"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Diaconia e Ministério da Palavra

Diaconia e Ministério da Palavra
“Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária” (At 6.1).

A instituição do diaconato surgiu na igreja primitiva em decorrência da murmuração dos judeus nascidos fora da Judeia e tradição grega (helenistas) contra os judeus nativos da Judeia (hebreus) responsáveis pela administração de recursos e distribuição diária de donativos (At 6.1-7).

Os apóstolos sabiamente encontraram um meio de resolver essa questão, associando a missão da igreja e seu crescimento numérico ao serviço diaconal, evitando prejuízos ao distinto ofício apostólico. “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (At 6.2-4).

A preocupação dos apóstolos em priorizar a palavra de Deus se deu por entenderem que os novos irmãos careciam urgentemente de firmeza e edificação sobre o verdadeiro fundamento da fé, Cristo Jesus (Ef 2.20). Eles sabiam que o crescimento saudável da igreja não aconteceria deixando de lado a oração e o ministério da palavra. Mas, consideraram a atenção que deviam dar aos irmãos carentes e esquecidos na distribuição diária. O ministério diaconal foi tratado de forma tão séria que os escolhidos deveriam demonstrar qualificações para este sagrado ofício: “Homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria” (At 6.3).

O ofício diaconal deve estar associado ao ministério da palavra de Deus como testemunho vivo da igreja. Isso nos mostra que a ação diaconal é, fundamentalmente, uma forma concreta de proclamação do evangelho, ou seja, a diaconia é uma das dimensões da vida da igreja, da mesma forma como o anúncio verbal também o é. Sendo assim, o legítimo crescimento da igreja exige que a ação diaconal, que demonstra o amor redentor de Cristo por meio do alívio das diversas formas de sofrimento humano, esteja vinculada ao ministério da palavra, poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (At 6.7). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*EBD - Revista Palavra Viva, “Caminhos Missionários da Igreja” – Editora Cultura Cristã.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

A Fé se revela no Amor

A Fé se revela no Amor
“Este é o meu mandamento: amem-se uns aos outros” (Jo 15.17).

Nesta passagem, Cristo repete o mandamento de amar uns aos outros. Pelo amor, os cristãos se mantêm unidos e é o amor a marca dos verdadeiros cristãos. Jesus enfatizou esse mandamento porque sabia quantos falsos cristãos surgiriam – quantos louvariam a fé com palavras bonitas e com um grande espetáculo, mas não viveriam suas palavras. Assim como o santo nome de Deus é desonrado e usado para o mal e assim como o Cristianismo, a igreja e tudo o que é santo são utilizados de forma errônea e má, assim também a fé, o amor e as boas obras serão utilizados para promover um espetáculo falso e para sustentar máscaras. Pois o Diabo não deseja ser tão assustador como é normalmente pintado, mas, antes, deseja brilhar nas finas roupagens da Palavra de Deus, da igreja cristã, da fé e do amor. 

Cristo nos ensina que não é suficiente louvar a fé e a ele mesmo. Precisamos também produzir frutos. Pois onde esses frutos não forem evidentes, ou onde aparecer o oposto dos frutos, Cristo certamente não estará presente. Nesse caso, existirá apenas um falso nome. Essa é a razão pela qual devemos dizer a esses tipos de pessoas: “Eu ouço esse nome lindo e glorioso, que é nobre e digno de honra. Mas e quanto a você?” Da mesma forma o espírito maligno disse aos filhos de Ceva: “Jesus, eu conheço, Paulo, eu sei quem é; mas vocês, quem são?” (At 19.15). 

No entanto, alguns poderão questionar: “Não é a fé que nos justifica e nos salva, e não as obras?” Sim, isso é verdade. Mas onde está a sua fé? Como ela é demonstrada? A fé nunca deve ser inútil, surda, morta ou decadente. Antes, deve ser uma árvore viva e cheia de frutos. Essa é a diferença entre a fé genuína e a fé falsa. Se existe a fé verdadeira, ela se mostrará na vida da pessoa.

Martinho Lutero (1483-1546).

* “Somente a Fé” -  Martinho Lutero - Editado por J.C.Calvin, Editora Ultimato.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

"MEDITA ESTAS COISAS"

 1) John Owen (16l6-1683).


