"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



domingo, 14 de novembro de 2021

“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO 2


“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO 2

“Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio” (Mt 22.4,5).

A parábola das bodas, em sua aplicação primária, inquestionavelmente aponta para os judeus. Porém, não podemos limitá-la somente a eles, pois contêm lições que perscrutam o coração, ela é para todos quantos o evangelho é pregado. É um quadro espiritual que ainda hoje fala conosco, se é que temos ouvidos para ouvir. “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” (Mt 13.9).

Lição 2 – Os convites do evangelho são amplos, plenos, generosos e ilimitados. O Senhor Jesus nos conta que os servos disseram aos convidados: “Tudo está pronto; vinde para as bodas”.

Da parte de Deus não há nada faltando para a salvação da alma dos pecadores. Ninguém jamais poderá dizer, no fim, que foi por culpa de Deus que não se salvou. O Pai está pronto para amar e acolher. O Filho está pronto para perdoar e limpar de toda a culpa. O Espírito está pronto para santificar e renovar. Os anjos estão prontos para se regozijarem ante cada pecador que retorna ao caminho reto. A graça está pronta para assisti-lo. A Bíblia está pronta para instruí-lo. O céu está pronto para ser o seu lar eterno. Deus sempre será achado inocente do sangue de todas as almas perdidas. O evangelho sempre fala dos pecadores como seres responsáveis e que terão de prestar contas a Deus. O evangelho coloca uma porta aberta diante de toda a humanidade. Ninguém será excluído desse convite universal. Embora poucos são os que entram pela porta estreita, todos são igualmente convidados a entrar por ela.

“Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio” (Mt 22.5).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO I


“A PARÁBOLA DAS BODAS” – LIÇÃO 1

“De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes: O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir. Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas” (Mt 22.1-4).

A parábola das bodas relatada no evangelho de Mateus 22.1-14, tem um significado muito amplo. Em sua aplicação primária, inquestionavelmente aponta para os judeus. Porém, não podemos limitá-la somente a eles, pois contêm lições que perscrutam o coração, ela é para todos quantos o evangelho é pregado. É um quadro espiritual que ainda hoje fala conosco, se é que temos ouvidos para ouvir. “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” (Mt 13.9).

Lição 1 – A salvação anunciada no evangelho é comparada a uma festa de casamento. O Senhor Jesus nos fala de “um rei que celebrou as bodas de seu filho”.

Existe no evangelho uma provisão completa para todas as necessidades da alma humana. Há um suprimento de tudo quanto se requer para aliviar a fome e sede espiritual. Perdão, paz com Deus, uma viva esperança neste mundo, glória no mundo vindouro, são bênçãos retratadas diante dos nossos olhos em rica abundância. Trata-se de um banquete espiritual. Toda esta provisão é devida ao amor manifestado pelo Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor. Ele deseja nos unir a si mesmo, restaurar-nos à família de Deus como filhos queridos, vestir-nos com a sua própria justiça, dar-nos uma posição em seu reinado e nos apresentar inculpáveis perante o trono gracioso de seu Pai, no último dia. O evangelho é uma oferta de pão para o faminto, de alegria para o triste, de um lar para o desprezado, de um amigo para o perdido. Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido” (Mt 18.11).

“Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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sábado, 6 de novembro de 2021

“UMA LIÇÃO DE HUMILDADE”


“UMA LIÇÃO DE HUMILDADE”

“Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz?” (Jo 13.12).

Temos nesta narrativa do apóstolo João, em seu evangelho, uma lição prática transmitida pelo Senhor Jesus. Ele afirmou: Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.14,15).

Considere que a humildade é um dos aspectos desta lição. Se o unigênito Filho de Deus, o Rei dos reis, pensou que não seria indigno para Ele realizar o humilde serviço de escravo, não existe coisa alguma que seus discípulos possam reputar menos importante ou digna para eles fazerem. Nenhum pecado é tão ofensivo e prejudicial à alma quanto o orgulho. Nenhuma virtude é tão recomendada, por exemplo e preceito, como a humildade. "No trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça” (1Pe 5.5).

Seria muito bom se a igreja recordasse mais esta verdade e a humildade não fosse tão escassa entre seus membros. Talvez não exista pessoa tão desagradável aos olhos de Deus quanto a que professa o cristianismo e, ao mesmo tempo, pensa de maneira elevada a respeito de si mesma, demonstrando auto-exaltação, contentamento consigo mesma e orgulho. Infelizmente esse tipo de pessoa é muito comum na igreja contemporânea. No entanto, as palavras que João registrou jamais foram revogadas; pelo contrário elas se tornarão uma testemunha contra muitos no último dia, a menos que se arrependam.

