"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sábado, 7 de janeiro de 2017

Deus Soberano

Deus Soberano
“Com efeito, eu sei que o SENHOR é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses” (Sl 135.5). 

Deus escolheu soberanamente colocar cada uma de Suas criaturas na condição que pareceu bem aos Seus olhos. Deus colocou Adão no jardim do Éden num estado condicional; poderia tê-lo colocado numa posição tão firme como a dos anjos que não caíram, posição tão segura e imutável como a dos santos em Cristo. Em vez disso, porém, preferiu colocá-lo no Éden sobre a base da responsabilidade como criatura, de modo que permanecesse ou caísse conforme correspondesse ou não à sua responsabilidade – de obediência ao seu Criador. Deus escolheu soberanamente colocar os Seus eleitos num estado diferente do de Adão. Colocou-os num estado incondicional. No pacto eterno Cristo foi designado Cabeça deles, levou sobre Si as suas responsabilidades e cumpriu por eles uma justiça perfeita, irrevogável e eterna. Cristo foi colocado num estado condicional, pois ele estava “debaixo da lei, para ganhar os que estavam debaixo da lei”, só que com esta diferença infinita: os outros falharam; Ele não falhou e não podia falhar. Certas condições foram postas diante do Mediador. Ele teria que engrandecer e dignificar a lei; teria que levar em Seu corpo no madeiro todos os pecados dos eleitos de Deus; teria que fazer plena expiação por eles; teria que suportar o derramamento da ira de Deus; e teria que morrer e ser sepultado. Pelo cumprimento dessas condições, era-Lhe oferecida uma recompensa: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte...” (Is 53.11,12). Os eleitos incondicionalmente foram colocados neste estado como expressão da livre e soberana vontade de Deus. “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda sabedoria e prudência” (Ef 1.4-8). O fundamento sobre o qual estão os eleitos de Deus é perfeito. Medita nestas coisas!

Rev. José Oliveira Filho

*Os Atributos de Deus, A.W.Pink – Editora PES
“Calvinismo - As Antigas Doutrinas da Graça, P. Anglada – Editora Os Puritanos

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

A SUPREMACIA DE DEUS”

“A SUPREMACIA DE DEUS”

“Tens feito estas coisas, e eu me calei; pensavas que eu era teu igual; mas eu te arguirei e porei tudo à tua vista. Considerai, pois, nisto, vós que vos esqueceis de Deus,  para que não vos despedace, sem haver quem vos livre” (Sl 50.21,22).

“As tuas ideias sobre Deus são demasiado humanas” - exortação de Martinho Lutero endereçada a Erasmo de Roterdan. Vemos que, tanto no passado como atualmente, são sustentados os mais desonrosos conceitos sobre Deus. Para os milhares, desde a antiguidade, Deus é completamente desconhecido. “Pensavas que eu era teu igual; mas eu te arguirei e porei tudo à tua vista.” (Sl 50.21). 

Os homens supõem que a onipotência de Deus é uma ociosa ficção, a tal ponto que Satanás destroça os seus desígnios. Acham que, se Deus formulou algum plano ou propósito, deve ser como o deles, constantemente sujeito a mudança. Declaram abertamente que, seja qual for a vontade e o poder que Deus possui terá que ser restringido, para que não invada a vontade e o poder humano.

As Escrituras afirmam clara e positivamente a absoluta e universal supremacia de Deus. “Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos” (1Cr 29.11). 

A nossa vida não é, nem produto do destino cego, nem do acaso caprichoso, mas todas as suas minuciosidades foram prescritas desde a eternidade, ordenadas por Deus que vive e reina eternamente. (Sl 31.15).

Deus nos abençoe!

Rev. José Rodrigues Filho

*Os Atributos de Deus, A.W.Pink - Editora PES

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

“Toda a Plenitude da Divindade”

“Toda a Plenitude da Divindade”
“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Cl 2.9).

