"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Fogo Estranho

Fogo Estranho
“Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR" (Lv 10.1,2).

O que significa trazer fogo estranho em nosso serviço a Deus? Quero que vocês considerem o seguinte: acima de qualquer outro fogo estranho, tomem cuidado como o fogo estranho da paixão e da ira, especialmente na adoração a Deus. Em toda e qualquer ocasião em que perceberem seu coração irritado e inflamado pela ira, quando estiverem para adorar a Deus, lembrem-se de Nadabe e Abiú, eles foram consumidos por Deus, com fogo vindo da parte dEle, por terem ido à Sua presença com fogo estranho (Lv 10.1,2). Talvez seu coração arda em amor quando você vem à presença de Deus. Ore com fervor, pois é isso que Deus ordena. Precisamos, de fato, ser inflamados em oração pelo Espírito Santo em nosso coração, mas com certeza não devemos ir com o fogo da paixão e da ira. “... levantando mãos santas, sem ira e sem contenda” (1Tm 2.8). Se vocês têm estado exacerbados e o coração de vocês têm se inflamado desse modo, acalmem o coração antes de orar. E assim também, quando vierem ouvir a Palavra, se o coração estiver inflamado de paixão, certifiquem-se de aquietá-lo antes de virem para ouvir a Palavra. “... acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma” (Tg 1.21). Quando vocês vierem participar da Ceia do Senhor, guardem-se de fazê-lo com ira e malícia, pois, se o fizerem dessa maneira, estarão oferecendo fogo estranho. Isso é algo que deve ser levado em consideração, especialmente pelos ministros que vão pregar. Eles devem tomar cuidado para não trazer fogo estranho ao púlpito, ou seja, ousarem apresentar seus próprios sentimentos e paixões. O homem designado para revelar a ira de Deus precisa calar a sua própria ira. O Senhor envia seus pregadores para tornar conhecida a sua ira contra os pecados dos homens; mas quanto mais tornam conhecida a ira divina, mais devem calar a sua própria ira. É dever dos ministros de Deus se certificar de não apresentar senão o fogo do Espírito de Deus, o fogo que retiram do altar, sendo a língua deles tocada por uma dessas brasas. Eles não devem vir com as suas próprias paixões para promover a justiça de Deus. Não, a ira do homem não produz a justiça de Deus. Amém! 

Pr. Jeremiah Burroughs(1599-1646).

*Extraído do livro: Adoração Evangélica (2015), Editora Os Puritanos.

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

“Quem entre Vós é Sábio e Inteligente?”

“Quem entre Vós é Sábio e Inteligente?”

“Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria mediante condigno proceder, as suas obras. Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintas contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes é terrena, animal e demoníaca. Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz” (Tg 3.13-18). 

O nosso destino eterno será inteiramente o reflexo daquilo que somos hoje. Embora nossa vida neste mundo seja curta, a nossa condição na eternidade depende dela. “Deus retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: a vida eterna aos que perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça” (Rm 2.5-8). 

Nós plantamos sementes com pensamentos, palavras e ações que crescerão e darão frutos eternos. O que semeamos nesta vida colheremos após a morte; e isto, para toda a eternidade. “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gl 6.7,8). 

O estado da alma quando morremos é o mesmo no grande Dia da ressurreição. Não há arrependimento no túmulo. Não há conversão após a morte. “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co 6.2). Volte-se das trevas para a luz, torne segura a sua salvação. Arrependa-se e creia em Cristo Jesus, e dEle receba o dom do Espírito Santo. Se você deixar este mundo sem esta maravilhosa graça, descobrirá tarde demais que melhor seria nunca ter nascido (Mt 26.24). 

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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Buscai o SENHOR!

Buscai o SENHOR!
“Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6).

