"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quinta-feira, 10 de outubro de 2024

“BENDIZEI, Ó POVOS, O NOSSO DEUS”


“BENDIZEI, Ó POVOS, O NOSSO DEUS”

“Bendizei, ó povos, o nosso Deus; fazei ouvir a voz do seu louvor; o que preserva com vida a nossa alma e não permite que nos resvalem os pés” (Sl 66.8,9).

“Deus, o grande Criador de todas as coisas, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as criaturas, todas as ações delas e todas as coisas, das maiores até as menores, por meio de sua sapientíssima e santa providência, segundo sua infalível presciência e o livre e imutável conselho de sua própria vontade, para o louvor da glória de sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia” (CFW. cap. V - Da Providência - seç. I).

Dn 4.34,35; Sl 135.6,7; At 17.25,26,28; Jó 38-41; Sl 104.24; 145.17; At 15.18; Ef 1.11; Sl 33.8-11; Is 63.14; Ef 3.1; Rm 9.17; Gn 45.7; Sl 145.

Visto que o eterno e imutável propósito de Deus predeterminou infalivelmente tudo o que acontece, segue-se que devemos realizar seu próprio propósito, não só em suas obras da criação, mas igualmente em seu contínuo controle de todas as suas criaturas e de todas as ações delas. Esta seção, portanto, ensina: -

1 - Que Deus, havendo criado as substâncias das quais todas as coisas são formadas do nada, havendo dotado essas substâncias com suas respectivas propriedades e poderes, e havendo delas formado todas as coisas orgânicas e inorgânicas, e as dotado individualmente com suas respectivas propriedades e faculdades, ele continua a mantê-las vivas e na posse e exercício dessas propriedades durante todo o período de sua existência.

2 - Que Deus, dirige todas as ações de suas criaturas segundo suas respectivas propriedades e relações.

3 - Que seu providencial controle se estende a todas as suas criaturas e a todas as ações delas, de todo gênero.

4 - Que seu providencial controle é em todos os aspectos a consistente execução de seu eterno, imutável e soberano propósito.

5 - Que o fim último de sua providência é a manifestação de sua própria glória.

“Atendei, ó estúpidos dentre o povo; e vós, insensatos, quando sereis prudentes? O que fez o ouvido, acaso, não ouvirá? E o que formou os olhos será que não enxerga? Porventura, quem repreende as nações não há de punir? Aquele que aos homens dá conhecimento não tem sabedoria? O SENHOR conhece os pensamentos do homem, que são pensamentos vãos. Bem-aventurado o homem, SENHOR, a quem tu repreendes, a quem ensinas a tua lei, para lhe dares descanso dos dias maus, até que se abra a cova para o ímpio” (Sl 94.8-13).

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

terça-feira, 8 de outubro de 2024

“O CORAÇÃO DESTE POVO SE TORNOU ENDURECIDO”


“O CORAÇÃO DESTE POVO SE TORNOU ENDURECIDO”

“Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías, quando disse: Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis. Porquanto o coração deste povo se tornou endurecido; com os ouvidos ouviram tardiamente e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, para que não entendam com o coração, e se convertam, e por mim sejam curados” (At 28.26,27).

“Quanto àqueles homens perversos e ímpios a quem Deus, como justo Juiz, cega e endurece em razão dos pecados anteriores, deles não só subtrai sua graça pela qual poderiam ter sido iluminados em seus entendimentos e operado em seus corações, mas às vezes também elimina os dons que possuíam, e os expõe a objetos que, por sua corrupção, tornam ocasião de pecado, por outro lado, os entrega às suas próprias concupiscências e às tentações do mundo e ao poder de Satanás; e assim sucede que eles se endurecem, mesmo diante daqueles meios que Deus usa para o abrandamento dos outros” (CFW. cap. V - Da Providência - seç. VI).

Por essa razão também Deus às vezes, como justo castigo a seus pecados, judicialmente remove os freios de seu Espírito e, consequentemente, todos os dons superficiais que sua presença tenha porventura conferido, dos homens ímpios, e assim os deixa entregues à influência de tentações, ao irrestrito controle de suas concupiscências e ao poder de Satanás. E por essa razão sucede que as verdades do evangelho e as ordenanças da Igreja, que são um aroma de vida para aqueles que são graciosamente abençoados, se tornam aroma de morte e de crescente condenação para aqueles que, por seus pecados, foram entregues a si próprios.

