"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quarta-feira, 4 de maio de 2022

“PORTA DE ENTRADA PARA A SALVAÇÃO”


“PORTA DE ENTRADA PARA A SALVAÇÃO”

“E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna” (Jo 3.15).

Aqui vemos a maneira pela qual os benefícios de Cristo se tornam nossos (a bênção da justificação pela fé). O nosso Senhor repetiu esta gloriosa verdade a Nicodemos. Por duas vezes Ele disse: “Para que todo o que nele crê tenha a vida eterna”; e também uma vez afirmou: “Quem nele crê não é julgado”.

A fé em Cristo é a porta de entrada para a reconciliação e paz com Deus. Aquele que tem fé no Senhor Jesus Cristo está justificado, tem a vida eterna. Nada mais é necessário, além desta graça, para a nossa completa justificação.

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.1,2).

Se queremos ter a consciência apaziguada pelo Espírito, cuidemos para que a nossa compreensão sobre a doutrina da justificação seja bem definida. No assunto justificação, tenhamos cuidado para não mesclarmos a fé com obras. Quanto a isto, devemos sempre ter em mente que somente a fé em Cristo é necessária para a nossa salvação. Mas, devemos lembrar que o homem justificado será sempre um homem santo, justo, íntegro, amoroso, de boas obras. A fé verdadeira sempre estará acompanhada de outras graças.

“A fé, assim recebendo e assim repousando em Cristo e sua justiça, é o único instrumento da justificação; ela, contudo, não está sozinha na pessoa justificada, mas é sempre acompanhada de todas as demais graças salvíficas; não é uma fé morta, mas que age através do amor” (CFW. XI, seção II).

Se queremos saber se nascemos de novo, se a nossa fé é verdadeira, fazemos bem em ver como estamos vivendo. Mas, se queremos nos certificar da nossa justificação, há somente uma questão a ser respondida. Você realmente crê que o Senhor Jesus Cristo é o seu único e suficiente Salvador?

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil no bairro Fazendinha/Curitiba.
Rua Elias Karan, 150.
(41)3239-2123

quinta-feira, 14 de abril de 2022

“VENCENDO OS TEMORES DA MORTE”


“VENCENDO OS TEMORES DA MORTE”

Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou” (Lc 23.46).

Muitos vivem com receio da morte todos os seus dias. Como podemos vencer estes temores?

1 – Devemos deliberadamente entregar as nossas almas, ao partirmos deste mundo, nas mãos dAquele que pode recebê-las e guardá-las. A alma, sozinha e por si mesma, tem que ir para a eternidade. Ela deixa para trás, para sempre, tudo o que conheceu anteriormente pelas suas faculdades próprias e naturais.

Deve haver, portanto um ato de fé ao entregar a alma à disposição de Deus, como o apóstolo Paulo foi capaz de fazer (2Tm 1.12).

Jesus Cristo é o nosso maior exemplo. Quando Ele despediu o Seu espírito, Ele entregou a Sua alma nas mãos de Deus Pai, em total confiança que ela não sofreria nenhum mal (Lc 23.46; Sl 16.9,10). O último e vitorioso ato de fé acontece na hora da morte. A alma poderá, então, dizer para si mesma: “Você está agora deixando o tempo e entrando naquelas coisas eternas que o olho natural não viu, nem o ouvido ouviu, nem o coração do homem tem sido capaz de imaginar. Desta forma, em silêncio e confiança entregue-se à soberana graça, verdade e fidelidade de Deus, e encontrarás descanso e paz”. Jesus Cristo imediatamente recebe a alma daqueles que creem nEle, como no caso de Estevão. Quando morria, ele disse: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7.59). O que poderia ser de maior encorajamento para entregar as nossas almas nas mãos de Cristo, na hora da morte, do que conhecer em cada dia de nossas vidas alguma coisa de Sua glória, do Seu poder e da Sua graça?

2 – Nesta vida há uma relação tão íntima entre alma e corpo que nós tentamos tirar da cabeça qualquer pensamento sobre a sua separação. Como é possível, então, ter tal disposição de morrer, a exemplo do apóstolo Paulo quando disse: “Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp 1.23)? Essa disposição só pode ser encontrada se olharmos pela fé para Cristo e Sua glória, tendo a certeza que estar com Ele é melhor do que tudo quanto esta vida possa oferecer.

