"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



segunda-feira, 29 de março de 2021

“O Mistério da Perseverança na Fé”


“O Mistério da Perseverança na Fé”

“Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça” (Lc 22.32).

Nosso Senhor Jesus disse a Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça”. Eis aqui o formidável mistério da interferência divina na vida daqueles que perseveram na fé. Foi por causa da intercessão de Cristo que o apóstolo não desfaleceu completamente.

A existência contínua da graça de Deus no coração dos crentes é um grande milagre. Os inimigos dos filhos de Deus são poderosos: O diabo com suas astutas ciladas, o mundo repleto de armadilhas, e um coração tão fraco, que, à primeira vista, chegar ao lar celestial parece impossível. Mas Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente nas tribulações. O Senhor dos Exércitos está conosco” (Sl 46.1,11).

Temos um Amigo poderoso à direita de Deus Pai. Ele é nosso grande Sumo Sacerdote. Ele está sempre intercedendo por nós, contemplando as nossas necessidades diárias e obtendo o suprimento cotidiano de graça e misericórdia para nossas almas. “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25).

Considere o ensino a respeito do ofício sacerdotal de Cristo, ele é essencial para o fortalecimento na fé. O nosso Salvador não apenas morreu por nós, Ele também ressuscitou por nós. Ele certamente “verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito” (Is 53.11). Ele está vivo, intercedendo continuamente por cada um de nós, fazendo por nossas almas aquilo que fez em benefício de Pedro. “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (Hb 7.26).

“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão” (Hb 4.14).

Amém!

Rev. José Rodrigues Filho

*Meditações no Evangelho de Lucas - J.C.Ryle - Ed. Fiel.

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.

Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

quinta-feira, 25 de março de 2021

“FALSA PROFISSÃO DE FÉ”

 

“FALSA PROFISSÃO DE FÉ”

“Pois o Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido! (Mc 14.21).

Até que ponto um homem pode fingir em sua profissão de fé e sustentar uma falsa religiosidade? É impossível conceber uma prova mais impressionante dessa triste questão do que essa que se vê na história de Judas Iscariotes.

Se já houve um homem que, em algum tempo, parecia ser um autêntico discípulo de Jesus e com possibilidades de ir para o céu, esse homem foi Judas Iscariotes. Ele foi escolhido pelo próprio Senhor para ser um apóstolo. Ele teve o privilégio de ser companheiro de Cristo Jesus e testemunha ocular de suas obras poderosas, durante todo o ministério terreno do Filho de Deus. Foi enviado a pregar o reino de Deus e a realizar prodígios em nome de Jesus. Todos o consideravam como alguém que pertencia ao grupo dos santos apóstolos. Ele era tão semelhante aos outros condiscípulos que nenhum deles suspeitava que ele fosse um traidor. Ainda assim, aquele homem demonstrou ser um “filho da perdição”, dotado de um coração falso, totalmente apartado da verdadeira fé, ajudando aos mais ferrenhos adversários do “Filho do Homem” e deixando este mundo com uma reputação pior que a de qualquer outro ser humano, desde os dias de Caim.

Como poderíamos explicar essa incrível conduta? Só há uma resposta possível. “O amor ao dinheiro” foi a causa da ruína deste homem. A mesma corroedora cobiça que escravizou o coração de Balaão, e que levou Geazi a ser castigado com a lepra, foi também a perdição da alma de Judas. Nenhuma outra explicação acerca da sua conduta será capaz de satisfazer às claras afirmações das Escrituras. Seu ato foi marcado pela vil ambição, sem qualquer justificativa. O Espírito Santo declara abertamente que ele “era ladrão” (Jo 12.6). Este caso destaca-se diante dos olhos do mundo inteiro como um eterno comentário daquelas solenes palavras da Bíblia: “O amor ao dinheiro é raiz de todos os males” (1Tm 6.10).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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terça-feira, 23 de março de 2021

“ELA FEZ O QUE PÔDE”

 

“ELA FEZ O QUE PÔDE”

“Mas Jesus disse: Deixai-a; por que a molestais? Ela praticou boa ação para comigo” (Mc 14.6).

Observemos quanto apreço nosso Senhor Jesus demostra por qualquer serviço que Lhe prestamos. Três pontos, em particular, destacam-se de modo proeminente nas palavras de nosso Senhor.

Primeiro, nosso Senhor disse: “Deixai-a; por que a molestais?” Essa é uma pergunta que perscruta o coração, e aqueles que perseguem a outras pessoas, por causa de Cristo, têm imensa dificuldade em respondê-la! Que motivo poderiam alegar? Que razão poderiam oferecer como justificativa por sua conduta? Nenhuma! Eles molestam outras pessoas movidos por inveja, malícia, ignorância e também porque não lhes agrada o verdadeiro evangelho.