Rm 1.24,26,28; 11.7,8; Dt 2.30; 29.4; Êx 7.3; 2Co 2.15,16).

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.  

“DEUS O DESAMPAROU, PARA PROVÁ-LO”


“DEUS O DESAMPAROU, PARA PROVÁ-LO”

“Ezequias prosperou em toda a sua obra. Contudo, quando os embaixadores dos príncipes da Babilônia lhe foram enviados para se informarem do prodígio que se dera naquela terra, Deus o desamparou, para prová-lo e fazê-lo conhecer tudo o que lhe estava no coração” (2Cr 32.30,31).

“O sapientíssimo, justíssimo e graciosíssimo Deus com frequência deixa, por algum tempo, seus próprios filhos à mercê de multiformes tentações e da corrupção de seus próprios corações, com o fim de castigá-los pelos seus pecados anteriores, ou levá-los a descobrirem a força oculta da corrupção e fraudulência de seus corações, a fim de serem humilhados, e a fim de reanimá-los para uma dependência mais íntima e constante do apoio dele e fazê-los mais vigilantes contra toda e qualquer ocasião futura de pecar, e para vários outros fins justos e santos” (CFW. cap. V - Da Providência - seç. V).

O governo moral de Deus sobre todos os homens e especialmente seu governo sobre a Igreja, inclui também, além de uma providência externa, ordenando as circunstâncias externas de indivíduos, uma providência espiritual interna, consistindo das influências de seu Espirito em seus corações. Como “graça comum”, essa influência espiritual se estende a todos os homens sem exceção, ainda que em vários graus de poder, restringindo a corrupção de sua natureza e impregnando seus corações e consciências com as verdades reveladas na luz da natureza ou da revelação, e ela é ou exercida ou judicialmente retida por Deus em seu soberano beneplácito. Como “eficaz” e “graça salvífica”, essa influência espiritual se estende aos eleitos, e é exercida sobre eles em termos e em graus tais como Deus determinou desde o princípio.

Por essa razão, no caminho da disciplina, para seu próprio bem, visando a mortificar seus pecados e a corroborar suas graças, Deus com frequência sábia e graciosamente, ainda que não finalmente, por certo tempo e em certo grau, retém suas influências espirituais de seus próprios filhos, e “os entrega a multiformes tentações e corrupções de seus próprios corações”.

2Cr 12.7-14; Mc 14.66-72; Jo 21.15-17.

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

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“PARA CONSERVAÇÃO DA VIDA, DEUS ME ENVIOU ADIANTE DE VÓS”


“PARA CONSERVAÇÃO DA VIDA, DEUS ME ENVIOU ADIANTE DE VÓS”

“Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós” (Gn 45.4,5).

“O onipotente poder, a imutável sabedoria e a infinita bondade de Deus, de tal maneira se manifestam em sua providência, que se estende até mesmo à primeira queda e a todos os demais pecados dos anjos e dos homens, e isso não por uma mera permissão, mas por uma permissão tal que, sábia e poderosamente limitando-os, bem como regulando-os e governando-os, numa múltipla dispensação, para seus próprios e santos propósitos; de tal modo que a pecaminosidade dessas transgressões procede tão-somente da criatura, e não de Deus, e que sendo ele santíssimo e justíssimo, nem é e nem pode ser o autor ou o aprovador do pecado” (CFW. cap. V - Da Providência - seç. IV).

Esta seção não faz qualquer tentativa de explicar a natureza daquelas ações providenciais de Deus no tocante à origem do pecado no universo moral, e no controle das ações pecaminosas de suas criaturas na execução de seus propósitos. Ele simplesmente declara os fatos importantes com respeito à relação de sua providência com os pecados de suas criaturas, os quais são revelados na Escritura. Esses pontos são: -

1 - Deus não só permite os atos pecaminosos, mas os dirige e controla segundo a determinação de seus próprios propósitos.

2 - Contudo, a pecaminosidade dessas ações só pertence ao agente pecador, e Deus de forma alguma é o autor ou aprovador do pecado.

