"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

"Jesus Cristo e os benefícios da Nova Aliança"

"Jesus Cristo e os benefícios da Nova Aliança"
“Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados” (Hb 9.15).

Jesus Cristo, como o Rei medianeiro, administra a seu povo os benefícios de seu pacto; e, por sua providência, sua Palavra e seu Espírito, ele os faz individualmente recipientes dessas bênçãos, consoante de sua vontade. Tais benefícios ele oferece a todos os homens no evangelho. Ele promete concedê-los sob a condição de serem recebidos. No caso de seu próprio povo, ele opera neles a fé, e como seu Fiador se compromete por eles e faz o bem a tudo o que é interrompido ou comunicado através de sua agência. Em toda e qualquer esfera de nossa experiência, todo dever cristão é uma graça cristã; porque só podemos cumprir as condições de arrependimento e fé quando nos é concedido por nosso Fiador. Todas as graças cristãs envolvem também os deveres cristãos. De modo que Cristo imediatamente nos adquire a salvação e no-la aplica; nos manda agir e opera em nós a obediência; nos oferece graça e vida eterna sob condições e nos dá as condições e a graça e a vida eterna. O que ele nos dá também espera que o exerçamos. O que ele nos ordena também no-la dá imediatamente. Vistos pelo prisma de Deus, a fé e o arrependimento são os dons do Filho. Visto pelo nosso prisma, são deveres e graciosas experiências, os primeiros sintomas da salvação iniciada - instrumentos pelos quais mais graça pode ser obtida. Vistos em conexão com o pacto da graça, eles são elementos da promessa do Pai ao Filho, condicionada por sua obra medianeira. Vistos em relação com a salvação, são indícios de seu início e condições sine qua non de sua concretização final. Medita estas coisas!

Alexander A. Hodge (1823-1886)

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

“DEITADO NA MANJEDOURA”


“DEITADO NA MANJEDOURA”

“E ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2.7).

Todos nós devemos usar o evangelho para nos avaliar. Quão próximos ou distantes estamos de Cristo? Como estamos nos saindo quando o assunto é fé e amor? Muitos se inflamam com uma devoção sonhadora quando ouvem sobre quão pobre Cristo era quando nasceu. Eles se enfurecem com as pessoas de Belém e criticam a cegueira e a ingratidão delas. Eles pensam que, se estivessem lá, teriam servido ao Senhor e à sua mãe. Eles não teriam permitido que elas fossem tão desprezíveis. Mas essas pessoas nem mesmo notam seus próprios vizinhos que estão ali tão próximos e precisam de ajuda. Elas os ignoram e os deixam do jeito que os encontraram. Quem, neste mundo, não está cercado de pessoas miseráveis, doentes, descuidadas ou pecadoras? Por que elas não demonstram amor a essas pessoas? Por que elas não fazem por seu próximo o que Cristo fez por eles? Não engane a si mesmo pensando que você teria tratado Cristo bem ao mesmo tempo que, no presente, você não faz coisa alguma pelo seu próximo. Se você estivesse em Belém, você teria prestado tão pouca atenção nele quanto todas as outras pessoas o fizeram. Você só deseja servi-lo porque sabe quem ele é. Digamos que ele viesse, deitasse numa manjedoura e deixasse você saber que ele é aquele de quem agora você tanto sabe. É claro que você desejaria fazer algo para ajudar. Mas, antes disso, você não teria feito coisa alguma. De forma semelhante, se você pudesse ver o seu próximo agora como ele será no futuro, e, se ele estivesse deitado na sua frente, você certamente cuidaria dele. Mas, por vê-lo somente pelo que é agora, você o ignora. Você falha em reconhecer Cristo em seu próximo.

*Martinho Lutero (1483-1545) 

“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.34-40).

Deus nos abençoe!

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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

“Arraigados no Amor”

“Arraigados no Amor”
Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

O amor é um atributo de Deus. Deus é a fonte de todo amor. Deus é amor!

A noção que muitos têm do amor é a de um sentimento. E isso se deve ao fato de serem produtos de um tempo e do equívoco daqueles que fazem relação direta entre amor e afeições. Eles falam do amor no âmbito apenas do sentimento, já que o amor envolve esse aspecto. Mas reduzir o amor a um mero sentimento é um grave erro. Quando pensamos e falamos do amor, consideramos algo mais do que apenas nutrir afetos por alguém.