O período natalino tem o seu legítimo valor quando direciona a nossa atenção para a pessoa de Jesus Cristo. Há os que tentam nos convencer que a adoção do dia 25 de dezembro como o dia de Natal é a aceitação de um costume pagão. Porém, esse detalhe não faz a menor diferença. O que faz toda a diferença é o grande evento, por si só. A data exata em que ocorreu o nascimento de Jesus é irrelevante. O que importa é o próprio acontecimento que mudou todo o curso da história da humanidade.

Como em nenhum outro ensino, a Pessoa em questão não é somente central, mas absolutamente essencial. Sabemos que na história da humanidade existem muitos ensinamentos ligados a uma variedade de religiões, muitos dos quais associados a nomes de homens, em particular. Mas esses homens não são essenciais às pessoas que o seguem, pois seus ensinos poderiam ser transmitidos com igual eficácia por outras pessoas. Afirmar isso não é diminuir a grandeza desses homens, mas significa que eles não são vitais, pois o ensino é o que importa. No entanto, na religião cristã é a Pessoa em si que importa. Todo ensino é sobre Jesus Cristo.

Portanto, a visão que temos de Jesus Cristo determinará a visão que temos do Natal, da fé Cristã, da salvação e do próprio mundo. Nada é mais importante do que conhecer exatamente o que a Bíblia diz a respeito de Jesus Cristo. A questão fundamental relacionada à vida que está diante de todos nós foi proposta pelo próprio Senhor: “Que pensais vós do Cristo?” (Mt 22.42). Existem aqueles que admitem ser Jesus um homem especial, e nada mais. E existem aqueles que O proclamam como o unigênito e eterno Filho de Deus, o Tabernáculo do Deus vivo, a Imagem do Deus invisível, a segunda Pessoa da Trindade Santa, o Primogênito de toda a criação, o Príncipe da Paz, o Único Senhor e Salvador.

O que pensais vós do Cristo? 

Pr. José Rodrigues Filho

*Grandes Doutrinas Bíblicas - D.Martyn Lloyd-Jones, PES

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A Importância do Amor

A Importância do Amor
“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1Co 13.4-7).
                                                                                                               
Leia outros textos que nos revelam o importante lugar que a Palavra de Deus confere ao amor.

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.34,35).

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave” (Ef 5.1,2).

Qualquer pessoa que possui o verdadeiro amor deseja amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. Esse amor será demonstrado na disposição de viver para a glória de Deus, nas atitudes cristãs, na prática de fazer o bem sem esperar qualquer recompensa. Ele é gentil, altruísta, demonstrará consideração para com os outros. É generoso, preocupado com o conforto dos irmãos, mais desejoso em dar do que receber. O verdadeiro amor nunca sente inveja ou se regozija nos problemas dos outros. O verdadeiro amor apresentará disposição em suportar o mal. Ele é paciente e pronto a perdoar. Ele é manso e humilde. Frequentemente negará a si mesmo em favor da paz e estará mais interessado em promovê-la do que em assegurar seus próprios direitos.

“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo 4.7,8;21).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Fé Genuína, JC.Ryle - Editora Fiel

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Amor Sublime

Amor Sublime
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor” (1Co 13.13).