"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz" (Fp 2.5-8).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

“ESSE VIRÁ A MIM”


“ESSE VIRÁ A MIM”

“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim” (Jo 6.37).

A declaração, “todo aquele que o Pai me dá”, envolve a doutrina da eleição: há alguns que o Pai deu a Cristo. Envolve a doutrina do chamado eficaz: estes que são dados devem vir e virão; por mais que se coloquem resolutamente contra isso, serão trazidos das trevas para a maravilhosa luz de Deus. Ensina-nos a indispensável necessidade da fé, pois mesmo esses que são dados a Cristo não serão salvos a não ser que venham a Jesus. Até mesmo estes precisam vir, pois não há outro caminho para o céu além de Cristo Jesus. Todos que o Pai dá a nosso Redentor devem vir a ele, portanto ninguém pode ir ao céu se não for a Cristo.

Ó! O poder e a majestade presentes na palavra “virá”. Ele não diz que eles têm poder para vir, nem que virão se quiserem, mas que eles “virão”.

O Senhor Jesus, por Seus mensageiros, Sua palavra e Seu Espírito, compele de modo gracioso homens a virem, e, então, desfrutar da Ceia de Suas bodas; e isto Ele faz sem violar a vontade humana, mas pelo poder de Sua graça. Nós podemos exercitar poder sobre a vontade de outro homem e ainda assim a vontade deste outro homem permanecer perfeitamente livre, porque o refreamento é exercido de modo harmonioso com as leis da mente humana. Jesus Cristo sabe, com argumentos irresistíveis dirigidos ao entendimento, por fundamentos poderosos que invocam as emoções, e por misteriosa influência do Seu Santo Espírito operando em todos os poderes e paixões da alma, conquistar o homem como um todo, de modo que, antes sendo rebelde, agora rende-se alegremente a Seu governo, vencido pelo amor soberano. Mas como serão conhecidos estes a quem Deus escolheu? Por este resultado: que eles, deliberada e alegremente venham a Cristo com fé simples e genuína, descansando nEle que é toda a sua salvação e tudo o que desejam. Você veio a Jesus?

“Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim” (Jo 6.44,45).

Deus nos abençoe!

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892).

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segunda-feira, 1 de novembro de 2021

"AJUSTE DE CONTAS"

“Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles” (Mt 25.19).


Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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sexta-feira, 29 de outubro de 2021

“BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES DE ESPÍRITO”

“BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES DE ESPÍRITO”

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3).

* Introdução

Temos neste capítulo cinco do evangelho de Mateus, o início do que usualmente chamamos de “Sermão do Monte”. Cada palavra dita pelo nosso Senhor Jesus deve ser, por todos nós, reputada como preciosa. É a pregação do nosso supremo Pastor e Mestre.

Neste sermão podemos perceber que o nosso “Bom Pastor” é o tipo de pessoa que devemos ser. Aqui temos o modelo de caráter aprovado por Deus, e este deve ser nosso alvo. Se pretedemos saber qual a conduta e os hábitos mentais que devemos cultivar como cristãos, meditemos com frequência no “Sermão do Monte”. Nele estão as características daqueles que o nosso Senhor Jesus chamou de “Bem-aventurados”.

1 – Considere a primeira dessas características.

O nosso Senhor disse: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Esta é sem dúvida uma referência aos modestos quanto ao seu autoconceito. O nosso Senhor apontava para os que estão profundamente convictos da sua condição de pecadores. São os “pobres de espírito”, os carentes, os necessitados, os dependentes do Salvador. São aqueles que entenderam a advertência do profeta Isaías 5.21, “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito”.

2 – Dê atenção aos textos bíblicos que revelam a importância da “humildade de espírito”.

1. “O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra” (Pv 15.33).

2 “Melhor é ser humilde de espírito com os humildes do que repartir o despojo com os soberbos” (Pv 16.19).

3. “Antes da ruína, gaba-se o coração do homem, e diante da honra vai a humildade” (Pv 18.12).

4. “A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra” (Pv 29.23).

5. “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Mq 6.8).

6. “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4.1-3).

7. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Fp 2.3).

8. “... no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça” (1Pe 5.5).

3 – Medite na pastoral “O Pastor Aprovado” – Richard Baxter (1615-1691).

A necessidade de humilhar-nos a nós mesmos constitui o âmago do evangelho. A obra da graça só é iniciada e sustentada pelo exercício da humildade. É parte essencial da nova criatura. É contradição ser nascido de Deus, nascido do Espírito, ser um verdadeiro cristão e não ser “humilde de espírito”.

