"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

“O ARCANJO MIGUEL, QUANDO CONTENDIA COM O DIABO”


“O ARCANJO MIGUEL, QUANDO CONTENDIA COM O DIABO”

“Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (Jd 1.9).

Há os que acreditam que esta história fora tirada de um livro apócrifo, por isso tem sido dada menos importância a esta Epístola. Mas, visto que os judeus daquele tempo derivavam muitas coisas das tradições dos pais, não vejo nada de desarrazoado em dizer que Judas se referiu ao que já havia sido transmitido por muitas gerações.

Está fora de controvérsia que Moisés foi sepultado pelo Senhor - ou seja, que o seu sepulcro foi escondido segundo o propósito oculto de Deus. E a razão para esconder o seu sepulcro é evidente a todos - isto é, para que os judeus não apresentassem seu corpo para promover superstição. Então qual o motivo de surpresa quando, tendo o corpo do profeta sido escondido por Deus, Satanás tentasse manifestá-lo; e que os anjos, que sempre estão prontos para servir a Deus, por outro lado o resistissem? E sem dúvida sabemos que Satanás quase em todas as épocas tem se esforçado para transformar os corpos dos santos de Deus em ídolos para os homens insensatos. Portanto, esta Epístola não deveria ser suspeita por conta deste testemunho, ainda que não encontrado na Escritura.

Que o arcanjo Miguel seja apresentado sozinho como disputando contra Satanás não é novidade. Sabemos que miríades de anjos estão sempre prontos a prestar serviço a Deus. Mas ele escolhe este ou aquele para executar sua ordem conforme lhe agrada. O que Judas relata como tendo sido dito por Miguel, encontra-se também no livro de Zacarias: “O Senhor te repreenda (ou, impeça), Satanás” (Zc 3.2).

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

“COMO SODOMA E GOMORRA”

COMO SODOMA E GOMORRA”

“Como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição” (Jd 1.7). 

Este exemplo é mais geral, pois Judas testifica que Deus, não excetuando a nenhum homem, castiga sem nenhuma diferença todos os infiéis. Ele também menciona no que segue que o fogo pelo qual as cidades circunvizinhas pereceram era um tipo do fogo eterno. Nesse caso, Deus mostrou naquele tempo um exemplo notável, a fim de manter os homens em temor até o fim do mundo. Por isso é tantas vezes mencionado na Escritura. Mais ainda, sempre que os profetas queriam designar algum juízo memorável e terrível de Deus, eles o retratavam sob a imagem do fogo sulfuroso, e aludiam à destruição de Sodoma e Gomorra. Portanto, não é sem razão que Judas atinge todas as gerações com terror, mostrando a mesma visão.

Quando Judas diz: “e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles”, não aplico estas palavras aos israelitas e aos anjos, mas a Sodoma e Gomorra. Não constitui objeção o fato de o pronome ser masculino, pois ele se refere aos habitantes e não aos lugares. “Seguindo após outra carne” é o mesmo que entregar-se a desejos monstruosos. Sabemos que os sodomitas, não contentes com a maneira comum de cometer fornicação, contaminavam-se do modo mais imundo e detestável. Devemos observar que Judas os entrega ao fogo eterno, pois aqui aprendemos que o espetáculo terrível que Moisés descreve foi apenas uma imagem de um castigo bem mais severo.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

"GUARDADO SOB TREVAS, EM ALGEMAS ETERNAS”


“GUARDADO SOB TREVAS, EM ALGEMAS ETERNAS”

“E a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia” (Jd 1.6).

O estado dos anjos é mais elevado que o nosso, e contudo Deus puniu a deserção deles de um modo terrível. Assim sendo, ele não perdoará a nossa perfídia, se nos afastarmos da graça para a qual nos chamou. Este castigo, infligido sobre os habitantes do céu, e sobre ministros de Deus tanto superiores, certamente deveria estar constantemente diante de nossos olhos, para que em momento algum sejamos levados a desprezar a graça de Deus, e assim nos precipitarmos abruptamente à destruição.