Na mente de Deus, amar está muito mais relacionado a fazer coisas do que em senti-las. “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1Jo 3.16,17).

Nossos corações devem estar arraigados neste tipo de amor. No amor que diz respeito a atitudes concretas. Que é demonstrado pela disposição de fazer o bem a todos, sem esperar por qualquer recompensa. Este é o amor que suporta o mal. Que nos faz pacientes quando provocados e prontos a perdoar. Ele é manso e humilde. Aquele que possui este amor, frequentemente negará a si mesmo em favor da paz e estará mais interessado em promovê-la do que em assegurar seus próprios direitos. Quem está alicerçado neste amor é gentil, altruísta, se mostrará generoso, preocupado com o conforto do próximo, bem mais desejoso a dar do que receber. Não sente inveja, nem se regozija nos problemas de outrem. “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Co 13.4-7). O verdadeiro amor jamais acaba!

“O amor disporá os homens a todos os atos de misericórdia para com seus semelhantes, quando estiverem enfrentando alguma aflição ou calamidade, pois somos naturalmente dispostos à piedade para com os que amamos, quando são afligidos. Ele disporá os homens a fazer doação aos pobres, a carregar as cargas alheias e a chorar com os que choram, tanto quanto a alegrar-se com os que se alegram. Ele disporá os homens aos deveres que devem uns para com os outros em seus diversos lugares e relações. Ele disporá um povo a todos os deveres para com seus governantes e a dar-lhes toda aquela honra e submissão que são parte de seu dever para com eles. E disporá os governantes a liderar o povo sobre o qual são postos, com justiça, seriedade e fidelidade, buscando seu bem, e não por algum capricho pessoal”. Jonathan Edwards (1703-1758).

Lance suas raízes no verdadeiro amor. Viva para a glória de Deus!

Pr. José Rodrigues Filho

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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Tratado Sobre os Princípios do Conhecimento Humano

Tratado Sobre os Princípios do Conhecimento Humano
O coração sábio procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos se apascenta de estultícia” (Pv 15.14).

Não sendo a filosofia senão o desejo da sabedoria e da verdade, é de se esperar dos que nela gastaram o melhor do seu tempo e do seu trabalho que fruam de maior calma e serenidade espiritual, maior clareza e evidência de conhecimento, e sejam menos assediados por dificuldades e dúvidas do que os outros homens. Apesar disso, vemos o grosso iletrado da humanidade percorrer o trilho do simples senso comum, governado por ditames da natureza, com facilidade e sem perturbação. Nada do que é familiar lhes parece inexplicável ou duro de entender. Não se queixam de falta de evidência nos sentidos, e o perigo do ceticismo não os ameaça. Mas apenas saímos dos sentidos e do instinto para a luz de um princípio superior, para meditar, pensar e refletir na natureza das coisas, mil escrúpulos surgem no espírito sobre o que antes parecia compreendermos claramente. De toda a parte se nos levantam preconceitos, e erros dos sentidos; e, ao tentar corrigi-los pela razão, insensivelmente caímos em singulares paradoxos, dificuldades, inconsistências, que se multiplicam ao progredir na especulação, até que depois de ter percorrido verdadeiros labirintos nos achamos onde estávamos; ou, o que é pior, entregues a um mísero ceticismo. Dá-se como causa disto a obscuridade das coisas ou a natural fraqueza e imperfeição do nosso conhecer. Diz-se que as nossas faculdades são poucas, dadas pela natureza para conservação e comodidade da vida, não para penetrar a essência e constituição das coisas. Demais, quando o espírito finito do homem quer ocupar-se do que participa da infinidade, não admira vê-lo cair em absurdos e contradições de que não consegue desenredar-se, por ser da natureza do infinito a sua incompreensibilidade pelo finito.

“Não posso orar, mas cometo pecados. Não posso pregar, mas cometo pecados. Não posso ministrar, nem receber a Ceia do Senhor, mas cometo pecados. Preciso arrepender-me de meu próprio arrependimento; e as lágrimas que derramei necessitam da lavagem do sangue de Cristo”.

“Todo homem tem opiniões, mas poucos são os que pensam”.

George Berkeley (1685-1753)

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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

“O Teu Trabalho não é Descansar”

“O Teu Trabalho não é Descansar”
“Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça” (Rm 6.11-13).