Segundo, nosso Senhor declarou: “Ela praticou boa ação para comigo”. Quão maravilhoso foi o elogio que emanou dos lábios do Bom Pastor! Dinheiro, por muitas vezes, é doado a alguma igreja ou oferecido a alguma instituição de caridade, por ostentação ou por algum outro falso motivo. Mas, aquele que ama o Senhor e O honra é quem, de fato, pratica boas ações.

Terceiro, nosso Senhor asseverou: “Ela fez o que pôde: antecipou-se a ungir-me para a sepultura” (Mc 14.8). Nenhuma outra palavra de aprovação, mais forte do que essa, poderia ter sido dita. Milhares, que vivem e morrem sem conhecer a graça de Deus e perdem-se eternamente, vivem dizendo: Eu faço tudo o que posso; tento dar o máximo que posso. Mas, ao assim dizerem, proferem uma grande mentira. Poucos, possivelmente, podem ser encontrados como aquela mulher, a qual realmente mereceu que o Senhor Jesus dissesse a seu respeito: “Ela fez o que pôde!”

Façamos uma auto aplicação: A nossa posição no mundo poder ser humilde; os nossos meios para sermos úteis podem ser escassos. Mas, tal como aquela santa mulher, façamos tudo o que pudermos para a glória de Deus.

Amém!

J.C.Ryle (1816-1900).

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sexta-feira, 12 de março de 2021

“DO CONHECIMENTO DE DEUS”


“DO CONHECIMENTO DE DEUS”

“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.33-36).

Quase toda a sã doutrina consiste nestas duas partes: o conhecimento de Deus e de nós mesmos. O que a Deus se refere, temos de aprender no que diremos aqui.

Para mantermos uma fé sólida, em primeiro lugar temos de reter na mente que Deus é sabedoria, justiça, bondade, misericórdia, verdade, poder e vida infinitos. E todas essas coisas, onde que quer que sejam notadas, procedem dele (Tg 1.17; Pv 16.4).

Em segundo lugar, todas as coisas, nos céus e na terra, foram criadas para a glória dele. E isso, para servi-lo tão somente em razão de sua própria natureza, conservar sua regra, aceitar sua majestade e, em obediência, reconhecê-lo como Senhor e Rei – tudo isso se deve a ele por direito (Sl 148; Dn 3.17; Rm 1.21).

Em terceiro lugar, ele é, em si, Juiz justíssimo, de modo que castigará com severidade todos aqueles que se apartarem de seus preceitos, os que não querem ser submissos à sua vontade, os que pensam, dizem ou fazem aquelas coisas que não visam à glória dele (Sl 7.9-17; Rm 2.1-16).

Em quarto lugar, ele é misericordioso e manso, recebe os pobres e miseráveis que à sua clemência se refugiam e à sua fidelidade se apoiam; está preparado a perdoar e a se condoer de quantos lhe rogam por perdão, querendo sempre socorrer e ajudar o que implora seu auxílio e guardar os que nele depositam e lançam toda a sua confiança (Êx 34.6,7; Mt 11.28-30).

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Institutas da Religião Cristã, Ed. Fiel.

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"O Sol da Justiça"

“Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria” (Ml 4.1,2). Amém!

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terça-feira, 9 de março de 2021

“Não temas, porque Eu sou contigo”

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10). Amém!

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domingo, 7 de março de 2021

“O INDIVÍDUO COMO UM TODO”


“O INDIVÍDUO COMO UM TODO”

“O coração tranquilo é a vida do corpo; a inveja, porém, apodrece os ossos” (Pv 14.30). “O coração alegre é um remédio, mas o espírito abatido adoece os ossos” (Pv 17.22).

Muito antes da medicina moderna e da psicologia, Provérbios ensinava que o bem-estar emocional estava ligado à saúde e ao bem-estar físicos. A inveja [...] apodrece os ossos, mas o coração alegre é um bom remédio. No entanto, hoje a especialização e a burocratização muitas vezes significam que o médico, o psiquiatra, o assistente social e o pastor acabam, cada um, tratando apenas de um aspecto isolado da pessoa, sem consultarem uns aos outros e sem ver o indivíduo como um todo.