Todo aquele que pretende ser discípulo de Cristo, deve vir a Ele para aprender. E a primeira lição é esta: “Seja humilde de espírito”.

Quantos preceitos e quantos exemplos admiráveis o nosso Mestre nos deu com este propósito. Podemos imaginar outra coisa que não seja a humildade quando o vemos deliberadamente lavando os pés dos seus discípulos? (Jo 13.12-17).

Do que nos orgulhamos? Dos nossos corpos? Não são eles como os dos animais que voltam ao pó da terra?

Orgulhamo-nos das nossas graças ou bênçãos recebidas? Ora, quanto mais nos orgulhamos delas, menos orgulhosos devemos ser.

Orgulhamo-nos da nossa cultura, do nosso conhecimento?  Nós devemos compreender que, se temos algum conhecimento, deveria humilhar-nos o fato de sabermos tão pouco. E, se sabemos mais que outros, certamente temos maiores motivos para sermos mais humildes do que eles.

* Conclusão

Como líderes a nossa real ocupação deve consistir em ensinar ao nosso povo a lição da “humildade de espirito”; em mostrar como não nos fica bem orgulhar-nos de nós mesmos. Portanto, devemos estudar a humildade e ensiná-la, bem como possuí-la e praticá-la.

Um bom exemplo de humildade que podemos encontrar nas Escrituras está em José do Egito (Gn 37-50). A forma como ele tratou dos irmãos que agiram maldosamente contra ele; a consciência que ele teve das ações soberanas de Deus cuidando de tudo; e, que os dons que ele possuía eram dádivas do Senhor.

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.5-8).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

“OS CINCO PONTOS DO CALVINISMO”


OS CINCO PONTOS DO CALVINISMO”

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10.27,28).

1 – Depravação Total. O homem caído, totalmente afetado e escravizado pelo pecado, não possui capacidade de salvar a si mesmo, nem de crer no evangelho oferecido livremente. “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5.39,40).

2 – Eleição Incondicional. As pessoas são salvas devido o fato de que Deus escolhe livre, soberana e incondicionalmente pecadores para serem redimidos por Cristo, trazidos à fé e, por fim, à glória. “Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1.5).

3 – Expiação Limitada. A obra redentora de Cristo visa à salvação dos eleitos, ou seja, Cristo salva realmente aqueles pelos quais Ele morreu. “O meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si” (Is 53.11).

4 – Graça Irresistível. O Espírito Santo nunca falha em seu objetivo de trazer à fé àqueles que Deus predestinou para a vida. Esse ponto é resultado inevitável dos três primeiros. Nossa depravação total necessita da graça irresistível. A eleição incondicional é o seu ancoradouro. A expiação limitada é a sua verdade correspondente, pois se a graça salvadora fosse resistível, Cristo teria morrido em vão por muitos. “Não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dn 4.35).

5 – Perseverança dos Santos. Todos que participam da graça e do poder salvífico da união com Cristo, pela fé, continuam nessa união com seus frutos e benefícios. Por meio da obra perseverante do Deus trino, os salvos permanecem na fé verdadeira e nas obras que procedem da fé enquanto estiverem neste mundo. Se pelo Espírito você é regenerado, justificado e santificado em Cristo, você não pode cair deste estado finalmente. “Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ez 36.27).

Deus nos abençoe!

Pr. Joel Beeke

*Vivendo para a glória de Deus: Uma Introdução à Fé Reformada, Ed. Fiel

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil no bairro Fazendinha/Curitiba.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

“ESCOLHIDOS DESDE O PRINCÍPIO”


“ESCOLHIDOS DESDE O PRINCÍPIO”

“Entretanto, devemos dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2Ts 2.13).

Deus nos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o louvor da glória de sua graça; bem como os meios e condições para isso. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele..., segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça” (Ef 1.3,4,6).

Devemos a nossa eleição exclusivamente ao nosso bondoso e gracioso Deus, que “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo..., no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho de sua vontade” (Ef 1.5,11).

A doutrina calvinista conhecida como “Eleição Incondicional” ensina que essa escolha não está condicionada a alguma coisa prevista ou executada pelo homem. Que as ações humanas atendendo ao chamado do Espírito, que o arrependimento e a fé, que a justificação e demais graças que a acompanham são meios preordenados por Deus e operadas no tempo devido, indicando a condição dos escolhidos em Cristo, guardados por seu poder, para a salvação e louvor da sua glória (1Pe 1.5).

