"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



terça-feira, 11 de outubro de 2022

OS PAIS ECLESIÁSTICOS E A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ


OS PAIS ECLESIÁSTICOS E A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).

A doutrina da justificação somente pela fé em Cristo pode ser encontrada em alguns dos escritos do primeiro período da história da Igreja. Entendemos que esses registros deixados pelos chamados "Pais Eclesiásticos" não foram inspirados. Contudo, eles nos oferecem o correto ensino transmitido à Igreja pelos santos Apóstolos.

Clemente de Roma (talvez o mesmo mencionado em Filipenses 4.3), em sua carta aos Coríntios, diz: “Nós também, sendo chamados mediante a sua vontade em Cristo, não somos justificados por nós mesmos, nem por nossa própria sabedoria, ou entendimento, ou piedade, ou obras que temos feito com pureza de coração, porém pela fé...”.

Policarpo (falecido em 155 dC), um discípulo de João, escreveu: “Eu sei que mediante a graça você é salvo, não por obras, mas sim, pela vontade de Deus em Jesus Cristo.” (Epístola aos Filipenses).

Justino Mártir (falecido em 165 dC), escreveu: “Não mais pelo sangue de bodes e de carneiros, nem pelas cinzas de uma novilha... são os pecados purificados, e sim, pela fé, mediante o sangue de Cristo e de Sua morte, que por essa razão morreu.” (Diálogo com Trifa). (Hb 9.13).

Irineu (falecido no princípio do 3º século), discípulo de Policarpo, escreveu: “... através da obediência de um homem, que primeiro nasceu da Virgem, para que muitos pudessem ser justificados e receber a salvação”.

Orígenes, o grande professor, pensador e escritor do cristianismo (falecido em 253 dC), disse o seguinte: “Pela fé, sem as obras da lei, o ladrão na cruz foi justificado; porque... o Senhor não indagou a respeito de suas obras anteriores, nem aguardava a realização de qualquer obra depois de crer; antes... Ele o tomou para si mesmo como companheiro, justificado somente na base de sua confissão.”

Cipriano (falecido 258 dC), bispo na Igreja da África do Norte, escreveu: “Quando Abraão creu em Deus, isso lhe foi imputado para justiça, portanto, cada um que crê em Deus e vive pela fé, será considerado como uma pessoa justa”.

Quando o imperador romano Constantino (falecido em 337 dC) tornou o cristianismo uma religião oficialmente reconhecida, e não mais uma fé perseguida, algumas heresias surgiram e feriram outras doutrinas básicas da fé cristã. Ao combater essas heresias e reafirmar a impotência pecaminosa da natureza humana, a necessidade de salvação pela graça e a expiação eficaz oferecida por Cristo, os fiéis remanescentes defendiam os fundamentos apostólicos da doutrina da justificação somente pela fé em Cristo.

Basílio, bispo de Capadócia (falecido em 370 dC), deixou essas palavras: “O verdadeiro e perfeito gloriar-se em Deus é isto: quando o homem não se exalta por causa da sua própria justiça; é quando ele sabe por si mesmo que carece da verdadeira justiça e que a justificação é somente pela fé em Cristo”.

Atanásio, bispo de Alexandria (falecido em 373 dC), escreveu: “Nem por esses (isto é, esforços humanos), mas, à semelhança de Abraão, o homem é justificado pela fé”.

Ambrósio, bispo de Milão (falecido em 397 dC), famoso como grande pregador, nos deixou essas palavras: “Para o homem ímpio, para o homem que crê em Cristo, a sua fé lhe é imputada para justiça, sem as obras da lei, como também aconteceu com Abraão”.

Jerônimo, o grande tradutor da Bíblia para o latim (falecido em 420 dC), escreveu: “Quando um homem ímpio é convertido, Deus o justifica somente por meio da fé, não por causa de obras que na realidade, ele não possuía”.

João Crisóstomo, talvez o maior pregador de todos os “pais eclesiásticos (falecido 407 dC), e que viveu por muitos anos em Constantinopla. Dele nós temos: “Então, o que é que Deus fez? Ele fez com que um homem Justo (Cristo) se fizesse pecado (como Paulo afirma), para que Ele pudesse justificar pecadores... quando nós somos justificados, é pela justiça de Deus, não por obras... mas pela graça, pela qual todo o pecado desaparece” (2Co 5.21).

