"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



domingo, 7 de março de 2021

“O INDIVÍDUO COMO UM TODO”


“O INDIVÍDUO COMO UM TODO”

“O coração tranquilo é a vida do corpo; a inveja, porém, apodrece os ossos” (Pv 14.30). “O coração alegre é um remédio, mas o espírito abatido adoece os ossos” (Pv 17.22).

Muito antes da medicina moderna e da psicologia, Provérbios ensinava que o bem-estar emocional estava ligado à saúde e ao bem-estar físicos. A inveja [...] apodrece os ossos, mas o coração alegre é um bom remédio. No entanto, hoje a especialização e a burocratização muitas vezes significam que o médico, o psiquiatra, o assistente social e o pastor acabam, cada um, tratando apenas de um aspecto isolado da pessoa, sem consultarem uns aos outros e sem ver o indivíduo como um todo.

O inglês Richard Baxter (1615-1691), ministro do evangelho, sabia já no século 17 que a depressão poderia estar enraizada em uma causa fisiológica, trauma emocional, culpa moral ou guerra espiritual com as forças do mal. Baxter não tinha conhecimento da ciência moderna. Ele sabia disso pelas Escrituras em geral e pelo livro de Provérbios em particular. A sabedoria santa se recusa a reduzir a depressão, por exemplo, a uma causa única. Ela não é causada simplesmente por uma substância química, ou por um problema moral, ou por algo de fundo espiritual. Todas as dimensões da nossa natureza estão geralmente envolvidas. É tolice reduzir a solução apenas a “tomar uma pílula” ou “arrepender-se”.

Você já adotou uma abordagem simplista ou reducionista demais para um problema e depois descobriu que ele era muito mais complexo – físico, emocional e espiritual ao mesmo tempo?

“Bendito Deus, tenho falhado por buscar soluções rápidas para os problemas. Bem sei que o mundo que criaste tem muito mais dimensões do que consigo conceber. Ajuda-me a ser paciente, a pedir muitos conselhos e a depender de ti para encontrar soluções para os meus problemas”.

Amém!

Pr. Timothy Keller

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.

Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

“E QUANDO ORAREM...”

 

“E QUANDO ORAREM...”

“E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos” (Mt. 6.7).

Os cristãos veem a oração não como um trabalho maçante, mas como uma agradável responsabilidade. Eles oram com fé porque sabem que Deus prometeu ouvi-los. Suas orações nascem no fundo dos seus corações e, com gemidos e suspiros, revelam suas aflições e necessidades. Como o apóstolo Paulo escreveu, “o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26). O Espírito sabe que Deus está ouvindo e que, portanto, divagações excessivas são dispensáveis.

Elias, Eliseu, Davi e outros do Antigo Testamento usaram poucas palavras quando oraram, indo direto ao ponto. Os pais, na igreja antiga, disseram bem: “Nada se conseguirá com orações longas”. De fato, os pais da igreja recomendavam expressões curtas e sussurradas de tristeza, com orações de apenas uma palavra ou duas. Esse tipo de oração pode ser feita em qualquer momento ou circunstância.

Contudo, quem considera a oração incômoda e trabalhosa, nunca vai encontrar qualquer satisfação em sua vida de oração. Sua única fonte de prazer será sua divagação contínua. O seu coração não estará na oração se você tentar orar sem fé e sem sentir necessidade. Quando isso acontece e você ainda se sente obrigado a orar, sua oração se torna entediante. É como o trabalho mesmo: quando um serviço é feito relutantemente, ele se torna fatigante. No entanto, se o seu coração estiver no seu trabalho, você nem mesmo percebe a dificuldade da sua tarefa. Da mesma forma, quem ora com entusiasmo não percebe as dificuldades envolvidas. Deus não quer orações longas e cansativas. Ele quer orações sinceras que fluem de um coração fiel.

Martinho Lutero (1483-1546).

* Somente a Fé, Editora Ultimato.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

“NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ”


“NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ”

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1).

Todo aquele que crê em Cristo Jesus foi real e efetivamente limpo de toda culpa; foi retirado de uma prisão. Não está mais em grilhões, como um escravo; agora está livre da escravidão da lei; foi liberto do pecado, podendo andar livremente.

