"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

"A DIVINDADE DE JESUS" (Jo 1:1-5).

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela" (João 1:1-5). Amém!


Deus nos abençoe!

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segunda-feira, 22 de novembro de 2021

“A BÊNÇÃO APOSTÓLICA”

 

“A BÊNÇÃO APOSTÓLICA”

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co 13.13).

O apóstolo Paulo termina a epístola com uma oração constituída de três partes, nas quais está encerrado o todo de nossa salvação. Paulo deseja aos irmãos, antes de tudo, a graça de Cristo, em segundo lugar, o amor de Deus, em terceiro, a comunhão do Espírito. O termo “graça”, aqui, significa a bênção total da redenção. A ordem apresentada pode parecer invertida, visto que o amor exerce a prioridade. Nem sempre há na Escritura uma preocupação quanto à exatidão no arranjo dos termos, mas pode-se também dizer que a ordem, aqui, concorda com a forma doutrinal exposta na Escritura, segundo a qual nós, quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados pela morte de seu Filho (Rm 5.1), embora a Escritura geralmente fale disto de duas formas diferentes. Às vezes ela fala na forma já citada, que havia inimizade entre nós e Deus, até que fôssemos reconciliados por meio de Cristo. Por outro lado, lemos em João 3.16 que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito”. Estas duas declarações parecem contradizer uma à outra, porém é fácil reconciliá-las, pois na segunda, vemos pelo prisma de Deus, e na primeira vemos pelo nosso próprio ponto de vista. Porque Deus, no tocante a ele mesmo, nos amou desde antes da fundação do mundo e nos redimiu tão-somente porque nos amou; porém nós, quando olhamos para nós mesmos, nada vemos senão pecado a provocar a ira divina, e não podemos apropriar-nos do amor de Deus sem um Mediador. Portanto, no tocante a nós, a graça de Cristo é o princípio do amor de Deus. Examinando a questão na primeira forma, Paulo não estaria certo pondo a graça de Cristo antes do amor de Deus, porque não se pode pôr o efeito antes da causa; porém, do segundo ponto de vista, é correto começar com a graça de Deus por meio da qual Ele nos adotou como seus filhos, e honrou com seu amor àqueles a quem outrora mantinha sob a ira e abominação em razão do pecado.

A comunhão do Espírito é adicionada porque é somente sob a direção do Espírito que tomamos posse de Cristo e de todos os seus benefícios. Paulo parece também estar fazendo alusão à variedade dos dons do Espírito que ele menciona em outras partes, visto que Deus não concede o Espírito a alguém como um indivíduo isolado, senão que o distribui a cada um segundo a medida da graça, para que os membros da igreja compartilhem seus dons uns com os outros e assim nutram sua unidade.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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domingo, 14 de novembro de 2021

“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO 4

 

“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO 4

“Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 22.11-13).

A parábola das bodas, em sua aplicação primária, inquestionavelmente aponta para os judeus. Porém, não podemos limitá-la somente a eles; ela é para todos quantos o evangelho é pregado. “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” (Mt 13.9).

Lição 4 – Todos quantos professam falsamente a religião cristã serão detectados, desmascarados e condenados eternamente, no último dia. O Senhor Jesus nos conta que, quando finalmente chegaram os convidados para as bodas, o rei entrou para ver os que estavam às mesas, e “notou ali um homem que não trazia veste nupcial”. O rei perguntou ao homem como este havia entrado vestido impropriamente, mas não obteve qualquer resposta. Então, ordenou o rei a seus servos: “Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o para fora, nas trevas”.

Nesta parábola, um único expulso representa todos os demais que serão lançados para fora, nas trevas. É impossível lermos os corações dos homens. Enganadores e hipócritas nunca serão totalmente excluídos do meio dos verdadeiros cristãos. Desde que uma pessoa professe obediência ao evangelho e viva uma vida externamente correta, não ousamos afirmar categoricamente que tal pessoa não esteja justificada por Cristo. Entretanto, não haverá qualquer dúvida, no dia do juízo. O olho infalível de Deus irá discernir quem é do seu povo e quem não é. Coisa alguma, senão a fé verdadeira, será capaz de subsistir ao fogo do julgamento. Todo e qualquer cristianismo espúrio será pesado na balança e achado em falta. Somente os verdadeiros crentes participarão da ceia das bodas do Cordeiro.