Agostinho, bispo de Hipona (falecido em 420 dC), disse: “A graça é algo doado; o salário é algo pago... é chamada graça porque ela é concedida gratuitamente. Você não comprou por nenhum mérito pessoal o que tem recebido. Portanto, em primeiro lugar, o pecador recebe a graça para que sejam perdoados os seus pecados... na pessoa justificada, as boas obras vêm depois; elas não precedem a graça, a fim de que a pessoa seja justificada... as boas obras que seguem a justificação manifestam o que o homem tem recebido”.

Anselmo, de Cantuária (falecido 1109 dC), um grande teólogo, e talvez mais conhecido por causa de seu estudo sobre a expiação do pecado por Cristo, escreveu: “Você acredita que não pode ser salvo, senão pela morte de Cristo?” Então, vá e,... ponha toda a sua confiança unicamente em Sua morte. Se Deus lhe disser: “Você é um pecador”, então responda: “Coloco a morte de nosso Senhor Jesus Cristo entre mim e o meu pecado”.

Bernardo de Claraval, considerado como o último dos Pais eclesiásticos (falecido em 1153 dC), deixou essas palavras: “Acaso a nossa justiça não seria apenas uma injustiça e imperfeição? Então, o que será dos nossos pecados, quando a nossa justiça não é suficiente para defender-se a si mesma? Vamos, portanto, com toda humildade, refugiar-nos na misericórdia, porque ela somente pode salvar as nossas almas... qualquer um que tenha fome e sede de justiça, que creia nAquele que “justifica o ímpio”, e assim sendo justificados somente pela fé, terá paz com Deus.

Estes testemunhos evidenciam que a doutrina da justificação somente pela fé em Cristo não foi uma invenção de Martinho Lutero. Os reformadores apenas redescobriram o que o próprio Deus nos ensina em Sua Palavra. Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé” (Hc 2.4). “Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm 1.17).

James Buchanan (1808 - 1870).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil no bairro Fazendinha/Curitiba.
Rua Elias Karan, 150.

domingo, 18 de setembro de 2022

“NOSSAS MELHORES OBRAS E O JUÍZO DE DEUS”


“NOSSAS MELHORES OBRAS E O JUÍZO DE DEUS”

“Não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não há justo nenhum vivente” (Sl 143.2).

“Não podemos, por meio de nossas melhores obras, merecer da mão de Deus o perdão de pecado, ou a vida eterna, em razão da imensa desproporção que há entre elas e a glória por vir, e a infinita distância que há entre nós e Deus, a quem não podemos ser úteis nem quitar a dívida de nossos pecados anteriores; mas quando tivermos feito tudo quanto pudemos, outra coisa não fizemos senão nosso dever, e seremos servos inúteis; e porque, sendo boas, elas são manchadas e misturadas com tantas fraquezas e imperfeições, que não podemos suportar a severidade do juízo divino” (CFW – XVI, seção V).

1. As melhores obras dos crentes, em vez de merecer o perdão de pecado e a vida eterna, não podem suportar o escrutínio do santo juízo de Deus. Razões para tais asseverações: -

1.1. As melhores obras possíveis para o homem são infinitamente indignas de ser comparadas em valor, com o favor de Deus, e os galardões que os homens, que confiam nas obras, buscam obter através delas.

1.2. A infinita superioridade de Deus para nós, sua absoluta posição de proprietário sobre nós como nosso Criador, e a soberania sobre nós como nosso Governante moral, necessariamente excluem a possibilidade de nossas ações merecerem qualquer recompensa de sua mão. Nenhuma ação nossa pode aproveitar a Deus ou deixá-lo sob obrigação em relação a nós. Tudo o que nos é possível já se nos constitui uma dívida nossa para com ele como nosso Criador e Preservador.

1.3. Que nossas obras nada poderiam merecer, mesmo que fossem perfeitas, são nesta vida, em decorrência de imperfeições subjacentes, muitíssimo imperfeitas. Portanto, as melhores delas necessitam de ser expiadas pelo sangue de Cristo e apresentadas através de sua mediação, antes que possam achar aceitação por parte do Pai.

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, Ed. Os Puritanos.

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Rua Elias Karan, 150.
(41)3239-2123 

sábado, 17 de setembro de 2022

“EFEITOS E UTILIDADES DAS BOAS OBRAS”


“EFEITOS E UTILIDADES DAS BOAS OBRAS”

“Essas boas obras, feitas em obediência aos mandamentos de Deus, são os frutos e evidências de uma fé viva e verdadeira; por elas os crentes manifestam sua gratidão, fortalecem sua certeza, edificam seus irmãos, adornam a profissão do evangelho, fecham a boca dos adversários e glorificam a Deus, de cuja feitura somos, criados em Cristo Jesus para isso mesmo, a fim de que, tendo seu fruto para a santidade, tenham no final a vida eterna (CFW – cap. XVI, seção II).

