"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



segunda-feira, 3 de junho de 2019

Segurança Infalível de Fé

Segurança Infalível de Fé
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1Pe 1.3-5).

Os verdadeiros crentes podem, nesta vida, alcançar a certeza com respeito às suas próprias relações pessoais com Cristo, e que essa certeza não é mera persuasão conjectural e provável, fundada numa esperança falível, mas numa segurança infalível de fé. Esta segurança repousa sobre a verdade divina das promessas e ações graciosas de salvação. “Vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.13,14).

“Esta certeza não é uma mera persuasão conjectural e provável, fundada numa esperança falível, mas uma infalível segurança de fé, fundada na divina verdade das promessas de salvação, na evidência interna daquelas graças nas quais essas promessas são feitas, no testemunho do Espírito de adoção, testificando com nosso espírito de que somos filhos de Deus, sendo o Espírito o penhor de nossa herança, por meio de quem somos selados para o dia da redenção” (CFW XVIII. §2).

O cristão cuja fé é vigorosa e inteligente tem uma evidência distinta em sua própria consciência de que ele, pessoalmente, crê nas palavras do Senhor Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24). A mesma garantia é oferecida a todos os que amam a Deus, a todos quantos guardam os seus mandamentos, a todos quantos amam os irmãos, aos humildes de espírito, aos puros de coração, aos que têm fome e sede de justiça, etc. Quando essas graças são possuídas num grau tal, forte e puro, que somos cônscios de sua genuinidade, então a conclusão é imediata e irresistível, ou seja, que estamos em união com Cristo e seguros da nossa salvação. Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*Aula de EBD - IPSilva Jardim (02/06/2019).
* Esboços de Teologia, A.A.Hodge, Editora PES.
* Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

A Certeza da Graça e Salvação

A Certeza da Graça e Salvação
“O próprio Espírito testifica como o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

A certeza da graça e salvação está fundamentada, primeiro: na verdade divina das promessas de salvação; segundo: na evidência interna das graças às quais são feitas essas promessas; e terceiro: no testemunho do Espírito de adoção, testemunhando com o nosso espírito que somos filhos de Deus. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos Aba, Pai. O próprio Espírito testifica como o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.15,16).

“Ainda que os hipócritas, bem como outras pessoas não regeneradas, inutilmente se enganem com falsas esperanças e carnal presunção de serem alvos do favor divino e estado de salvação, esperança que perecerá, contudo os que creem realmente no Senhor Jesus e o amam sinceramente, envidando todo esforço por andar em toda sã consciência diante dele, podem nesta vida estar plenamente certos de que estão em estado de graça e podem regozijar-se na esperança da glória de Deus, esperança esta que jamais os envergonhará” (CFW.XVIII.I).

Pode-se distinguir essa convicção legítima daquela vã e presunçosa confiança que é uma ilusão de satanás, distinção que pode ser notada pelas seguintes provas: 1) A verdadeira segurança gera humildade, sem fingimento; a falsa segurança gera orgulho espiritual (Gl 6.14); 2) A verdadeira conduz à crescente diligência na prática da santidade; a falsa conduz à indolência e a permissividade (Sl 51.13,14); 3) A verdadeira conduz ao sincero autoexame e desejo de ser sondado e corrigido por Deus; a falsa conduz a uma disposição de se satisfazer com a aparência e de se evitar a acurada investigação (Sl 139.23,24); 4) A verdadeira conduz a perenes aspirações por mais íntima comunhão com Deus (1Jo 3.2,3). 

O Espírito Santo dá aos redimidos do Senhor, especialmente ao que se destaca por sua diligência e fidelidade a graça da iluminação espiritual, para que possua uma penetrante percepção em seu próprio caráter, para que julgue a real autenticidade de suas próprias graças, para que interprete corretamente as promessas e os caracteres aos quais se limitam nas Escrituras; de modo que, comparando o padrão externo com a experiência interna, extraia conclusões corretas e inquestionáveis. Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*Aula de EBD - IPSilva Jardim (02/06/2019).
* Esboços de Teologia, A.A.Hodge, Editora PES.
* Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge, Editora Os Puritanos.