3 – Deve haver uma disposição nossa em aceitar o tempo de Deus para morrermos. Podemos, à semelhança de Moisés, desejar ver mais da gloriosa obra de Deus em favor do Seu povo na terra. Ou, à semelhança de Paulo, podemos sentir que seja necessário, para o benefício de outros, que vivamos um pouco mais. Pode ser que desejemos ver as nossas famílias e as nossas coisas numa condição melhor e mais estabelecidas.

Mas não podemos ter paz neste mundo, a não ser que estejamos dispostos a nos submeter à vontade de Deus com respeito à morte. Os nossos dias estão em suas mãos, à Sua soberana disposição. Devemos aceitar isso como sendo o melhor.

4 – Alguns podem não temer a morte, porém podem temer a maneira como morrerão. Uma longa doença, grandes dores, ou alguma forma de violência poderiam ser uma maneira de trazer a nossa vida terrena a um fim. Devemos ser sábios, como se estivéssemos sempre prontos para passar por qualquer experiência que Deus nos permita passar. Não seria correto que Ele fizesse o que deseja com o que Lhe pertence? Acaso a vontade dEle não é infinitamente santa, sábia, justa e boa em todas as coisas? Ele não sabe o que é melhor para nós e o que trará maior glória para Si mesmo? Muitas pessoas descobriram que são capazes de suportar as coisas que mais temiam porque receberam maior força e paz do que podiam imaginar que lhes fosse dado.

No entanto, nenhuma dessas quatro coisas podemos fazer, a não ser que acreditemos na excelente glória de Cristo e desfrutemos dela.

Deus nos abençoe!

John Owen (1616-1683)

*Meditações sobre a Glória de Cristo, Editora PES.

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domingo, 27 de março de 2022

“TODOS FICARAM CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO”

“TODOS FICARAM CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO”

“Agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus. Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At.4-29-31). Amém!


Deus nos abençoe!

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terça-feira, 15 de março de 2022

“DEMONSTRAÇÃO DO ESPÍRITO E DE PODER”


“DEMONSTRAÇÃO DO ESPÍRITO E DE PODER”

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder” (1Co 2.4).

Ao dizer “em linguagem persuasiva de sabedoria”, o apóstolo Paulo quer significar oratória seleta que mais se empenha e se impregna de artifícios do que preocupar-se com a verdade; e ao mesmo tempo ele aponta para a aparência de acuidade, o que encanta as mentes dos homens. Ele está certo ao atribuir a persuasão à sabedoria humana. Pois, por sua própria majestade, a Palavra do Senhor nos concita, de forma mui veemente, a prestar-lhe obediência. Em contrapartida, a sabedoria humana tem o seu encanto com o qual se insinua; e exibe seus ornamentos pomposos, por assim dizer, por meio dos quais atrai as mentes de seus ouvintes para si mesma. Contra isto Paulo estabelece a “demonstração do Espírito e de poder”, o que a maioria dos intérpretes limita a milagres. Quanto a mim, o entendo num sentido mais amplo, ou seja, como a mão de Deus se estendendo para agir poderosamente através dos apóstolos, de todas as maneiras. Tudo indica que Paulo pôs “Espírito e poder”, significando poder espiritual; ou seguramente, a fim de realçar por meio de sinais e efeitos, como a presença do Espírito de Deus era evidente em seu ministério. E seu uso do termo demonstração, é apropriado. Pois o nosso embotamento, quando olhamos mais de perto as obras de Deus, é tal que, ao fazer uso de instrumentos inferiores, o seu poder se oculta como por meio de muitos véus, de tal maneira que o seu poder não mais nos é claramente perceptível.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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“EM TEMOR E GRANDE TREMOR”


“EM TEMOR E GRANDE TREMOR”

“E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós” (1Co 2.3).

Por fraqueza, o apóstolo Paulo geralmente quer dizer, aqui e diversas vezes, subsequentemente, tudo quanto venha prejudicar a posição e dignidade de alguém na avaliação de outras pessoas. Temor e tremor são decorrências desta fraqueza. Contudo existem duas maneiras pelas quais podemos explicar estas duas palavras. Uma delas é que, tendo ponderado na magnitude da tarefa que ele continuava a desempenhar, perturbava-se e enfrentava não pouca ansiedade ao ocupar-se do desempenho dela. A outra explicação é a seguinte: visto que se achava cercado por muitos perigos, ele se via dominado por perene temor e constante ansiedade. Uma e outra se ajustam perfeitamente bem ao contexto, porém, em minha opinião, a segunda é a mais simples. Naturalmente que modéstia como esta é própria para os servos do Senhor, de modo que, cônscios de sua própria fraqueza e, em contrapartida, encarando respeitosamente as dificuldades, bem como a excelência de tal tarefa, podem aproximar-se dela com reverência e engajar-se nela com temor. Pois aqueles que se apresentam imbuídos de confiança, e com ares de superioridade, ou que exerçam o ministério da Palavra de forma displicente, como se fossem talhados para tal tarefa, não conhecem nem a si mesmos nem à própria tarefa.