Muitos ouvem a palavra pregada, mas poucos são salvos. “Muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mt 22.14). É a maior loucura do mundo deixar as considerações sobre o nosso estado eterno para algum tempo incerto no futuro que talvez nunca chegue.

Não pensem que devido se confessarem ser cristãos, e desfrutarem das bênçãos externas do evangelho, vocês necessariamente já pertencem a Cristo. Vocês podem se comparar com outros e achar que são melhores que alguns deles. Mas, se confiarem naquilo que são para sua salvação, ou naquilo que fazem, então decepcionarão suas almas para sempre (Mt 3.9).

Mas agora considerem o amor infinito de Cristo ao chamá-lo para vir a Ele e receber vida, perdão, graça, paz e salvação eterna. Há muitos encorajamentos dados nas Escrituras que servem bem aos perdidos, convictos pecadores. Jesus Cristo ainda se apresenta diante dos pecadores chamando-os, convidando-os e encorajando-os para que venham a Ele. Através da pregação dos ministros cristãos, Cristo diz: “Por que vocês querem morrer? Por que não têm pena de suas almas? Venham a Mim e Eu removerei todos os seus pecados, lamentos, temores e pesos. Eu darei descanso às suas almas”. Considerem a grandeza do Seu perdão, graça e amor ao chamá-los tão sinceramente para virem a Ele. Não deixem que o veneno da incredulidade, que inevitavelmente leva à ruína eterna, faça com que desprezem este santo convite para vir a Cristo.


2) Jonathan Edwards (1703-1758). 


Tudo o que dizemos será inútil, se não for confirmado pelo que fazemos.

Todos sabemos que "ações falam mais alto que palavras". Isso se aplica tanto ao domínio espiritual quanto ao natural. Imagine duas pessoas, uma parece andar humildemente perante Deus e os homens, viver uma vida que fala de um coração penitente e contrito; é submissa a Deus na aflição, mansa e gentil para com os outros homens. A outra fala sobre quão humilde é, como se sente condenada pelo pecado, como se prostra no pó perante Deus, etc; não obstante, se comporta como se fosse o cabeça de todos os cristãos da cidade! É mandona, importante perante ela mesma e não suporta crítica. Qual dessas duas dá a melhor demonstração de ser uma verdadeira cristã? Não é falando às pessoas sobre nós mesmos que demonstramos nosso cristianismo. Palavras custam pouco. É pela dispendiosa e desinteressada prática cristã que mostramos a autenticidade de nossa fé.

Estou supondo, é claro, que essa prática cristã existe numa pessoa que diz acreditar na fé cristã, pois o que estamos testando é a sinceridade daqueles que se dizem cristãos. Uma pessoa não pode proclamar-se cristã sem reivindicar certas coisas. Não iríamos - e não deveríamos - aceitar como cristão alguém que negue as doutrinas cristãs essenciais, não importa quão bom e santo ele pareça. Junto com a prática cristã, deve haver uma aceitação das verdades básicas do evangelho. Essas incluem crer que Jesus é o Messias, que morreu para satisfazer a justiça de Deus contra nossos pecados, e outras doutrinas dessa ordem. A prática cristã é a melhor prova da sinceridade e salvação daqueles que dizem acreditar nessas verdades, mas não prova coisa alguma sobre a salvação daqueles que as negam!

É possível ter grande conhecimento das doutrinas no intelecto e ainda assim não ter gosto pela beleza da santidade nessas doutrinas. A pessoa sabe intelectualmente em sua mente, mas não conhece espiritualmente em seu coração. Mero conhecimento doutrinário se assemelha a alguém que viu e tocou o mel. Conhecimento espiritual se assemelha a alguém que sentiu o gosto doce do mel em seus lábios. Este sabe muito mais sobre o mel do que aquele que somente olhou e tocou!



3) J.C.Ryle (1816-1900).