O Rei entrará em breve para ver os convidados. Você já recebeu a veste nupcial? Você está revestido de Cristo? Essa é a grande indagação levantada por esta parábola. Que estas palavras sondem o nosso coração: “Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 22.12,13).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO 3

 

“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO 3

“Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio” (Mt 22.4,5).

A parábola das bodas, em sua aplicação primária, inquestionavelmente aponta para os judeus. Porém, não podemos limitá-la somente a eles, pois contêm lições que perscrutam o coração, ela é para todos quantos o evangelho é pregado. É um quadro espiritual que ainda hoje fala conosco, se é que temos ouvidos para ouvir. “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” (Mt 13.9).

Lição 3 – A salvação apresentada no evangelho é rejeitada por muitos daqueles a quem ela é oferecida. O Senhor Jesus nos conta que os convidados, chamados pelos servos do rei, “não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio”.

Há milhares de ouvintes do evangelho que em nada se beneficiam dele. Eles ouvem a pregação diversas vezes, mas não creem para a salvação de sua alma. Eles não sentem qualquer necessidade especial do evangelho. Talvez não cheguem a odiar, nem a se opor, nem façam oposição ao evangelho. Porém, não o recebem no coração. Há outras coisas de que eles gostam muito mais. Seu dinheiro, seus negócios e seus prazeres são todos assuntos muito mais interessantes do que a salvação da alma. Esse é um estado mental deplorável, porém terrivelmente comum. Que nós examinemos o nosso próprio coração e tomemos cuidado de que este não seja também o nosso caso. O pecado notório pode matar os seus milhares, mas a indiferença e a negligência ao evangelho matam os seus dez milhares. Multidões se verão no inferno, não tanto porque desobedeceram abertamente aos dez mandamentos, mas porque fizeram pouco caso da verdade e bondade de Deus.

“Tudo está pronto. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio” (Mt 22.5).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO 2


“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO 2

“Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio” (Mt 22.4,5).

A parábola das bodas, em sua aplicação primária, inquestionavelmente aponta para os judeus. Porém, não podemos limitá-la somente a eles, pois contêm lições que perscrutam o coração, ela é para todos quantos o evangelho é pregado. É um quadro espiritual que ainda hoje fala conosco, se é que temos ouvidos para ouvir. “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” (Mt 13.9).

Lição 2 – Os convites do evangelho são amplos, plenos, generosos e ilimitados. O Senhor Jesus nos conta que os servos disseram aos convidados: “Tudo está pronto; vinde para as bodas”.

Da parte de Deus não há nada faltando para a salvação da alma dos pecadores. Ninguém jamais poderá dizer, no fim, que foi por culpa de Deus que não se salvou. O Pai está pronto para amar e acolher. O Filho está pronto para perdoar e limpar de toda a culpa. O Espírito está pronto para santificar e renovar. Os anjos estão prontos para se regozijarem ante cada pecador que retorna ao caminho reto. A graça está pronta para assisti-lo. A Bíblia está pronta para instruí-lo. O céu está pronto para ser o seu lar eterno. Deus sempre será achado inocente do sangue de todas as almas perdidas. O evangelho sempre fala dos pecadores como seres responsáveis e que terão de prestar contas a Deus. O evangelho coloca uma porta aberta diante de toda a humanidade. Ninguém será excluído desse convite universal. Embora poucos são os que entram pela porta estreita, todos são igualmente convidados a entrar por ela.

“Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio” (Mt 22.5).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO I


“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO 1

“De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes: O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir. Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas” (Mt 22.1-4).

A parábola das bodas relatada no evangelho de Mateus 22.1-14, tem um significado muito amplo. Em sua aplicação primária, inquestionavelmente aponta para os judeus. Porém, não podemos limitá-la somente a eles, pois contêm lições que perscrutam o coração, ela é para todos quantos o evangelho é pregado. É um quadro espiritual que ainda hoje fala conosco, se é que temos ouvidos para ouvir. “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” (Mt 13.9).

Lição 1 – A salvação anunciada no evangelho é comparada a uma festa de casamento. O Senhor Jesus nos fala de “um rei que celebrou as bodas de seu filho”.