Quando os nossos primeiros pais, Adão e Eva, desobedeceram a Deus e caíram em transgressão, foram totalmente infectados pelo mal. Como consequência a humanidade toda herdou uma mentalidade que desconsidera Deus e Sua Lei, ficando dominada por desejos e impulsos malignos. "Pois viu o SENHOR que a maldade do homem havia se multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração" (Gn 6.5). O ser humano tornou-se escravo de um coração pervertido, recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro. “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração” (Rm 1.18-24). Ser entregue a um comportamento pervertido é experimentar nesta vida a manifestação da ira de Deus. Isso é punição! Haveria esperança para tais criaturas? Sim! Por isso anunciamos o evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Não há dúvida que “o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). Ainda que tenham rejeitado a vontade de Deus e repudiado arrogantemente Sua Lei, sofrendo os danos por sua rebeldia, "para aquele que está entre os vivos há esperança" (Ec 9.4). “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.6,7). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Estímulo à Evangelização

Irmã Maria Lina

Estímulo à Evangelização
Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9).

Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo é o maior estímulo que podemos ter quanto à prática da evangelização. Todos que tiveram a alma iluminada e os olhos do entendimento desvendados; que experimentaram o novo nascimento; que tiveram consciência de uma nova vida; que foram justificados em Cristo Jesus; que receberam o dom do Espírito Santo sentem naturalmente a terrível sina dos que ainda vivem em trevas. O amor e a compaixão pelos perdidos moverá o coração dos filhos de Deus fazendo-os anunciar a mesma mensagem que revigorou suas próprias almas. A raiz da motivação para buscar os perdidos está na compreensão do amor de Deus. Foi compreendendo esse amor e atendendo a ordem do nosso Senhor Jesus que os santos apóstolos e a igreja primitiva partiram em busca das “ovelhas perdidas”. “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.18-20). Se já experimentamos o amor de Deus, e se sentimos alguma gratidão pela graça que nos alcançou e nos livrou da morte eterna, então, a compaixão e o amor por nossos semelhantes, espiritualmente “mortos em seus delitos e pecados” (Ef 2.1), surge em nós de forma natural e espontânea. O desejo de conquistar os que ainda não creem no Evangelho deve ser, e é, o resultado autêntico e gracioso do coração de todo aquele que foi salvo por Cristo Jesus. Seria contradição ser liberto das trevas, ser chamado de filho de Deus, raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, sem ter interesse e motivação para proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1Pe 2.9). Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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Quem Pode Ser Salvo?

Quem Pode Ser Salvo?
“Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Mc 10.27).

Não é difícil ser um bom cidadão de um reino visível, que está fora de nós; realmente não é muito difícil não roubar, não matar, não adulterar, não cometer crimes comuns contra as leis de um país. Com esforço, podemos ser bons cidadãos de uma nação ideal como a que foi idealizada pelo filósofo Platão. Isso simplesmente significaria evitar danos e ofensas contra outros, mas no reino de Deus é muito diferente. Um mau pensamento neste reino é tão mau quanto um ato num reino visível; um desejo ilícito é tão errado quanto uma ação; cobiçar é tão errado quanto se apossar. Não é impossível renunciar bens materiais, riquezas, confortos e dedicar a nossa inteligência, forças e energias a uma boa causa – ou pelo menos, se não é fácil, pode ser feito por qualquer pessoa que tenha força de vontade e determinação. Mas, no reino de Deus é necessário muito mais – é necessário renunciar a si mesmo, o orgulho, a justiça própria. Isso é possível? 

Não é de admirar que os discípulos tenham se voltado para Cristo, perguntando: “Então, quem pode ser salvo?” (Mc 10.26). Esta é uma pergunta feita por milhares de pessoas, mesmo em nossos dias: “Senhor, quem pode ser salvo?” Ao que Ele responde: “Para os homens é impossível”. Um homem não pode salvar a si mesmo, nem pode salvar os outros - isso é impossível! Não podemos mudar a nossa natureza, por mais que queiramos. Não temos total controle sobre as nossas paixões e maus desejos, nossa insatisfação e inveja. A nossa natureza pecaminosa é mais forte que nós mesmos. “Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Mc 10.27). Para Deus todas as coisas são possíveis! O homem mais capaz e melhor do mundo não pode salvar a si mesmo, mas Deus pode. Deus pode salvar até mesmo o mais terrível dos pecadores. Deus deu vida aos homens quando eles estavam mortos em seus delitos e pecados (Ef 2.1). Quem pode ser salvo? "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10.13). “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co 6.2). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

“Coração Purificado de Má Consciência”


Coração Purificado de Má Consciência
Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel” (Hb 10.19-23).

