"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".
sábado, 22 de agosto de 2020
sexta-feira, 21 de agosto de 2020
“O SENHOR ouviu a minha súplica”.
SALMO 6.6-10
“Estou cansado de tanto gemer; todas as noites faço
nadar o meu leito, de minhas lágrimas o alago. Meus olhos, de mágoa, se acham
amortecidos, envelhecem por causa de todos os meus adversários”.
Essas formas de expressão
são hiperbólicas, porém não devemos imaginar Davi, à moda dos poetas,
exagerando seu sofrimento; ele declara realmente quão amargo o sentia. Devemos
ter sempre em mente que a aflição deste servo de Deus não procedia tanto de ter
ele sido severamente ferido com fadiga física; considerando, porém, o quanto
Deus estava desgostoso com ele, viu, por assim dizer, o inferno escancarado
para recebê-lo; e a fadiga mental que isso produz excede a todos os demais
sofrimentos. Quanto mais sinceramente é um homem devotado a Deus, muitíssimo
mais severamente perturbado é ele pelo senso da ira divina. Nada nos impede, em
nossos dias, de experimentar pessoalmente o que Davi descreve concernente a si
mesmo. Os que têm experimentado, mesmo em grau moderado, o que significa lutar
contra o temor da morte eterna, se sentirão satisfeitos com o fato de que nada
há de extravagante nas palavras de Davi. Davi é apresentado aqui como alguém afligido com os terrores de uma consciência culpada,
sentindo em seu íntimo tormentos não de uma espécie ordinária, mas de uma
espécie tal que o levou quase ao total desfalecimento.
“Apartai-vos de
mim, todos os que praticais a iniquidade, porque o SENHOR ouviu a voz do
meu lamento; o SENHOR ouviu a minha súplica; o SENHOR acolhe a minha
oração. Envergonhem-se e sejam sobremodo perturbados todos os meus inimigos;
retirem-se, de súbito, cobertos de vexame”.
Depois que Davi tomou suas
aflições e as depositou diante de Deus, a seguir ele assume um novo comportamento. E, indubitavelmente, ele havia sido afligido com mui prolongado desânimo
espiritual antes que pudesse recobrar-se e atingir um grau tal de segurança
como aqui ele exibe; pois sabemos que ele gastou muitas noites em continuo
lamento. No entanto, vemos que por mais angustiado e exausto estivesse ele,
esperou seu delongado livramento com paciência; e agora livre, com profundo
entusiasmo, se anima a louvar ao SENHOR e cantar a sua vitória.
O Deus de toda graça é a
nossa única Luz de Esperança. Ele é Justo Juiz, mas é também Deus Compassivo e Misericordioso. Notem que Davi repete por três vezes que suas orações foram
ouvidas, testificando que seu livramento é atribuído ao Deus de toda graça, e
se confirma na confiança de que não recorrera a Deus em vão. E se devemos
receber algum fruto de nossas orações, devemos também crer que os ouvidos de
Deus não estão fechados contra nós.
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e
orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos
céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr 7.14).
“Bem-aventurado aquele cuja
iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto” (Sl 32.1).
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
*Resumo dos comentários do Salmo 6, João Calvino, Edições Paracletos.
*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-8375
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"Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma".
“Volta-te, Senhor,
e livra a minha alma; salva-me por tua graça. Pois, na morte, não há recordação
de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?”
Nas palavras: “Mas tu, SENHOR, até quando?” (v.3), vemos
Davi deplorando a ausência e a demora de Deus; agora ele ansiosamente solicita
as indicações de sua presença e de seu favor: “Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me
por tua graça”. Nossa felicidade consiste nisto: quando somos alvos da graciosa
consideração de Deus, porém cremos que ele se encontra distante de nós caso não
nos apresente alguma evidência substancial de sua presença e seus cuidados por
nós. Que Davi, naquele tempo, enfrentava risco máximo, deduzimos dessas
palavras, nas quais ele ora tanto pelo livramento de sua alma, por assim dizer,
das garras da morte, quanto por sua restauração a um estado de segurança.
