"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quarta-feira, 18 de agosto de 2021

“GUIA-ME NA TUA VERDADE”

 

GUIA-ME NA TUA VERDADE

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17:9).

Uma concepção da verdade é que ela é a manifestação daquilo que é realmente tal como se mostra. A verdade pode ser o que vemos numa contemplação, o que se manifesta para os olhos do corpo e da alma. O verdadeiro se opõe ao falso, ao dissimulado, ao que parece ser, mas não é.

Certa vez o nosso Senhor Jesus contou uma parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, desprezavam os outros: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho” (Lc 18.9-13). Cristo Jesus revela nesta parábola o homem dissimulado, aquele que parece ser, mas não é, que não demonstra a verdade sobre si mesmo, enganado pelo próprio coração, sem qualquer senso do pecado, onde não há confissão, súplica ou reconhecimento de culpa, nenhum pedido por graça e misericórdia. Esse homem apresenta um coração alimentado por justiça própria, pela falsa e orgulhosa declaração de seu suposto mérito diante de Deus, acompanhado por um sinistro julgamento sobre o comportamento do outro. Esse é o estado mais perigoso de uma alma, quando ela está tomada por presunção e soberba, completamente destituída de amor e humildade, insensível à própria realidade (Jr 17.9). 

Ai do homem que confia em justiça própria, não tendo descoberto que não há mérito humano suficiente para justificá-lo diante dAquele que exige perfeição, "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há  em Cristo Jesus" (Rm 3.23,24).

“A ti, SENHOR, elevo a minha alma. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia” (Sl 25.1,5).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO III


ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO III

“Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu. Então, eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo” (Lc 24.51,52).

Como terceira lição, observamos nestes versículos os sentimentos dos discípulos de nosso Senhor, quando Ele finalmente os deixou e foi elevado para o céu. Eles “voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo” (vs 52).

Qual a explicação para os sentimentos de júbilo dos discípulos? Como podemos justificar o singular fato de que aquele frágil grupo, como se fossem órfãos no meio de um mundo irado, não ficou abatido, e sim repleto de alegria? Os discípulos se regozijaram porque viam com mais clareza as coisas referentes ao seu Senhor. O véu fora removido de seus olhos. As trevas por fim haviam se dissipado. O significado da humilhação e da modesta condição de Cristo; o significado de sua misteriosa agonia, paixão e morte na cruz; o significado de ser Ele o Messias e, apesar disso, sofrer; o significado de sua crucificação, embora fosse o Filho de Deus – tudo, tudo finalmente foi desvendado e tornou-se claro para eles. Suas dúvidas foram removidas. Agora, eles finalmente possuíam um entendimento nítido e, possuindo-o sentiram um júbilo autêntico.

Devemos ter em nosso coração o firme princípio de que a pequena intensidade de júbilo que muitos crentes sentem resulta normalmente de sua falta de conhecimento. Não há dúvida de que uma fé fraca e uma prática incoerente são duas grandes razões por que muitos filhos de Deus desfrutam tão pouca paz. No entanto, com certeza podemos suspeitar que pontos de vistas obscuros e indistintos quanto ao evangelho são a verdadeira causa de intranquilidade para muitos crentes. Quando não se conhece, nem se entende corretamente o Senhor Jesus, segue-se necessariamente que existe pouco regozijo no Senhor.

“E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Rm 15.13).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

terça-feira, 27 de julho de 2021

ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO II

 

ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO II

“Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu. Então, eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo” (Lc 24.51-52).

Uma segunda lição que podemos observar neste texto é o lugar ao qual nosso Senhor foi após deixar o mundo. Ele foi “elevado para o céu” (v 51).

É claro que não podemos entender o significado completo de tudo o que foi dito. Seria fácil inquirir sobre a habitação exata do corpo glorificado de Cristo, fazendo perguntas que os mais hábeis teólogos nunca poderiam responder. Não podemos desperdiçar nosso tempo em especulações. Basta sabermos que nosso Senhor Jesus entrou na presença de Deus em favor de todos que creem nEle, como um Precursor e um Sumo Sacerdote (Hb 6.20).

