Os judeus queriam matá-Lo porque Ele disse que “... Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (Jo 5.18). Quando Cristo tomou para Si a forma de um servo em nossa natureza, Ele se tornou aquilo que nunca havia sido antes, mas não deixou de ser aquilo que sempre tinha sido em Sua natureza divina. Ele, que é Deus, não pode deixar de ser Deus. A glória de Sua natureza divina estava velada, de forma que aqueles que O viram não acreditaram que Ele era Deus e homem ao mesmo tempo. Mas para quem Ele se revelou, viam nEle, mesmo em Seu estado de humilhação, a glória do Filho de Deus. “E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Lembrem-se que apesar de Cristo ter tomado a nossa natureza para Si próprio, Ele não a transformou em algo divino e espiritual, mas conservou-a inteiramente humana. Ele agiu, sofreu, teve provações, chorou, foi tentado e rejeitado como qualquer ser humano.


O maior privilégio desta vida é o de ver a glória de Deus, o Pai, em toda a Sua formosura demonstrada em Cristo Jesus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Medita nestas coisas!

Extraído do livro "A Glória de Cristo", John Owen, Editora PES.
Continua na próxima publicação.

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896
Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

A Glória de Cristo - Parte 2

A Glória de Cristo
 “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24).
“E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

2 – A glória de Cristo manifestada pelo mistério de Suas duas naturezas.
A glória de duas naturezas de Cristo numa única Pessoa é tão grande que o mundo incrédulo não pode ver a luz e a beleza que irradiam dela. Muitos negam que Jesus Cristo é Filho de Deus e Filho do homem ao mesmo tempo. Satanás rebelou-se contra Deus no céu, depois tentou destruir os seres humanos na terra, os quais foram feitos a imagem de Deus. Em Sua grande sabedoria, Deus uniu em Seu Filho ambas as naturezas contra as quais Satanás havia pecado. Cristo Jesus, o Deus-homem, triunfou sobre o inimigo através da Sua morte na Cruz. “E que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (Col 1.20). Devemos meditar frequentemente sobre o conhecimento da glória de Cristo que obtemos das Escrituras. As nossas mentes devem ser espirituais, santas e libertas de todos os cuidados e afeições às coisas deste mundo. A pessoa que não medita agora com prazer na glória de Cristo, não terá nenhum desejo de ver aquela glória nos céus. (Leia Apocalipse 4 e 5).

O maior privilégio desta vida é o de ver a glória de Deus, o Pai, em toda a Sua formosura demonstrada em Cristo Jesus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Medita nestas coisas!

Extraído do livro "A Glória de Cristo", John Owen, Editora PES.
Continua na próxima publicação.

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896
Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

A Glória de Cristo - Parte 1

A Glória de Cristo
 “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24).
“E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

    1 - A glória de Cristo, o único representante de Deus aos que creem.
A glória de Deus procede de Sua natureza santa e das excelentes coisas que ele faz. Todavia, só podemos ver a glória de Deus em Seu resplendor quando contemplamos a Cristo. “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do Deus invisível” (Hb 1.2); “Este que é a imagem do Deus invisível” (Cl 1.15). É ele quem nos mostra a gloriosa natureza de Deus e revela a Sua vontade para todos nós. Sem Jesus Cristo, nunca veríamos a Deus por nenhum momento, tanto aqui como na eternidade. Ele e o Pai são um. Quando Cristo tornou-se homem Ele revelou a glória de Deus Pai. Somente Ele torna conhecida a anjos e homens a glória do Deus invisível. Essa revelação é o firme fundamento de todas as nossas esperanças de salvação e Bem-aventuranças eternas. Aqueles que ainda não viram essa glória de Cristo pela fé, não conhecem a Deus. Uma grande parte da miséria e castigo da humanidade, por causa da queda de Adão ao pecar, é a densa escuridão e ignorância que cobriu a mente humana desde então. “O deus desse século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Co 4.3,4). Esta cegueira ou escuridão espiritual é curada naqueles que creem pelo grande poder de Deus. “Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face Cristo” (2Co 4.6). Quando Cristo veio, foi possível ver “que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1Jo 1.5). Quando o Filho de Deus apareceu na semelhança de homem, Deus mostrou que a natureza divina era uma natureza gloriosa de três pessoas em uma – a Trindade Santa. A glória de Cristo é que Ele revela esta verdade sobre a natureza invisível de Deus. Ver esta glória é a única maneira possível para obtermos santidade, conforto, e preparação para a glória eterna. Considerem, então, o que Deus tornou conhecido sobre Si mesmo por meio do Seu Filho, especialmente a Sua sabedoria, amor, bondade, graça e perdão. O Senhor Jesus Cristo é o único caminho para essas bênçãos. Portanto, Ele deve ser sumamente glorioso aos nossos olhos.

A) Não há nada que seja mais claro e plenamente revelado no evangelho de que Jesus Cristo é a expressão do Deus invisível, de modo que, vendo-O, vemos também o Pai. “Quem me vê a mim vê o Pai”, disse Jesus (Jo 14.9).