Concluímos também daqui que Davi, uma vez mais, confirma o que só tocara no
segundo versículo concernente à compaixão de Deus, isto é, que este é o
único refúgio de onde espera vir seu livramento, a saber: “Salva-me por tua
graça”. Os homens jamais encontrarão perdão de pecados, justificação, paz,
alívio e libertação de suas misérias, enquanto, esquecendo-se de seus próprios
méritos, diante do fato de que são os únicos a enganar a si próprios, não
aprenderem a recorrer à graça de Deus.
Quando Deus nos concede
graça, ele nada requer de nós senão uma vida que o glorifique. Referência essa
se faz quando Davi diz: “Pois, na morte, não há recordação de ti, nem no
sepulcro qualquer celebração de seu louvor”. Eis sua intenção com
essas palavras: se, pela graça de Deus, ele fosse libertado da morte, lhe seria
agradecido e guardaria isso no coração. Ele lamenta que, se fosse retirado do
mundo, ficaria privado da bênção e da oportunidade de manifestar gratidão,
visto que nesse caso, ele não mais estaria presente entre os homens para
enaltecer, celebrar, glorificar o Nome de Deus.
Por este versículo, alguns
concluem que os mortos não têm emoção alguma e que esta é completamente extinta
neles. Essa, porém, é uma inferência injustificada, pois Davi está tratando
aqui da celebração mútua da graça de Deus, na qual os homens se engajam
enquanto caminham nesta vida. Sabemos que somos postos sobre a terra para
glorificar a Deus, e que esse é o propósito supremo de nossas vidas. A morte, é
verdade, põe um fim a esses louvores daqui; mas não se deduz desse fato que as
almas dos fiéis, quando despida de seus corpos, são privadas de entendimento ou
não são sensibilizadas por qualquer afeição, sentimento, estima e louvor para
com Deus. Devemos considerar também que, na presente ocasião, Davi temia o
juízo de Deus se a morte lhe sobreviesse, e esse sentimento o fez por um tempo
emudecido, sem palavras, sem ânimo, sem alegria, impedido espiritualmente de
entoar louvores de Deus.
À luz desta passagem
queremos solucionar outra questão: Por que Davi ficou tão amedrontado ante a
morte, como se nada houvesse que esperar para além deste mundo? Estudiosos
reconhecem três causas por que nossos pais sob o regime da lei foram mantidos
tão escravizados pelo temor da morte. A primeira: porque o pleno conhecimento
da graça de Deus, não havendo ainda se manifestado mediante a vinda de Cristo,
as promessas que até então eram obscuras, lhes propiciavam apenas leve noção da
vida futura. O conhecimento que temos hoje sobre o assunto é, sem duvida, mais
claro que o deles. A segunda: porque a presente vida, dádiva de Deus, é por
natureza desejável. A terceira: porque receavam que, depois de seu
falecimento, ocorresse alguma mudança para pior na espiritualidade do povo.
Essas razões parecem suficientes.
Convém lembrar que o
espírito de Davi nem sempre estava dominado pelo temor que ora sentia; quando a
morte chegou, sendo idoso e cansado desta vida, serenamente rendeu sua alma ao
repouso divino.
Pr. José Rodrigues Filho
*Resumo dos comentários do Salmo 6, João Calvino, Edições Paracletos.
*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-8375"Tem compaixão de mim, SENHOR"
SALMO 6.2,3
“Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados. Também a minha alma está profundamente perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?”
“Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados. Também a minha alma está profundamente perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?”
