"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

“Ó SENHOR, levanta sobre nós a Luz do Teu Rosto”

“Ó SENHOR, levanta sobre nós a Luz do Teu Rosto”
“Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? Ó SENHOR, levanta sobre nós a luz do teu semblante. Deste mais alegria ao meu coração do que a que eles têm quando seu cereal e seu vinho aumentam” (Sl 4.6,7).

Esta passagem bíblica nos ensina que são miseráveis os que, plenamente resolutos, não repousam totalmente em Deus, e não ficam satisfeitos mesmo quando possuem exuberante fartura de todas as coisas terrenas; enquanto que, em contrapartida, os fiéis, embora se vejam agitados em meio às muitas tribulações, são realmente felizes, mesmo não contando com nenhuma outra razão para isso, a não ser o fato de o semblante paternal de Deus brilhar sobre eles, o qual converte suas trevas em luz e, por assim dizer, vivifica a própria morte.

A suma é: Davi tinha mais satisfação em contemplar o semblante apaziguado de Deus irradiando sobre ele do que se porventura possuísse silos cheios de grãos e adegas cheias de vinho. Ele declara que se regozijava mais no favor exclusivo de Deus do que os homens mundanos se regozijam enquanto desfrutam de todos os bens terrenos com cujo desejo geralmente se deixam inflamar. Ele os representara como tão inclinados e tão entregues à busca da prosperidade terrena que não cuidavam de pensar em Deus; e agora acrescenta que sua euforia na abundância e aumento de seu vinho e cereal não é tão profunda como sua alegria apenas na consciência da benevolência divina.

Os homens mundanos, após desprezarem a graça de Deus e mergulharem nos prazeres transitórios, vivem tão longe de se contentarem com eles, que sua própria abundância inflama ainda mais seus desejos, e assim, em meio à sua plenitude, um profundo e secreto mal estar traz desconforto às suas mentes. Portanto, jamais obteremos paz imperturbável e alegria sólida até que o favor de Deus resplandeça sobre nós. E ainda que os fiéis também aspirem e busquem o conforto terreno, todavia não o perseguem com imoderado e desordenado ardor, senão que, pacientemente, podem suportar ser privados dele, desde que tenham consciência de que são objetos do cuidado divino.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Comentário do Livro dos Salmos, Edições Paracletos.

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-8375

domingo, 16 de fevereiro de 2020

“Paz e Segurança”

“Paz e Segurança”
“Em paz me deitarei e quando juntamente dormirei, pois tu, Senhor, és o único que me faz repousar em segurança” (Sl 4.8).

Davi chega à seguinte conclusão: uma vez que é protegido pelo poder de Deus, ele desfruta de tanta segurança e tranquilidade, como se fosse defendido por todos os exércitos da terra. Ora, nós sabemos que viver livre de todo temor e do tormento e inquietação que a preocupação nos traz é uma bênção que deveria ser desejada acima de todas as demais coisas. Este versículo, portanto, é uma confirmação da frase anterior, notificando que Davi com razão prefere a alegria produzida pela luz do amor paternal de Deus de preferência a todas as demais coisas; pois a paz interior do espírito certamente excede a todas as bênçãos das quais possamos formular alguma concepção. Muitos comentaristas explicam este passo como uma expressão da esperança de Davi de que seus inimigos seriam reconciliados consigo, de modo a poder dormir com eles em paz, tendo-lhe Deus concedido o peculiar privilégio de poder descansar sem ser molestado ou inquietado por alguma pessoa. Em meu juízo, porém, o sentido correto consiste em que ele só viveria tranquilamente e em plena segurança num ambiente de um grande número de pessoas tendo Deus por seu defensor; pois nas palavras, e quando juntamente dormirei, considero a partícula quando no sentido como se a redação fosse assim: quando ao mesmo tempo, isto é, como [se estivesse] com uma multidão. Alguns tomam - único -, em referência a Deus, traduzindo as palavras assim: Tu, ó Senhor, és o único que me põe em segurança. Tal coisa, porém, de forma alguma aprovo, porque, ao afastar o contraste entre estas duas palavras, juntamente e único, perde-se muito da beleza da frase. Em suma, Davi se gloria de que só a proteção de Deus era suficiente, e que sob ela ele dome com tanta segurança, ainda que destituído de toda e qualquer proteção humana, como se ele tivesse muitos vigiando e cuidando continuamente dele, ou como se ele fosse defendido de todos os lados por um grande exército. Portanto, aprendamos de seu exemplo a render a Deus esta honra, a saber: crer que, embora pareça não haver da parte dos homens qualquer socorro, todavia, sob sua mão somente, é que somos guardados em paz e em segurança, como se estivéssemos cercados por um grande exército. 