Devemos também notar a atrocidade do castigo que Judas menciona. Eles não são apenas espíritos livres, mas poderes celestiais. Agora estão presos por cadeias perpétuas. Eles não apenas desfrutavam da luz gloriosa de Deus, mas seu resplendor brilhava neles, de modo que a partir deles, como que em raios, ela se espalhava por todas as partes do universo. Agora estão imersos em trevas. Mas não devemos imaginar um certo lugar em que os demônios estejam encerrados, pois Judas simplesmente pretendia nos ensinar quão miserável é a condição deles, visto que, no momento em que apostataram, eles perderam a sua dignidade. Para onde quer que sigam, eles arrastam consigo as suas cadeias, e permanecem envoltos em trevas. Entrementes, o castigo extremo deles é deferido até que chegue “o juízo do grande Dia”.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
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“QUERO, POIS, LEMBRAR-VOS, EMBORA JÁ ESTEJAIS CIENTES DE TUDO”


“QUERO, POIS, LEMBRAR-VOS, EMBORA JÁ ESTEJAIS CIENTES DE TUDO”

“Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram” (Jd 1.5).

Judas, ou modestamente se desculpa, para que não parecesse ensinar, como que a ignorantes, coisas desconhecidas a eles; ou, de fato (com o que estou mais de acordo), declara abertamente, de um modo enfático, que não apresentava nada novo ou inaudito antes, a fim de que aquilo que ia dizer pudesse ter mais crédito e autoridade. “Apenas torno a chamar à vossa mente”, diz ele, “aquilo que já aprendestes”. Uma vez que lhes atribui conhecimento, ele diz que precisavam de advertências, para que não pensassem que o trabalho que teve com eles fosse supérfluo. Ele usa a palavra de Deus não apenas para ensinar o que não poderíamos ter conhecido de outro modo, mas também para nos despertar para uma séria meditação das coisas que já entendemos, e para não permitirmos que nos tornemos apáticos num conhecimento frio.

Ora, o sentido é que, após termos sido chamados por Deus, não devemos nos gloriar negligentemente na sua graça, e sim, pelo contrário, andar atentamente no seu temor. Pois, se alguém brinca com Deus assim, o menosprezo pela sua graça não ficará impune. E isto ele prova por três exemplos. Primeiro, ele se refere à vingança que Deus executou sobre aqueles incrédulos que ele havia escolhido como seu povo e libertado pelo seu poder. Praticamente a mesma referência é feita por Paulo em 1Co 10.1-13. O significado do que ele diz é que aqueles que Deus havia honrado com as maiores bênçãos, que ele havia exaltado ao mesmo grau de honra de que desfrutamos hoje, puniu depois severamente. Então futilmente se orgulhavam da graça de Deus todos aqueles que não viviam de uma maneira conveniente com o seu chamado.

A palavra povo é empregada por honra em lugar de nação santa e eleita, como se ele tivesse dito que de nada lhes servira que, por um favor singular, tivessem entrado no concerto. Chamando-os de incrédulos, ele denota a fonte de todos os males. Pois todos os pecados deles, mencionados por Moisés, deviam-se a isto - que eles se recusaram a ser governados pela palavra de Deus. Onde existe a sujeição da fé, aí a obediência para com Deus necessariamente se mostra em todos os deveres da vida.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

“CERTOS INDIVÍDUOS SE INTRODUZIRAM COM DISSIMULAÇÃO”


“CERTOS INDIVÍDUOS SE INTRODUZIRAM COM DISSIMULAÇÃO”

Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (Jd 1.4).

“Certos indivíduos se introduziram com dissimulação”. A palavra “dissimulação” significa uma insinuação furtiva e indireta, pela qual os obreiros de Satanás enganam os incautos.