Os efeitos e utilidades das boas obras, na vida cristã, são múltiplos.

1. Expressam a gratidão do crente, e manifestam a graça de Deus nele, e assim adornam a profissão do evangelho. E visto que são o fruto do Espírito, se prestam para manifestar a excelente operação do Espírito (1Tm 2.10; Tt 2.10).

2. Glorificam a Deus. Visto que Deus é seu autor (Ef 2.10), manifestam a excelência de sua graça e incitam a todos os que as produzem a apreciarem e a proclamarem sua glória (Mt 5.16; 1Pe 2.12).

3. Edificam os irmãos. As boas obras edificam a outras pessoas, tanto como evidência confirmativa da verdade do Cristianismo e do poder da graça divina quanto pela força do exemplo a induzir homens à prática das mesmas (1Ts 1.7; 1Tm 4.12, 1Pe 5.3).

4. As boas obras são necessárias à consolidação da salvação, não no sentido de serem pré-requisito da justificação, nem como estágio do progresso do crente em merecimento do favor divino, mas elementos essências dessa salvação, os frutos e os meios substanciais da santificação e glorificação. Uma alma salva é uma alma santa; e uma alma santa é aquela cujas faculdades se engajam todas nas obras de amorável obediência. Não pode existir graça no coração sem as boas obras como sua consequência. Não pode existir boas obras sem o crescimento das graças que são exercitadas nelas.

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, Ed. Os Puritanos.

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“BOAS OBRAS SÃO OS FRUTOS DA SANTIFICAÇÃO”

 

“BOAS OBRAS SÃO OS FRUTOS DA SANTIFICAÇÃO”

“Boas obras são aquelas que Deus ordenou em sua santa Palavra, e não aquelas que, sem a autorização dela, são inventadas pelos homens que, movidos por um zelo cego, nutrem alguma pretensão de boa intenção” (CFW – cap. XVI, seção I).

1. Para que uma obra seja boa.

1.1. Deve ser realizada de conformidade com a vontade revelada de Deus. Deus apresentou nas Escrituras inspiradas uma norma perfeita de fé e prática. Cada princípio, cada motivo e cada fim da ação certa, segundo a vontade de Deus, serão facilmente aprendidos pelo inquiridor devoto. Deus diz à sua Igreja. “Tudo o que eu te ordeno, observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”. (Dt 12.32; Ap 22.18,19).

2. Para que uma obra seja realmente boa.

2.1. Deve provir de um princípio de fé e amor no coração. Todos os homens reconhecem que o caráter moral de um ato é sempre determinado pelo caráter moral do princípio ou do pendor que o impele. Os homens não regenerados realizam muitas ações, boas até onde suas relações externas com seus semelhantes lhes interessam. Mas o amor a Deus é o princípio fundamental sobre o qual todos os deveres morais repousam, precisamente como nossa relação com Deus é a relação fundamental sobre a qual descansam todas as nossas outras relações. Se uma pessoa é alienada de Deus, se ela não está no presente exercício da confiança nele e amor por ele, qualquer ação que venha a realizar será carente do elemento essencial que caracteriza uma genuína obediência. Boas obras, de conformidade com as Escrituras, são os frutos da santificação, tendo suas raízes na regeneração. “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Tiago nos diz que a fé é demonstrada pelas obras; o que naturalmente implica que o tipo de obras de que ele fala procede tão-somente de um coração crente (Tg 2.14-22).

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, Ed. Os Puritanos.

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Rua Elias Karan, 150.
(41)3239-2123 

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

“A CAPACIDADE DE REALIZAR BOAS OBRAS”


“A CAPACIDADE DE REALIZAR BOAS OBRAS”

“A capacidade de realizar boas obras de modo algum emana dos crentes, mas inteiramente do Espírito de Cristo. E para que possam ser capacitados para isso, além das graças que já receberam, é indispensável que haja uma real influência do Espírito Santo a operar neles tanto o querer quanto o realizar, segundo seu beneplácito; contudo, não devem, por isso, tornar-se negligentes como se não tivessem a obrigação de realizar qualquer dever senão pelo impulso especial do Espírito; ao contrário disso, devem ser diligentes em dinamizar a graça de Deus que está neles” (CFW - cap. XVI, seção III).

Jo 15.4-6; Ez 36.26,27; Fp 2.13, 4.13; 2Co 3.5; Fp 2.12; Hb 6.11,12; 2Pe 1.3,5,10,11; Is 64.7; 2Tm 1.6; At 26.6,7; Jd 20,21.