Porém, visto que Paulo, aqui, liga temor a fraqueza, e fraqueza significa tudo quanto pudesse levá-lo à depreciação, segue-se que, aqui, temor se relaciona a perigos e dificuldades. Todavia, é plenamente comprovado que este temor era de natureza tal que não impedia Paulo de executar a obra do Senhor, como os fatos o comprovam. Nem são os servos do Senhor tão estúpidos para não se verem ameaçados por perigos; na verdade, eles devem viver seriamente apreensivos por duas razões: (1) que eles, combalidos a seus próprios olhos, aprendam a depender e a descansar completamente só em Deus; e (2) que sejam treinados na genuína renúncia. Paulo, pois, não vivia isento das sensações de ansiedade, mas que as controlava de tal modo que ele, apesar de tudo, continuava a ser destemido em meio às crises, e assim, com incansável perseverança e resistência, ele se furtava de todos os insultos de Satanás e do mundo; e, resumindo, dessa forma ele seguia seu caminho através de toda resistência.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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“EU ESTIVE CONVOSCO EM FRAQUEZA”

 

“EU ESTIVE CONVOSCO EM FRAQUEZA”

“E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós” (1Co 2.3).

O apóstolo Paulo apresenta uma explanação completa do que simplesmente tocara de leve antes, ou seja, que não houve nada de esplêndido nem de eminente a seu respeito aos olhos humanos, de modo a tornar-se uma figura notável. Contudo, ele concede a seus oponentes o que estavam buscando, e essa era uma forma de fazer as mesmas coisas, as quais, acreditavam, visavam a diminuir a reputação de seu ministério, ou seja, o que contribuísse para uma recomendação ainda mais respeitável. Paulo aparentava ser alguém merecedor de menos honra, porque, segundo a carne, ele era por demais insignificante e humilde. Não obstante, ele mostra que o poder de Deus era o que existia de mais evidente em sua capacidade para tanta realização, embora não tivesse ele o apoio de quaisquer auxílios humanos. Mas Paulo não está pensando somente nos jactanciosos que, a fim de granjear um nome para si, ocupavam-se simplesmente com exibicionismo; mas também dos coríntios que se achavam pasmos em suas fúteis exibições próprias de fanfarrões. Portanto, esse lembrete deve ter causado um forte efeito entre eles. Sabiam que Paulo não exibia qualidades humanas que o ajudassem a progredir, ou por meio das quais pudesse granjear o favor dos homens. Não obstante, haviam presenciado o maravilhoso sucesso que o Senhor imprimira à pregação de Paulo. Além disso, realmente haviam visto com seus próprios olhos, diria alguém, o Espírito de Deus presente em seu ensino. Portanto, visto que negligenciavam a simplicidade de Paulo, e ambicionavam febrilmente um tipo ou outro de sabedoria que se apresentasse mais portentoso e mais polido, e visto que se achavam cativos por aparência externas e, ainda mais, de uma presumida dissimulação, e não o Espírito vivente, não tornavam o seu próprio amor ao exibicionismo por demais evidente? O apóstolo Paulo, pois, está plenamente certo em trazer sua primeira visita de volta à mente deles, a fim de não se desviarem do poder de Deus, o qual haviam uma vez experimentado.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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“DECIDI NADA SABER”


“DECIDI NADA SABER”

“Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1Co 2.2).

Há quem interprete assim o que o apóstolo Paulo diz neste versículo: “Considerei de primeira importância não saber nada por meio dos meus próprios esforços, ou simplesmente pela razão de ter conhecimento”. Contudo, não considero fora de propósito uma interpretação diversa, ou seja, que Paulo afirma que nada considerou como conhecimento, ou substitutivo para o conhecimento, exceto Cristo somente. Mas, seja a primeira interpretação a ser aprovada, ou seja a segunda a mais satisfatória, equivale ao seguinte: “A razão por que me faltou ornamentos de linguagem, e meus argumentos não contaram com refinamento e sutileza, foi porque não corri atrás de tais coisas; aliás, desdenhei delas, porquanto uma só coisa me importava – proclamar Cristo com simplicidade”.

