"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quarta-feira, 8 de agosto de 2018

“Deus não nos deu espírito de Covardia”

“Deus não nos deu espírito de Covardia”
“Por essa causa te desperto a lembrança para que reavives o dom de Deus, o qual está em ti pela imposição de minhas mãos. Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de sobriedade” (2Tm 1.6,7).

“Porque Deus não nos deu espírito de covardia”. Isso confirma sua afirmação anterior (vs 6), pela qual Paulo prossegue insistindo com Timóteo a apresentar evidência do poder dos dons que recebera. Ele apela para o fato de que Deus governa seus ministros pelo espírito de poder que é o oposto do espírito de covardia. Daqui se conclui que eles não devem cair na indolência, mas que devem animar-se com profunda segurança e ardorosa atividade, e que exibam com visíveis resultados o poder do Espírito. Há uma passagem em Romanos (8.15) que, à primeira vista, se assemelha muito a esta; o contexto, porém, revela que o sentido é diferente. Ali, Paulo está tratando da confiança na adoção possuída por todos os crentes; aqui, porém, sua preocupação é especificamente com os ministros, e os exorta na pessoa de Timóteo a animar-se para dinâmicos feitos de bravura; pois o Senhor não quer que exerçam seu ofício com tibieza e langor, senão que avancem com todo vigor, confiando na eficácia do Espírito. Medite estas coisas!

*Edições Paracletos, Pastorais - João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

sábado, 4 de agosto de 2018

“Fé Eficaz”

“Fé Eficaz”
Dou sempre graças ao meu Deus, fazendo menção de ti em minhas orações, ouvindo de teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e para com todos os santos; para que a comunhão de tua fé venha a ser eficaz no conhecimento de todo o bem que há em vós para com Cristo” (Fl 1.4-6).

“Para que a comunhão de tua fé venha a ser eficaz”. Esta cláusula é um tanto obscura, contudo tentarei elucidá-la de uma maneira tal que meus leitores venham a apreender a intenção de Paulo. Primeiramente devemos descobrir que o apóstolo não está dando prosseguimento ao seu enaltecimento à pessoa de Filemom, mas está explicando o que pedira para ele, ao fazer menção dele em suas orações (vs 4). Então, o que ele pediu? Que sua fé, convertendo-se em boas obras, por si só provasse ser genuína e frutífera. Ele qualifica: “a comunhão de tua fé”, visto que a fé não permanece inativa e escondida, mas se manifesta aos homens através de seus frutos. Pois ainda que a fé tenha sua residência secreta nos recessos do coração, ela se comunica com os homens através das boas obras. É como se ele quisesse dizer: “Tua fé, ao comunicar-se, pode comprovar sua eficácia em todas as coisas saudáveis”. “No conhecimento de todo o bem” significa experiência. O apóstolo deseja que a fé de Filemom se comprovasse eficaz por seus efeitos, e isso sucede quando as pessoas entre as quais vivemos conhecem nossa vida piedosa e santa. Daí ele falar de todo o bem que há em vós, porque tudo o que existe de bom em nós revela nossa fé. Medite estas coisas!

*Edições Paracletos, Pastorais - João Calvino (1509-1564).

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“Providência Divina”


“Providência Divina”
“Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre” (Fl 1.15).

Amados irmãos, caso nos iremos ante as ofensas praticadas pelos homens, nossa ira deve amenizar-se ao vermos que as coisas feitas maliciosamente foram praticadas para servir a diferentes fins segundo os desígnios divinos. Um ditoso resultado pode ser considerado como a cura para muitos males, a qual a mão divina nos oferece com o fim de dissipar as ofensas. Assim foi com José (Gn 45.5), ao considerar como a portentosa providência divina realizou quando, apesar de ser vendido como escravo, não obstante foi elevado a uma posição tal que dai pôde sustentar a seu pai e a seus irmãos, e ainda pôde esquecer a traição e crueldade de seus irmãos, dizendo-lhes que fora enviado para ali por causa deles. Semelhantemente, Paulo lembra a Filemom que não se sentisse por demais ofendido pela fuga de seu escravo, porque ela produziu algo positivo, sobre o quê não deve lastimar. Pois sendo Onésimo essencialmente um trânsfuga, mesmo que Filemom o retivesse em casa, na realidade não haveria desfrutado de sua propriedade. Sendo ele perverso e desleal, não era de nenhuma valia ao seu senhor. Onésimo fora vagante por algum tempo, para que, mudando de lugar, fosse ele mesmo mudado, convertendo-se em novo homem. O apóstolo sabiamente ameniza toda a situação, denominando a fuga de Onésimo, uma partida, e acrescentando que ela fora apenas temporária, e finalmente ele contrasta a durabilidade da utilidade com a breve duração da perda. Ele prossegue, fazendo menção de outro resultado positivo da fuga de Onésimo – ele não só foi corrigido por ela, de modo a transformar-se num escravo útil, mas ainda se converteu em irmão de seu senhor (Fl 1.16). Medite estas coisas!

