"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



terça-feira, 12 de julho de 2016

Justiça e Livre Graça

Justiça e Livre Graça
“Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb 10.14).

“Cristo, através de sua obediência e morte, quitou plenamente o débito de todos aqueles que são assim justificados, e fez uma justa, real e plena satisfação à justiça de seu Pai, em favor deles. Todavia, visto que lhes foi dado pelo Pai, e sua obediência e satisfação aceitas em lugar deles, e ambas gratuitamente, não por algo existente neles, sua justificação é tão-somente da livre graça; para que tanto a exata justiça quanto a rica graça de Deus fossem glorificadas na justificação dos pecadores” (CFW XI,§3). A primeira verdade aqui asseverada consiste em que Cristo, por Sua obediência e morte, pagou plenamente o débito daqueles que são justificados; e que Ele fez por eles uma justa, real e plena satisfação à justiça de Seu Pai. Em conexão com esta afirmação, a segunda verdade que é ensinada aqui consiste em que esta justificação é, no que tange à pessoa justificada, desde o princípio até o fim, uma estupenda manifestação da livre graça de Deus. O fato de a justiça de Cristo ser a base da justificação, e que sua justiça, em estrito rigor, satisfez plenamente todas as exigências da lei divina, em vez de ser inconsistente com a perfeita liberdade e graciosidade da justificação, acentua plenamente sua graça. A cruz de Cristo é o centro para o qual os mais intensos raios como os da divina graça e justiça se convergem, nos quais eles são perfeitamente reconciliados. Esse é o alcance máximo da justiça, e ao mesmo tempo e pela mesma razão o alcance máximo da graça que o universo poderia ver. A auto-apropriação da penalidade por parte do eterno Filho de Deus é a mais elevada vindicação concebível da absoluta inviolabilidade da justiça, e ao mesmo tempo a mais elevada expressão concebível do amor infinito. Em estrito rigor, a justiça é vindicada nos sofrimentos vicários da própria personalidade. A livre graça se manifesta: 1 - Na admissão de um sofredor vicário. 2 - No dom do Bem-amado Filho de Deus para tal serviço. 3 - Na eleição soberana das pessoas que seriam por Ele representados. 4 - Nas gloriosas recompensas que lhes adviriam sob a condição daquela representação. “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. E disto nos dá testemunho também o Espírito Santo, porquanto, após ter dito: Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei, acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre” (Hb 10.14-17). Medita nestas coisas!

* Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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(41) 3023-5896
Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Confirmados em Santidade

Confirmados em Santidade
“A fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos” (1Tes 3.13).  

O apóstolo Paulo emprega o termo coração neste versículo para se referir à consciência, ou a parte mais interior da alma; pois quer dizer que um homem é aceitável a Deus somente quando traz a santidade de coração (Hb 12.14). Aqui alguém poderia levantar a questão: Por meio da santidade podemos ficar de pé no tribunal de Deus, pois, nesse caso, qual é o propósito da remissão dos pecados?  O apóstolo Paulo não está excluindo a remissão dos pecados, através da qual ocorre que a nossa santidade, que de outro modo está misturada em muitas contaminações, é aceita aos olhos de Deus; pois a justificação mediante fé (Rm 5.1), pela qual Deus é apaziguado em relação a nós, perdoando as nossas faltas e isentando-nos de culpa, precede a santificação. Os justificados em Cristo Jesus estão isentos de culpa, foram adotados como filhos de Deus, santificados pelo Espírito e habilitados à vida cristã – em amor e pura santidade de coração que flui da fé. E quando ele diz: na vinda de nosso Senhor Jesus, ele está querendo dizer que a boa obra que o Senhor começou em nós há de ser dilatada e completada até ao Dia de Cristo Jesus (Fp 1.6), e quando diz: com todos os seus santos. Isso pode ser explicado de duas maneiras – ou como significando que os irmãos tessalonicenses, com todos os santos, sejam apresentados com a consciência limpa, com o coração confirmado em santidade na vinda de Cristo, ou que Cristo virá com todos os seus santos. Embora possamos adotar este segundo sentido, no que diz respeito à construção das palavras, ao mesmo tempo não tenhamos dúvida de que Paulo empregou o termo “com todos os seus santos” com o propósito de nos admoestar, pois fomos chamados por Cristo com esta finalidade, chegarmos na presença de Deus justificados, isentos de culpa, com nossos corações confirmados em santidade. “A fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos” (1Tes 3.13). Medita nestas coisas!