Você crê em Jesus Cristo? Então, você ganhou o direito de aproximar-se do trono da graça. Nenhuma chama de vingança existe para punir você; nenhuma espada inflamada; a justiça não pode ferir o inocente. Suas deficiências foram levadas embora; você, que um dia foi incapaz de ver a face do Pai, pode vê-la agora. Você não podia falar com Deus: porém, confiadamente, em nome de Jesus Cristo, ganhou livre acesso (Hb 4.16).

Antes havia sobre você medo do inferno; agora não o teme mais, pois não pode haver punição para quem foi declarado justo. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). E mais do que tudo, os privilégios que poderia ter desfrutado se jamais tivesse pecado, são seus agora que é justificado. Todas as bênçãos que teria tido se houvesse guardado a lei e muito mais, são suas agora, porque Cristo Jesus as conquistou para você (Ef 1.18).

Todo o amor e toda a aceitação que a obediência perfeita teria obtido de Deus, pertencem a você, porque Cristo Jesus foi perfeitamente obediente como seu representante e imputou todos os Seus méritos em sua conta, de modo que você pudesse ser abundantemente rico por meio dele, que por sua causa, se fez excessivamente pobre (2Co 8.9).

“Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.33,34).

Aleluia!

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892).

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

"A Perseverança dos Salvos" - Pr. José Rodrigues

“Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).


*Visite a Igreja Presbiteriana Filadélfia.

Tr. Ney Azevedo, 155 - Novo Mundo, Curitiba/PR.

(41)3014-4490


“FÉ E OBRAS”

 

“FÉ E OBRAS”

“Pela misericórdia e pela verdade se faz expiação pelo pecado, e pelo temor do SENHOR os homens se desviam do mal” (Pv 16.6).

A expiação dos nossos pecados vem não por causa da nossa misericórdia e verdade, mas pela misericórdia e verdade de Deus. No entanto, é pelo temor do SENHOR que os homens se desviam do mal. A Reforma Protestante resumiu o ensino bíblico sobre a salvação negando que a fé em Cristo mais o afastamento do mal nos fizesse merecer a salvação. Mas também negou que a verdadeira fé pudesse trazer uma salvação que não provocasse o afastamento do mal.

Os Reformadores sustentaram que somos salvos mediante a fé somente, mas não por uma fé que permanece só. Ou seja, somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé em Cristo, independentemente de qualquer bondade encontrada em nós (Ef 2.8,9). Mas a fé genuína sempre resultará em mudança de vida. “A fé nunca deve ser inútil, surda, morta ou decadente. Antes, deve ser uma árvore viva e cheia de frutos. Essa é a diferença entre a fé genuína e a fé falsa. Se existe a fé verdadeira, ela se mostrará na vida da pessoa”, disse Martinho Lutero (1483-1546).

“A fé, assim recebendo e assim repousando em Cristo e sua justiça, é o único instrumento da justificação; ela, contudo, não está sozinha na pessoa justificada, mas é sempre acompanhada de todas as demais graças salvíficas; não é uma fé morta, mas que age através do amor” (CFW - cap. XI, seção II).

Você conhece a misericórdia e a verdade de Deus? Você teme ao SENHOR? Você tem se desviado do mal? A sua profissão de fé produziu verdadeira mudança em sua vida? As pessoas mais próximas a você diriam que você é uma pessoa mansa, humilde, amorosa e bondosa?

“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29).

Pr. Timothy Keller

*Devocionais em Provérbios, Edições Vida Nova.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

“DESCANSANDO NO SENHOR”

 

“DESCANSANDO NO SENHOR”

“O temor do SENHOR conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o atingirá” (Pv 19.23).

Aquele que teme a Deus descobre que Ele satisfaz. A segunda parte do versículo literalmente diz que ele “passa a noite” satisfeito, denotando que Deus é como um refúgio para aquele atingido por uma tempestade.