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
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quarta-feira, 29 de maio de 2019

“Rendei Graças ao SENHOR”

“Rendei Graças ao SENHOR”
“Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre” (Sl 136.1).

Devemos louvar a Deus pelo que Ele é em Si mesmo. Deus é essencialmente bom; e não somente bom, Ele é a própria bondade. Na criatura, a bondade é uma qualidade comunicada, acrescentada; em Deus é sua essência. “Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!” (Sl 107.8). “Bom e reto é o SENHOR, por isso, aponta o caminho aos pecadores” (Sl 25.8). Disse o Senhor Jesus: “Eu sou o bom pastor... Eu sou o caminho...” (Jo 10.11 e 14.6).

Um fruto da bondade de Deus é a sua misericórdia, que é a pronta inclinação de Deus em aliviar as misérias das criaturas caídas. “Pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; pois tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia” (Sl 59.16). 

Em geral, Deus tem demostrado seu cuidado e sustém por suas ações misericordiosas e especiais os filhos dos homens, ajudando-os, apesar dos seus pecados. “Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mt 5.45). Aos eleitos e firmados em Cristo Jesus, por aliança eterna, Ele comunica sua misericórdia soberana. “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).

A misericórdia de Deus concedida aos incrédulos é exclusivamente temporal. Limita-se a presente vida. Não há misericórdia que se estenda a eles além-túmulo. Mas Deus nunca deixa de ser misericordioso. Isto constitui uma qualidade de sua essência divina, e o exercício de sua misericórdia é regulado por sua vontade soberana. “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão” (Rm 9.15). Medita estas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

*Visite a Igreja Presbiteriana da Fazendinha - Curitiba/PR.
Rua Ver Elias Karam, 150
Fone (41)3239-2123

sábado, 25 de maio de 2019

“Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos”

“Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos”
Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos; porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz” (Pv 3.1-2).

Dê atenção ao que Deus diz em sua Palavra. Ela é estímulo à vida abundante; rejeitá-la será ruína e perdição.

O que anda no conselho dos ímpios, e se detém no caminho dos pecadores, e se assenta na roda dos escarnecedores será responsabilizado diante de Deus se permanecer nesta triste e lastimável condição. Pois o SENHOR conhece o caminhos dos justos, mas o caminho do ímpio perecerá (Sl 1.1-6).

Como está a sua vida? Você está cuidando ou arruinando a sua alma? Você está marchando em direção a Pátria Celestial ou caminhando para os tormentos do inferno? O que você faz com as oportunidades que Deus te dá? Você tem expectativa de uma vida longa? O que essas indagações sugerem à sua mente?

Por sua Palavra, no poder do Espírito Santo, Deus tem dado aos seus amados a instrução, a sabedoria e a capacidade para viverem de acordo com a sua Santa Vontade. Eles não esquecem dos seus ensinos, e no coração guardam os seus mandamentos (Jr 32.40). “Teme ao SENHOR e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos” (Pv 3.7-8). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Quem é Bem-aventurado?

Icoaraci - Belém(PA), 1981

Quem é Bem-aventurado?
(Mt 5.1-16).

Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo:

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. 

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. 

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 

Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. 

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. 

Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 

Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. 

Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.

Amém!

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terça-feira, 21 de maio de 2019

Um Novo Coração

Um Novo Coração

Cria em mim, ó Deus, um coração atento e obediente à única voz que deve ser obedecida, mesmo quando há muitas outras falando ao redor, sussurrando coisas agradáveis, com “boca mais macia que a manteiga, palavras mais brandas que o azeite; contudo, são espadas desembainhadas” (Sl 55.21).

Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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quinta-feira, 16 de maio de 2019

“Nunca Jamais te Abandonarei”


“Nunca Jamais te Abandonarei”
Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hb 13.5).