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Comentário do Livro dos Salmos, Edições Paracletos.

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sábado, 15 de fevereiro de 2020

“Ó Deus da Minha Justiça”

“Ó Deus da Minha Justiça”
“Responde-me quando clamo, ó Deus de minha justiça; na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve minha oração” (Sl 4.1).

À luz dessas palavras temos uma demonstração da fé de Davi que, embora enfrentasse a mais extrema angústia, e deveras quase consumido por uma longa série de calamidades, não sucumbiu à sua dor; nem se permitiu ter o coração tão enfraquecido que não tivesse forças para recorrer a Deus, seu Libertador. Por sua oração ele testificou que, quando se viu totalmente privado de todo socorro terreno, todavia restava-lhe ainda a esperança em Deus. Além do mais, ele o chama o Deus de minha justiça, significando a mesma coisa se o chamasse o Defensor de seus direitos; e apela para Deus, visto que os homens, por toda parte, o condenavam, e sua inocência era destruída pelas notícias caluniosas de seus inimigos e pelos juízos perversos do povo. E um tratamento tão cruel e injusto como esse que Davi recebia deve ser criteriosamente assinalado. Pois embora nada nos seja mais doloroso do que sermos falsamente condenados e suportar, a um e ao mesmo tempo, iníqua violência e calúnia, todavia, sermos difamados quando fazemos o bem é uma aflição que diariamente atinge os santos. E ela os faz viver tão fatigados sob seus efeitos, que os faz fugir de todas as fascinações do mundo e a depender única e totalmente de Deus. Justiça, pois, deve ser entendida, aqui, como uma boa causa, da qual Davi toma Deus por testemunha, enquanto se queixa da conduta maliciosa e injusta dos homens contra ele; e, por seu próprio exemplo, ele nos ensina que, se em qualquer tempo nossa retidão não for percebida e reconhecida pelo mundo, não devemos por isso sentir-nos desestimulados, visto que temos Alguém no céu para defender nossa causa. Mesmo os pagãos têm afirmado que não há melhor cenário para a virtude do que a própria consciência humana. Mas é uma consolação longe de ser suplantada o fato de estarmos diante da vista de Deus e dos anjos. Sabemos que Paulo era dotado com uma coragem proveniente desta fonte [1Co 4.5], pois quando muitas e más notícias foram espalhadas entre os coríntios, a respeito dele, ele apela para o tribunal de Deus. Portanto, se não podemos encontrar justiça em parte alguma do mundo, o único apoio de nossa paciência se encontra em Deus e em descansar felizes na equidade de seu juízo.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Comentário do Livro dos Salmos, Edições Paracletos.

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

“Conversai com vosso próprio coração”

“Conversai com vosso próprio coração”
“Tremei, pois, e não pequeis; conversai com vosso próprio coração em vosso leito, e sossegai” (Sl 4.4).

Davi exorta seus inimigos a que se arrependam, se porventura sua loucura não fosse totalmente irremediável. Ele lhes ordena que tremessem, palavra essa por meio da qual ele repreende sua estupidez em andar por caminho perverso, sem o mais leve temor de Deus ou sem qualquer senso de perigo.

Em seguida os admoesta a conversar com seu próprio coração, em seus leitos, isto é, ponderar profunda e lentamente sobre si mesmos e, por assim dizer, em algum lugar de total retiro; um exercício contrário à natureza de suas desregradas paixões.

A falar em seus leitos é uma forma de expressão extraída da prática comum e da experiência dos homens. Sabemos que durante nossa relação com os homens no dia-a-dia, nossos pensamentos são distraídos e às vezes julgamos precipitadamente, sendo enganados pela aparência externa; enquanto que, na solidão, podemos dar a algum assunto uma atenção mais profunda; e, ainda mais, o senso de pudor, pois, não permite que uma pessoa reflita sem que dissimule suas próprias faltas. Davi, pois, exorta seus inimigos a desvencilhar-se daqueles que eram testemunhas e juízes de suas ações no cenário da vida pública, e ao se verem a sós, que fizessem um autoexame mais veraz e honesto.