*Edições Paracletos, Pastorais - João Calvino (1509-1564).

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sábado, 28 de julho de 2018

“O DÉCIMO MANDAMENTO”


“O 
DÉCIMO MANDAMENTOo

Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êx 20.17).

Teor e Aplicação do Mandamento

O propósito deste mandamento é: visto que Deus quer que a alma toda seja possuída do afeto do amor, de nossas disposições se deve alijar todo desejo contrário à caridade. Portanto, a síntese será que não se nos insinue qualquer pensamento que nos mova o espírito com uma concupiscência danosa e tendente ao detrimento de outrem. A que corresponde o preceito oposto, que tudo quanto concebemos, deliberamos, queremos, intentamos, seja isto associado com o bem e proveito do próximo. Aqui, porém, segundo parece, surge-nos grande e perplexiva dificuldade. Ora, se com verdade dissemos anteriormente que sob os termos fornicação furto se coibiam o desejo de fornicar e a intenção de prejudicar e enganar, pode parecer ter sido supérfluo que depois se nos proibisse, em separado, a cobiça dos bens alheios. No entanto, facilmente nos desatará este nó ante a distinção entre intenção cobiçaPorque, a intenção, como já falamos sobre os mandamentos anteriores, é o consenso deliberado da vontade, quando a concupiscência subjugou a mente; cobiça pode existir aquém de tal deliberação e assentimento, quando a mente é apenas espicaçada e titilada de objetos vãos e pervertidos. Portanto, da mesma forma que até aqui o Senhor ordenou que a norma da caridade presida a nossas vontades, a nossos esforços, a nossas ações, assim agora ordena sejam conduzidos à mesma norma os pensamentos de nossa mente, para que não haja nenhum pensamento corrupto e pervertido, que incite a mente em outra direção. Da mesma forma que proibiu que a mente fosse inclinada e induzida à ira, ao ódio, à fornicação, à rapina, à mentira, assim proíbe agora que ela seja sequer incitada a essas transgressões. 

João Calvino (1509-1564).

*Aula em Escola Bíblica Dominical - IPSilva Jardim/Curitiba, dia 22/07/2018.

*As Institutas de João Calvino, Vol 2. Cap.VIII.

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

“O Nono Mandamento”

O Nono Mandamento”
“Não serás testemunha falsa contra o teu próximo” (Êx 20.16).

Teor e Aplicação do Mandamento

Seu propósito: visto que Deus, que é a verdade, abomina a mentira, entre nós se deve cultivar a verdade sem dissimulação. Portanto, a suma é esta: que não prejudiquemos o nome de alguém ou com calúnias e incriminações falsas, ou mentindo façamos dano a seu patrimônio; enfim, não façamos mal a quem quer que seja, pelo desenfreamento da maledicência e da mordacidade. A esta proibição está ligada a injunção a que prestemos a cada um, até onde for viável, fiel assistência na afirmação da verdade, para que se proteja a integridade tanto de seu nome, quanto de suas coisas. É como se o Senhor quisesse expressar o sentido de seu mandamento nestas palavras: “Não darás guarida a palavra mentirosa, nem unirás tua mão para que, com o ímpio, pronuncies falso testemunho” (Êx 23.1). De igual modo: “Distanciar-te-ás da falsidade” (Êx 23.7). Em outro lugar, também, nos adverte contra a mentira não só neste aspecto, dizendo que não sejamos detratores e difamadores no meio do povo (Lv 19.16), mas nem mesmo engane alguém a seu irmão (Lv 19.11), pois acautela contra um e outro em mandamentos específicos. Com efeito, não há dúvida de que, como nos mandamentos precedentes Deus reprimiu a maldade, a impudência, a avareza, assim aqui reprime a falsidade, da qual são duas as facetas, as quais já assinalamos anteriormente. Pois, ou ofendemos a reputação do próximo pela malignidade e pela perversidade de difamar, ou, mentindo, às vezes até injuriando, o privamos dos proventos. [...] Ora, se mais precioso do que quaisquer tesouros é o bom nome (Pv 22.1), com detrimento nada menor é um homem despojado da integridade do nome do que de suas riquezas. Mas, ao pilhar-se-lhe o patrimônio, por vezes não se alcança menos pelo falso testemunho do que pela rapacidade das mãos. (João Calvino, 1509-1564).