Desde muitos anos, tenho a profunda convicção de que a santidade prática e a inteira autoconsagração a Deus não são suficientemente seguidas pelos crentes modernos. A política, ou a controvérsia, ou o espírito de partidarismo, ou o mundanismo têm corroído o cerne da piedade viva em muitos dentre nós. O assunto da santidade pessoal tem retrocedido lamentavelmente para o segundo plano. O padrão de vida tem-se tornado dolorosamente baixo em muitos círculos. Tem sido por demais negligenciada a imensa importância de ornar “em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador” (Tt 2.10), tornando-a bela e atraente mediante nossos hábitos diários e nosso temperamento. As pessoas do mundo queixam-se, com razão de que aqueles que são chamados de “religiosos” não são tão amáveis, altruístas e dotados de boa natureza como as outras pessoas que não professam ter religião. Contudo, a santificação, em seu devido lugar e proporção, é algo tão importante quanto a justificação. A sã doutrina protestante e evangélica será inútil, se não for acompanhada por uma vida santa. Ou pior do que inútil, será prejudicial. Será desprezada pelos homens sagazes e perspicazes deste mundo como algo irreal e vazio, o que faz com que a religião cristã seja lançada no opróbrio. “Purifiquemo-nos de toda a impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co 7.1).

A questão a ser considerada não é se você é um grande ou pequeno pecador, se você é eleito ou não, se você é convertido ou não. A questão é simplesmente essa: Você sente e odeia seus pecados? Você se sente pesado e oprimido? Você está disposto a colocar sua vida nas mãos de Deus? Se esse é o caso, então a porta se abrirá para você. Venha hoje. Por que você permanece aí fora?


Venham para Jesus: Ele não veio salvar o sábio aos seus próprios olhos, mas buscar o que estava perdido. Venham para o Cordeiro de Deus: Ele tira os pecados do mundo; e mesmo que seus corações sejam cheios de iniquidade eles serão mudados.



4) Martiyn Lloyd-Jones (1899-1981).


Nunca houve um santo sobre a face da terra que não tenha visto a si mesmo como um vil pecador - de modo que se você não sente que é um vil pecador, não é parecido com os santos.

As pessoas nunca são salvas antes de compreenderem que não podem salvar a si mesmas. Não há nada que nos afaste mais da salvação do que pensar que podemos salvar-nos a nós mesmos.

Não há valor nenhum numa profissão de fé cristã, se não for acompanhada pelo desejo de ser semelhante a Cristo, pelo desejo de livrar-se do pecado, pelo desejo de obter santidade positiva.

Não podemos estar cientes da nossa necessidade de redenção, sem o Espírito Santo; na verdade, não podemos crer sem a operação do Espírito Santo.

É importante lembrar também que nosso Senhor Jesus Cristo disse do Espírito: “Ele vai me glorificar”. O Espírito foi enviado particularmente para glorificar o Senhor Jesus Cristo, não a ele mesmo. O Senhor Jesus Cristo disse que foi enviado para glorificar o Pai, e assim o fez, apontou as pessoas para o Pai. Ele iria desaparecer e as pessoas não seriam capazes de encontrá-lo. Ele não busca glorificação pessoal. Ele veio para glorificar o Pai. E ele diz do Espírito: “O Espírito é enviado para me glorificar”. Então uma das maiores provas da obra do Espírito e especialmente do batismo com o Espírito Santo, é o desejo de glorificar o Senhor Jesus Cristo.

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sábado, 17 de agosto de 2019

Pregue o Evangelho de Jesus Cristo

Pregue o Evangelho de Jesus Cristo
“E, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8).

O nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo por amor, decisão de conformidade com o conselho da santa, livre e soberana vontade de Deus triúno. Ele não precisou das coisas que criou para amar e ser amado, para sentir-se melhor, e nem mesmo para experimentar algum tipo de relacionamento, uma vez que Ele é suficiente em Si mesmo. Ele possui em Si mesmo e de Si mesmo todas as perfeições absolutas. “Glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” (Jo 17.5).

Professamos que o nosso Deus é amor (1Jo 4.8). Ele é amor por essência. Ele amou antes de criar qualquer coisa. Ele sempre exercitou o amor em Si mesmo, base para o relacionamento amoroso com o seu povo, também chamado de “amor eterno” (Jr 31.3).

Em sua oração sacerdotal, disse Jesus: “Que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.21). Compreendemos que essa é a vontade do nosso Senhor: Deus triúno em nós, e nós no Deus triúno. Fomos chamados para experimentar dessa santa união e perfeito amor. É impossível deixar de comunicar ao mundo tão maravilhosa graça. Deus nos ama! “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

Nós somos amados de Deus que, em Cristo Jesus, nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Vamos anunciar essa boa nova de grande felicidade. Esse é o resultado natural e espontâneo do coração dos filhos do Altíssimo. Busque no Espírito do Senhor o poder para proclamar as virtudes de Deus (1Pe 2.9). Honre o nome dAquele que “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Pregue o Evangelho de Jesus Cristo. Amém!