O apóstolo Paulo, ao citar esta passagem em Efésios 4.26, ou, pelo menos, ao fazer alusão ao sentimento de Davi, segue a Septuaginta: “Irai-vos e não pequeis”. E, contudo, faz uma hábil e bela aplicação da mesma ao seu propósito. Ele ali nos ensina que os homens, em vez de perversamente derramarem sua ira contra seu próximo, deviam antes, por justa causa, irar contra si próprios, a fim de que, por esse meio, venham a abster-se de pecar. E, portanto, ele lhes ordena, antes, a afligir-se interiormente e a sentir ojeriza de si próprios, e em seguida irar-se, não tanto das pessoas, e, sim, dos vícios dos outros.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Comentário do Livro dos Salmos, Edições Paracletos.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

“Quem nos dará a conhecer o bem?”

“Quem nos dará a conhecer o bem?”
“Há muitos que dizem: Quem nos dará a conhecer o bem? SENHOR, levanta sobre nós a luz do teu rosto. Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho” (Sl 4.6,7).

Vemos aqui que Davi compara um só desejo que fazia arder seu próprio coração com os inumeráveis desejos com os quais quase todo o gênero humano se entretém. Como não é um princípio defendido pelos ímpios e que exerce influência sobre eles, a saber, que os únicos que podem ser verdadeira e perfeitamente felizes são os que se interessam pelo favor divino, os quais devem viver como estrangeiros e peregrinos no mundo, a fim de que pela esperança e pela paciência obtenham, no devido tempo, uma vida superior, permanecem contentes com as coisas boas que perecem; e, portanto, se porventura desfrutam de alguma prosperidade material, não se deixam influenciar por algum interesse por Deus. Consequentemente, enquanto eles, segundo o procedimento dos animais inferiores, se apegam a vários objetos, alguns de uma natureza, outros de outra, crendo encontrar neles a suprema felicidade, Davi, com boas razões, se separa deles e propõe a si mesmo uma finalidade de caráter totalmente oposto. Não quero insistir contra a interpretação que imagina Davi, aqui, se queixando de seus próprios seguidores que, percebendo que a força deles é insuficiente para suportar as necessidades que lhes sobrevinham, e, exaustos pelo aborrecimento e tristeza, entregavam-se às lamúrias e ansiosamente aspiravam sossego. Ao contrário, estou antes inclinado a estender as palavras ainda mais e encará-las no sentido em que Davi, satisfeito somente com o favor divino, protesta que desconsidera e não tem em mínima conta os objetos que outros ardentemente desejam. Tal comparação da aspiração de Davi com as aspirações do mundo ilustra muito bem esta importante doutrina, a saber, que os fiéis, formando um baixo conceito das boas coisas da presente vida, descansam tão-somente em Deus e nada têm por precioso além da experiência pessoal e consciente de seu profundo interesse pelo favor divino. Davi, pois, em primeiro lugar notifica que são insensatos todos aqueles que, aspirando desfrutar de prosperidade, não começam pela busca do favor divino; pois, ao negligenciar tal bênção, se deixam levar pelas diversas e falsas opiniões em circulação. Em segundo lugar, ele censura outros vícios, a saber, que os homens ordinários e terrenos, ao se entregarem totalmente ao bem-estar e confortos da carne, se deleitam neles, ou os tomam como o seu único desfruto nesta vida, sem ponderar em nada mais elevado. Daí também sucede que, enquanto são supridos com outras coisas segundo seu desejo, são totalmente indiferentes acerca de Deus, justamente como se não sentissem nenhuma necessidade dele. Davi, ao contrário, testifica que, embora estivesse destituído de todas as demais coisas desejáveis, o amor paternal de Deus era suficiente para compensar a perda de todas elas. Eis, portanto, o sentido de tudo: “A maioria das pessoas tentam alegremente alcançar os prazeres e as vantagens da presente vida; minha tese, porém, é que a perfeita felicidade só se pode encontrar no favor divino”.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Comentário do Livro dos Salmos, Edições Paracletos.

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

James Hudson Taylor (1832-1905)

James Hudson Taylor (1832–1905).
“Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.17,18). 

Hudson Taylor, missionário inglês que viveu na China por 51 anos. Foi o fundador da “China Inland Mission” (Missão no Interior da China), responsável pelo envio de mais de 800 missionários para aquele país, onde começaram 125 escolas resultando na conversão à fé cristã de 18.000 pessoas e o estabelecimento de mais de 300 estações de trabalho, contando com cerca de 500 colaboradores locais em todas as dezoito províncias.