O inglês Richard Baxter (1615-1691), ministro do evangelho, sabia já no século 17 que a depressão poderia estar enraizada em uma causa fisiológica, trauma emocional, culpa moral ou guerra espiritual com as forças do mal. Baxter não tinha conhecimento da ciência moderna. Ele sabia disso pelas Escrituras em geral e pelo livro de Provérbios em particular. A sabedoria santa se recusa a reduzir a depressão, por exemplo, a uma causa única. Ela não é causada simplesmente por uma substância química, ou por um problema moral, ou por algo de fundo espiritual. Todas as dimensões da nossa natureza estão geralmente envolvidas. É tolice reduzir a solução apenas a “tomar uma pílula” ou “arrepender-se”.

Você já adotou uma abordagem simplista ou reducionista demais para um problema e depois descobriu que ele era muito mais complexo – físico, emocional e espiritual ao mesmo tempo?

“Bendito Deus, tenho falhado por buscar soluções rápidas para os problemas. Bem sei que o mundo que criaste tem muito mais dimensões do que consigo conceber. Ajuda-me a ser paciente, a pedir muitos conselhos e a depender de ti para encontrar soluções para os meus problemas”.

Amém!

Pr. Timothy Keller

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

“E QUANDO ORAREM...”

 

“E QUANDO ORAREM...”

“E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos” (Mt. 6.7).

Os cristãos veem a oração não como um trabalho maçante, mas como uma agradável responsabilidade. Eles oram com fé porque sabem que Deus prometeu ouvi-los. Suas orações nascem no fundo dos seus corações e, com gemidos e suspiros, revelam suas aflições e necessidades. Como o apóstolo Paulo escreveu, “o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26). O Espírito sabe que Deus está ouvindo e que, portanto, divagações excessivas são dispensáveis.

Elias, Eliseu, Davi e outros do Antigo Testamento usaram poucas palavras quando oraram, indo direto ao ponto. Os pais, na igreja antiga, disseram bem: “Nada se conseguirá com orações longas”. De fato, os pais da igreja recomendavam expressões curtas e sussurradas de tristeza, com orações de apenas uma palavra ou duas. Esse tipo de oração pode ser feita em qualquer momento ou circunstância.

Contudo, quem considera a oração incômoda e trabalhosa, nunca vai encontrar qualquer satisfação em sua vida de oração. Sua única fonte de prazer será sua divagação contínua. O seu coração não estará na oração se você tentar orar sem fé e sem sentir necessidade. Quando isso acontece e você ainda se sente obrigado a orar, sua oração se torna entediante. É como o trabalho mesmo: quando um serviço é feito relutantemente, ele se torna fatigante. No entanto, se o seu coração estiver no seu trabalho, você nem mesmo percebe a dificuldade da sua tarefa. Da mesma forma, quem ora com entusiasmo não percebe as dificuldades envolvidas. Deus não quer orações longas e cansativas. Ele quer orações sinceras que fluem de um coração fiel.

Martinho Lutero (1483-1546).

* Somente a Fé, Editora Ultimato.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

“NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ”


“NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ”

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1).

Todo aquele que crê em Cristo Jesus foi real e efetivamente limpo de toda culpa; foi retirado de uma prisão. Não está mais em grilhões, como um escravo; agora está livre da escravidão da lei; foi liberto do pecado, podendo andar livremente.

Você crê em Jesus Cristo? Então, você ganhou o direito de aproximar-se do trono da graça. Nenhuma chama de vingança existe para punir você; nenhuma espada inflamada; a justiça não pode ferir o inocente. Suas deficiências foram levadas embora; você, que um dia foi incapaz de ver a face do Pai, pode vê-la agora. Você não podia falar com Deus: porém, confiadamente, em nome de Jesus Cristo, ganhou livre acesso (Hb 4.16).

Antes havia sobre você medo do inferno; agora não o teme mais, pois não pode haver punição para quem foi declarado justo. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). E mais do que tudo, os privilégios que poderia ter desfrutado se jamais tivesse pecado, são seus agora que é justificado. Todas as bênçãos que teria tido se houvesse guardado a lei e muito mais, são suas agora, porque Cristo Jesus as conquistou para você (Ef 1.18).

Todo o amor e toda a aceitação que a obediência perfeita teria obtido de Deus, pertencem a você, porque Cristo Jesus foi perfeitamente obediente como seu representante e imputou todos os Seus méritos em sua conta, de modo que você pudesse ser abundantemente rico por meio dele, que por sua causa, se fez excessivamente pobre (2Co 8.9).

“Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.33,34).

Aleluia!

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892).

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

"A Perseverança dos Salvos" - Pr. José Rodrigues

“Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).


*Visite a Igreja Presbiteriana Filadélfia.

Tr. Ney Azevedo, 155 - Novo Mundo, Curitiba/PR.

(41)3014-4490