Diego Balbueno

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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

“Embaixadores Em Nome De Cristo”

“Embaixadores Em Nome De Cristo”
“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5.19,20).

Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo é o maior estímulo que podemos ter quanto à prática da evangelização. É o amor que move o coração dos “embaixadores em nome de Cristo” ao anúncio da palavra da reconciliação.

Aqueles que nasceram de novo, que tiveram os seus pecados perdoados, que foram justificados por Cristo Jesus, que receberam o dom do Espírito Santo, e tiveram a alma iluminada e os olhos do entendimento desvendados sabem da terrível sina daqueles que permanecem em inimizade contra Deus.

Obedecendo as ordens de Cristo, cheios do Espírito Santo, os apóstolos e a igreja primitiva saíram anunciando o Evangelho. “Ide, fazei discípulos de todas as nações [...]; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.18-20). “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas(At 1.8). “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At 4.31). “Os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (At 8.4).

Você ama a Deus e ao próximo como a si mesmo? Você é grato a Jesus Cristo que te livrou da morte eterna? Você foi batizado com o Espírito Santo? Você está engajado na prática da evangelização?

O desejo de conquistar os que ainda não creem no Evangelho deve ser, e é, o resultado natural e espontâneo do coração dos filhos de Deus. Seria contradição ser nova criatura, liberto do império das trevas, com o dom do Espírito Santo, chamado de embaixador em nome de Cristo sem interesse, motivação e poder para proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1Pe 2.9). Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Perseverantes até ao Fim

Perseverantes até ao Fim
“Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos” (Hb 3.14).

Quem professa o cristianismo, mas frequentemente demonstra que não persevera em santidade dá sinais que não obteve ainda, mediante a fé, a graça da justificação e a paz de um verdadeiro filho de Deus. O genuíno membro da família de Deus tem acesso, pela fé, a esta graça e “guarda firme, até ao fim” (Hb 3.6). 

Cuidado com a falsa mensagem de “segurança eterna”. Ideia transmitida por aqueles que dizem: Quem recebeu a Cristo está  salvo, no tempo e na eternidade, mesmo que permaneça em desobediência aos mandamentos do Senhor. As Escrituras Sagradas e nossos Padrões de Fé nos remetem para algo bem diferente. Não obstante ser possível, aos amados do Senhor, através das tentações de Satanás, caírem em graves pecados, e incorrerem, assim, no desprazer de Deus e entristecerem o Espírito Santo, não podem nem totalmente nem finalmente permanecer nessa condição. A intercessão de Cristo e a divina semente em seu interior estarão presentes conduzindo-os a perseverança final dos santos (Hb 7.25; 1Jo 3.9; CFW.XVII).

Um filho de Deus jamais vira as costas para o Senhor de forma irrecuperável. Se alguém que tendo professado a fé em Cristo o abandona para sempre, será porque sua profissão de fé nunca foi verdadeira. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10.27,28). “Corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb 12.1,2). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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“Não Deixarei de lhes fazer o Bem”

“Não Deixarei de lhes fazer o Bem”
“Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).

Deus dirige as ações do seu povo e assegura o seu perseverante estado de santidade de um modo perfeitamente compatível com a liberdade conquistada em Cristo Jesus.

Quando Deus nos introduz na condição de filhos pela adoção, cerca-nos de todos os meios santificadores. E se cairmos em pecado, Ele nos disciplina zelosamente e nos restaura. Este fato é provado pelas Escrituras, pela consciência e experiência de todo filho de Deus. “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.7-10). 

Deus age poderosamente nos seus filhos garantindo a vitória na luta contra o pecado. A doutrina bíblica da perseverança dos santos não ensina que o homem que uma vez creu tem segura a salvação, sejam quais forem os seus sentimentos e os seus atos subsequentes. Ela não promove o descuido e a imoralidade; muito pelo contrário, por ela somos advertidos que Deus só garante a salvação final daqueles que foram verdadeiramente unidos a Cristo pela fé, assegurando, pelo poder do Espírito Santo, a sua perseverança em santidade, perfeitamente livres, no temor do Senhor até ao fim. “Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.38-40). Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos.