Ao clamar veementemente a
Deus que usasse de compaixão para com ele, daqui se manifesta ainda mais
nitidamente que, pelos termos ira e
furor, citados no primeiro versículo, Davi não pretendia insinuar crueldade ou severidade indevida, mas
somente o juízo tal como Deus executa sobre os réprobos, a quem não poupa
usando de misericórdia como faz aos seus próprios filhos. Ao valer-se, pois,
exclusivamente da compaixão de Deus, Davi demonstra que nada deseja além de não
ser tratado segundo a estrita justiça ou segundo merecia. Com o fim de obter de
Deus sua compaixão, declara que está debilitado: “Tem compaixão de mim,
SENHOR, porque eu me sinto debilitado”. Davi evoca sua fraqueza, não porque estivesse simplesmente
enfermo, mas porque se sentia fulminado e perturbado por algo que lhe havia
sucedido. E como sabemos que o propósito de Deus, ao infligir-nos algum
castigo, consiste em quebrantar-nos, então, quando somos disciplinados sob sua
vara, a porta se abre para que sua misericórdia nos alcance. Além disso, visto
que entendemos a peculiar função de Deus em curar os enfermos, erguer os
caídos, amparar os fracos e, finalmente, comunicar vida aos mortos, esta, por
si mesma, é uma razão suficiente para buscarmos o seu favor quando nos acharmos
mergulhados em aflições.
Davi colocou sua esperança
de salvação exclusivamente na compaixão de Deus, ele demonstrou o quanto se
encontrava desgastado, e acrescenta que isso havia prejudicado sua saúde
física, e ora por restauração, por cura, por isso clama: “Sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados”. Todas as bênçãos que pedimos a Deus emanam de sua infinita graça e
somos libertados das calamidades e castigos, quando Deus usar de misericórdia
para conosco.
“Porque meus ossos
estão abalados”, diz Davi. Ele atribui medo
ou abalo em seus ossos, não
porque sejam dotados de emoção, mas porque a veemência de sua tristeza era tal
que afetara todo seu corpo. Ele não fala de sua carne, que é parte mais frágil
no sistema corporal; menciona, porém, seus ossos, com isso insinuando que as
partes mais resistentes de sua estrutura estão tremendo de medo. A seguir ele
assinala também que “a sua alma está
excessivamente perturbada”. A parte conectiva, também, tem aqui o
sentido da partícula causal, pois, como se quisesse dizer: Tão severa e
íntima é a angústia de meu coração, que afeta e esvai as energias de cada parte
de meu corpo.
Mas tu, SENHOR, até
quando? Essa forma elíptica de expressão serve para comunicar mais
energicamente a veemência da conturbação, a qual não só conserva as mentes
humanas confusas, mas igualmente suas línguas, impedindo o fluxo da linguagem.
Há quem, para completar a sentença, a complemente com as palavras: me
afligirás? ou: continuarás a castigar-me? Outros leem: Até quando
adiarás tua misericórdia? Mas o que está declarado no versículo seguinte
mostra que este segundo sentido é o mais provável, pois ali Davi ora para que o Senhor o considerasse com os olhos de sua graça e compaixão.
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
*Resumo dos comentários do Salmo 6, João Calvino, Edições Paracletos.
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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-8375
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"SENHOR, não me repreendas na tua ira".
“SENHOR, NÃO ME
REPREENDAS NA TUA IRA”
“SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me
castigues no teu furor” (Sl 6.1).
O grande infortúnio que
Davi ora experimentava, havia sido provavelmente, infligido pelos homens, mas
sabiamente considerou que devia tratar com Deus. Não são poucos os homens
que se veem incomodamente atormentados por aflições, que não conseguem ter
imediatamente uma visão direta e nítida de sua causa ou origem. O
que notamos é que na maioria dos casos há insensibilidade sobre a questão.