O caminho de Deus para os seus filhos é de contentamento, não de insatisfação. O nosso Senhor sabe de tudo o que precisamos e jamais nos deixará desamparados. O incrédulo sente um desejo exagerado por dinheiro e posses demonstrando apego e confiança em bens materiais. O cristão verdadeiro não age assim. O seu consolo e a sua segurança estão firmados em Deus, em sua santa presença e provisão. “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio” (Hb 13.5,6).

Para uma sociedade materialista como a nossa o que mais importa é o quanto se consegue ganhar e acumular. Em contraste, o filho de Deus é desafiado a enfrentar as tentações deste mundo, a viver contente e confiante, testemunhando sua gratidão ao Deus de toda providência. Podemos afirmar, com o Pai celeste ao nosso lado temos o suficiente e não há nada o que temer. “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? [...] Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6.25,32-34).

Devemos confiar mais em nosso Bom Pastor e nos expormos menos às tentações deste mundo. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1Jo 2.15-17). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Medo de Deus

Medo de Deus
“E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi” (Gn 3.9,10).

Por que os homens têm medo de Deus? Aqueles que são filhos de Deus, o temem e achegam-se a Ele. O homem que não conhece a Deus tem receio de que Deus possa causar-lhe algum dano. Aqueles que o conhecem têm receio de ofendê-Lo. A diferença é radical: um é inimigo, o outro é filho. O primeiro medo levou o homem para longe de Deus, o outro nos mantém próximo dEle. 

Por que os homens experimentam esse tipo de temor? Leia o capítulo 3 do livro de Gênesis. Ao fim do dia o homem está escondido. Por que ele se esconde? Porventura Deus havia mudado? Não. O homem se escondeu porque havia mudado – ele havia pecado. Eis porque os homens se escondem de Deus – por causa dos seus pecados. Eles estão temerosos de Deus e o medo faz com que continuem distantes dEle. O medo nasce do pecado e, então, a consciência torna-se paralisada e a vontade inabilitada para buscá-Lo. 

Deus deu a resposta àquele medo, na Cruz do Calvário. Através daquela Cruz Deus declara que o pecado foi tomado e levado cativo para longe. Deus afirma através da Cruz que, apesar dos homens terem medo dEle, Ele os ama com um amor que nunca poderá ser anunciado ou manifestado com palavras humanas. Ele anuncia pela Cruz que, há um custo infinito, um mistério impossível de ser medido por meios humanos. Portanto, não há nada que eu possa fazer além de olhar com fé para a face de Cristo Jesus, que é Senhor e Salvador, e dizer: Ele me amou e a si mesmo se deu por mim. 

É o grande fato da expiação. É o grande amor que nos salva (Jo 3.16). Naquela Cruz os nossos pecados foram apagados, ela é a garantia da nossa reconciliação com Deus. “E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl1.21,22).

Aleluia!

George Campbell Morgan (1863-1945)

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segunda-feira, 22 de abril de 2019

A nobre declaração do Apóstolo Tomé

A nobre declaração do Apóstolo Tomé
“Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! (Jo 20.28).

Amados irmãos, a nobre exclamação proveniente dos lábios de Tomé, ao ficar convencido de que o Senhor realmente ressurgira dentre os mortos: “Senhor meu e Deus meu!”, admite apenas um significado. Era um evidente testemunho sobre a bendita divindade de nosso Senhor Jesus; uma incomparável e nítida afirmativa de que Tomé acreditava ser não apenas homem mas também Deus a Pessoa que ele havia tocado e visto naquele dia. Antes de tudo foi um testemunho que nosso Senhor recebeu, sem proibir, e uma declaração sobre a qual Ele não pronunciou qualquer palavra de censura. Quando Cornélio se prostrou diante de Pedro e quis adorá-lo, o apóstolo imediatamente recusou esta honra, “dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem” (At 20.26). Quando as pessoas de Listra quiseram oferecer sacrifícios ao apostolo Paulo e Barnabé, estes, “rasgando as vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando: Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos” (At 14.14,15). Porém, quando Tomé declarou a Jesus: “Senhor meu e Deus meu!”, não recebeu qualquer palavra de reprovação da parte de nosso Senhor, que é santo e ama a verdade. Temos dúvida de que estas coisas foram escritas para nosso ensino?