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sábado, 13 de julho de 2019

FUTURO

FUTURO
“Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo” (At 28.30,31).

“O que nos aguarda? O que acontecerá com a nossa saúde? O que ocorrerá com as pessoas que nos são queridas? E quanto ao nosso emprego? E à nossa vida? Não sabemos. Mas que possamos recebê-lo com o coração em paz, porque sabemos que Cristo está no trono: todo o poder Lhe foi concedido nos céus e na terra. As nossas vidas estão em Suas mãos, o que quer que nos aconteça - à semelhança do que ocorreu aqui com o apóstolo Paulo - contribuirá e cooperará, harmonicamente, para que a vontade dAquele que nos remiu e nos salvou, em Cristo Jesus, se cumpra na nossa vida, de maneira plena e cabal”.

Pr. Paulo Anglada - que hoje estaria completando 65 anos - em seu último livro: ATOS DOS APÓSTOLOS - Vol.4.

http://www.ipcpa.org.br/

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quinta-feira, 4 de julho de 2019

O Verdadeiro Cristão

O Verdadeiro Cristão
"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama" (Jo 14.21).

O verdadeiro cristão procura conformar cada área de sua vida às regras da Palavra de Deus. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts 4.3). Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus (1Co 6.9-10).

Santidade de vida não significa apenas esquivar-se negativamente da prática do mal. Significa também obedecer positivamente os mandamentos do Senhor. Não podemos dizer que alguém é um verdadeiro cristão somente por não ser ladrão, mentiroso, idólatra, bêbado, sexualmente imoral, arrogante, invejoso e violento. Além disso, ele precisa ser positivamente temente a Deus, humilde, respeitoso, longânimo, pacificador, perdoador, misericordioso e amorável. Sem essas qualidades positivas, não está obedecendo o comando do Espírito de Cristo.

Viver para a glória de Deus é o principal objetivo e ocupação de todo verdadeiro cristão. O povo de Deus é zeloso de boas obras (Tt 2.14). O Senhor Jesus não nos chamou para a ociosidade, e sim para trabalhar e labutar para Ele. A falta de disposição em servi-Lo é tão condenável quanto uma rebelião deflagrada. Busque ser diligente, fervoroso e comprometido em sua profissão de fé, como descrito na epístola aos Hebreus: Desejamos, porém, continue cada um de nós mostrando até ao fim a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas (Hb 6.11-12). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*A Genuína Experiência Espiritual, Jonathan Edwards, Editora PES

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“Perseverança dos Santos”

“Perseverança dos Santos”
Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus (Fp 1.6).

“Aqueles a quem Deus aceitou em seu Amado, eficazmente chamados e santificados por seu Espírito, não podem nem totalmente, nem finalmente apostatar do estado de graça; mas com toda certeza perseverarão nela até o fim e serão eternamente salvos” (CFW.XVII.I).

O ponto central enfatizado na doutrina da Perseverança dos Santos é que os verdadeiros crentes, uma vez regenerados e justificados por Deus, não podem jamais um dia, totalmente, nem finalmente apostatar da graça, mas infalivelmente perseverarão até ao fim (Fp 1.6).

Deus permite que problemas surjam na vida daqueles que se proclamam cristãos a fim de testar a veracidade de sua fé. Então, torna-se claro para eles, e muitas vezes para os outros, se realmente estão levando a sério seu relacionamento com Deus. Um dos sinais do verdadeiro cristão é que ele persevera mesmo nas dificuldades, mantendo-se fiel a Cristo. Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam (Tg 1.12).

Admitimos que verdadeiros cristãos podem se tornar espiritualmente frios, cair em graves pecados, e, por algum tempo continuar neles. Entretanto, nunca tão totalmente que se cansem de Deus. Previna-se e lute contra as tentações do mundo, as seduções de Satanás, as corrupções de sua própria natureza e a negligência dos meios da graça. Pois, se o resultado dos problemas e provações naqueles que professam o cristianismo for de total apostasia, isso demonstra que nunca foram verdadeiros convertidos. Eles saíram de nosso meio, entretanto não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos (1Jo 2.19). Medita estas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

*A Genuína Experiência Espiritual, Jonathan Edwards, Editora PES.
*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos.

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