Portanto, seja de que ponto nossas aflições venham, aprendamos a volver nossos
pensamentos para Deus e reconhecê-lo como o Juiz que nos intima, não como
inocentes, a comparecer diante de seu tribunal. Como os homens, porém, quando
constrangidos a sentir que Deus está irado com eles, às vezes se entregam a reclamações,
em vez de detectar faltas em si mesmos, devemos notar particularmente, que Davi
não atribui simplesmente a Deus as aflições sob as quais se vê sofrendo, mas
reconhece que são a justa retribuição por seus pecados. Ele não censura a Deus
como se fosse um inimigo, tratando-o com crueldade, sem qualquer justa causa;
senão que, atribuindo-lhe o direito de repreender e castigar, ele deseja e ora
pelo menos que se ponham limites à punição que ora se lhe inflige. Com isso
Davi declara que Deus é Justo Juiz a exercer castigo contra os pecados dos
homens. Mas assim que confessa que é disciplinado por justa razão, ele
ardentemente roga a Deus que não o trate segundo a estrita justiça, ou segundo
o mais extremo rigor da lei. Ele não recusa totalmente o castigo, ele julgou
que sem ele, seria mais prejudicado do que beneficiado. O que Davi temia mesmo
era a ira de Deus, a ameaça aos pecadores de ruína e perdição eterna.
Temos algo similar nas
palavras do profeta Jeremias, no capítulo 10, versículo 24: “Castiga-me, ó
SENHOR, mas em justa medida, não em tua ira, para que não me reduzas a nada”. É
verdade que Deus demonstra ira contra os pecadores quando lhes inflige punição;
é verdade também que, para com alguns, ele não só adiciona algo da doçura de
sua graça para aliviar sua dor, mas também se lhes mostra favorável, moderando
seu castigo e misericordiosamente retraindo sua mão. Mas, como devemos
inevitavelmente sentir-nos abalados de terror sempre que Deus se mostre o
vingador da impiedade, não é sem causa que Davi, segundo as sensações da carne
e da alma, esteja temeroso da ira e furor de Deus.
Por experiência, você entende o que isso significa? “Ó SENHOR, confesso que mereço ser destruído e reduzido a
nada. Não me
trates segundo meus merecimentos, mas, ao contrário, perdoa meus pecados,
mediante os quais tenho provocado tua ira contra mim”.
Tão logo, pois, nos virmos oprimidos, aprendamos do exemplo de Davi a recorrer a Deus de toda graça e compaixão; é Ele quem nos conduz ao arrependimento e a verdadeira paz de espírito.
Tão logo, pois, nos virmos oprimidos, aprendamos do exemplo de Davi a recorrer a Deus de toda graça e compaixão; é Ele quem nos conduz ao arrependimento e a verdadeira paz de espírito.
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
domingo, 16 de agosto de 2020
"Deus abomina a Perversidade" - Aula 7
SALMO 5.3-7
“De manhã, SENHOR,
ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando. Pois
tu não és Deus que se agrade com a iniquidade, e contigo não subsiste o mal. Os
arrogantes não permanecerão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a
iniquidade. Tu destróis os que proferem mentira; o SENHOR abomina ao sanguinário e ao fraudulento; porém eu, pela riqueza da tua misericórdia,
entrarei na tua casa e me prostrarei diante do teu santo templo, no teu temor”.
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.(41)3242-8375
sábado, 15 de agosto de 2020
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
"Escuta, Rei meu e Deus meu!" - Aula 6
SALMO 5.1-2
“Dá
ouvidos, Senhor, às minhas
palavras e acode ao meu gemido. Escuta, Rei meu e Deus meu, a minha voz que
clama, pois a ti é que imploro”.
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-8375domingo, 2 de agosto de 2020
"Deus da minha Justiça" - Parte 3
SALMO 4.4,5.
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
(41)3242-8375
“Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai. Oferecei sacrifícios de justiça e confiai no SENHOR”.
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.(41)3242-8375
domingo, 26 de julho de 2020
"Deus da minha Justiça" - Parte 2
Salmo 4.2-3.
“Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira? Sabei, porém, que o SENHOR distingue para si o piedoso; o SENHOR me ouve quando eu clamo por ele”.
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho
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