Na qualidade de Precursor, Jesus foi ao céu preparar-nos lugar (Jo 14.2). Nosso Senhor tomou posse de uma herança gloriosa em benefício de seu povo e tem-na em seu poder como nosso Fiador, até que venha o dia em que a igreja será aperfeiçoada. Na qualidade de Sumo Sacerdote, Jesus foi ao céu para interceder por todos os que creem nEle. Ali, no Santo dos Santos, em favor dos salvos Ele apresenta os méritos de seu próprio sacrifício e obtém para eles suprimentos diários de misericórdia e graça. O grande segredo da perseverança dos santos é a presença de Cristo no céu intercedendo por eles. Eles têm um Advogado eterno diante do Pai e, por isso, jamais serão rejeitados (1Jo 2.1).

Assim como Ele subiu, assim também um dia Jesus retornará do céu. Ele não permanecerá sempre habitando no Santo dos Santos. Ele sairá, tal como fazia o sumo sacerdote dos judeus, para abençoar o povo, reunir seus eleitos e restaurar todas as coisas (Lv 9.22-24; At 3.20,21). Devemos esperar, ansiar e orar por esse maravilhoso dia. Cristo morrendo na cruz por nós, vivendo nos céus como nosso Precursor e Intercessor, e vindo novamente em glória são os três grandes fatos que devem sempre permanecer com preeminência nos pensamentos dos filhos de Deus.

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

quinta-feira, 22 de julho de 2021

ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO I


ASCENSÃO DE CRISTO – LIÇÃO I

“Então, os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu. Então, eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo” (Lc 24.50-52).

Estes versículos formam a conclusão da história do ministério de nosso Senhor relatada por Lucas. Constituem a perfeita exibição dos atos graciosos do nosso Bom Pastor (At 1.1).

Observemos como primeira lição a maneira notável como nosso Senhor deixou seus discípulos. Ele, “erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles”. Ele os deixou durante o próprio ato de abençoá-los (vs. 50,51).

Temos neste ato o propósito de relembrar aos discípulos tudo o que Jesus trouxera consigo quando veio ao mundo. Serviu para assegurá-los daquilo que Ele ainda faria depois que se retirasse do mundo. Ele viera à Terra para abençoar, não para amaldiçoar; e, abençoando, Ele partiu. O Senhor Jesus veio em amor, não com ira; e, em amor, Ele se retirou. Jesus veio não como um juiz que condena, e sim como um Amigo compassivo; e, como Amigo, retornou ao seu Pai. Cristo viera como Salvador repleto de bênçãos para seu pequeno rebanho, enquanto esteve com ele. E pretendia que seus discípulos soubessem que Ele continuava a ser um Salvador abundante de bênçãos para eles, mesmo depois de retirar-se do mundo.

Se conhecemos alguma coisa a respeito do verdadeiro cristianismo, devemos fazer nossa alma confiar para sempre no gracioso amor de Cristo. Jamais encontraremos um amor mais terno, mais afetuoso, mais paciente, mais benigno e mais compassivo do que este. Gracioso foi nosso Senhor quando viveu entre seus frágeis discípulos, gracioso mesmo em agonia na cruz, gracioso quando ressuscitou dos mortos e reuniu ao redor de Si aquele seu rebanho disperso, gracioso na maneira como partiu deste mundo. Podemos estar certos de que Ele é gracioso estando sentado à direita de Deus Pai. “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13.8).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

terça-feira, 13 de julho de 2021

“ARREPENDIMENTO E FÉ”


“ARREPENDIMENTO E FÉ”

“O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15).

“O arrependimento para a vida é uma graça evangélica, doutrina esta que deve ser proclamada por todo o ministro do evangelho, tanto quanto a da fé em Cristo” (CFW. XV, I).

Graciosamente, por sua bondade, Deus nos conduz ao arrependimento (Rm 2.4). O arrependimento é essencial à salvação. “Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lc 13.3,5). Deus ordena que todos os homens, em todos os lugares, se arrependam, porque estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça, por meio de Jesus Cristo (At 17.30,31).

“Ainda que o arrependimento não deva apoiar-se em alguma sorte de satisfação ou ser a causa do perdão, o qual é um ato da livre graça de Deus em Cristo, contudo ele é de tal necessidade a todos os pecadores, que ninguém deve esperar o perdão sem ele” (CFW. XV, III).

Não há salvação sem a graça do arrependimento e fé. Salvação é libertação do império das trevas. Isso significa mais que perdão, é vida transformada. Os salvos são perdoados, libertos do domínio do pecado e transportados para o reino de justiça e paz. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).