“Visto que Deus designou os eleitos para a glória, assim ele, pelo eterno e mui livre propósito de sua vontade, preordenou todos os meios para se alcançar esse fim; os que, portanto, são eleitos, achando-se caídos em Adão, são remidos por Cristo; são eficazmente chamados para a fé em Cristo pelo seu Espírito, que opera no tempo devido; são justificados, adotados, santificados e guardados por seu poder mediante a fé para a salvação. Além dos eleitos não há nenhum outro que seja remido por Cristo, eficazmente chamado, justificado, adotado, santificado e salvo” (CFW.III.vi).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

ELEIÇÃO INCONDICIONAL

 

ELEIÇÃO INCONDICIONAL

“Deus nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2Tm 1.9).

Os cristãos calvinistas ensinam que a doutrina da “Eleição Incondicional” é imutável, condicionada a livre graça e ao amor pessoal de Deus, segundo o conselho secreto da sua vontade. Que as boas obras são frutos da eleição, e consequentemente não podem ser suas condições. “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele”. “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 1.4; 2.10).

A Confissão de Fé de Westminster (1643-1646), expressamente sustenta que antes da fundação do mundo, o eterno, soberano, imutável e incondicional decreto eletivo de Deus determina que da humanidade caída, certos indivíduos alcançarão a vida e a glória eterna; que este decreto repousa na graça soberana e no amor pessoal de Deus, segundo o secreto conselho da sua vontade, tendo como fim ou motivo último na eleição, o louvor de sua gloriosa graça (Ef 1.6).

“Aqueles dentre a humanidade que são predestinados para a vida, Deus, antes que fossem lançados os fundamentos do mundo, segundo seu eterno e imutável propósito, e o secreto conselho e beneplácito de sua vontade, escolheu em Cristo para a glória eterna, de sua mera e livre graça e amor, sem qualquer previsão de fé ou de boa obras, ou de perseverança em qualquer um deles, ou qualquer outra coisa na criatura, como condições ou causas que a isso o movessem; e tudo para o louvor de sua gloriosa graça” (CFW.III.v).

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Ef 1.3,5-7).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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terça-feira, 12 de outubro de 2021

“PIEDOSOS E PERSEGUIDOS”


“PIEDOSOS E PERSEGUIDOS”

“Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12).

A lembrança de suas próprias perseguições leva o apóstolo Paulo a acrescentar que tudo quanto lhe acontecera também se dará com todas as pessoas piedosas. Ele acrescenta isso para que os crentes se predispusessem a aceitar tal situação, e em parte para que as pessoas bondosas não se afastassem dele movidas pela dúvida em virtude de suas perseguições, as quais recebiam das mãos dos ímpios, pois às vezes sucede que acontecimentos adversos suscitam críticas adversas. Se porventura alguém cai no desfavor humano, imediatamente corre o rumor de que o mesmo é odiado por Deus. Com esta afirmação geral, Paulo declara que ele é um entre os filhos de Deus, e ao mesmo tempo adverte seus irmãos a suportarem as perseguições. Pois se essa condição é estabelecida “para todos quantos querem viver piedosamente em Cristo”, segue-se que aqueles que desejam evitar perseguições devem renunciar a Cristo. Como será em vão tentar separar Cristo de sua cruz, assim é plenamente natural que o mundo odeie a Cristo, mesmo em seus membros. E já que a crueldade acompanha o ódio, daí surgem as perseguições. É essencial que reconheçamos o fato de que, se somos cristãos, devemos nos preparar para muitas tribulações e lutas de diferentes tipos.

Mas pode-se perguntar se todos devem, então, ser mártires. É evidente que têm havido muitas pessoas que jamais sofreram desterro, nem prisão, nem qualquer outro gênero de perseguição. Nossa resposta é que Satanás possui mais de um método de perseguir os servos de Cristo. Mas é absolutamente necessário que todos eles suportem a hostilidade do mundo, de um modo ou de outro, a fim de que sua fé se exercite e sua perseverança se comprove. Satanás, que é o perpétuo inimigo de Cristo, jamais deixará que alguém viva sua vida sem algum distúrbio, e haverá sempre pessoas perversas a nos perseguir. De fato, tão pronto um crente mostre sinais de zelo por Deus, a ira de todos os ímpios se acende e, mesmo que não tenham suas armas em punho, arrojam seu veneno, ou criticando, ou caluniando, ou provocando perturbação de um ou de outro modo. Portanto, ainda que não sofram os mesmos ataques e não se envolvam nas mesmas batalhas, os que querem viver piedosamente em Cristo têm uma só guerra em comum e jamais viverão totalmente em paz nem isentos de perseguições.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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