As ações pecaminosas, como todas as demais, são expressas na Escritura como ocorrendo pela permissão de Deus e de acordo com seu propósito, de modo que os que os homens perversamente fazem diz-se ordenado por Deus (Gn 45.4,5; Êx 7.13; 14,17; At 2.23; 3.18; 4.27,28). E ele constantemente restringe e controla os homens em seus pecados (2Rs 19.28); e regula seus pecados para o bem (At 3.13).

A providência de Deus, em vez de gerar o pecado ou aprová-lo, preocupa-se constantemente em proibi-lo pela lei positiva, ao desencorajá-lo com ameaças e punições reais, ao restringi-lo e ao regulá-lo para o bem, contra sua própria natureza.

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

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segunda-feira, 7 de outubro de 2024

“O FOGO NÃO TEVE PODER ALGUM SOBRE OS CORPOS DESTES HOMENS”


“O FOGO NÃO TEVE PODER ALGUM SOBRE OS CORPOS DESTES HOMENS”

“Ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, os governadores e conselheiros do rei e viram que o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens; nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram, nem cheiro de fogo passara sobre eles. Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus” (Dn 3.27,28). 

“Deus, em sua providência ordinária, faz uso de meios, todavia ele é livre para operar sem eles, sobre eles e contra eles, como lhe apraz” (CFW. cap. V - Da Providência - seç. III).

O exercício direto e ocasional do poder de Deus, em conexão com um sistema geral de meios e leis se comprova necessário, não só “no princípio” para criar as causas secundárias e inaugurar sua agência, mas também subsequentemente a fim de fazer aos objetos de seu governo moral a revelação de sua soberana personalidade e de seu imediato interesse nas atividades deles. De qualquer forma, tal ação e revelação diretas e ocasionais são certamente necessárias para a educação de tais seres, como o homem é em seu presente estado. Tem-se objetado que os milagres, ou atos diretos do poder divino, interferindo na ação natural das causas secundárias, são inconsistentes com as perfeições infinitas de Deus, porquanto, alega-se, eles indicam ou uma vacilação de propósitos de sua parte, ou alguma insuficiência em sua criação para efetuar completamente os fins que ele originalmente tencionou realizar. Deve-se lembrar, contudo, que o eterno e imutável plano de Deus compreendia o milagre desde o início, bem como o curso ordinário da natureza. Um milagre, embora efetuado pelo poder divino, sem meios, é por si só um meio para um fim e parte de um plano. Toda lei natural tem sua origem na razão divina e é uma expressão da vontade de efetuar um propósito. Nesse sentido mais elevado e todo-abrangente da palavra, milagres são também segundo a lei - são fixos em sua ocorrência pelo eterno plano de Deus, e servem a fins definidos como seu meio de se comunicar com e educar espíritos finitos. Não são de forma alguma violação da ordem da natureza, mas apenas a ocasional e eternamente pré-calculada interpolação de um novo poder, a energia imediata da vontade divina, bem como o instrumento usado subservientemente para aquele governo moral mais elevado no interesse do qual os milagres são operados. E assim, a ordem da natureza e os milagres, em vez de se porem em conflito, são os elementos intimamente correlacionados de um sistema compreensível.

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

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quarta-feira, 2 de outubro de 2024

“BONDADE E MISERICÓRDIA CERTAMENTE ME SEGUIRÃO”

(1954 - 2024)

“BONDADE E MISERICÓRDIA CERTAMENTE ME SEGUIRÃO”

“Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre” (Sl 23.6).

Havendo Davi relatado as bênçãos que Deus derramara sobre ele, agora expressa sua convicta persuasão da continuação delas até ao fim de sua vida. Ao dizer a si próprio que, mesmo em meio às trevas da morte, manteria seus olhos postos na providência divina, testificava sobejamente que não dependia das coisas exteriores, nem media a graça de Deus segundo o juízo da carne, senão que, ainda quando a assistência de todos os quadrantes da terra lhe falhasse, sua fé continuaria firmada na palavra de Deus. Portanto, embora a experiência o orientasse a esperar o bem, todavia esse bem estava principalmente na promessa pela qual Deus confirma seu povo com respeito ao futuro do qual dependia. Se se objeta ser presunção alguém prometer a si próprio uma contínua trajetória de bênçãos neste mundo de incertezas e mudanças, respondo que Davi não falava desta forma com o propósito de impor a Deus uma lei; senão que esperava pelo exercício da beneficência divina para com ele segundo a condição deste mundo o permitisse, com o que ele estaria contente. Ele não diz: Meu cálice estará sempre cheio, ou: Minha cabeça será sempre perfumada com óleo; mas, em termos gerais, ele nutre a esperança de que, visto que a bondade divina jamais falha, Deus lhe seria favorável até ao fim.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Homenagem pelo bom testemunho da querida irmã Marilda de Oliveira Vallim Mota (In memoriam).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
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“E HABITAREI NA CASA DO SENHOR PARA TODO O SEMPRE”