Testemunho de Fé.

Por saber que deveria depender totalmente de Deus para o seu sustento diário na China, Hudson muitas vezes colocava-se em situações para provar sua própria fidelidade e confiança em Deus. Ele vivia basicamente se alimentando de aveia e arroz, e grande parte do seu salário ofertava para a obra do Senhor. Certo dia, quando evangelizava os pobres, um homem lhe pediu que fosse orar por sua esposa que estava morrendo em casa. Ao chegar ali, viu uma casa cheia de crianças passando fome, e a mãe que estava muito enferma. Compadecido daquela situação, depois de orar, tirou do seu bolso a única moeda que tinha, o sustento da semana, e ofereceu ao casal. Milagrosamente, naquele mesmo dia, alguém lhe procurou e trouxe um envelope cheio de dinheiro. Esta experiência ensinou a Hudson Taylor que Deus era o seu provedor. 

Hudson Taylor foi notado como um dos europeus mais influentes na China do século XIX, não só por seu trabalho evangelístico entre aquele povo, como também por sua liderança e engajamento na campanha da CIM contra o comércio do Ópio.

Frases Memoráveis.

“Confie nisso, a obra de Deus feita da maneira de Deus nunca terá falta do suprimento de Deus”. 

“A Grande Comissão não é uma opção a ser considerada, é um mandamento a ser obedecido”.

“Não são os grandes homens que transformam o mundo, mas sim os fracos e pequenos nas mãos de um grande Deus”.

Pr. José Rodrigues Filho

*Hudson Taylor, Editora Clássicos.
*Hudson Taylor Biography, Sepoangol World Ministries

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George Müller (1805-1898)

George Müller (1805-1898).
“Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele. Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada” (Sl 68.4,5).

George Müller foi um evangelista e missionário inglês. Homem dedicado à oração, à leitura e meditação na Palavra de Deus. Ele leu toda a Bíblia mais de 100 vezes, sendo que em muitas ocasiões o fez de joelhos. Antes de sua morte, quando perguntado por alguém o que gostaria de fazer ainda, ele respondeu: “Ler mais a Bíblia, pois conheço pouco ainda da excelência de Cristo”. 

Müller nos deixou um precioso testemunho de fé na providência de Deus, sendo exemplar na obra missionária assistindo crianças em completo desamparo. Ele construiu cinco grandes orfanatos e cuidou de mais de 10.000 crianças órfãs, motivado pelo Espírito do Senhor que diz em sua Palavra: “Deus é pai dos órfãos” (Sl 68.5).

Testemunho de Fé.

Um dos exemplos marcantes do testemunho de fé de George Müller ocorreu numa ocasião em que todos os órfãos sentaram-se à mesa para tomar o café da manhã, porém os copos e pratos estavam vazios. Não havia pão e nem leite. Nesse dia, Müller calmamente rendeu graças ao Senhor pela refeição que iriam fazer. Quando ele terminou a oração, ouviu alguém bater à porta. Era um vendedor de leite que havia quebrado a roda de sua carroça em frente ao orfanato e, para o leite não se perder, decidiu doá-lo aos órfãos. Pouco tempo depois, outro cidadão chegou ao orfanato. Era o empregado de uma padaria da cidade, ele disse que a fornada de pães daquele dia não havia saído com o aspecto que estavam acostumados. Por isso, o dono da padaria decidiu não oferecer esses pães à sua freguesia e resolveu doá-los aos órfãos.

Frases memoráveis.

"A incredulidade não dá um passo sem explicações prévias. A fé não interroga, nem calcula, simplesmente confia".

"Nem a eloquência, nem a profundidade de pensamento faz um verdadeiro grande pregador. Somente uma vida de oração e meditação fará dele um vaso pronto para o uso do Mestre e próprio para ser empregado na conversão de pecadores e na edificação dos santos".

"Procuro a vontade do Espírito de Deus por meio da sua Palavra. É essencial que o Espírito e a Palavra acompanhem um ao outro. Se eu olhar para o Espírito, sem a Palavra, fico sujeito, também, a grandes ilusões".

Pr. José Rodrigues Filho

*“Heróis da Fé” - Orlando Boyer - CPAD.

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Doutrina da Justificação

Doutrina da Justificação
“Aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou” (Rm 8.30).