O arrependimento e a fé estão relacionados à justificação de maneiras distintas. A fé sozinha é o instrumento pelo qual Cristo é recebido e crido como Salvador. A justificação é pela fé e não pelo arrependimento. Mas a fé (e, portanto, a justificação) não pode existir onde não há arrependimento. Não podemos ir a Cristo com fé, sem a graça do arrependimento (At 5.30,31).

“A fé, assim recebendo e assim repousando em Cristo e sua justiça, é o único instrumento de justificação; ela, contudo não está sozinha na pessoa justificada, mas é sempre acompanhada de todas as demais graças salvíficas; não é uma fé morta, mas que age através do amor” (CFW. XI, II).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*A Graça do Arrependimento, Sinclair Ferguson, Fiel.

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

terça-feira, 6 de julho de 2021

“IMPORTA-VOS NASCER DE NOVO”


“IMPORTA-VOS NASCER DE NOVO”

“Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3).

Notamos neste texto, para que sua palavra ficasse mais evidente, Cristo Jesus revelando a mesma verdade usando outros termos: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”. O desejo do nosso Senhor e Mestre era que Nicodemos entendesse que ninguém pode tornar-se seu discípulo, a menos que o homem interior seja inteiramente purificado e renovado pelo Espírito, assim como o homem exterior é lavado pela água (Jo 3.5).

Evidentemente, a mudança que o Senhor Jesus afirma ser necessária para a salvação não é superficial. Não se trata de uma simples reforma, melhoria, transformação moral ou mudanças de comportamento. Trata-se de uma profunda mudança de coração, de vontade e de caráter. É uma ressurreição espiritual. Significa passar da morte para vida. É o surgimento de uma nova criatura, com nova natureza, que possui novos hábitos, interesses, desejos, discernimentos, pensamentos, esperanças e temores. Tudo isso, e não menos do que isso, é o que está envolvido na declaração que o nosso Senhor fez sobre a necessidade que todos temos de nascer de novo. “Importa-vos nascer de novo” (Jo 3.7).

Para que haja salvação, esta mudança interior é absolutamente necessária, devido a natureza corrompida com que todos nós, sem exceção, somos nascidos. A este mundo viemos sem fé, sem amor e sem temor a Deus. Não temos qualquer inclinação natural para servi-Lo ou obedecê-Lo, nem qualquer prazer natural em fazer a sua vontade. A expressão “nascer de novo” é a figura mais adequada para descrever a mudança que todos nós precisamos, a fim de sermos cristãos verdadeiros (2Co 5.17).

Nunca esqueçamos que não podemos proporcionar a nós mesmos tão grande mudança. Nenhum homem é o autor de sua própria existência, tampouco pode dar vida celestial a sua própria alma. Conceder vida é uma prerrogativa peculiar de Deus. “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2.1).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

sexta-feira, 2 de julho de 2021

"Orações pelo Governo"

"Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade" (1Tm 2.1-4).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

terça-feira, 29 de junho de 2021

“JESUS CHOROU”

 

“JESUS CHOROU”

“Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se. E perguntou: Onde o sepultastes? Eles lhe responderam: Senhor, vem e vê! Jesus chorou. Então, disseram os judeus: Vede quanto o amava” (Jo 11.33-36).

Somos informados que, ao ver Marta chorando e os judeus, juntamente com ela, nosso Senhor “agitou-se no espírito e comoveu-se”. E, além disso, expressando visivelmente seus sentimentos, “Jesus chorou”. Ele sabia que a aflição da família de Betânia em breve se tornaria em regozijo e que em alguns minutos Lázaro seria restituído as suas irmãs, Mas, embora estivesse ciente desses fatos, Ele “chorou” (Jo 11.35).

Chorar, lamentar e entristecer-se constituem fortes tentações para a carne e o sangue, fazendo-nos perceber a fraqueza de nossa existência; porém não são atitudes erradas em si mesmas. O próprio Filho de Deus chorou. Isso nos mostra que um profundo sentimento é algo que não deve nos causar vergonha. Ser frio, insensível e passivo na hora da tristeza não é uma evidência de que possuímos a graça de Deus em nosso coração. Não existe indignidade em um filho de Deus derramar lágrimas. O nosso Senhor Jesus “agitou-se no espírito, comoveu-se e chorou”, mostrando que nosso Salvador é bastante sensível, compassivo e amável. Quando O buscamos na hora da aflição e Lhe contamos nossos sentimentos, Ele sabe pelo que estamos passando e tem compaixão de nós (Hb 4.14-16).