(1954-2024)

“E HABITAREI NA CASA DO SENHOR PARA TODO O SEMPRE”

“Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre” (Sl 23.6).

Com a frase conclusiva, habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempreo salmista Davi manifestamente mostra que não delimitava seus pensamentos aos prazeres e confortos terrenos; senão que o alvo no qual ele mira está fixo no céu, e alcançá-lo era seu grande objetivo em todas as coisas. É como se quisesse dizer: Não vivo com o mero propósito de viver, mas para exercitar-me no temor e no serviço de Deus, e progredir diariamente em todos os aspectos da genuína piedade. Ele traça uma manifesta distinção entre si mesmo e os homens ímpios, os quais se deleitam tão-somente nos prazeres deste mundo. E não só isso, mas também notifica que viver para Deus é, em seu conceito, de tão grande importância, que avaliava todos os confortos de sua carne só na proporção em que serviam para capacitá-lo a viver para Deus. Francamente afirma que a razão por que ele contemplava todos os benefícios que Deus lhe conferira era para que pudesse habitar na casa do Senhor. De onde se segue que, quando se privava do desfruto dessa bênção, ele não levava em conta as demais coisas; como se dissesse: Não terei nenhum prazer nos confortos terrenos, a menos que ao mesmo tempo eu pertença ao rebanho de Deus, como igualmente escreve em outro lugar: “Bem-aventurado o povo ao qual assim sucede; bem-aventurado o povo cujo Deus é o Senhor” [SI 144.15]. Por que ele deseja tão intensamente frequentar o templo, senão para oferecer sacrifícios juntamente com seus irmãos adoradores, e cultivar, por meio de outros exercícios da religião, a meditação sobre a vida celestial? Portanto, é indubitável que a mente de Davi, pelo auxílio da prosperidade temporal de que desfrutava, se elevava na esperança da herança eterna. Desse fato concluímos que, loucos são aqueles que se propõem qualquer felicidade, menos aquela que emana da intimidade com Deus.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Homenagem pelo bom testemunho da querida irmã Marilda de Oliveira Vallim Mota (In memoriam).

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terça-feira, 1 de outubro de 2024

“TODO SER QUE RESPIRA LOUVE AO SENHOR”


“TODO SER QUE RESPIRA LOUVE AO SENHOR”

“Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!” (Sl 150.6).

As palavras deste versículo podem estender-se a todo tipo de criatura vivente; pois já vimos nos salmos anteriores que a proclamação dos louvores divinos é designada até às coisas irracionais. Mas, como os homens estão às vezes exclusivamente implícitos no epíteto “carne”, podemos muito bem presumir que as palavras têm referência aos homens, os quais, embora tenham fôlego de vida em comum com a criação irracional, obtêm à guisa de distinção o título que respira, como criaturas viventes. Sou levado a pensar assim pela seguinte razão: uma vez que o salmista ainda se dirigia, em sua exortação, às pessoas que eram versadas nas cerimônias da lei, agora ele se volve aos homens em geral, dando a entender que viria um tempo em que os mesmos cânticos, até então ouvidos somente em Judá, ressoariam em todos os quadrantes da criação. Nesta predição, fomos unidos aos judeus na mesma sinfonia, para que cultuemos a Deus com sacrifícios de louvor permanentes, até que sejamos congregados no reino celestial, quando cantaremos com os anjos eleitos um eterno aleluia.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
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“LOUVAI AO SENHOR DA TERRA”


“LOUVAI AO SENHOR DA TERRA

“Louvai ao SENHOR da terra, monstros marinhos e abismos todos;  fogo e saraiva, neve e vapor e ventos procelosos que lhe executam a palavra; montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os cedros; feras e gados, répteis e voláteis” (Sl 148.7-10).