“Os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação”. Judas invoca aquele julgamento, ou condenação, ou mente réproba, pela qual estes foram levados a perverter a doutrina da piedade; pois ninguém pode fazer tal coisa senão para a sua própria ruina. Mas a metáfora é exibida desta circunstância porque o conselho eterno de Deus, pelo qual os fiéis são ordenados para a salvação, é designado como um livro. E quando os fiéis ouviram que estes estavam entregues à morte eterna, convinha que cuidassem para que não se envolvessem na mesma destruição. Ao mesmo tempo, o objetivo de Judas era elucidar o perigo, para que a novidade da coisa não perturbasse nem angustiasse nenhum deles. Pois se aqueles já estavam desde há muito ordenados, segue-se que a Igreja só é tentada ou testada de acordo com o conselho infalível de Deus.

“Que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus”. Judas expressa agora mais claramente qual era o mal, pois diz que eles abusavam da graça de Deus, assim levando a si mesmos e a outros a tomarem uma liberdade impura e profana no pecado. Mas a graça de Deus se manifestou com um propósito muito diferente - ou seja, que, negando a impiedade e os prazeres mundanos, vivamos sóbria, justa e piamente neste mundo (Tt 2.11,12). Saibamos, então, que nada é mais pestilento do que homens desta sorte, que da graça de Cristo tomam uma capa para se indultarem na lascívia.

“E negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo”. Aqui Judas quer dizer que Cristo é negado quando aqueles que foram redimidos por seu sangue tornam-se novamente dominados pelo Diabo, e assim invalidam até onde podem esse preço incomparável. Então, para que Cristo nos retenha como seu tesouro peculiar, devemos nos lembrar de que ele morreu e ressuscitou por nós para que pudesse ter domínio sobre a nossa vida e morte.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

“EXORTANDO-VOS A BATALHARDES, DILIGENTEMENTE, PELA FÉ”


EXORTANDO-VOS A BATALHARDES, DILIGENTEMENTE, PELA FÉ”

“Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 1.3),

Muitos intérpretes explicam a sentença inicial, “quando empregava toda a diligência em escrever-vos”, neste sentido - de que um forte desejo constrangeu Judas a escrever, tal como dizemos acerca daqueles que estão sob a influência de um forte sentimento - que não podem governar ou conter a si mesmos. Nesse caso, de acordo com esses expositores, Judas estava sob uma espécie de necessidade, porque um desejo de escrever não o permitia descansar. Mas prefiro pensar que as duas cláusulas são separadas - que, embora estivesse inclinado e solícito a escrever, uma necessidade o compeliu. Ele sugere então que, de fato, estava contente e ansioso por lhes escrever, mas a necessidade o urgiu a fazer isto - a saber, porque eram assaltados (segundo o que se segue) pelos infiéis, e precisavam estar preparados para combatê-los.

Então, em primeiro lugar, Judas testifica que sentiu tanta preocupação com a salvação deles, que ele mesmo quis, e de fato estava ansioso, por escrever-lhes; e, em segundo lugar, para despertar a sua atenção, diz que o estado das coisas exigia que ele fizesse isso. Pois a necessidade acrescenta fortes estímulos. Se não tivessem sido avisados com antecedência de quão necessário era a sua exortação, eles poderiam se tornar preguiçosos e negligentes. Mas quando faz este prefácio, de que escreveu por conta da necessidade da situação deles, era o mesmo que se ele tivesse tocado uma trombeta para despertá-los do seu torpor.

“Acerca da salvação comum”. Algumas cópias acrescentam “vossa”, mas sem razão, penso eu, pois ele torna a salvação comum a eles e a si mesmo. E acrescenta não pouco peso à doutrina que é anunciada, quando alguém fala de acordo com os seus próprios sentimentos e experiência. É vão o que dizemos se falamos da salvação para outros, quando nós mesmos não temos nenhum conhecimento real dela. Nesse caso, Judas confessava ser ele mesmo um mestre experimental (por assim dizer) quando se associava aos fiéis na participação da mesma salvação.

“Exortando-vos a batalhardes”. Judas aponta o objetivo do seu conselho. O que traduzi como: “ajudar a fé, batalhando”, significa o mesmo que lutar para reter a fé, e resistir corajosamente aos assaltos contrários de Satanás. Ele os faz lembrar que, para perseverarem na fé, diversas pelejas devem ser enfrentadas, e mantida uma guerra constante. Ele diz que a fé foi uma vez por todas entregue aos santos, para que soubessem que a obtiveram para este fim, para que nunca fracassem ou caiam.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

“AOS CHAMADOS EM DEUS PAI”


“AOS CHAMADOS EM DEUS PAI”

“Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos chamados, santificados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo, a misericórdia, a paz e o amor vos sejam multiplicados” (Jd 1.1,2).

