"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



segunda-feira, 24 de maio de 2021

“ELE NOS AMOU PRIMEIRO”

 

“ELE NOS AMOU PRIMEIRO”

“Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19).

Não há amor verdadeiro no coração por Deus, além daquele que vem do próprio Deus. Dessa fonte transbordante do infinito amor de Deus todo o nosso amor por Ele deve brotar. Isso deve sempre ser uma grande e inquestionável verdade, de que o amamos por nenhuma outra razão, além da que Ele nos amou primeiro. Nosso amor por Deus é resultado de Seu amor por nós.

Uma fria admiração ao estudar as obras de Deus, qualquer um pode ter, mas o calor do amor pode ser aceso no coração apenas pelo Espírito de Deus. Como é maravilhoso o fato de termos sido trazidos ao verdadeiro amor! Como é extraordinário que mesmo quando éramos rebeldes, Ele, por uma demonstração de Seu amor imensurável, procurou nos atrair para Si. Não! Jamais tivemos um grão de amor por Deus que não tivesse sido semeado em nós pela doce semente do Seu amor para conosco.

O amor, então, tem como fonte o amor de Deus derramado em nossos corações, mas após ter nascido, divinamente, é necessário que seja divinamente nutrido. O amor é raro, não é uma planta que florescerá naturalmente em solo humano, ele deve ser regado pelo céu. O amor a Deus, de todo o coração, alma e entendimento, e ao nosso próximo como a nós mesmos é a flor de delicada natureza, e se ela não receber alimento além daquele que pode ser tirado da rocha de nossos corações, logo secará. Como o amor vem do céu, precisa ser alimentado com o Pão Celestial. Não pode existir no deserto, a menos que seja alimentado pelo Maná que vem lá de cima.

“O amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (1Jo 4.7,10,11).

Deus nos abençoe!

C.H.Spurgeon (1834-1892).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.

Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

quarta-feira, 19 de maio de 2021

“O AMOR CRISTÃO”


“O AMOR CRISTÃO”

“...se não tiver amor, nada serei” (1Co 13.2).

O amor que há no coração do cristão não é o mesmo amor dos demais homens. O amor do homem natural para com os diferentes objetos pode proceder de diferentes princípios e objetivos; mas o amor cristão é mui distinto deste. Ele é um em seu princípio, seja qual for o objeto em favor do qual é exercido; ele procede da mesma fonte no coração, ainda que corra em diversas direções.

O amor cristão se origina no sopro do Espírito, seja para com Deus, seja para com o homem. O Espírito de Deus é o Espírito de Amor, e quando ele adentra a alma, o amor também entra aí com ele. Deus é amor, e aquele que tem Deus habitando em si por meio de seu Espírito, também terá o amor habitando em si. A natureza do Espírito Santo é amor; e é por comunicar-se, em sua própria natureza, aos santos, que seus corações se enchem do amor divino (Rm 5.5; 15.30; Cl 1.8).  

O amor cristão, seja para com Deus, seja para com o homem, é operado no coração pela mesma obra do Espírito. Não há duas obras do Espírito de Deus, uma a infundir um espírito de amor para com Deus, e a outra a infundir um espírito de amor para com os homens; mas, ao produzir uma, o Espírito produz também a outra. Na obra da conversão, o Espírito Santo renova o coração, dando-lhe uma disposição divina; assim, é uma e a mesma disposição divina que é operada no coração, a qual se manifesta em amor, seja para com Deus, seja para os homens (1Jo 3.23,24; 4.12,13; 20,21).

Quando Deus e o homem são amados com um amor realmente cristão, ambos são amados com base nos mesmos motivos. Quando Deus é amado de uma maneira correta, ele é amado por sua excelência e pela beleza de sua natureza, especialmente pela santidade de sua natureza; e é proveniente do mesmo motivo que os santos são amados – por causa da santidade. O amor para com Deus é o fundamento do gracioso amor para com os homens; e os homens são amados, ou porque em algum aspecto se assemelham a Deus, na posse de sua natureza e imagem espiritual, ou em razão da relação que mantêm com ele na capacidade de seus filhos ou criaturas – como aqueles que são abençoados por ele, ou a quem sua misericórdia é oferecida.

Deus nos abençoe!

Jonathan Edwards (1703-1758).

*A Caridade e seus Frutos, Editora Fiel.

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.

Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

terça-feira, 11 de maio de 2021

“O AMOR CRISTÃO É HUMILDE”

Irmã Maria Lina

“O AMOR CRISTÃO É HUMILDE”

“O amor não se ufana, não se ensoberbece” (1Co 13.4).

Observe que o amor cristão é expresso como o oposto não só do comportamento soberbo, mas de uma atitude soberba, ou o orgulho no coração, porquanto o amor “não se ensoberbece”.