Será sábio ensinar aos crentes que eles não devem pensar tanto em lutar contra o pecado, e sim, que devem entregar-se a Deus, ficando passivos nas mãos de Cristo? Isso está de acordo com o ensino da palavra de Deus? Duvido. É fato incontestável que a expressão “oferecei-vos” é encontrada somente em um trecho do Novo Testamento como um dever imposto aos crentes. Esse lugar é Romanos 6; e ali, em seis versículos, a expressão ocorre por cinco vezes (Rm 6.13-19). Porém, nem mesmo ali a palavra tem o sentido de “entregar-se passivamente nas mãos de outrem”. Qualquer estudante do grego pode dizer que o sentido é o de “apresentar-se” ativamente para uso, emprego e serviço (Rm 12.1). Tal expressão, portanto, aparece isolada. Por outro lado, não seria difícil apontar pelo menos vinte e cinco ou trinta passagens nas epístolas onde os crentes são claramente ensinados a se esforçarem pessoalmente e de forma ativa; sendo considerados responsáveis para fazer, com energia, aquilo que Cristo quer que eles façam, e não ensinados a “se entregar passivamente” como agentes inativos. Antes, compete-lhes levantarem-se e trabalharem. Uma santa impetuosidade, um conflito, uma guerra, uma luta, a vida de um soldado – são quadros que caracterizam a vida do verdadeiro crente. O ensino sobre “a armadura de Deus”, em Efésios 6, segundo se pensaria dá solução ao problema. Mas, uma vez mais, seria fácil mostrar que a doutrina da santificação sem qualquer esforço pessoal, mediante a simples “entrega a Deus”, é precisamente o ensino dos antinomianos do século XVII, cuja tendência é extremamente prejudicial. Os homens persistem em confundir duas coisas que diferem entre si, ou seja, a justificação e a santificação. Na justificação, a palavra a ser dirigida ao homem é “crê, simplesmente crê”. Na santificação, a mensagem deve ser “vigia, ora e luta”.

John Charles Ryle (1816-1900)

*“Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor” - Editora Fiel.

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domingo, 4 de novembro de 2018

“Conversão e Consagração”

“Conversão e Consagração”
“Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (1Pe 1.15).

Amados irmãos, há os que dizem que a Igreja está dividida em três classes - pecadores, penitentes e santos. Outros sustentam que os crentes professos cabem dentro de três categorias – os não-convertidos, os convertidos e os participantes de uma “vida superior” de total consagração. Não consigo ver nessas ideias acordo com o que é ensinado nas Escrituras. 

A Palavra de Deus sempre alude a duas grandes divisões na humanidade, e duas somente. Fala sobre os vivos e os mortos no pecado, os crentes e os incrédulos, os convertidos e os não-convertidos, os que percorrem o caminho estreito e os que andam pelo caminho largo, os sábios e os insensatos, os filhos de Deus e os filhos do diabo. Dentro de cada uma dessas duas grandes classes, sem dúvida, cabem várias medidas de pecaminosidade e de graça. Entre essas duas grandes classes há um enorme abismo; elas são tão distintas como a vida e a morte, a luz e as trevas, o céu e o inferno. Porém, a Palavra de Deus faz total silêncio sobre uma divisão em três classes! Ponho em dúvida a sabedoria que cria divisões extrabíblicas. Que há uma vasta diferença entre um grau de graça e outro, que a vida espiritual admite crescimento e que os crentes deveriam ser exortados a fazer de tudo para crescer na graça – isso admito plenamente. 

O crescimento gradual na graça, no conhecimento, na fé, no amor, na santificação, na humildade e na mente espiritual – tudo isso vejo claramente ensinado na Bíblia e exemplificado nas vidas de muitos santos de Deus. “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 3.18). “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” (Fl 2.12). 

Você é um convertido a Cristo? Esforce-se por mais consagração! Com certeza há uma santificação mais profunda a ser atingida, um pouco mais do céu a ser usufruído na terra do que a maioria dos crentes tem experimentado atualmente. 

Deus nos abençoe!

John Charles Ryle (1816-1900)

*“Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor” - Editora Fiel.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

“Cristo em Nós”

“Cristo em Nós”
“E, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor” (Ef 3.17).