Louvai ao SENHOR da terra. Em seguida, o salmista desce às partes inferiores do mundo. Embora, ao mesmo tempo, evite a ordem exata, ele mistura aquelas coisas que são produzidas na atmosfera - relâmpagos, neve, gelo e ventos tempestuosos. Esses deviam ter sido colocados na classe anterior, mas ele se refere à apreensão comum dos homens. O escopo de tudo é que, aonde quer que volvamos nossos olhos, nos deparamos com evidências do poder de Deus. Em primeiro lugar, ele fala sobre as baleias, pois, ao mencionar logo em seguida os abismos ou profundezas, não tenho dúvida de que ele tinha em mente os peixes do mar, tais como as baleias. É razoável pensarmos que assuntos pelos quais louvar a Deus deveriam ser extraídos do mar, que contém tantas maravilhas. Em seguida, ele fala sobre a saraiva, nevascas e tempestades, que, conforme ele disse, cumprem a Palavra de Deus; pois não é como resultado do acaso que os céus se cobrem de nuvens, ou que uma única gota de chuva cai das nuvens, ou que os trovões ecoam. Todas essas mudanças dependem da vontade secreta de Deus: se Ele mostrará a sua bondade aos filhos dos homens por regar a terra ou punirá os pecados deles por meio da tempestade, da saraiva ou outras calamidades. A passagem contém instrução de vários tipos, como, por exemplo, a de que, ao pairar a morte, por mais ressequida que esteja a terra devido ao calor insistente, Deus pode enviar imediatamente a chuva que removerá a seca de acordo com o seu prazer. Se, por outro lado, devido às chuvas incessantes, a semente apodrece no solo ou as colheitas não atingem a maturidade, devemos orar por um tempo saudável. Se o trovão nos deixa alarmados, somos ensinados a orar a Deus, pois, sendo Ele que em sua ira envia o trovão, pode igualmente acalmar todos os elementos que se acham em convulsão. E não devemos adotar o ponto de vista mesquinho acerca desta verdade advogado por homens irreligiosos, o ponto de vista de que as coisas, na natureza, se movem tão-somente de conformidade com as leis impressas nelas desde o princípio, enquanto Deus vive em ociosidade. Pelo contrário, devemos sustentar com firmeza que Deus vela por suas criaturas e que nada pode ocorrer sem a disposição dEle, como já vimos, em Salmos 104.4, que Ele faz de seus anjos ventos e de seus “ministros, labaredas de fogo”.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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“LOUVEM O NOME DO SENHOR”


“LOUVEM O NOME DO SENHOR”

“Louvem o nome do SENHOR, pois mandou ele, e foram criados” (Sl 148.5).

Louvem o nome do SENHOR. Como o salmista fala a respeito de coisas que não possuem inteligência, passa a terceira pessoa; disso inferimos que sua razão para haver até aqui falado na segunda pessoa era criar uma profunda impressão nos homens. E não exige nenhum outro louvor, senão aquele que nos ensina que as estrelas não criaram a si mesmas e que as chuvas não descem do céu por acaso; porque, embora tenhamos constantemente diante dos olhos provas magníficas do poder de Deus, ignoramos de modo vergonhoso e displicente o grande Autor. O salmista diz enfaticamente ele mesmo os criou, dando a entender que o mundo não é eterno, como imaginam os homens perversos, nem surgiu mediante um ímpeto de átomos. Ele afirma que essa bela ordem de coisas surgiu repentinamente pelo comando de Deus. E, falando sobre a criação, ele acrescenta o que é ainda mais digno de observação: Deus lhes deu essa lei que permanece inviolável. Pois muitos, enquanto admitem que o mundo foi criado por Deus, passam disso à noção insensata de que agora a ordem da natureza está entregue a si mesma e de que Deus está assentado ociosamente nos céus. O salmista, com muita propriedade, insiste que as obras de Deus, acima de nós nos céus, foram feitas por Ele e que até agora se movem à disposição dEle; e que um poder secreto lhes foi comunicado no princípio, mas, enquanto cumprem seus papéis designados, a sua atividade e ministério, para cumprirem seus vários fins, dependem de Deus.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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