Existe no evangelho uma provisão completa para todas as necessidades da alma humana. Há um suprimento de tudo quanto se requer para aliviar a fome e sede espiritual. Perdão, paz com Deus, uma viva esperança neste mundo, glória no mundo vindouro, são bênçãos retratadas diante dos nossos olhos em rica abundância. Trata-se de um banquete espiritual. Toda esta provisão é devida ao amor manifestado pelo Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor. Ele deseja nos unir a si mesmo, restaurar-nos à família de Deus como filhos queridos, vestir-nos com a sua própria justiça, dar-nos uma posição em seu reinado e nos apresentar inculpáveis perante o trono gracioso de seu Pai, no último dia. O evangelho é uma oferta de pão para o faminto, de alegria para o triste, de um lar para o desprezado, de um amigo para o perdido. Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido” (Mt 18.11).

“Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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sábado, 6 de novembro de 2021

“UMA LIÇÃO DE HUMILDADE”


“UMA LIÇÃO DE HUMILDADE”

“Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz?” (Jo 13.12).

Temos nesta narrativa do apóstolo João, em seu evangelho, uma lição prática transmitida pelo Senhor Jesus. Ele afirmou: Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.14,15).

Considere que a humildade é um dos aspectos desta lição. Se o unigênito Filho de Deus, o Rei dos reis, pensou que não seria indigno para Ele realizar o humilde serviço de escravo, não existe coisa alguma que seus discípulos possam reputar menos importante ou digna para eles fazerem. Nenhum pecado é tão ofensivo e prejudicial à alma quanto o orgulho. Nenhuma virtude é tão recomendada, por exemplo e preceito, como a humildade. "No trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça” (1Pe 5.5).

Seria muito bom se a igreja recordasse mais esta verdade e a humildade não fosse tão escassa entre seus membros. Talvez não exista pessoa tão desagradável aos olhos de Deus quanto a que professa o cristianismo e, ao mesmo tempo, pensa de maneira elevada a respeito de si mesma, demonstrando auto-exaltação, contentamento consigo mesma e orgulho. Infelizmente esse tipo de pessoa é muito comum na igreja contemporânea. No entanto, as palavras que João registrou jamais foram revogadas; pelo contrário elas se tornarão uma testemunha contra muitos no último dia, a menos que se arrependam.

"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz" (Fp 2.5-8).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

“ESSE VIRÁ A MIM”


“ESSE VIRÁ A MIM”

“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim” (Jo 6.37).

A declaração, “todo aquele que o Pai me dá”, envolve a doutrina da eleição: há alguns que o Pai deu a Cristo. Envolve a doutrina do chamado eficaz: estes que são dados devem vir e virão; por mais que se coloquem resolutamente contra isso, serão trazidos das trevas para a maravilhosa luz de Deus. Ensina-nos a indispensável necessidade da fé, pois mesmo esses que são dados a Cristo não serão salvos a não ser que venham a Jesus. Até mesmo estes precisam vir, pois não há outro caminho para o céu além de Cristo Jesus. Todos que o Pai dá a nosso Redentor devem vir a ele, portanto ninguém pode ir ao céu se não for a Cristo.

Ó! O poder e a majestade presentes na palavra “virá”. Ele não diz que eles têm poder para vir, nem que virão se quiserem, mas que eles “virão”.

O Senhor Jesus, por Seus mensageiros, Sua palavra e Seu Espírito, compele de modo gracioso homens a virem, e, então, desfrutar da Ceia de Suas bodas; e isto Ele faz sem violar a vontade humana, mas pelo poder de Sua graça. Nós podemos exercitar poder sobre a vontade de outro homem e ainda assim a vontade deste outro homem permanecer perfeitamente livre, porque o refreamento é exercido de modo harmonioso com as leis da mente humana. Jesus Cristo sabe, com argumentos irresistíveis dirigidos ao entendimento, por fundamentos poderosos que invocam as emoções, e por misteriosa influência do Seu Santo Espírito operando em todos os poderes e paixões da alma, conquistar o homem como um todo, de modo que, antes sendo rebelde, agora rende-se alegremente a Seu governo, vencido pelo amor soberano. Mas como serão conhecidos estes a quem Deus escolheu? Por este resultado: que eles, deliberada e alegremente venham a Cristo com fé simples e genuína, descansando nEle que é toda a sua salvação e tudo o que desejam. Você veio a Jesus?

“Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim” (Jo 6.44,45).

Deus nos abençoe!

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892).

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segunda-feira, 1 de novembro de 2021

"AJUSTE DE CONTAS"

“Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles” (Mt 25.19).


Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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sexta-feira, 29 de outubro de 2021

“BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES DE ESPÍRITO”

“BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES DE ESPÍRITO”

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3).

* Introdução

Temos neste capítulo cinco do evangelho de Mateus, o início do que usualmente chamamos de “Sermão do Monte”. Cada palavra dita pelo nosso Senhor Jesus deve ser, por todos nós, reputada como preciosa. É a pregação do nosso supremo Pastor e Mestre.

Neste sermão podemos perceber que o nosso “Bom Pastor” é o tipo de pessoa que devemos ser. Aqui temos o modelo de caráter aprovado por Deus, e este deve ser nosso alvo. Se pretedemos saber qual a conduta e os hábitos mentais que devemos cultivar como cristãos, meditemos com frequência no “Sermão do Monte”. Nele estão as características daqueles que o nosso Senhor Jesus chamou de “Bem-aventurados”.

1 – Considere a primeira dessas características.

O nosso Senhor disse: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Esta é sem dúvida uma referência aos modestos quanto ao seu autoconceito. O nosso Senhor apontava para os que estão profundamente convictos da sua condição de pecadores. São os “pobres de espírito”, os carentes, os necessitados, os dependentes do Salvador. São aqueles que entenderam a advertência do profeta Isaías 5.21, “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito”.

2 – Dê atenção aos textos bíblicos que revelam a importância da “humildade de espírito”.

1. “O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra” (Pv 15.33).

2 “Melhor é ser humilde de espírito com os humildes do que repartir o despojo com os soberbos” (Pv 16.19).

3. “Antes da ruína, gaba-se o coração do homem, e diante da honra vai a humildade” (Pv 18.12).

4. “A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra” (Pv 29.23).

5. “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Mq 6.8).

6. “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4.1-3).

7. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Fp 2.3).

8. “... no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça” (1Pe 5.5).

3 – Medite na pastoral “O Pastor Aprovado” – Richard Baxter (1615-1691).

A necessidade de humilhar-nos a nós mesmos constitui o âmago do evangelho. A obra da graça só é iniciada e sustentada pelo exercício da humildade. É parte essencial da nova criatura. É contradição ser nascido de Deus, nascido do Espírito, ser um verdadeiro cristão e não ser “humilde de espírito”.

Todo aquele que pretende ser discípulo de Cristo, deve vir a Ele para aprender. E a primeira lição é esta: “Seja humilde de espírito”.

Quantos preceitos e quantos exemplos admiráveis o nosso Mestre nos deu com este propósito. Podemos imaginar outra coisa que não seja a humildade quando o vemos deliberadamente lavando os pés dos seus discípulos? (Jo 13.12-17).

Do que nos orgulhamos? Dos nossos corpos? Não são eles como os dos animais que voltam ao pó da terra?

Orgulhamo-nos das nossas graças ou bênçãos recebidas? Ora, quanto mais nos orgulhamos delas, menos orgulhosos devemos ser.

Orgulhamo-nos da nossa cultura, do nosso conhecimento?  Nós devemos compreender que, se temos algum conhecimento, deveria humilhar-nos o fato de sabermos tão pouco. E, se sabemos mais que outros, certamente temos maiores motivos para sermos mais humildes do que eles.

* Conclusão

Como líderes a nossa real ocupação deve consistir em ensinar ao nosso povo a lição da “humildade de espirito”; em mostrar como não nos fica bem orgulhar-nos de nós mesmos. Portanto, devemos estudar a humildade e ensiná-la, bem como possuí-la e praticá-la.

Um bom exemplo de humildade que podemos encontrar nas Escrituras está em José do Egito (Gn 37-50). A forma como ele tratou dos irmãos que agiram maldosamente contra ele; a consciência que ele teve das ações soberanas de Deus cuidando de tudo; e, que os dons que ele possuía eram dádivas do Senhor.

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.5-8).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
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