Na regeneração o Espírito Santo implanta um princípio ou hábito santo e permanente na alma, o qual dá prosseguimento constante do gérmen ou semente da qual todas as graciosas inclinações e santos exercícios procedem. No tocante à implantação desse princípio santo e permanente, pelo Espírito Santo, a alma é passiva. No instante, porém, em que essa nova disposição ou tendência moral é implantada na alma, como fato lógico o caráter moral de seus exercícios é transformado, e a alma se torna ativa em boas obras, como antes estivera ativa para o mal. Mas, como também vimos no capítulo xiii, a santificação é uma obra da livre graça de Deus, na qual ele continua graciosamente a sustentar, a nutrir e a orientar o exercício do hábito permanente da graça que foi implantada na regeneração. O homem regenerado depende da contínua habitação, do impulso, e do sustento e capacitação do poder do Espírito Santo, em cada ato de obediência no exercício da graça; não obstante, como os atos de obediência para a realização do que o Espírito Santo o impele e capacita são seus próprios atos, segue-se que ele, enquanto busca a diretriz e o apoio da graça, deve obviamente cooperar com ela, agindo, como todo agente livre, sob a influência dos motivos e o senso de responsabilidade pessoal. Daí, esta seção assevera: -

1 – Que a capacidade do cristão para realizar boas obras não é de forma alguma dele próprio, mas totalmente do Espírito de Cristo.

2 – Que para isso, além da graça implantada na regeneração, há necessidade de uma contínua influência do Espírito Santo em todas as faculdades da alma renovada, pela qual o cristão é capacitado a querer e a agir segundo seu beneplácito.

3 – Que esta doutrina da dependência absoluta da alma não deve ser pervertida, dando ocasião a indolência, nem diminuir em qualquer grau nosso senso de obrigação pessoal. A vontade de Deus nos é exibida objetivamente na Palavra escrita. O dever em relação à obediência voluntária obriga nossas consciências. O Espírito Santo não opera independentemente da Palavra, e, sim, através da Palavra; nem realiza ele a obra à parte de nossas faculdades constitucionais da razão, da consciência e da vontade, mas através delas. Daí, segue-se que jamais honraremos o Espírito Santo, esperando por seus impulsos especiais; ao contrário, nos entregamos a ele e com ele cooperamos quando, enquanto buscamos sua orientação e assistência, usamos todos os meios de graça e todas as nossas melhores energias, sendo e fazendo tudo quanto a lei de Deus requer de nós. Deus aprova não é aquele que fica a esperar pela graça, mas sempre aquele que busca a graça e pratica sua Palavra (Lc 11.9-13; Tg 1.22,23).

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

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terça-feira, 6 de setembro de 2022

"CONVENCIDOS DO PECADO, DA JUSTIÇA E DO JUÍZO"

"Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado” (Jo 16.8-11). Amém!


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segunda-feira, 15 de agosto de 2022

“O QUE SIGNIFICA VIR A CRISTO?”


“O QUE SIGNIFICA VIR A CRISTO?”

“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37).

“Vir a Cristo” é o ato de uma alma regenerada, convertida, convencida do pecado, da justiça e do juízo – uma obra do Espírito Santo (Jo 16.8). Isto acontece quando o homem sente o seu pecado e percebe suas consequências – a tragédia da morte, o juízo final e as penalidades eternas. É quando o homem entende e admite que não pode salvar a si mesmo; é quando ele dá ouvidos a voz do Evangelho, apegando-se, confiando e apropriando-se da salvação que há somente em Cristo Jesus, entregando-se a Ele de todo o coração e recebendo dEle a vida eterna (Jo 3.16).

Aquele que vem a Cristo, “de modo nenhum será lançado fora”. Isso significa dizer que o Senhor Jesus não se recusa a salvar o que vem a Ele, não importando a vida que tenha levado. Mesmo que, no passado, tenha cometido pecados terríveis, e, no presente, sua vida seja ainda marcada por fraquezas. O importante é que o homem venha humildemente a Cristo, arrependido dos seus pecados e em atitude de fé (Mc 1.15; 4.17; At 3.19). Assim fazendo, será notado como alguém escolhido pelo Pai, enviado pelo Espírito Santo a Cristo, que o receberá e graciosamente o perdoará e o justificará, confirmando que o seu nome está arrolado nos céus, escrito no livro da vida (Lc 10.20; Fp 4.3; Ap 3.5).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues

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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

"A FAMÍLIA DE DEUS"


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"FÉ INABALÁVEL"


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