*Aula em Escola Bíblica Dominical - IPSilva Jardim/Curitiba, no dia 22/07/2018.

*As Institutas de João Calvino, Vol 2. Cap.VIII.

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quarta-feira, 11 de julho de 2018

"O Justo e o Perverso"


"O Justo e o Perverso"

“Deus julgará o justo e o perverso” (Ec 3.17). 

É mediante a fé que aceitamos os inefáveis mistérios de Deus e temos confirmada a sua verdade; o que não significa não seja necessário pôr a serviço dessa fé os meios de investigação que temos recebido do próprio Deus. O sábio rei Salomão, escreveu: “Vi ainda debaixo do sol que no lugar do juízo reinava a maldade e no lugar da justiça, maldade ainda. Então, disse comigo: Deus julgará o justo e o perverso” (Ec 3.16,17). 

Estamos vendo diariamente uma acelerada desarmonia na natureza evidenciada por catástrofes, tragédias, e a ativa participação do ser humano neste universo de desventuras, calamidades e injustiças. Como compreender tudo isso? 

Considere a reflexão do sábio Salomão: “Disse ainda comigo: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove, e eles vejam que são em si mesmos como os animais” (Ec 3.18). Os homens sem Cristo agem como brutos sem razão, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus, atraindo para si justa punição. Entregues a uma disposição mental reprovável ficam presos às suas paixões infames (Rm 1.24,26,28). Consequentemente, o mal se alastra e as dúvidas surgem até mesmo sobre Deus: Deus é Soberano e Justo? 

Cremos que Deus é Soberano e Justo! Ele é glorificado ao aplicar livre e soberanamente a sua justiça. O Juízo Final dará respostas às suspeitas de que Deus não está se importando com este mundo. Jesus Cristo, o Justo Juiz voltará e todas as pessoas de todos os tempos estarão diante dEle para o Julgamento Final (Ap 20.11-15). Neste Dia veremos definitivamente a diferença entre o justo e o perverso. 

“Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12.14). 

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues

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sábado, 7 de julho de 2018

O Valor do Caráter

O Valor do Caráter
“Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver” (Hb 13.7).

O que faz um homem digno de ser seguido? Certamente alguns são líderes somente por título ou posição. Mas, o tipo de homem que inspira outros a segui-lo, é um homem de virtude ou caráter. Dwigth Eisenhower, ex-general e ex-presidente dos Estados Unidos, certa vez disse: “Para ser líder, um homem deve ter seguidores. E, para ter seguidores, este homem precisa obter a confiança deles. Portanto, a suprema qualidade de um líder é a integridade inquestionável. Sem isso, não há possibilidade de nenhum sucesso real... Se os companheiros acharem-no culpável de falsidade, se o acharem carente de integridade, ele falhará. Seus ensinamentos e ações precisam concordar entre si. Por conseguinte, a primeira grande necessidade de um líder é integridade e excelente determinação”. A despeito do fato de que muitos líderes procuram menosprezar a importância do caráter na “vida particular” de uma pessoa, certamente aquilo que um homem é em sua privacidade afeta profundamente sua vida pública. Se um homem prova sua integridade em cumprir obrigações básicas para com sua esposa e filhos, ele provavelmente será confiável nos outros compromissos da vida. 