Ao adicionar o termo crucificado, o apóstolo não pretende dizer que não proclamava nada sobre Cristo senão a Cruz, e, sim, que a própria ignomínia da Cruz não o impedia de proclamar a Cristo. É como se dissesse: “O infortúnio da Cruz não me impedirá de contemplar Aquele que é a fonte da salvação, ou me leve a envergonhar-me de ter toda a minha sabedoria sintetizada nEle – Aquele a quem os orgulhosos tratam com desdém e rejeitam por conta da ignomínia da Cruz”. Portanto, o que ele diz dever ser explicado da seguinte maneira: “Nenhum conhecimento foi tão importante para mim que me fizesse desejar alguma outra coisa mais além de Cristo, mesmo que Ele estivesse ainda crucificado”.

Este é um versículo muitíssimo belo, e o que devemos cultivar ao longo de toda a nossa vida; e comparado a isso, tudo o mais deve ser considerado como nada.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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quinta-feira, 3 de março de 2022

“FAREI MUDAR A VOSSA SORTE”


“FAREI MUDAR A VOSSA SORTE”

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte” (Jr 29.13,14).

Deus tem o direito soberano de escolher, em Cristo Jesus, dentre a massa da humanidade, aqueles que terão a "sorte mudada". Ele jamais recusará essa dádiva a quem o buscar de todo o coração. "Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte". “O Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si” (Is 53.11).

Deus não tem nenhuma obrigação de "mudar a sorte" daqueles que andam no conselho dos ímpios, que se detêm no caminho dos pecadores, que se assentam na roda dos escarnecedores. Está escrito: “Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá” (Sl 1.5,6). 

Deus graciosamente firmou seu propósito desde a eternidade, antes da fundação do mundo, em salvar os seus eleitos e chamá-los com "santa vocação". “Deus nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2Tm 1.9). “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele” (Ef 1.4).

As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar” (Jo 10.27-29).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

“GRAÇA ESPECIAL”

 

“GRAÇA ESPECIAL”

“Conheço-te pelo teu nome; também achaste graça aos meus olhos” (Êx 33.12).

Considere a distintiva graça de Deus no ato de salvar aqueles que Ele separou soberanamente para serem salvos.

Foi nesta distintiva graça que Deus separou Abraão dentre os seus vizinhos idólatras fazendo dele “o amigo de Deus” e “bênção entre as nações”. Foi nesta distintiva graça que Cristo salvou “publicanos e pecadores, mas acerca dos fariseus disse: “Deixai-os; são cegos, guia de cegos” (Mt 15.14). E temos, Saulo, aquele perseguidor cruel, quando respirando ameaças e disposto à matança, atormentava as ovelhas de Jesus levando-os à morte. Quem, segundo os princípios da justiça humana, não o teria pronunciado vaso da ira, destinado a inevitável condenação? Entretanto, admiremos e adoremos as “insondáveis riquezas da graça especial de Deus” – este Saulo foi admitido na comunhão dos santos, enumerado no exército de mártires, e distinguido servo no notável grupo dos apóstolos (At 9.1-31).

Esta graça especial de Deus se manifesta plenamente no Senhor Jesus Cristo. “Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça. Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1.16,17). Isso não significa que Deus nunca exercera a Sua graça especial antes da encarnação de Seu amado Filho. De Moisés, disse Deus: “Conheço-te pelo teu nome; também achaste graça aos meus olhos” (Êx 33.12). Quando a maldade do homem se multiplicava na terra, vemos que “Noé, achou graça diante do SENHOR” (Gn 6.8). E, o anjo disse a Virgem Maria: “Não temas; porque achaste graça diante de Deus” (Lc 1.30).

A graça e a verdade foram plenamente reveladas e perfeitamente exemplificadas quando o nosso Redentor veio a este mundo para nos livrar dos grilhões da morte eterna. É somente através de Jesus Cristo, o Mediador, que a graça especial flui do “trono da graça” para os eleitos de Deus (Hb 4.16).

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.23,24).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

“A ORAÇÃO DO PAI NOSSO”


“A ORAÇÃO DO PAI NOSSO”

“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais. Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]! Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6.9-15).