Um dos aspectos milagrosos da salvação em Cristo Jesus é o efeito purificador provocado em nossos corações. Na salvação o coração do salvo é “purificado de má consciência”. Aqui temos conceitos teológicos importantíssimos. A Lei do Antigo Testamento requeria sacrifícios com sangue para expiação de pecados. No Novo Testamento o sacrifício de Cristo na cruz consumou o que o sangue de animais apenas simbolizava. Os nossos pecados são imputados a Cristo, Ele pagou as penalidades requeridas pela Lei. A justiça perfeita de Cristo é imputada a nós, que cremos (Rm 4.22-24). Uma vez que por meio do Seu sangue derramado e por Sua morte na cruz Cristo Jesus pagou por nossos pecados, e uma vez que Sua justiça sem mácula foi creditada em nossa conta, Deus nos declara justos. Essa doutrina é conhecida pelo nome de Justificação. Isso não significa que o cristão pode continuar na prática do pecado e, ainda assim, manter o coração purificado de má consciência. “Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (Rm 6.2). Um coração purificado de má consciência é uma dádiva de Deus, em Cristo Jesus, aos regenerados pelo Espírito Santo, aos revestidos de força e dignidade diante de Deus e dos homens. “Assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas, tendo esperança em Deus, como também estes a têm, de que haverá ressurreição, tanto dos justos como de injustos. Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens” (At 24.14-16). Assim como uma alma impura experimenta nesta vida os lampejos do inferno; um coração purificado de má consciência goza antecipadamente das delícias do céu.

Feliz Ano Novo!

Pr. José Oliveira Filho

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

“Destaque e Preeminência de Cristo Jesus”

“Destaque e Preeminência de Cristo Jesus”
“Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome” (Fp 2.9).

Quando buscamos a verdade, à medida que a Palavra de Deus é revelada diante dos olhos do nosso entendimento, vemos que Deus na eternidade planejou e determinou que todas as coisas fossem centralizadas em Cristo Jesus e que todas as coisas viessem da parte dEle e voltassem para Ele; pois, está declarado: “Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Cl 2.9). No capítulo primeiro da carta de Paulo aos Colossenses, versículos 13-19, notamos a preeminência de Cristo ressaltada ainda mais nitidamente: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude”.

O Filho de Deus deixou as alturas dos céus e desceu às profundezas da terra para salvar terríveis pecadores. Ele não foi obrigado a fazer isso. Ele o fez voluntariamente, por amor, por imensa bondade e misericórdia. “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si. Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.4,5).

“Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.9-11).

Cristo Jesus, o Filho de Deus, o que Ele realmente significa para você?

Que lugar o Senhor de toda glória ocupa no seu coração?

“Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos” (Ap 5.13). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

“Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus”

“Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus”
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

Cristo significa Messias. Do latim “Christu”, derivado do grego “Khristós”, que significa “ungido”, que por sua vez deriva do hebraico “Mashiach” que significa “Messias”.

Qualquer esperança que um perdido pecador tenha quanto à libertação do imperio das trevas e salvação de penalidades eternas, precisa estar fundamentada completamente na pessoa de Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus, visto que as Escrituras afirmam com clareza: “Não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12). Declaramos que Jesus de Nazaré é o Cristo de Deus. Ele é a segunda pessoa da Santíssima Trindade; Ele é “o Verbo que se fez carne e habitou entre nós”. Dê atenção a isso: Sem a perfeita humanidade de Cristo, não teríamos diante de Deus, contra quem pecamos, nenhuma oferta aceitável em definitivo para a nossa salvação. Era necessário derramamento de sangue imaculado para que houvesse remissão dos nossos pecados; e para isso Ele se fez verdadeiramente homem, perfeito. E, sem a Deidade de Cristo, a fim de que Seu sacrifício tivesse valor infinito, também não poderíamos ser salvos. Para que o nosso Redentor pudesse prestar perfeita obediência, sem fracassar e sem a possibilidade de fracassar, Ele teria que ser Deus. Adão era homem perfeito, mas caiu. Deus o fez perfeito, à sua própria imagem e semelhança, porém ele caiu. Então, a fim de assegurar o preciso cumprimento da lei, a fim de que Jesus de Nazaré pudesse suportar a ira de Deus redentivamente, e livrar-nos da maldição da lei, era essencial que a sua humanidade fosse sincronizada com a sua Deidade. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). É dever de todos os povos Lhe exaltar o Nome e prostrar-se diante dele em louvor e adoração. Medita estas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

"Jesus Cristo e os benefícios da Nova Aliança"

"Jesus Cristo e os benefícios da Nova Aliança"
“Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados” (Hb 9.15).