Pr. John Crotts
*Pastor da Igreja Faith Bible, em Sharpsburg (Geórgia), desde 1995. Formou-se na Liberty University em 1990 e fez seminário no Master’s Seminary, em Los Angeles. Trabalhou como membro conselheiro da organização FIRE (The Fellowship of Independent Reformed Evangelicals), é o autor do livro “Homens Fortes” - Um Guia Básico Para a Liderança Familiar, publicado pela Editora Fiel.

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terça-feira, 3 de julho de 2018

Luz ou Trevas?

Luz ou Trevas?
“Ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em lugar escondido, nem debaixo do alqueire, mas no velador, a fim de que os que entram vejam a luz” (Lc 11.33).

Amados irmãos, na “Parábola da Candeia” o nosso Senhor Jesus disse que “ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo de uma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz” (Lc 8.16). A Palavra de Deus é “lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho” (Sl 119.105). Sabemos que não é suficiente ouvir e admirar a instrução bíblica. Precisamos recebê-la em nossos corações e praticá-la. Se isso não acontecer, não haverá benefício algum, pode até tornar-se algo muito perigoso. Pois, tanto a rejeição como não dar o devido valor à luz recebida serão motivos de maior rigor no Juízo Final (Mt 10.14,15;11.21,22). Os cristãos têm a responsabilidade de refletir a luz que receberam dos altos céus. Que fique conhecida a verdade que glorifica a Deus. “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.14-16). O verdadeiro cristão tem mente e coração de Cristo; ele deseja que o seu semelhante também seja salvo, não importando a raça, nação ou classe social. “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.3,4). Que o nosso testemunho seja saudável, porque ter luz e não refleti-la é, sem dúvida, um grave pecado. “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). “Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas” (Lc 11.35). Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Do Chamado Eficaz


Do Chamado Eficaz
“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30).

Amados irmãos, no chamado de Deus que se dá pela fiel pregação do Evangelho, as pessoas ouvem a mesma mensagem e, não obstante, reagem de forma muito diferente umas das outras. Alguns creem na palavra de Deus, outros não. “Muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mc 22.14). A verdade quanto ao “Chamado Eficaz” é que ele tem um santo propósito. “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). Essas são ações de Deus não aplicáveis a todos os homens. Fato esse comprovado no tempo e na eternidade. “Porquanto, aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho (Rm 8.29). Você foi chamado por Deus? Sua vida serve como comprovação do seu chamado eficaz? Você consegue afirmar: “Pela graça de Deus, sou o que sou”? (1Co 15.10). Sou “nascido de Deus” (1Jo 5.1,2). Foi o Espírito de Deus que me convenceu do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Foi Deus quem me deu vida, quando eu estava morto em meus delitos e pecados (Ef 2.1). Foi Ele quem me libertou do império das trevas e me transportou para o reino do Filho do seu amor (Cl 1.13). Você já experimentou isso? Deus nos chamou! Nesse chamado, o Espírito Santo nos fez saber que somos amados de Deus. “Que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Os que são chamados eficazmente compreendem o verdadeiro significado das palavras do Senhor Jesus: “Os sãos não precisam de médicos, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento” (Lc 5.31,32). “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3). Medite estas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Da Perseverança dos Santos

Perseverança em Santidade
“Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).

Deus dirige as ações do seu povo e assegura o seu perseverante estado de santidade de um modo perfeitamente compatível com a liberdade conquistada em Cristo Jesus.

Quando Deus nos introduz na condição de filhos pela adoção, cerca-nos de todos os meios santificadores. E se cairmos em pecado, Ele nos disciplina zelosamente e nos restaura. Este fato é provado pelas Escrituras, pela consciência e experiência de todo filho de Deus. “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.7-10). 

Deus age poderosamente nos seus filhos garantindo a vitória na luta contra o pecado. A doutrina bíblica da perseverança dos santos não ensina que o homem que uma vez creu tem segura a salvação, sejam quais forem os seus sentimentos e os seus atos subsequentes. Ela não promove o descuido e a imoralidade; muito pelo contrário, por ela somos advertidos que Deus só garante a salvação final daqueles que foram verdadeiramente unidos a Cristo pela fé, assegurando, pelo poder do Espírito Santo, a sua perseverança, perfeitamente livre, no temor do Senhor até ao fim. “Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.38-40).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Esboços de Teologia, A.A.Hodge – Editora PES

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