B) A principal razão porque a fé nos é dada é para que possamos ver a glória de Deus em Cristo, considerar em todos os Seus feitos e glorificá-Lo para sempre.

C) Fé em Cristo, como reveladora da glória de Deus, é a raiz da qual toda prática Cristã brota e se desenvolve. Todo aquele que não possui este tipo de fé não pode ser considerado um verdadeiro cristão.

O maior privilégio desta vida é o de ver a glória de Deus, o Pai, em toda a Sua formosura demonstrada em Cristo Jesus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Medita nestas coisas!

Extraído do livro "A Glória de Cristo", John Owen, Editora PES.
Continua na próxima publicação.

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896

A Glória de Cristo - Introdução


A Glória de Cristo
 “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24).
“E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

Introdução:

Amados irmãos, vamos considerar alguns aspectos da glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Temos consciência que Sua glória é maravilhosa e grandiosa demais para que nossas mentes com suas limitações a possam entender plenamente. Por isso, nunca poderemos nesta vida dar a Ele todo o louvor que Lhe é devido. No entanto, “mediante a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 1.3), podemos ter algum conhecimento de Cristo e Sua glória. Esse conhecimento é mais sublime que qualquer outra forma de sabedoria ou entendimento. O apóstolo Paulo disse: “Sim, deveras considero tudo como perda por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor” (Fp 3.8). A natureza humana foi no princípio feita em Adão e Eva a imagem de Deus, cheia de beleza e glória. Todavia, o pecado derrubou essa glória, a natureza humana tornou-se completamente diferente de Deus, cuja imagem ela havia perdido. O inimigo de nossas almas queria assumir o controle de nossa natureza, e se as coisas fossem deixadas sob seu domínio, a humanidade teria perecido eternamente. Mas, o Senhor Jesus, o Filho de Deus, obediente e voluntariamente curvou-se para assumir o controle da natureza humana, que havia mergulhado nas profundezas da miséria. Em Cristo, somos novamente erguidos para uma vida de glória. O nosso Senhor, tendo se sacrificado pelos nossos pecados, entrou no céu, com o doce perfume de suas ações em benefício do seu povo. O Seu eterno desejo na obra da salvação está expresso em Suas palavras: “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24). Medita nestas coisas!

Extraído do livro "A Glória de Cristo", John Owen, Editora PES.
Continua na próxima publicação.

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896
Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Filho de Deus: Mistérios Revelados

O Filho de Deus: Mistérios Revelados
“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, ó único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).

Considerações doutrinárias quanto à Pessoa de Jesus Cristo:

1º. Jesus de Nazaré é verdadeiro Deus, possuindo a natureza divina e todos os atributos essenciais da Deidade.

2º. É também verdadeiro homem, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo, no ventre da Virgem Maria, e da substância dela.

3º. Estas duas naturezas continuam unidas em Sua Pessoa, mas sempre sendo verdadeira divindade e verdadeira humanidade, sem mistura nem mudança quanto à essência, de modo que Cristo possui ao mesmo tempo, na unidade da Sua Pessoa, dois espíritos, com todos os seus atributos essenciais, a consciência, a mente, os sentimentos e a vontade divinos. Mas não convém que procuremos explicar a maneira pela qual os dois espíritos afetam mutuamente um ao outro, nem até onde eles se unem numa só consciência, nem como as duas vontades cooperam numa só atividade na união da Pessoa única.

4º. Não obstante isso, eles, unidos, assim constituem uma só Pessoa, e a esta única Pessoa pertencem os atributos das duas naturezas.

5º. Esta Personalidade não é personalidade nova constituída pela união das duas naturezas no ventre da Virgem Maria, mas é a Pessoa eterna e imutável do logos, a qual no tempo assumiu uma nascente natureza humana e sempre depois abrange a natureza humana com a divina na Personalidade que pertence eternamente à divina.

Devemos lembrar, porém, que, enquanto a Pessoa é uma só, as naturezas, como tais, são distintas. O que pertence a qualquer das naturezas é atribuída à Pessoa única, à qual as duas naturezas pertencem; mas o que é peculiar a uma delas nunca é atribuído à outra. Deus, isto é, a Palavra divina, que é ao mesmo tempo Deus e homem, deu Seu sangue por Sua Igreja, isto é, morreu quanto à sua natureza humana (Atos 20.28). Mas nunca se afirma que as ações e os atributos humanos são da natureza divina de Cristo, nem que as ações e os atributos divinos são da Sua natureza humana. Por fim, consideremos até onde está incluída a natureza humana de Cristo no culto que Lhe é devido? É preciso que distingamos entre o objeto e os motivos de culto. O único motivo por que devemos culto a alguém é que possui atributos divinos. O objeto de culto não é a excelência divina no abstrato, e sim a Pessoa divina de quem essa excelência é um atributo. Ao Deus-homem, existindo Ele em duas naturezas, devemos culto na perfeição de Sua Pessoa inteira, unicamente em razão de Seus atributos divinos. “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3). Amém!