Como é possível viver sem ser tocado pelos problemas? A passagem acima não garante que não teremos problemas; diz apenas que eles não vão abalar nosso contentamento. Os problemas podem nos tirar qualquer coisa, exceto Deus. Portanto, se Deus é para nós uma segurança mais profunda e uma esperança mais poderosa do que qualquer outra coisa no mundo, não tememos os problemas. Confiar em Deus no momento de aflição é uma habilidade espiritual que só pode ser aprendida na adversidade. As dificuldades tiram de nós o conforto terreno e, portanto, por meio da oração e da reflexão na Palavra, somos levados para mais perto de Deus, para obter suas consolações únicas. O processo é longo e muitas vezes doloroso, mas o fruto é um equilíbrio espiritual que nenhum problema pode tirar de nós. O Senhor Jesus promete isso a todos os seus discípulos (Mt 11.28-30).

Pense na última vez que você passou por um período muito difícil. Essa experiência fortaleceu ou enfraqueceu sua intimidade com Deus? Você agora está mais preparado para enfrentar os problemas?

Oh, Deus! Eu sei que o coração do homem vive inquieto até encontrar descanso em ti. Confesso sinceramente que, embora saiba disso e creia em ti, sinto-me muitas vezes insatisfeito. Que os teus atributos – amor, paciência, poder, justiça, misericórdia – não sejam abstrações, mas consolações para mim. Pelo teu Espírito, torna-te real para o meu coração. Rogo-te em nome de Jesus. Amém!

Pr. Timothy Keller

*Devocionais em Provérbios, Edições Vida Nova.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

“LOUVADO SEJA DEUS”


“LOUVADO SEJA DEUS”

E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo” (1Jo 4.14).

É um doce pensamento saber que Cristo Jesus não veio sem a permissão, autoridade, consentimento e assistência de Deus Pai. O nosso Senhor foi enviado do Pai como o Salvador do mundo (1Jo 4.14; Jo 3.16).

Somos propensos a esquecer que, embora haja distinções entre as pessoas da Trindade, não há distinções de honra. Frequentemente atribuímos a honra de nossa salvação ou, pelo menos, a profundidade de sua benevolência, mais a Jesus Cristo do que ao Pai. Esse é um erro muito grande. Se Jesus veio? Não foi seu Pai quem o enviou? Se Ele falou maravilhosamente, não foi seu Pai que derramou graça em seus lábios para que pudesse ser um ministro capaz da nova aliança? “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.18,19; Is 61.2,2)

Aquele que conhece o Pai, o Filho e o Espírito Santo como deve, nunca coloca um antes do outro em seu amor; ele os vê em Belém, no Getsêmani e no Calvário, todos igualmente envolvidos na obra da salvação.

Você colocou sua confiança em Cristo Jesus? Porventura colocou sua dependência unicamente nele? E você está unido a Ele? Então creia que é unido ao Deus do céu. Como o Homem Cristo Jesus é seu irmão e com você mantém uma comunhão íntima, então está ligado ao Deus Eterno,.Ele é seu Pai e amigo.

Você alguma vez já considerou a profundidade do amor no coração de Deus, quando preparou seu Filho para o grande empreendimento da misericórdia? Se não, que essa seja a sua meditação constante. O Pai o enviou! Contemple esse assunto. Pense como Jesus opera as vontades do Pai. Nas feridas do Salvador morrendo, veja o amor do grande Eu Sou. Deixe que cada pensamento sobre Jesus esteja também ligado com o Eterno, sempre “bendito Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 1.3).

Aleluia!

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892).

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

“SENHOR, JUSTIÇA NOSSA”


“SENHOR, JUSTIÇA NOSSA”

“Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23.6).

Sempre dará ao cristão a maior calma, tranquilidade, conforto e paz, pensar na justiça perfeita de Cristo. Quantas vezes os santos de Deus estão abatidos e tristes! Não acho que deveriam ficar. Não acho que ficariam se pudessem constantemente contemplar sua perfeição em Cristo.