A vocação eficaz e a justificação são ambas necessárias à salvação, e são passos essenciais na execução divina de seu próprio decreto de eleição, imutável e infalível. Todos aqueles, e somente aqueles, a quem Deus eficazmente chama, também gratuitamente justifica.

“Aqueles a quem Deus eficazmente chama, também livremente justifica; não por infundir neles a justiça, mas por perdoar seus pecados e por considerar e aceitar suas pessoas como justas; não em razão de qualquer coisa neles operada ou neles feita, mas unicamente em consideração da obra de Cristo” (CFW-XI,§I). 

Deus, como soberano, escolheu o seu povo e o deu a seu Filho na aliança da graça, e como soberano leva a efeito essa aliança quando, por imputação, faz da justiça de Cristo a justiça dos seus eleitos.

Quanto à sua natureza, essa justificação é um ato divino puramente judicial, tendo Deus como juiz, pelo qual ele perdoa todos os pecados do crente, e o julga, e o aceita, e o trata como uma pessoa justa à luz da lei divina.

“Justificação é um ato da livre graça de Deus para com os pecadores, no qual ele perdoa todos os seus pecados, aceita e considera suas pessoas como justas aos seus olhos, não por qualquer coisa neles operada ou por eles feita, mas unicamente pela perfeita obediência e plena satisfação de Cristo, a eles imputadas por Deus e recebidas só pela fé” (CMW-77). 

“Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado” (Rm 4.7,8).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*CFW comentada, A.A.Hodge – Editora Puritanos.

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

“Coração Missionário”

“Coração Missionário”
“Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa” (Lc 5.29).

Por este versículo somos informados que, após converter-se, Levi ofereceu um grande banquete e convidou “numerosos publicanos” para dele compartilhar. Provavelmente, muitos desses homens eram seus velhos amigos e companheiros. Ele conhecia bem a necessidade das almas daquelas pessoas, pois havia sido uma delas. Desejou fazê-los conhecer o Salvador, que havia sido misericordioso para com ele. Visto que achara misericórdia, queria que outros também a encontrassem. Uma vez que ele foi graciosamente liberto da escravidão ao pecado, desejou que outros também fossem libertos.

Um verdadeiro crente sempre demonstrará este mesmo sentimento de Levi. Podemos dizer com segurança que não existe graça divina no homem que não se preocupa com a salvação de seus companheiros. O coração realmente ensinado pelo Espírito Santo sempre estará cheio de amor, bondade e compaixão. A alma que foi chamada por Deus desejará ardentemente que outros tenham a mesma chamada. Um homem salvo não desejará ir sozinho para o céu.

Qual tem sido a nossa atitude em relação a este assunto? Conhecemos por experiência própria a atitude de Levi após sua conversão? Temos nos esforçado para que nossos amigos e parentes conheçam a Jesus, nosso Senhor e Salvador? Estas são perguntas importantíssimas. Fornecem um teste bastante perscrutador quanto à verdadeira condição de nossa alma. Não evitemos aplicá-las a nós mesmos, pois não existe muito do espírito missionário entre os crentes. Não devemos nos satisfazer em estar seguros. Temos de procurar fazer o bem aos outros. Nem todos podem levar o evangelho a terras distantes, mas todo crente precisa esforçar-se para ser um missionário entre seus companheiros. “Os sãos não precisam de médicos, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento” (Lc 5.31).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900)

*Meditações no Evangelho de Lucas, Editora Fiel.

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“Foi por Amor”

“Foi por Amor”
“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Rm 8.35).

Jesus Cristo é pleno de amor. Devemos ter em mente este aspecto natural do caráter de nosso Senhor. Ele é eternamente amoroso, Ele é Deus! Ele nos vivificou quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados. Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2.1,2). Ele transformou as nossas vidas, colocou em nossos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus. “Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus”  (Sl 40.1-3).

“Que segurança tenho em Jesus,
Pois nele gozo paz vida e luz!
Com Cristo herdeiro, Deus me aceitou
Mediante o Filho que me salvou!
Firmando em Cristo, no seu amor,
Estou contente em meu Salvador!
Esperançoso hei de viver
Por Jesus Cristo, por seu poder”.
(NC144)

Foi por amor que Cristo nos outorgou o seu Santo Espírito, o penhor da nossa salvação. Ele jamais permitirá que qualquer coisa nos separe do amor de Deus. “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.38,39). Aleluia!

 Pr. José Rodrigues Filho

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