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba” (leia 1Co 13.1-13). O amor é a mais sublime graça cristã. Não há quem não admire tão maravilhosa dádiva de Deus. Encontramos este perfeito amor em nosso Senhor Jesus Cristo. Ele sempre se mostrou manso, humilde e amável para com todos. Contudo, Ele expunha a maldade e repreendia os que transgrediam a santa lei de Deus. Ele denunciava as falsas doutrinas e as práticas hipócritas. Ele falava abertamente tanto do inferno quando do céu. O Senhor Jesus demonstrou que o perfeito amor não aprova a vida e a opinião de todas as pessoas e que é possível condenarmos o mal e continuarmos plenos de amor. Pouco se percebe deste amor até mesmo entre os que professam ser cristãos. O mundo seria mais feliz se existisse mais do amor bíblico. Certamente, este amor não é natural ao homem. Por natureza somos egoístas, invejosos, cruéis. O amor sublime será encontrado apenas em um coração regenerado pelo Espírito de Deus. Somente quando nos tornamos “co-participantes da natureza divina” (2Pe 1.4), pela união com Cristo, é que experimentamos o verdadeiro amor. O amor sublime vem do alto; é fruto do Espírito Santo (Gl 5.22). Você possui este amor? Ele é a marca que nos identifica como autênticos discípulos de Cristo. “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor” (1Co 13.13). Medita nestas coisas!

Rev. José Oliveira Filho

*Fé Genuína, JC.Ryle - Editora Fiel

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domingo, 13 de novembro de 2016

Não é Mais Segredo

Paulo Nazareth e Marcos Almeida
“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo” (1João 4.18).

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Das Boas Obras

Das Boas Obras
“Porque somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus te antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).

Deus nos apresentou nas Escrituras uma norma perfeita de fé e prática. “Tudo o que eu te ordeno, observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás” (Dt 12.32). Para que uma obra seja boa, deve ser um ato realizado de conformidade com a vontade revelada de Deus. E para que uma obra seja realmente boa, deve provir de um princípio de fé e amor no coração. Todos os homens reconhecem que o caráter moral de um ato é sempre determinado pelo caráter moral do princípio ou do pendor que o impele. Os homens não regenerados realizam muitas ações boas até onde suas relações externas com seus semelhantes lhes interessam. Mas o amor a Deus é o princípio fundamental sobre o qual todos os deveres morais descansam, precisamente como nossa relação com Deus é a relação fundamental sobre a qual descansam todas as nossas outras relações. Se uma pessoa é alienada de Deus, se ela não está no presente exercício da confiança nEle e amor por Ele, qualquer ação que venha a realizar será carente do elemento essencial que caracteriza uma genuína obediência. Boas obras, de conformidade com as Escrituras, são os frutos da santificação, tendo suas raízes na regeneração: “Porque somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus te antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Tiago diz que a fé é demonstrada pelas obras; o que naturalmente implica que o tipo de obras de que ele fala procede tão-somente de um coração cheio de fé viva e verdadeira (Tg 2.18,22). “As obras boas e piedosas jamais tornam o homem bom e justo, mas o homem bom e justo realiza obras boas e piedosas. As más obras nunca tornam o homem mau, mas o homem mau executa más obras”. Conclui-se disto que a pessoa deverá ser boa e justa já antes de realizar boas obras, ou seja, que ditas obras emanam da pessoa justa e boa, como diz Cristo: “Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir bons frutos” (Mt 7.17,18). Medita estas coisas!

Rev. José Rodrigues Filho

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos
*Da Liberdade Cristã, Martinho Lutero, Editora Sinodal

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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Da Liberdade Cristã

Da Liberdade Cristã

“Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4.4).

