"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



terça-feira, 26 de maio de 2026

“E VIREMOS PARA ELE E FAREMOS NELE MORADA”


“E VIREMOS PARA ELE E FAREMOS NELE MORADA”

“Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (Jo 14:23).

Já explicamos que o amor de Deus para conosco não é posto em segunda posição, como se ele viesse depois que a piedade causasse tal amor, mas para que os crentes pudessem se convencer plenamente de que a obediência que rendem ao evangelho é agradável a Deus e para que esperem continuamente dele novos acréscimos de dons.

E viremos para aquele que me ama. Ou seja, esse sentirá que a graça de Deus habita nele e a cada dia recebe adições dos dons divinos. Ele, pois, fala não daquele amor eterno com que ele nos ama antes de nascermos e mesmo antes que o mundo fosse criado, mas desde o momento em que ele o sela em nossos corações fazendo-nos participantes de sua adoção. Tampouco ele aponta para a iluminação inicial, mas para aqueles graus de fé por meio dos quais os crentes avançam continuamente, de conformidade com aquele dito: “Todo aquele que tem se lhe dará” [Mt 13:12].

Conhecemos, pois, os que erram em inferir desta passagem que há dois tipos de amor com que amamos a Deus. Falsamente afirmam que amamos a Deus naturalmente, antes de sermos regenerados por seu Espírito e que, ainda por esta preparação, merecemos a graça da regeneração; como se a Escritura por toda parte não ensinasse, e como se a experiência também não proclamasse em alto e bom som que somos totalmente alienados de Deus, e que somos afetados e saturados de ódio por ele, até que ele mude nossos corações. Devemos, pois, manter nossa atenção no desígnio de Cristo, a saber: que ele e o Pai virão para confirmar os crentes na ininterrupta confiança em sua graça.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR. 

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