A humildade pode ser definida como sendo o hábito da mente e do coração que corresponde à nossa indignidade e vileza em comparação com Deus, ou o senso de nossa própria insignificância aos olhos de Deus, com a disposição para um comportamento correspondente à humildade. Ela consiste em parte no senso ou estima que temos de nós mesmos; e, em parte, na disposição que temos para um comportamento correspondente a este senso ou estima (Rm 12.3).

O primeiro elemento na humildade é: O senso de nossa própria insignificância comparativa. Digo insignificância comparativa porque a humildade é uma graça peculiar aos seres que são gloriosos e excelentes em todos os seus muitos aspectos. Assim os santos e anjos no céu, suplantam em humildade; e esta é peculiar a eles e adequada neles, ainda que sejam seres puros, impolutos e gloriosos, perfeitos em santidade e excelentes na mente e força. Mas, ainda que sejam assim gloriosos, contudo possuem uma insignificância comparativa diante de Deus (Sl 113.4-6).

Assim o homem Jesus Cristo, que é o mais excelente e glorioso de todas as criaturas, no entanto é manso e humilde de coração, e em humildade suplanta todos os demais seres. A humildade é uma das excelências de Cristo, porque ele é não somente Deus, mas também homem, e, como homem, ele era humilde; pois humildade não é, e não pode ser, um atributo da natureza divina. A natureza de Deus é de fato infinitamente oposta ao orgulho, e contudo a humildade não pode ser, propriamente, um predicado dele; pois, se o fosse, isto implicaria imperfeição, o que é impossível em Deus. Deus, que é infinito em excelência e glória, e infinitamente acima de todas as coisas, não pode ter em si qualquer consciência de insignificância, e, portanto não pode ser humilde. Humildade, porém, é uma excelência peculiar a todos os seres inteligentes criados, pois todos eles são infinitamente pequenos e insignificantes diante de Deus (1Pe 5.6).

Deus nos abençoe!

Jonathan Edwards (1703-1758).

*A Caridade e seus Frutos, Editora Fiel.

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quinta-feira, 29 de abril de 2021

“BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES”


“BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES”

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3).

A necessidade de humilhar-nos a nós mesmos constitui o âmago do evangelho. A obra da graça só é iniciada e sustentada pelo exercício da humildade. É parte essencial da nova criatura. É contradição ser santificado, ser um verdadeiro cristão, e não ser humilde.

Todos os que pretendem ser cristãos têm que ser discípulos de Cristo e vir a Ele para aprender; e a lição que recebem é que sejam mansos e humildes. Quantos preceitos e quantos exemplos admiráveis nosso Senhor e Mestre nos deu com este propósito! Podemos imaginá-Lo deliberadamente lavando e enxugando os pés dos Seus discípulos a fim de mostrar-Se arrogante? (Jo 13.12-17).

Ah, de que nos orgulhamos? De nossos corpos? Não são eles como os dos animais, como o pó da terra? Orgulhamo-nos das nossas graças ou bênçãos? Ora, quanto mais orgulhosos ficarmos delas, menos orgulhosos deveremos ser. Quando tão grande parte da natureza da graça é humildade, é absurdo ter orgulho dela.

Orgulhamo-nos da nossa cultura, dos nossos conhecimentos e dos nossos talentos? Pois bem, certamente devemos compreender que, se temos algum conhecimento, deveria humilhar-nos o fato de sabermos tão pouco! Se sabemos mais que os outros, certamente temos maiores motivos para sermos mais humildes do que eles.

Assim, a nossa real ocupação deve consistir em ensinar a lição da abnegação e da humildade ao nosso povo, e em mostrar como não nos fica bem orgulhar-nos de nós mesmos. Portanto devemos estudar a humildade e pregá-la, bem como possuí-la e praticá-la. Todo orgulhoso que prega a humildade é, para dizer o mínimo, alguém que se condena a si mesmo. “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Cl 3.12).

Deus nos abençoe!

Pr. Richard Baxter (1615-1691).

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(41)3242-1115

terça-feira, 20 de abril de 2021

“IMACULADOS DIANTE DA SUA GLÓRIA”

 


“IMACULADOS DIANTE DA SUA GLÓRIA”

“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Jd 1.24).

Meditemos na palavra “imaculados!” Agora estamos muito distantes dela; mas como nosso Senhor Jesus nunca interrompe Seu trabalho antes de atingir a perfeição, nós a alcançaremos um dia. O Salvador, que manterá Seu povo até o fim, também o apresentará a Si mesmo finalmente como “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef 5.27).