Rev. José Oliveira Filho

* Comentários de João Calvino, Epístola aos Tessalonicenses

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Convicção Infalível da Salvação

Convicção Infalível da Salvação
“O próprio Espírito testifica como o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

A convicção infalível da salvação está fundamentada, primeiro: na verdade divina das promessas de salvação; segundo: na evidência interna das graças às quais são feitas essas promessas; e terceiro: no testemunho do Espírito de adoção, testemunhando com o nosso espírito que somos filhos de Deus. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos Aba, Pai. O próprio Espírito testifica como o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.15,16).

“Ainda que os hipócritas, bem como outras pessoas não regeneradas, inutilmente se enganem com falsas esperanças e carnal presunção de serem alvos do favor divino e estado de salvação, esperança que perecerá, contudo os que creem realmente no Senhor Jesus e o amam sinceramente, envidando todo esforço por andar em toda sã consciência diante dele, podem nesta vida estar plenamente certos de que estão em estado de graça e podem regozijar-se na esperança da glória de Deus, esperança esta que jamais os envergonhará” (CFW XVIII.§1).

Pode-se distinguir essa convicção legítima daquela vã e presunçosa confiança que é uma ilusão de satanás, distinção que pode ser notada pelas seguintes provas: 1) A verdadeira segurança gera humildade, sem fingimento; a falsa segurança gera orgulho espiritual (Gl 6.14); 2) A verdadeira conduz à crescente diligência na prática da santidade; a falsa conduz à indolência e a permissividade (Sl 51.13,14); 3) A verdadeira conduz ao sincero auto-exame e desejo de ser sondado e corrigido por Deus; a falsa conduz a uma disposição de se satisfazer com a aparência e de se evitar a acurada investigação (Sl 139.23,24); 4) A verdadeira conduz a perenes aspirações por mais íntima comunhão com Deus (1Jo 3.2,3). 

O Espírito Santo dá aos redimidos do Senhor, especialmente ao que se destaca por sua diligência e fidelidade a graça da iluminação espiritual, para que possua uma penetrante percepção em seu próprio caráter, para que julgue a real autenticidade de suas próprias graças, para que interprete corretamente as promessas e os caracteres aos quais se limitam nas Escrituras; de modo que, comparando o padrão externo com a experiência interna, extraia conclusões corretas e inquestionáveis. Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

* Esboços de Teologia, A.A.Hodge, Editora PES
* Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos

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sábado, 18 de junho de 2016

Doutrina da Justificação

Doutrina da Justificação
“Bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras” (Rm 4.6).