*Fl 2.6-11; Hb 2.11-14; 1Tm 3.16; Gl 4.4; Rm 1.3,4 e 8.3; Jo 1.14; 1Jo 4.3; At 20.28; Rm 8.32; 1Co 2.8; Mt 1.23; Lc 1.31,32; Cl 1.13,14; Jo 3.13 e 6.62; Rm 9.5; Ap 5.12. 

*Esboços de Teologia, A.A. Hodge – Editora PES.

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Jesus Cristo: Duas Naturezas, Uma Só Pessoa

Jesus Cristo: Duas Naturezas, Uma Só Pessoa
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

A nossa salvação e o nosso destino eterno dependem de nossa relação com o Senhor Jesus Cristo, nada é mais importante do que conhecê-Lo (Jo 17.3). O Eterno Filho de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, tomou para si a natureza humana. Isso não significa que um novo personagem veio à existência, porém que Deus, o Eterno Filho, encarnou-se. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Não foi mera aparência ou uma forma assumida pela segunda Pessoa da Trindade. O Filho de Deus realmente veio em carne. Não foi simplesmente a natureza divina tornando-se unida a natureza humana, formando assim uma pessoa. Não foi esse o caso, foi a segunda Pessoa mesma, o Unigênito Filho de Deus que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.1). Não houve mudança na personalidade do Filho de Deus. Houve certa mudança no estado e na forma em que Ele apareceu; houve mudança na manifestação, porém não houve qualquer mudança em Sua personalidade. Ele é sempre a mesma Pessoa. “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13.8). O nosso Senhor revestiu-se de corpo, alma e espírito, contudo sem pecado. Ele tomou essa natureza completa da própria substância da Virgem Maria, pelo poder do Espírito Santo (Lc 1.26-38). Nisto cremos! Jesus Cristo era verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Uma só Pessoa, duas naturezas, as duas sem mistura, unidas, porém não confundidas, Deus-homem. “O Filho de Deus, a segunda Pessoa da Trindade, sendo vero e eterno Deus, de uma só substância com o Pai e igual a Ele, quando chegou a plenitude do tempo, tomou para si a natureza humana, com todas as propriedades essenciais e fraquezas comuns a ela, contudo sem pecado; sendo concebido pelo poder do Espírito Santo, no ventre da Virgem Maria, e da substância dela. De modo que as duas naturezas inteiras, perfeitas e distintas, a Deidade e a Humanidade, foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão, composição ou confusão. Pessoa esta verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, contudo um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem” (Confissão de Fé de Westminster, Cap. VIII – seção II). Medita nestas coisas!

Rev. José Oliveira Filho

“Grandes Doutrinas Bíblicas”, Dr. Martin Lloyd-Jones – Editora PES. 
Confissão de Fé de Westminster Comentada”, A.A. Hodge - Editora Os Puritanos.

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Simplesmente Crente


SIMPLESMENTE CRENTE
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2.42).

Como a Sexta-feira Santa e a Páscoa, Pentecostes foi um evento não repetível na história da redenção, e é um presente que continua frutificando por meio do ministério habitual da igreja (At 2.42-47). 

Muitas das razões que damos para a necessidade de avivamento (letargia no evangelismo e missões, falta de uma experiência genuína da graça de Deus, frieza na oração, aumento dos vícios e da infidelidade, dos males sociais, etc.) são problemas que o ministério comum precisa tratar a cada semana. Este tem sido um ciclo vicioso do avivalismo evangélico desde então: um pêndulo que oscila entre entusiasmo e desilusão, ao invés de manter firme maturidade em Cristo mediante a participação na vida ordinária da comunidade do pacto. A pregação regular de Cristo a partir de toda a Escritura, Batismo, Santa Ceia, orações de confissão e louvor, e todos os demais aspectos da comunhão cristã ordinária são vistos como comuns demais. 

Impelidos para lá e para cá com todo vento de doutrina e muitas vezes nenhuma doutrina, aqueles que foram criados no evangelicalismo se acostumaram ao “super” e a eventos cataclísmicos de intensa experiência espiritual que, no entanto, se desgastam. Quando as experiências acabam, frequentemente existe muito pouco para impedi-los de tentar formas diferentes de terapias espirituais ou de caírem totalmente fora da “carreira cristã” (Hb 12.1-3). 

Devemos ansiar por avivamento, uma bênção extraordinária de Deus sobre Seus meios ordinários de graça. Devemos também cuidar para não sermos traídos por um falso avivamento. Aquele que é colocado dentro de nosso controle - algo que pode ser encenado e gerenciado com resultados previsíveis como “induções suficientes para converter os pecadores”. Medita estas coisas!

*Extraído do livro “Simplesmente Crente”.  Michael HortonEditora Fiel.

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375