Há alguns que estão sempre falando sobre corrupção, depravação do coração e maldade inata da alma. Isso é verdade, mas por que não ir um pouco além, e lembrar-se de que nós somos “perfeitos em Cristo Jesus”? Não é de espantar que aqueles que estão vivendo de sua própria corrupção devam sustentar olhares tão abatidos; mas certamente se nos lembrarmos que “Cristo se tornou para nós justiça”, teremos bom ânimo. Apesar das angústias que me afligem, apesar dos ataques de Satanás e embora possa haver muitas coisas a serem vivenciadas antes de eu chegar ao céu, todas essas coisas são feitas para mim e estão incluídas na aliança da divina graça; não há nenhuma falta de provisão em meu Senhor, Cristo fez tudo. Na cruz Ele disse: “Está consumado!”, e se está consumado, então estou completo nele, e posso me regozijar com alegria indescritível e cheia de glória. “Não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (Fp 3.9).

Quando o cristão diz: “Vivo só em Cristo; descanso nele apenas pela salvação, e creio que, apesar de não merecer, ainda sou salvo em Jesus”, então esse pensamento se eleva como motivo de gratidão: “Não deverei viver para Cristo? Não deverei amá-lo e servi-lo, vendo que sou salvo por seus méritos?” “O amor de Cristo nos constrange [...] para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Co 5.14,15).

“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).

Aleluia!

C.H.Spurgeon (1834-1892).

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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

“Olhei, e eis o Cordeiro!”


“Olhei, e eis o Cordeiro!”

“Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião...” (Ap 14.1).

O apóstolo João teve o privilégio de olhar dos portões do céu e, ao descrever o que viu, começou dizendo: “Olhei, e eis o Cordeiro!” Isso nos ensina que o objeto principal de contemplação no estado celeste é “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Nada atraiu tanto a atenção do apóstolo que a pessoa daquele Ser Divino, que nos redimiu com o Seu sangue. Ele é o tema dos cânticos de todos os espíritos glorificados e dos santos anjos.

“Os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Ap 4.10,11).

“Depois destas coisas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus, porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos” [...] “Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha sentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia!” (Ap 19.1-4).

Cristão, eis a sua alegria; você olhou e viu o Cordeiro. Por entre as suas lágrimas, seus olhos viram o Cordeiro de Deus tirando os seus pecados. Regozije-se então. Mais um pouco, quando seus olhos estiverem enxutos de toda lágrima, verá o mesmo Cordeiro exaltado em Seu trono. Essa é a alegria de seu coração ao manter comunhão diária com o Senhor Jesus; você terá a mesma alegria num grau mais elevado no céu, pois desfrutará da visão constante de Sua presença; você irá morar com Ele para sempre.

Aleluia!

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892).

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

“Poderoso para Salvar”


“Poderoso para Salvar”

Quem é este que vem de Edom, de Bozra, com vestes de vivas cores, que é glorioso em sua vestidura, que marcha na plenitude da sua força? Sou eu que falo em justiça, poderoso para salvar” (Is 63.1).

Entendemos as palavras “para salvar” como toda a grande obra da salvação, desde o primeiro desejo santo até a santificação completa. Na verdade, aqui está toda a misericórdia em palavras. Cristo não apenas é “poderoso para salvar” aqueles que se arrependem, mas também é capaz de fazer os homens se arrependerem. Ele levará os que creem para o céu; mas Ele é, além disso, poderoso para dar um novo coração aos homens, e operar a fé neles. Ele é poderoso para fazer o homem que detesta a santidade, amá-la, e compelir aquele que despreza o Seu nome, a ajoelhar-se diante dEle. Não, esse não é todo o sentido, pois o poder divino é igualmente visto no após. A vida do cristão é uma série de milagres feitos pelo “Poderoso Deus”. Ele é poderoso para manter Seu povo santo e preservá-lo em Seu temor e amor até consumar sua existência espiritual no céu. O poder de Cristo não está em converter um cristão e, então, deixá-lo para que se transforme sozinho; mas aquele que começa a boa obra, a leva adiante; Ele que sopra o fôlego de vida numa alma morta, prolonga a existência divina e a fortalece até que rompa todo e qualquer vínculo com o pecado, e a alma deixa a Terra, aperfeiçoada em glória.

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2.1,2).

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).

Cristão, isso é encorajamento. Você está orando por algum amado? Ah, não desista de suas orações, pois Cristo é “poderoso para salvar”.

Amém! 

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892).

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