Deus justifica todos aqueles, e somente aqueles, a quem eficazmente chama ou regenera por sua graça. “Aqueles a quem Deus eficazmente chama, também livremente justifica; não por infundir neles a justiça, mas por perdoar seus pecados e por considerar e aceitar suas pessoas como justas; não em razão de qualquer coisa neles operada ou neles feita, mas unicamente em consideração da obra de Cristo” (CFW XI § I). “Aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou” (Rm 8.30). A vocação eficaz e a justificação são ambas necessárias à salvação, e são ambas passos essenciais na execução divina de seu próprio decreto de eleição, imutável e infalivelmente eficaz. Só aqueles que verdadeiramente creem é que são justificados, e só aqueles que são justificados é que podem realmente crer. Deus, como Soberano, elegeu Seu povo escolhido e o deu a Seu Filho na aliança da graça, e como Soberano leva a efeito essa aliança quando, por imputação, faz da justiça de Cristo a justiça do Seu povo eleito. A justificação, porém, é um ato judicial de Deus pelo qual Ele declara que, em virtude dessa imputação soberana, a lei foi perfeitamente cumprida a nosso respeito. Isso envolve, 1º. perdão; 2º. restauração ao favor divino, como pessoas a cujo respeito serão cumpridas todas as promessas que têm como condição a obediência aos mandamentos da Lei. É um ato estritamente legal, posto que Deus nele admita e ponha em nossa conta uma justiça vicária, porque esta justiça vicária é exatamente aquilo que, em todos os aspectos, a Lei exige e pelo qual ela é cumprida. Quanto à sua natureza, essa justificação é um ato divino puramente judicial, tendo Deus como juiz, pelo qual Ele perdoa todos os pecados do crente, e o julga, e o aceita, e o trata como uma pessoa justa à luz da lei divina. “Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado” (Rm 4.7,8; Sl 32.1,2). Medita nestas coisas!

Rev. José Oliveira Filho

* Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge - Editora Os Puritanos
* Esboços de Teologia, A.A.Hodge - Editora PES

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sexta-feira, 10 de junho de 2016

“Ao Mestre Com Carinho”

“Ao Mestre Com Carinho”
“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5.48)

Amados irmãos, enquanto estamos neste mundo, em termos tão impróprios, sempre haverá algo em nós carecendo de aperfeiçoamento. Todos nós devemos caminhar em direção a Deus. Não são poucos os homens que nesta difícil jornada – podem recuar, se desviar, ou mesmo voltar atrás. É por isso que o apóstolo Paulo em sua carta aos Tessalonicenses manifesta um intenso desejo de vê-los pessoalmente e suprir o que falta à fé daqueles irmãos. “Pois que ações de graças podemos tributar a Deus no tocante a vós outros, por toda a alegria com que nos regozijamos por vossa causa, diante do nosso Deus, orando noite e dia, com o máximo empenho, para vos ver pessoalmente e reparar as deficiências da vossa fé?” (1Ts 3.9,10). A partir disto, inferimos que mesmo alguns homens ultrapassando em muito a outros ainda estão muito distantes do alvo que é a perfeição. “Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem [...] Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5.43-48). Independentemente do progresso que possamos ter feito em nossa caminhada cristã, nunca devemos perder de vista as nossas deficiências para que não sejamos relutantes em mirar em algo mais além. Quão necessário é que prestemos com cuidadosa atenção ao que Deus diz em Sua Palavra. “Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.11-13). Devemos ser gratos a Deus por nossos mestres, eles não foram designados meramente com vistas a guiar-nos no curso de um só dia ou mês, à fé de Cristo - o Mestre dos mestres, mas com o propósito de aperfeiçoar a fé que foi gerada em nós pelo Espírito Santo. Medita estas coisas!

*Comentários de ITessalonicenses, João Calvino.

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Vocação Eficaz

Vocação Eficaz
“E aos que predestinou, a esses também chamou” (Rm 8.30).