Que o verdadeiro crente está unido a Cristo e Cristo a ele, nenhum leitor cuidadoso do Novo Testamento pensaria em negar, nem por um momento. Sem dúvida, há uma união mística entre Cristo e o crente. Com ele morremos, com Ele fomos sepultados, com Ele ressuscitamos e com Ele nos assentamos nos lugares celestiais. Há cinco textos onde somos claramente ensinados que Cristo está “em nós” (Rm 8.10; Gl 2.20; 4.19; Ef 3.17 e Cl 3.11). Porém, devemos ter o cuidado de entender o que significa tal expressão. 

Que Cristo habita em nosso coração pela fé, e efetua sua obra interna por seu Espírito, é uma ideia clara e distinta. Mas, se quisermos dizer que além e acima disso há alguma misteriosa habitação de Cristo no crente, devemos tomar cuidado com o que estamos dizendo. A menos que tenhamos cuidado, terminaremos ignorando a obra do Espírito Santo. Esqueceremos que, na economia divina, a eleição para a salvação do homem é obra especial de Deus Pai; que a expiação, a mediação e a intercessão é obra especial de Deus Filho e, que a santificação é a obra especial de Deus Espírito Santo. Também esqueceremos de que nosso Senhor disse que, quando se fosse do mundo, nos enviaria um outro Consolador que estaria “para sempre” conosco ou, por assim dizer, tomaria o lugar de Cristo (Jo 14.16). 

Em suma, o uso do termo Cristo em nós sem a devida cautela, sob a ideia de que estamos honrando a Cristo, poderemos descobrir que estamos desonrando seu dom especial e peculiar – o Espírito Santo. Certamente, visto que Cristo é Deus, Ele está em todos os lugares – em nosso coração, no céu, no lugar onde dois ou três estiverem reunidos em seu nome. Entretanto, não podemos esquecer que Cristo, na qualidade de nosso Cabeça e Sumo Sacerdote ressurreto, está especialmente à destra de Deus, intercedendo por nós até que retorne à terra e, também, que Cristo leva avante a sua obra nos corações do seu povo, mediante a atuação especial do seu Espírito, o qual prometeu enviar quando deixasse esse mundo (Jo 15.26). O exame dos versículos 9 e 10 de Romanos 8 parece demonstrar isso claramente. Isso me convence de que “Cristo em nós” significa em nós “por seu Espírito. As palavras de João são claras e distintas: “E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” (1Jo 3.24). 

Amém!

John Charles Ryle (1816-1900)

*“Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor” - Editora Fiel.

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sábado, 13 de outubro de 2018

“Aperfeiçoando a nossa Santidade”

“Aperfeiçoando a nossa Santidade”
“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co 7.1). 

Nenhum leitor cuidadoso da Bíblia pensaria em negar que os crentes são exortados a aperfeiçoar a “santidade no temor de Deus”, a deixarem se levar “para o que é perfeito” e a aperfeiçoarem-se (2Co 7.1; Hb 6.1; 2Co 13.11). Mas ainda não encontrei ao menos um trecho na Bíblia que ensine que a perfeição literal, a total e completa liberdade da presença do pecado em pensamento, em palavra ou ação, seja um alvo atingível ou já atingido por algum filho de Adão nesse mundo. Uma perfeição comparativa, uma maturidade no conhecimento, uma coerência abrangente em todas as relações da vida, uma lealdade cabal em cada ponto de doutrina – isso pode ser visto ocasionalmente em alguns dos que creem em Deus. Porém, no que concerne à absoluta e literal perfeição, os mais eminentes santos de Deus de todos os tempos foram sempre os últimos a reivindicar tal santidade para si mesmos! Pelo contrário, eles sempre tiveram o mais profundo senso de sua indignidade e imperfeição (Rm 7.19). Quanto maior a iluminação espiritual que desfrutavam, tanto mais percebiam seus incontáveis defeitos e debilidades. Quanto maior graça receberam, tanto mais foram cingidos de humildade. Que santo pode ser citado dentro da Palavra de Deus, do qual muitos detalhes de sua vida foram registrados, que tenha sido absoluta e literalmente perfeito? Qual dentre eles, ao escrever sobe si mesmo, falou sobre sentir-se isento de imperfeições? Quando um homem fala friamente sobre a possibilidade de viver “sem pecado”, estando ainda nesse corpo, e pode dizer que ele “não teve qualquer pensamento mau por três meses”, só posso dizer que, na minha opinião, ele é um crente muito ignorante! Tal ensino desagrada e aliena da religião cristã os homens perspicazes do mundo, os quais estão cientes de que esse julgamento pessoal é incorreto e inverídico.