Jesus Cristo, como o Rei medianeiro, administra a seu povo os benefícios de seu pacto; e, por sua providência, sua Palavra e seu Espírito, ele os faz individualmente recipientes dessas bênçãos, consoante de sua vontade. Tais benefícios ele oferece a todos os homens no evangelho. Ele promete concedê-los sob a condição de serem recebidos. No caso de seu próprio povo, ele opera neles a fé, e como seu Fiador se compromete por eles e faz o bem a tudo o que é interrompido ou comunicado através de sua agência. Em toda e qualquer esfera de nossa experiência, todo dever cristão é uma graça cristã; porque só podemos cumprir as condições de arrependimento e fé quando nos é concedido por nosso Fiador. Todas as graças cristãs envolvem também os deveres cristãos. De modo que Cristo imediatamente nos adquire a salvação e no-la aplica; nos manda agir e opera em nós a obediência; nos oferece graça e vida eterna sob condições e nos dá as condições e a graça e a vida eterna. O que ele nos dá também espera que o exerçamos. O que ele nos ordena também no-la dá imediatamente. Vistos pelo prisma de Deus, a fé e o arrependimento são os dons do Filho. Visto pelo nosso prisma, são deveres e graciosas experiências, os primeiros sintomas da salvação iniciada - instrumentos pelos quais mais graça pode ser obtida. Vistos em conexão com o pacto da graça, eles são elementos da promessa do Pai ao Filho, condicionada por sua obra medianeira. Vistos em relação com a salvação, são indícios de seu início e condições sine qua non de sua concretização final. Medita estas coisas!

Alexander A. Hodge (1823-1886)

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

“DEITADO NA MANJEDOURA”


“DEITADO NA MANJEDOURA”

“E ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2.7).

Todos nós devemos usar o evangelho para nos avaliar. Quão próximos ou distantes estamos de Cristo? Como estamos nos saindo quando o assunto é fé e amor? Muitos se inflamam com uma devoção sonhadora quando ouvem sobre quão pobre Cristo era quando nasceu. Eles se enfurecem com as pessoas de Belém e criticam a cegueira e a ingratidão delas. Eles pensam que, se estivessem lá, teriam servido ao Senhor e à sua mãe. Eles não teriam permitido que elas fossem tão desprezíveis. Mas essas pessoas nem mesmo notam seus próprios vizinhos que estão ali tão próximos e precisam de ajuda. Elas os ignoram e os deixam do jeito que os encontraram. Quem, neste mundo, não está cercado de pessoas miseráveis, doentes, descuidadas ou pecadoras? Por que elas não demonstram amor a essas pessoas? Por que elas não fazem por seu próximo o que Cristo fez por eles? Não engane a si mesmo pensando que você teria tratado Cristo bem ao mesmo tempo que, no presente, você não faz coisa alguma pelo seu próximo. Se você estivesse em Belém, você teria prestado tão pouca atenção nele quanto todas as outras pessoas o fizeram. Você só deseja servi-lo porque sabe quem ele é. Digamos que ele viesse, deitasse numa manjedoura e deixasse você saber que ele é aquele de quem agora você tanto sabe. É claro que você desejaria fazer algo para ajudar. Mas, antes disso, você não teria feito coisa alguma. De forma semelhante, se você pudesse ver o seu próximo agora como ele será no futuro, e, se ele estivesse deitado na sua frente, você certamente cuidaria dele. Mas, por vê-lo somente pelo que é agora, você o ignora. Você falha em reconhecer Cristo em seu próximo.

*Martinho Lutero (1483-1545) 

“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.34-40).

Deus nos abençoe!

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