Como Cristo Jesus nos tornará imaculados? Ele nos lavará de nossos pecados em Seu precioso sangue até ficarmos limpos e formosos como o anjo mais puro de Deus; e seremos vestidos com Sua justiça, a justiça que faz do santo que a veste positivamente imaculado; sim, perfeito diante de Deus. Seremos inculpáveis e irrepreensíveis aos Seus olhos. Sua lei não apenas não terá acusação contra nós, mas será magnificada em nós. Além disso, a obra do Espírito Santo em nós será inteiramente completa. Seremos santos como Deus é santo e em Sua presença habitaremos para sempre. Os Santos não serão inconvenientes no céu; sua beleza será tão grande como a do lugar para eles preparado (Ap 21.1-27).

Óh, êxtase dessa hora em que as portas eternas serão abertas e nós, tendo sido transformados para receber a herança, habitaremos com os santos na luz. O pecado exterminado, Satanás encarcerado, a tentação finda para sempre, e nós “imaculados” diante de Deus; isto de fato será o céu. Alegremo-nos agora, ao ensaiarmos prontamente a canção de louvor eterno para ressoar com um coral completo de toda a multidão lavada pelo sangue do Cordeiro de Deus. “Ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” (Jd 1.25).

Deus nos abençoe!

C.H.Spurgeon (1834-1892).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.

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terça-feira, 13 de abril de 2021

"NÃO TENHAS SOBRE TI"

Wesley & Marlene (Feat. Jonatas Duarte).



“NÃO TENHAS SOBRE TI

Não tenhas sobre ti um só cuidado, qualquer que seja
Pois um, somente um, seria muito para ti

É Meu, somente Meu todo o trabalho
E o teu trabalho é descansar em Mim (2x)

Não temas quando enfim, tiveres que tomar decisão
entrega tudo a Mim, confia de todo o coração

É Meu, somente Meu todo o trabalho
E o teu trabalho é descansar em Mim (2x)

*Composição: Josué Rodrigues e Jefferson França

segunda-feira, 12 de abril de 2021

“EU SEREI O SEU DEUS”


“EU SEREI O SEU DEUS”

“Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus” (Jr 32.38).

Que revelação animadora: “Eles serão o meu povo!” Que palavra confortadora: “Eu serei o seu Deus!” O mundo inteiro é de Deus; o céu, mesmo o céu dos céus é do SENHOR, e Ele reina entre os filhos dos homens, mas daqueles que Ele escolheu, que Ele comprou para si, Ele diz o que não diz dos outros – “Meu povo”. Nesta expressão há a ideia de propriedade. De uma forma especial “a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança” (Dt 32.9).

Todas as nações sobre a Terra são de Deus; o mundo inteiro está em seu poder; ainda assim é o Seu povo, os nascidos de Deus, Seus escolhidos, Sua posse mais especial. Eles foram comprados e lavados no “sangue do Cordeiro”. “Deus os amou com amor eterno; por isso, com benignidade os atraiu”, um amor que as muitas águas não podem apagar, e cujas revoluções do tempo nunca serão suficientes para diminuí-lo (Jr 31.3).

Querido irmão, você pode olhar para o céu e dizer: “Meu Senhor e meu Deus: meu por esse doce relacionamento que me permite chamar-te de Pai; meu por aquela comunhão sagrada a qual eu tenho prazer em manter contigo”? Pode ler a Bíblia e encontrar nela registros de sua salvação? Consegue, por meio de humilde fé, “tocar as vestes do Senhor Jesus” e dizer: “Meu Salvador”? Se pode, então Deus diz de você: “Meu filho”; pois se Deus for o seu Pai, e Jesus o seu Cristo, e o Espírito Santo o seu Consolador, Deus tem um cuidado especial e peculiar por você; você é objeto de Sua escolha, aceito com aliança eterna, em Seu Unigênito Filho.

“Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.38-40).

Amém!

C.H.Spurgeon (1834-1892).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.

Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

quinta-feira, 8 de abril de 2021

“UM ANJO ESTEVE COMIGO”


“UM ANJO ESTEVE COMIGO”

“Porque, esta mesma noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo” (At 27.23).

A tempestade e a longa escuridão, juntamente com o risco iminente do barco afundar, trouxeram para a tripulação uma situação triste; apenas um homem entre eles se mantinha perfeitamente calmo, e por sua palavra os demais foram tranquilizados. Paulo era o único que tinha coragem suficiente para dizer: “Senhores, tende bom ânimo”. Havia veteranos legionários romanos a bordo, e velhos marinheiros corajosos, e ainda assim, seu pobre prisioneiro judeu teve mais coragem que todos eles. Ele tinha um Amigo secreto que mantinha a sua bravura. O Senhor Jesus enviara um mensageiro celestial para sussurrar palavras de consolo ao ouvido de seu servo fiel, por isso ele tinha uma expressão iluminada e falou como um homem tranquilo (At 27.9-44).