Nem no céu nem na terra existe para a alma outra coisa em que viver e ser justa, livre e cristã, que o Santo Evangelho, a Palavra de Deus, pregada por Cristo como Ele mesmo diz: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4.4). Sabemos, então, que a alma pode prescindir de tudo, menos da Palavra de Deus. Fora disso nada existe com que auxiliar a alma. Uma vez, porém, que esta possua a Palavra de Deus, de nada mais necessitará, pois a Palavra de Deus é suficiente alimento, alegria, paz, luz, conhecimento, justiça, verdade, sabedoria, liberdade e toda sorte de bens em abundância. Na Escritura se considera o maior castigo e sinal da ira divina, se Deus retira dos homens a sua Palavra (Am 8.11). Mas ao contrário, a maior graça de Deus se manifesta quando Ele envia sua Palavra. “Enviou-lhes a sua Palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal” (Sl 107.20). Se acaso perguntas: Que Palavra é essa que tão grande graça concede e como deverei usar de tal palavra? Eis a resposta: A Palavra não é outra coisa que a pregação de Cristo, segundo está contida no Evangelho; dita pregação há de ser – e o é realmente – de tal maneira que, ao ouvi-la, ouves a Deus falar contigo, dizendo-te que para Ele tua vida inteira e a totalidade de tuas obras nada valem e que te perderás eternamente com tudo quanto há em ti. Se assim crês realmente em tua culpa, perderás a confiança em ti mesmo e reconhecerás quão certa é a sentença do profeta Oséias: “Em ti só há perdição, mas somente em mim está tua salvação” (Os 13.9). Mas para que te seja possível sair de ti mesmo, isto é, de tua perdição, Deus te apresenta a seu amantíssimo Filho Jesus Cristo e com sua Palavra viva e consoladora te diz: Entrega-te a Ele com fé inquebrantável e confia nEle plenamente. Por essa fé te serão perdoados todos os pecados, serás justo, sincero, cheio de paz, reto, cumpridor de todos os mandamentos. E sobre tudo serás livre, como o apóstolo Paulo diz: “O justo viverá por fé” (Rm 1.17); “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4).

Amém!

*Da Liberdade Cristã, Martinho Lutero, Editora Sinodal.

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Justificação pela Fé

Justificação pela Fé

A doutrina da justificação pela fé em Cristo pode ser encontrada em alguns dos escritos do primeiro período da história da Igreja. Entendemos que esses registros deixados pelos chamados "Pais eclesiásticos" não foram inspirados. Contudo, eles nos oferecem o correto ensino transmitido à Igreja pelos santos Apóstolos. 

Clemente de Roma (talvez o mesmo mencionado em Filipenses 4.3), em sua carta aos Coríntios, diz: “Nós também, sendo chamados mediante a Sua vontade em Cristo, não somos justificados por nós mesmos, nem por nossa própria sabedoria, ou entendimento, ou piedade, ou obras que temos feito com pureza de coração, porém pela fé...”

Policarpo (falecido em 155 dC), um discípulo de João, escreveu: “Eu sei que mediante a graça você é salvo, não por obras, mas sim, pela vontade de Deus em Jesus Cristo.” (Epístola aos Filipenses).

Justino Mártir (falecido em 165 dC), escreveu: “Não mais pelo sangue de bodes e de carneiros, nem pelas cinzas de uma novilha... são os pecados purificados, e sim, pela fé, mediante o sangue de Cristo e de Sua morte, que por essa razão morreu.” (Diálogo com Trifa). (Hb 9.13).

Quando o imperador romano Constantino (falecido em 337 dC) tornou o cristianismo uma religião oficialmente reconhecida, e não mais uma fé perseguida, algumas heresias surgiram e feriram outras doutrinas básicas da fé cristã. Ao combater essas heresias e reafirmar a impotência pecaminosa da natureza humana, a necessidade de salvação pela graça e a expiação eficaz oferecida por Cristo, os fiéis remanescentes defendiam os fundamentos apostólicos da doutrina da justificação somente pela fé em Cristo.

Irineu (falecido no princípio do 3º século), discípulo de Policarpo, escreveu: “...através da obediência de um homem, que primeiro nasceu da Virgem, para que muitos pudessem ser justificados e receber a salvação”.

Orígenes, o grande professor, pensador e escritor do cristianismo (falecido em 253 dC), disse o seguinte: “Pela fé, sem as obras da lei, o ladrão na cruz foi justificado; porque... o Senhor não indagou a respeito de suas obras anteriores, nem aguardava a realização de qualquer obra depois de crer; antes... Ele o tomou para Si mesmo como companheiro, justificado somente na base de sua confissão.”

