“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17:9).
Uma concepção da verdade é que ela é a manifestação daquilo que é realmente tal como se mostra. A verdade pode ser o que vemos numa contemplação, o que se manifesta para os olhos do corpo e da alma. O verdadeiro se opõe ao falso, ao dissimulado, ao que parece ser, mas não é.
Certa vez o nosso Senhor Jesus contou uma parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, desprezavam os outros: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho” (Lc 18.9-13). Cristo Jesus revela nesta parábola o homem dissimulado, aquele que parece ser, mas não é, que não demonstra a verdade sobre si mesmo, enganado pelo próprio coração, sem qualquer senso do pecado, onde não há confissão, súplica ou reconhecimento de culpa, nenhum pedido por graça e misericórdia. Esse homem apresenta um coração alimentado por justiça própria, pela falsa e orgulhosa declaração de seu suposto mérito diante de Deus, acompanhado por um sinistro julgamento sobre o comportamento do outro. Esse é o estado mais perigoso de uma alma, quando ela está tomada por presunção e soberba, completamente destituída de amor e humildade, insensível à própria realidade (Jr 17.9).
Ai do homem que confia em justiça própria, não tendo descoberto que não há mérito humano suficiente para justificá-lo diante dAquele que exige perfeição, "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus" (Rm 3.23,24).
“A ti, SENHOR, elevo a minha alma. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia” (Sl 25.1,5).
Deus nos abençoe!
Pr. José Rodrigues Filho