Ao afirmar a doutrina da graça eficaz, do chamamento irresistível ou vocação eficaz, o calvinista não quer dizer, com isso, que os eleitos de Deus não opõem nenhuma resistência à graça salvadora; nem que sejam convertidos à força, contra a vontade. O que a doutrina afirma é que a ação do Espírito Santo não poderá ser eficazmente resistida; isto é: Que os sujeitos dela, enquanto resistiram espontaneamente a todas as influências comuns do Espírito Santo que experimentaram antes da regeneração, são inteiramente passivos com respeito a esse ato especial do Espírito por quem são regenerados; não obstante, em consequência da mudança operada neles na regeneração, obedecem o chamado e subsequentemente, mais ou menos perfeitamente, cooperam com a graça. Quanto à natureza dela, ensina-se que ela é um exercício do poder infinito e eficaz do Espírito Santo agindo imediatamente na alma do sujeito, determinando-lhe e eficazmente atraindo-o, todavia de uma maneira perfeitamente consoante com sua natureza, de modo tal que ele vem mui livre e espontaneamente. Quanto ao efeito dela, ensina-se que opera uma mudança radical e permanente na totalidade da natureza moral do sujeito, iluminando espiritualmente sua mente, santificando suas inclinações, renovando sua vontade e dando uma nova diretriz à sua ação. Ou seja, o Espírito Santo agirá de tal modo que, sem violar a vontade humana, restaurará as suas faculdades espirituais corrompidas com a queda. Isso de tal modo que, restaurada sua visão espiritual, seu intelecto discirna a palavra da verdade e sua vontade seja persuadida pelo Espírito Santo de Deus, ele se arrependa, creia no evangelho, e a salvação que Cristo objetivamente adquiriu pra ele se efetive subjetivamente. “Todos aqueles a quem Deus predestinou para a vida, e somente esses, aprouve ele, no tempo por ele determinado e aceito, chamar eficazmente, por sua Palavra e por seu Espírito, daquele estado de pecado e de morte, em que estão por natureza, à graça e salvação por meio de Jesus Cristo; iluminando suas mentes espiritual e salvificamente para entenderem as coisas de Deus; removendo seus corações de pedra e dando-lhes um coração de carne; renovando sua vontade e, por seu infinito poder, determinando-lhes o que é bom, e eficazmente atraindo-os a Jesus Cristo; mas de tal forma que eles vêm mui livremente, sendo para isso dispostos por sua graça. Esta vocação eficaz provém unicamente da livre e especial graça de Deus e não de coisa alguma prevista no homem; nesta vocação ele é totalmente passivo, até que, vivificado e renovado pelo Espírito Santo, seja desse modo capacitado a responder a esta vocação e a abraçar a graça oferecida e comunicada nela” (CFW X §§1,2). Amém!

2Tm 1.9; Tt 2.4,5; Ef 2.4,5,8,9; Rm 9.11; 1Co 2.14; Rm 8.7; Ef 2.5; Jo 6.37; Ez 36.27; Jo 5.25.

* Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça – Rev. Paulo Anglada, Editora Os Puritanos
* Confissão de Fé de Westminster Comentada – A.A.Hodge, Editora Os Puritanos

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Graça Eficaz

Graça Eficaz
“Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1.5).

As antigas doutrinas da graça são um sistema lógico, coerente e harmônico. Os assim chamados pontos do calvinismo revelam como é possível a redenção eterna de pessoas totalmente depravadas em consequência do pecado original: O Pai elege incondicionalmente, o Filho redime objetivamente os eleitos, e o Espírito Santo aplica eficazmente a redenção ao coração daqueles por quem Cristo morreu. A doutrina calvinista da graça eficaz diz respeito à aplicação da obra da redenção ao coração dos eleitos de Deus. Se o homem em estado de pecado está totalmente corrompido em consequência da queda, e espiritualmente incapacitado para salvar-se, visto que “está morto em seus delitos e pecados” (Ef 2.1); se Deus escolheu soberanamente, antes da fundação do mundo, aqueles em quem manifestaria a Sua misericórdia, designando-os para a salvação; e se Cristo expiou de fato (objetivamente) o pecado dos eleitos, através da Sua vida, sacrifício e intercessão; então, segue-se, necessariamente, que esta graça salvadora, redentora e santificadora do Deus Triúno será eficazmente aplicada e os eleitos de Deus serão irresistivelmente chamados por ela para serem justificados, e glorificados. “Visto que Deus designou os eleitos para a glória, assim ele, pelo eterno e mui livre propósito de sua vontade, preordenou todos os meios para se alcançar esse propósito. Por conseguinte, aqueles que são eleitos, achando-se caídos em Adão, são redimidos por Cristo; são eficazmente chamados à fé em Cristo mediante seu Espírito que opera no devido tempo; são justificados, adotados, santificados e guardados por seu poder mediante a fé para a salvação. Nenhum outro é redimido, eficazmente chamado, justificado, adotado, santificado e salvo por Cristo, senão unicamente os eleitos” (CFW III §6). A graça eficaz, sendo o real livramento de uma alma da morte do pecado pelo infinito poder de Deus, é obvio que deve ser aplicada a todos quantos serão salvos, e a qual não pode ser aplicada àqueles que não serão salvos. Esta é a lógica bíblica: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.28-30). Aleluia!