Lembremo-nos dessas verdades em nossa vida diária e jamais nos envergonhemos de andar nos passos de Jesus, nosso grande Sumo Sacerdote. Esforcemo-nos para ser homens e mulheres de corações sensíveis e espíritos repletos de simpatia. “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Rm 12.15). Seria bom para a igreja e o mundo se houvesse mais crentes dessa natureza e caráter. “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados (Mt 5.4).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

segunda-feira, 28 de junho de 2021

"EM FAVOR DE TODOS OS HOMENS"


EM FAVOR DE TODOS OS HOMENS

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.1-4).

Amados irmãos, os exercícios religiosos que o apóstolo Paulo aqui ordena mantêm e fortalecem em nós o culto sincero e o temor de Deus, bem como nutrem a consciência íntegra.

Devemos orar “em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade”.

A menção aos reis e todos os que se acham investidos de autoridade têm uma razão. Eles são ordenados por Deus para o nosso bem, designados por Deus para o cuidado e preservação do gênero humano; e por mais que eles fracassem na execução dessa divina ordenação, não devemos cessar de orar por eles. “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz” (Jr 29.7).

Um governo bem sucedido, sem dúvida será proveitoso para todos nós. Teremos a possibilidade de viver em paz, com toda piedade e respeito. Em sua Epístola aos Romanos, capítulo 13.1-5, Paulo nos dá mais detalhes sobre este assunto: Os que se acham investidos de autoridade devem proteger o bom cidadão; manter a ordem e a decência na sociedade; preservar a piedade e promover a verdadeira religião; combater o mal e punir os malfeitores.

Após demonstrar que o mandamento promulgado é excelente, o apóstolo Paulo apresenta um motivo mais forte para orarmos. Diz ele: “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. Obedecer a Deus é a mais sublime de todas as razões. O desejo de Deus é a regra pela qual devemos regulamentar todos os nossos deveres. Há um dever de amor que se preocupa com a salvação de todos aqueles a quem Deus estende seu chamado e testifica acerca desse amor através das orações piedosas. O nosso Deus gracioso, que nos conduziu à salvação por meio de Jesus Cristo, pode agir e estender essa mesma graça aos homens de todas as classes sociais e nações.

Oremos de acordo com a vontade de Deus; acatemos a Sua santa vontade; e que as nossas orações obedeçam ao comando do Espírito Santo.

Amém!

Pr. José Rodrigues

*As Pastorais, João Calvino, Ed. Paracletos

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

segunda-feira, 21 de junho de 2021

“O AMIGO DOS DOENTES”

 

“O AMIGO DOS DOENTES”

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades” (Mt 9.35).

O nosso Senhor Jesus foi testemunha ocular de todos os males herdados pela carne. Ele entrou em contato com doenças de todo tipo, variedades e descrição. E, por mais repugnantes que fossem, não se sentiu repelido por ter que tratar com qualquer das pobres vítimas desses males. Nenhuma doença era por demais repulsiva para Ele curar. “Ele curava toda sorte de doenças e enfermidades”.

Podemos obter grande consolo desse fato. Cada um de nós habita em um corpo muito débil e frágil. Nunca sabemos quanto sofrimento ainda precisaremos contemplar, enquanto nos assentamos à beira do leito de enfermidades de amigos e parentes queridos. Nunca sabemos quantos sofrimentos teremos nós mesmos de passar, antes de morrermos. No entanto, armemo-nos, a todo instante, com o precioso pensamento que Jesus Cristo é especialmente apto para ser o Amigo dos doentes. Este nosso grande Sumo Sacerdote, a quem devemos recorrer para obtermos cura, perdão e paz com Deus, está tão eminentemente qualificado para se compadecer de um corpo dolorido, como também para sarar uma consciência afligida.

O nosso Senhor Jesus tem cuidado especial pelos enfermos, pelos que choram, pelos cansados e sobrecarregados. Ele é o primeiro a visitá-los e a dizer-lhes: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mt 5.4)Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.18). E, se formos chamados à esfera de vida em Glória, não existe nada a lamentarmos em tal chamada. “Vivendo ou morrendo, somos do Senhor. Se vivermos, o Senhor Jesus está conosco. Se morrermos, nós estaremos com Ele”.

”Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115