Cipriano (falecido 258 dC), bispo na Igreja da África do Norte, escreveu: “Quando Abraão creu em Deus, isso lhe foi imputado para justiça, portanto, cada um que crê em Deus e vive pela fé, será considerado como uma pessoa justa”.

Basílio, bispo de Capadócia (falecido em 370 dC), deixou essas palavras: “O verdadeiro e perfeito gloriar-se em Deus é isto: quando o homem não se exalta por causa da sua própria justiça; é quando ele sabe por si mesmo que carece da verdadeira justiça e que a justificação é somente pela fé em Cristo”.

Atanásio, bispo de Alexandria (falecido em 373 dC), escreveu: “Nem por esses (isto é, esforços humanos), mas, à semelhança de Abraão, o homem é justificado pela fé”.

Ambrósio, bispo de Milão (falecido em 397 dC), famoso como grande pregador, nos deixou essas palavras: “Para o homem ímpio, para o homem que crê em Cristo, a sua fé lhe é imputada para justiça, sem as obras da lei, como também aconteceu com Abraão”.

Jerônimo, o grande tradutor da Bíblia para o latim (falecido em 420 dC), escreveu: “Quando um homem ímpio é convertido, Deus o justifica somente por meio da fé, não por causa de obras que na realidade, ele não possuía”.

Crisóstomo, talvez o maior pregador de todos os Pais eclesiásticos (falecido 407 dC), e que viveu por muitos anos em Constantinopla. Dele nós temos: “Então, o que é que Deus fez? Ele fez com que um homem Justo (Cristo) se fizesse pecado (como Paulo afirma), para que Ele pudesse justificar pecadores... quando nós somos justificados, é pela justiça de Deus, não por obras... mas pela graça, pela qual todo o pecado desaparece”. (2Co 5.21).

Agostinho, bispo de Hipona (falecido em 420 dC), disse: “A graça é algo doado; o salário é algo pago... é chamada graça porque ela é concedida gratuitamente. Você não comprou por nenhum mérito pessoal o que tem recebido. Portanto, em primeiro lugar, o pecador recebe a graça para que sejam perdoados os seus pecados... na pessoa justificada, as boas obras vêm depois; elas não precedem a graça, a fim de que a pessoa seja justificada... as boas obras que seguem a justificação manifestam o que o homem tem recebido”.

Anselmo, de Cantuária (falecido 1109 dC), um grande teólogo, e talvez mais conhecido por causa de seu estudo sobre a expiação do pecado por Cristo, escreveu: “Você acredita que não pode ser salvo, senão pela morte de Cristo?” Então, vá e,... ponha toda a sua confiança unicamente em Sua morte. Se Deus lhe disser: “Você é um pecador”, então responda: “Coloco a morte de nosso Senhor Jesus Cristo entre mim e o meu pecado”.

Bernardo de Claraval, considerado como o último dos Pais eclesiásticos (falecido em 1153 dC), deixou essas palavras: “Acaso a nossa justiça não seria apenas uma injustiça e imperfeição? Então, o que será dos nossos pecados, quando a nossa justiça não é suficiente para defender-se a si mesma? Vamos, portanto, com toda humildade, refugiar-nos na misericórdia, porque ela somente pode salvar as nossas almas... qualquer um que tenha fome e sede de justiça, que creia nAquele que “justifica o ímpio”, e assim sendo justificados somente pela fé, terá paz com Deus.

Esses testemunhos evidenciam que a doutrina da justificação somente pela fé em Cristo não foi uma invenção de Martinho Lutero. Os reformadores apenas redescobriram o que o próprio Deus nos ensina em Sua Palavra. Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé” (Hc 2.4). “Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm 1.17).

“A doutrina da justificação somente pela fé em Cristo é o teste pelo qual descobrimos se uma igreja é fiel ou infiel, sadia ou enferma”. Martinho Lutero (1483-1546).

Rev. José Oliveira Filho

*Declarado Inocente, James Buchanan, Editora PES

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