Rm 8.30; 11.7; Ef 1.10,11; 2Ts 2.13,14; 2Co 3.3,6; Rm 8.2; Ef 2.1-5; 2Tm 1.9,10; At 26.18; 1Co 2.19,12; Ef 1.17,18; Ez 36.26; Ez 11.19; Fp 2.13; Dt 30.6; Ez 36.27; Ef 1.19; Jo6.44,45; Ct 1.4; Sl 110.3; Jo 6.37; Rm 6.16-18.

* Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça – Rev. Paulo Anglada, Editora Os Puritanos
* Confissão de Fé de Westminster Comentada – A.A.Hodge, Editora Os Puritanos

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quinta-feira, 26 de maio de 2016

A Essência do Calvinismo – Parte II

A Essência do Calvinismo – Parte II
“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30).

A conclusão do calvinista é a conclusão do apóstolo Paulo: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). A vontade soberana, livre, imutável de Deus é a premissa fundamental do calvinismo. E quanto ao arrependimento e fé? Os calvinistas creem no arrependimento e fé como meios indispensáveis para que a obra de Deus venha a ser aplicada no homem (pelo menos nos que têm condições mentais para tal). “Arrependei-vos e crede no evangelho” é o sumário da exortação bíblica para o homem. Mas o que leva alguns dentre os pecadores, escravos do pecado e cegos por causa do pecado, a arrependerem-se e crerem na Palavra da verdade? A Bíblia afirma que o homem “está morto em seus delitos e pecados” (Ef 2.1). Quem toma a iniciativa? A vontade de Deus é condicionada pela vontade do homem, ou a vontade do homem é condicionada pela vontade de Deus? Essa é a questão. O calvinismo, no que diz respeito à salvação, atribui tudo à graça de Deus. O homem não pode tomar a iniciativa em direção a Deus, nem cooperar, nem resistir à eficácia do chamado divino. Todos os predestinados para a adoção de filhos serão eficazmente chamados; todos os chamados crerão (pois até a fé é dom de Deus); todos os que creem serão justificados, santificados e glorificados. O calvinista afirma também que, embora a redenção dependa exclusivamente da vontade livre e soberana de Deus, Ele a opera de tal modo que a vontade do homem não é violada. Ou seja, as criaturas morais envolvidas continuam livres nas suas decisões, e, por conseguinte, responsáveis pelos seus atos. O calvinista não crê que o homem é convertido à força, contrário à sua vontade; mas que a vontade do homem, naturalmente inabilitada, é vivificada e persuadida pela ação do Espírito Santo de Deus. “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). Soli Deo Glória!

*Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça – Rev. Paulo Anglada, Editora Os Puritanos.

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A Essência do Calvinismo – Parte I

A Essência do Calvinismo – Parte I
“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2.1).