John Charles Ryle (1816-1900)

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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

“Filhos da Obediência”

“Filhos da Obediência”
“Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.14-16).

Nenhum filho de Deus que tenha sido bem ensinado sonhará em questionar que uma vida de autoconsagração diária e de companheirismo constante com Deus deve ser o alvo de todo aquele que se professa crente, e que devemos nos esforçar por formar o hábito de nos dirigir ao Senhor Jesus Cristo a respeito de tudo quanto seja uma carga, quer grande quer pequena, deixando-a sob os cuidados dEle. Mas, por certo, o Novo Testamento ensina-nos que precisamos de algo mais do que meras generalidades sobre a vida santa, as quais com frequência não acusam nossa consciência. Os detalhes e os ingredientes particulares, que compõem a santidade na vida diária, deveriam ser amplamente expostos e impostos aos crentes por todos quantos manuseiam esse assunto. A verdadeira santidade não consiste apenas em crer e sentir, mas em realizar e suportar, em uma demonstração prática da graça ativa e passiva. Nosso linguajar, nosso temperamento, nossas paixões e inclinações naturais, nossa conduta como pais e filhos, como patrões e empregados, como esposos e esposas, como governantes e cidadãos, nossa maneira de vestir, o uso que fazemos do tempo, nossa conduta nos negócios, nosso comportamento na saúde e enfermidade, na riqueza e na pobreza; tudo, tudo faz parte daquilo que os escritores impelidos pelo Espírito trataram. Eles não se contentaram em falar de modo geral sobre como devemos crer e sentir ou como devemos ter as raízes da santidade implantada em nosso coração, mas cavaram mais fundo do que isso. Especificaram minuciosamente o que um homem santo deve fazer e ser no seio de sua família, dentro do seu lar, quando ele permanece em Cristo. A verdadeira santidade, jamais devemos esquecer, não consiste meramente em sensações e impressões internas. Antes, ela é algo da “imagem de Cristo”, que pode ser visto e observado por outras pessoas em nossa vida particular, em nossos hábitos, em nosso caráter e em nossas ações (Rm 8.29). Amém! 

John Charles Ryle (1816-1900)

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

“Fé e Santidade”

“Fé e Santidade
“Purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co 7.1).

Será sábio proclamar de forma tão direta, crua e sem qualificação, conforme muitos fazem, que a santidade das pessoas convertidas dá-se pela fé somente e de maneira alguma pelo esforço pessoal? Isto está em harmonia com a Palavra de Deus? Eu duvido. Que a fé em Cristo é a raiz de toda santidade; que o primeiro passo em direção a uma vida santa é confiar em Cristo: que, enquanto não cremos, não temos o menor sinal de santidade; que a união com Cristo mediante a fé é o segredo tanto do início como da continuação na santidade; que a vida que vivemos na carne deve ser vivida pela fé no Filho de Deus; que a fé purifica o coração; que a fé é a vitória que vence o mundo; que pela fé os antigos obtiveram bom nome – são verdades que um crente bem-instruído jamais pensaria em negar. Mas, as Escrituras certamente nos ensinam que para seguir a santidade, o verdadeiro crente precisa exercer esforço pessoal e trabalho tanto quanto a fé. O mesmo apóstolo que diz: “Esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus” (Gl 2.20), disse também em outras passagens: “Purifiquemo-nos de toda impureza” (2Co 7.1). “Esforcemo-nos, pois, por entrar” (Hb 4.11). “Desembaraçando-nos de todo peso” (Hb 12.1). Outrossim, a Bíblia em parte alguma ensina que a fé nos santifica no mesmo sentido e da mesma maneira como a fé nos justifica! Sem a menor controvérsia, na questão de nossa justificação diante de Deus, a fé em Cristo é a única coisa necessária. Todos quantos simplesmente creem são justificados. A retidão é imputada “ao que não trabalha, porém crê” (Rm 4.5). É inteiramente bíblico e correto dizer: “A fé somente justifica”. Porém, não é igualmente bíblico e correto dizer: “A fé somente santifica”. Medite estas coisas!

John Charles Ryle (1816-1900)

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