Se temermos ao Senhor, talvez possamos procurar por intervenções oportunas quando estivermos numa situação grave. Anjos não são afastados de nós por tempestades ou escuridão. Serafins não acham humilhante visitar os mais pobres da família celestial. Se as visitas dos anjos são poucas e distantes em tempos normais, elas deverão ser frequentes em nossas noites de tempestades e perturbações. Amigos podem se afastar de nós quando estamos sob pressão, mas nossa relação com os habitantes do mundo angelical deverá ser mais abundante; e na força das palavras de amor, vindas a nós do trono de Deus, pela escada de Jacó, somos fortalecidos para atos de fé.

Querido irmão, essa é uma hora de angústia para você? Então peça por ajuda especial. Cristo Jesus é o Anjo da Aliança, e se a Sua presença for buscada agora fervorosamente, não será negada. “O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam” (Na 1.7).

“Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, SENHOR, não desamparas os que te buscam” (Sl 9.10).

Aleluia!

C.H.Spurgeon (1834-1892).

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segunda-feira, 29 de março de 2021

“O Mistério da Perseverança na Fé”


“O Mistério da Perseverança na Fé”

“Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça” (Lc 22.32).

Nosso Senhor Jesus disse a Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça”. Eis aqui o formidável mistério da interferência divina na vida daqueles que perseveram na fé. Foi por causa da intercessão de Cristo que o apóstolo não desfaleceu completamente.

A existência contínua da graça de Deus no coração dos crentes é um grande milagre. Os inimigos dos filhos de Deus são poderosos: O diabo com suas astutas ciladas, o mundo repleto de armadilhas, e um coração tão fraco, que, à primeira vista, chegar ao lar celestial parece impossível. Mas Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente nas tribulações. O Senhor dos Exércitos está conosco” (Sl 46.1,11).

Temos um Amigo poderoso à direita de Deus Pai. Ele é nosso grande Sumo Sacerdote. Ele está sempre intercedendo por nós, contemplando as nossas necessidades diárias e obtendo o suprimento cotidiano de graça e misericórdia para nossas almas. “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25).

Considere o ensino a respeito do ofício sacerdotal de Cristo, ele é essencial para o fortalecimento na fé. O nosso Salvador não apenas morreu por nós, Ele também ressuscitou por nós. Ele certamente “verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito” (Is 53.11). Ele está vivo, intercedendo continuamente por cada um de nós, fazendo por nossas almas aquilo que fez em benefício de Pedro. “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (Hb 7.26).

“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão” (Hb 4.14).

Amém!

Rev. José Rodrigues Filho

*Meditações no Evangelho de Lucas - J.C.Ryle - Ed. Fiel.

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quinta-feira, 25 de março de 2021

“FALSA PROFISSÃO DE FÉ”

 

“FALSA PROFISSÃO DE FÉ”

“Pois o Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido! (Mc 14.21).

Até que ponto um homem pode fingir em sua profissão de fé e sustentar uma falsa religiosidade? É impossível conceber uma prova mais impressionante dessa triste questão do que essa que se vê na história de Judas Iscariotes.

Se já houve um homem que, em algum tempo, parecia ser um autêntico discípulo de Jesus e com possibilidades de ir para o céu, esse homem foi Judas Iscariotes. Ele foi escolhido pelo próprio Senhor para ser um apóstolo. Ele teve o privilégio de ser companheiro de Cristo Jesus e testemunha ocular de suas obras poderosas, durante todo o ministério terreno do Filho de Deus. Foi enviado a pregar o reino de Deus e a realizar prodígios em nome de Jesus. Todos o consideravam como alguém que pertencia ao grupo dos santos apóstolos. Ele era tão semelhante aos outros condiscípulos que nenhum deles suspeitava que ele fosse um traidor. Ainda assim, aquele homem demonstrou ser um “filho da perdição”, dotado de um coração falso, totalmente apartado da verdadeira fé, ajudando aos mais ferrenhos adversários do “Filho do Homem” e deixando este mundo com uma reputação pior que a de qualquer outro ser humano, desde os dias de Caim.

Como poderíamos explicar essa incrível conduta? Só há uma resposta possível. “O amor ao dinheiro” foi a causa da ruína deste homem. A mesma corroedora cobiça que escravizou o coração de Balaão, e que levou Geazi a ser castigado com a lepra, foi também a perdição da alma de Judas. Nenhuma outra explicação acerca da sua conduta será capaz de satisfazer às claras afirmações das Escrituras. Seu ato foi marcado pela vil ambição, sem qualquer justificativa. O Espírito Santo declara abertamente que ele “era ladrão” (Jo 12.6). Este caso destaca-se diante dos olhos do mundo inteiro como um eterno comentário daquelas solenes palavras da Bíblia: “O amor ao dinheiro é raiz de todos os males” (1Tm 6.10).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.

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