Qual a essência do calvinismo? Qual a verdade, ou verdades que o calvinismo quer destacar com este sistema doutrinário? São duas as verdades, em dois departamentos da teologia sistemática: a Antropologia e a Teologia propriamente dita. Todo o sistema teológico conhecido como calvinismo é o resultado natural, lógico e bíblico de duas doutrinas básicas fundamentais: a queda do homem e a soberania de Deus. A natureza do estado espiritual do homem (morto) e o caráter soberano de Deus são os fundamentos da doutrina calvinista. A salvação de pecadores (totalmente corrompidos) é obra exclusiva de Deus. Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados (Ef 2.1). É o Deus Pai, Filho e Espírito Santo quem salva. A essência do calvinismo está, portanto, na doutrina bíblica do eterno, imutável, soberano, incondicional e eficaz propósito de Deus. Os atributos divinos da independência, imutabilidade, onisciência, onipotência e eternidade, e o claro e abundante ensino bíblico sobre a vontade eterna e soberana de Deus não permitem que o calvinista creia em um Deus sujeito a contingências temporais; em um Deus que seja tomado de surpresa, ou que qualquer coisa no tempo ou na eternidade aconteça à parte da Sua vontade. O calvinista crê, juntamente com o autor da Epístola aos Hebreus, em um Deus imutável em seus propósitos (Hb 6.17); crê, assim como Tiago, em um Deus “em quem não pode haver variação ou sombra de mudanças” (Tg 1.17). O calvinista afirma como o salmista: “O conselho do Senhor dura para sempre, os desígnios do seu coração, por todas as gerações” (Sl 33.11). A conclusão do calvinista é a conclusão do apóstolo Paulo: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). A vontade soberana, livre, imutável de Deus é a premissa fundamental do calvinismo. A essência do calvinismo está, portanto, na doutrina bíblica do eterno, imutável, soberano, incondicional e eficaz propósito de Deus. Soli Deo Glória!

*Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça – Rev. Paulo Anglada, Editora Os Puritanos.
Continua na próxima publicação.

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terça-feira, 10 de maio de 2016

Assembleia de Westminster

Abadia de Westminster

Por setenta e cinco anos os puritanos vinham insistindo para que a Igreja da Inglaterra tivesse uma forma de governo, doutrinas e culto mais puros. Assim, o Parlamento convocou a Assembleia de Westminster. Os 121 pastores convocados para constituir essa Assembleia eram os mais preclaros homens da Igreja daquela época - episcopais, presbiterianos, independentes e erastianos - quase todos calvinistas. A lista original incluía os nomes de 10 Lordes e 20 membros da Câmara dos Comuns como membros leigos. Os 121 teólogos eram homens de todos os matizes de opinião quanto ao governo da Igreja. A maioria era a favor da forma presbiteriana, muitos desejavam a forma congregacional e uns poucos defendiam a forma episcopal. Essa questão gerou os debates mais longos e acalorados da Assembleia, que se reuniu na Abadia de Westminster, em Londres, a partir de 1º de julho de 1643. Os trabalhos se estenderam por cinco anos e meio, durante os quais houve mais de mil reuniões do plenário e centenas de reuniões de comissões e subcomissões. A Assembleia de Westminster caracterizou-se não somente pela erudição teológica, mas por uma profunda espiritualidade. Gastava-se muito tempo em oração e tudo era feito em um espírito de reverência. Cada documento produzido era encaminhado ao parlamento para aprovação, o que só acontecia após muita discussão e estudo. 

Os chamados “Padrões Presbiterianos” elaborados pela Assembleia foram os seguintes:

• Diretório do Culto Público: concluído em dezembro de 1644 e aprovado pelo parlamento no mês seguinte. Tomou o lugar do Livro de Oração Comum. Também foi preparado o Saltério: uma versão métrica dos Salmos para uso no culto (novembro de 1645).

• Forma de Governo Eclesiástico: Concluída em 1644 e aprovada pelo parlamento em 1648. Instituiu a forma de governo presbiteriano em lugar da episcopal, com seus bispos e arcebispos.

• Confissão de Fé: concluída em dezembro de 1646 e sancionada pelo parlamento em março de 1648.

• Catecismo Maior e Breve Catecismo: concluídos no final de 1647 e aprovados pelo parlamento em março de 1648. 

*Confissão de Fé de Westminster comentada, A.A.Hodge, Editora Os puritanos.
*Instituto Presbiteriano Mackenzie - Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper.

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