Aos chamados em Deus Pai, ou, santificados. Por esta expressão, “chamados”, Judas indica todos os fiéis, porque o Senhor os tem separado para si. Mas, como o chamado não é nada mais do que o efeito da eleição eterna, às vezes é empregado em lugar desta. Nesta passagem faz pouca diferença em que sentido o entendes, pois não há dúvida de que ele recomenda a graça de Deus, pela qual lhe aprouve escolhê-los como seu tesouro peculiar. E ele sugere que os homens não se antecipam a Deus, e que eles nunca vêm até ele enquanto ele não os atrai.

Do mesmo modo, ele diz que eles eram: santificados em Deus Pai, o que pode ser traduzido como: “por Deus Pai”. No entanto, retive a forma exata da expressão, para que os leitores exercitem o seu próprio julgamento. Pois talvez o sentido seja este - de que, sendo em si mesmos profanos, eles tinham a sua santidade em Deus. Mas a maneira em que Deus santifica é regenerando-nos pelo seu Espírito.

Judas ainda acrescenta que eles eram “guardados em Jesus Cristo”. Pois estaríamos sempre em perigo de morte por causa de Satanás, que poderia nos apanhar como presa fácil a qualquer momento se não estivéssemos a salvo sob a proteção de Cristo, a quem o Pai concedeu para ser o nosso guardião, para que não pereça nenhum daqueles que ele recebeu sob o seu cuidado e abrigo.

Judas então menciona aqui uma tripla benção, ou favor de Deus, com respeito a todos os fiéis - que pelo seu chamado ele fez deles participantes do evangelho; que ele os regenerou, pelo seu Espírito, para a novidade de vida; e que ele os tem preservado por meio de Cristo, para que não decaiam da salvação.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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terça-feira, 30 de janeiro de 2024

“GEMIDOS INEXPRIMÍVEIS”


“GEMIDOS INEXPRIMÍVEIS”

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).

O apóstolo Paulo havia falado acerca do testemunho do Espírito, pelo qual ficamos sabendo que Deus é nosso Pai e no qual ousamos confiadamente invocá-lo (Rm 8.15). Ele agora reitera a segunda parte relativa à invocação, e diz que somos ensinados pelo mesmo Espírito como devemos orar a Deus e o que devemos pedir-lhe em nossas orações.

Ainda quando não pareça que nossas orações tenham sido realmente ouvidas por Deus, o apóstolo conclui que a presença da graça celestial já se manifesta no próprio zelo pela oração, visto que ninguém, de seu próprio arbítrio, conceberia que suas orações são sinceras e piedosas. É verdade que os incrédulos engendram irrefletidamente suas orações, mas o que fazem é zombar de Deus, visto que não há sinceridade ou seriedade neles ou um padrão corretamente ordenado. O Espírito, portanto, é quem deve prescrever a forma de nossas orações. O apóstolo chama de inexprimíveis os gemidos que irrompem de dentro de nós ao impulso do Espírito, visto que vão muito além da capacidade de nosso intelecto. Diz-se que o Espírito de Deus intercede, não porque ele porventura se humilhe como um suplicante a orar e a gemer, mas porque inspira em nossos corações as orações que são próprias para nos achegarmos a Deus. Ele afeta de tal forma os nossos corações que estas orações, pelo seu fervor, penetram o próprio céu. Paulo assim se expressou com o propósito de atribuir a totalidade da oração mais significativamente à graça do Espírito. Somos incitados a clamar (Mt 7.7). Mas ninguém, por sua própria iniciativa pronunciaria uma só sílaba, com discernimento, se Deus não ouvisse o clamor de nossas almas que cedem ao impulso secreto de seu Espírito, e não abrisse nossos corações para ele mesmo.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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