Gravemos com firmeza em nossas mentes o fato de que a divindade de Cristo é uma das grandes verdades fundamentais do cristianismo; estejamos dispostos a morrer, ao invés de renunciá-la. Visto que o Senhor Jesus é o próprio Deus, existe um propósito para a expiação, a mediação, o sacerdócio e toda a obra da redenção realizada por Ele. Estas gloriosas doutrinas seriam blasfêmias inúteis, se Cristo não fosse divino. Devemos sempre louvar a Deus porque a divindade de nosso Senhor está ensinada em toda a Escritura e permanece com evidências que não podem ser desprezadas. Acima de tudo, precisamos com toda confiança fazer nossas almas descansarem diariamente em Cristo, como Aquele que é Deus e homem perfeito. Ele é homem, por conseguinte, é capaz de comover-se por sentir nossas fraquezas. Ele é Deus; “por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se achegam a Deus” (Hb 7.25). Não tem qualquer motivo de receio o crente que, pela fé, olha para Jesus e, assim como Tomé, afirma: “Senhor meu e Deus meu”. Possuindo um Salvador como Jesus, não precisamos ter medo de começar a genuína vida cristã, pois, com Ele, prosseguiremos ousadamente.

Aleluia!

J.C.Ryle (1816-1900)

*Meditações no Evangelho de João, Editora Fiel.

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O Apóstolo Tomé e o exercício da Fé

O Apóstolo Tomé e o exercício da Fé
“E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente” (Jo 20.27).

Amados irmãos, em nenhuma outra parte dos quatro evangelhos, encontramos este aspecto do caráter de nosso Senhor Jesus tão bem ilustrado quanto ao incidente agora relatado. Não podemos imaginar uma atitude tão provocante e desagradável quanto a de Tomé, quando nem mesmo o testemunho dos dez fiéis irmãos surtiu qualquer efeito e com pertinácia ele declarou: “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei” (Jo 20.25). Porém, é difícil pensarmos em uma atitude mais compassiva e paciente do que a de nosso Senhor ao lidar com este frágil discípulo. Ele não o rejeitou, desprezou ou excomungou. Ao final da semana, Jesus aparece de novo e, em especial, para benefício de Tomé (Jo 20.26). O Senhor aborda-o de acordo com sua fragilidade, assim como um médico trata uma criança voluntariosa – “E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente” (Jo 20.27). Se nenhuma outra coisa o satisfaria, exceto a mais gritante e simples evidência física, esta lhe seria dada. Certamente esta foi uma demonstração do amor que excede todo entendimento e da paciência que ultrapassa qualquer compreensão.

Podemos ter certeza de que uma passagem como esta foi escrita para fornecer consolo a todos os verdadeiros crentes. O Espírito Santo sabia muito bem que o tipo mais comum de crente que existe neste mundo perverso são os fracos, apáticos e duvidosos. Ele cuidou de providenciar abundantes provas de que Jesus é riquíssimo em paciência e compaixão e de que suporta as fraquezas de seu povo. Esforcemo-nos para demonstrar a mesma atitude de nosso Senhor e seguir o seu exemplo. Jamais menosprezemos pessoas, considerando-as perdidas e sem a graça divina, porque o seu amor não é intenso e sua fé, inconsistente. Lembremo-nos de como Ele lidou com Tomé e sejamos compassivos e misericordiosos. Nosso Senhor tem muitos filhos deficientes em sua família, muitos soldados inexperientes em seu exército e muitas ovelhas mancas em seu rebanho. No entanto, Ele suporta todas elas e não as lança fora (Jo 6.37). Feliz é o crente que aprendeu a lidar de maneira semelhante com seus irmãos. Na igreja, existem muitos que, à semelhança de Tomé, são vagarosos no exercício da fé; mas, apesar disso, são verdadeiros servos de Cristo.

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900)

*Meditações no Evangelho de João, Editora Fiel. 

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR.
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