Temos nestes versículos o maravilhoso modelo de oração com o qual o Senhor Jesus supriu os seus discípulos, e que comumente chamamos de “Oração do Pai Nosso”.

Dizem que esta porção das Escrituras seja, talvez, a mais conhecida em todo o mundo. Milhares e milhares de pessoas que, nunca viram uma Bíblia ou nunca tiveram a oportunidade de ouvir o Evangelho puro, já ouviram ou recitaram a oração do “Pai Nosso”.

É bem provável que esta tenha sido a primeira oração que aprendemos, quando crianças. Nisto consiste a sua simplicidade: ela contém o princípio de tudo quanto o mais desenvolvido filho de Deus possa desejar. E nisto consiste a sua plenitude: quanto mais ponderamos as suas palavras, tanto mais sentimos que esta oração procede de Deus.

* A oração do “Pai Nosso” consiste de dez partes ou sentenças.

1) A primeira sentença declara a quem devemos orar: “Pai nosso que estás nos céus”. Não devemos clamar aos santos ou aos anjos, mas exclusivamente ao Pai, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o SENHOR dos céus e da terra. Podemos chamá-Lo de Pai no sentido de que Ele é o nosso criador, conforme fez o apóstolo Paulo, perante os atenienses: “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração” (At 17.28). Nós O chamamos de Pai no sentido mais elevado da Palavra. Somos nascidos de Deus, nascidos do Espírito, nascidos pela vontade de Deus (Jo 1.12,13). Professamos ser filhos de Deus, mediante a fé no Senhor Jesus Cristo, e testemunhamos ter recebido o “espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (Rm 8.15). Jamais nos esqueçamos disso!

2) A segunda sentença consiste em uma petição concernente ao nome de Deus: “santificado seja o teu nome”. Quando falamos em “nome” de Deus, entendemos todos aqueles atributos divinos através dos quais Ele se tem revelado a nós – o seu poder, sabedoria, amor, santidade, justiça, misericórdia e verdade. Quando rogamos que esses atributos sejam “santificados”, pedimos que eles sejam feitos conhecidos e glorificados. Glorificar a Deus é a primeira coisa que os filhos de Deus devem almejar. Esse foi o assunto de uma das orações do próprio Senhor Jesus: “Pai, glorifica o teu nome” (Jo 12.28). Este é o propósito para o qual o mundo foi criado. Esta é a finalidade pela qual os santos são chamados. A principal coisa que deveríamos buscar nesta vida é que “em todas as coisas seja Deus glorificado” (1Pe.11).

3) A terceira sentença envolve uma petição acerca do  reino de Deus: “venha o teu reino”. Por “teu reino” entendemos, primeiramente, o reino de graça que Deus estabelece e mantém no coração de todos os membros do corpo de Cristo, por meio do seu Espírito e de sua Palavra. Mas, principalmente, entendemos tratar-se daquele reino de glória que um dia será estabelecido, quando o Senhor Jesus voltar, de modo definitivo. Nesta ocasião, todo joelho se dobrará diante dEle, e toda língua confessará que Ele é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.10,11).

4) A quarta sentença é uma petição concernente à vontade de Deus: “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”. Neste ponto, oramos no sentido de que as leis de Deus venham ser obedecidas pelos homens tão perfeita, pronta e incessantemente como são pelos anjos, no céu. Rogamos que aqueles que agora não obedecem às leis de Deus, sejam convertidos e ensinados a obedecê-las, e que aqueles que obedecem o façam ainda com maior empenho. A nossa autêntica felicidade consiste na perfeita submissão à vontade de Deus. É demonstração do mais alto amor e santidade orar no sentido de que a humanidade possa conhecer a perfeita vontade de Deus e submeter-se a ela.

5) A quinta sentença é uma petição referente às nossas próprias necessidades diárias: “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje”. Somos aqui ensinados a reconhecer a nossa inteira dependência de Deus para o suprimento das nossas necessidades diárias. Precisamos diariamente do pão. Nós confessamos nossa carência de Deus, o Criador, e suplicamos que Ele tome conta de nós. Pedimos pão como a mais simples das nossas necessidades materiais; mas, nessa palavra, incluímos todas as necessidades do nosso corpo.

6) A sexta sentença é uma petição a respeito dos nossos pecados: “perdoa-nos as nossas dívidas”. Confessamos que somos pecadores e que precisamos receber diariamente o perdão de nossas transgressões. Esta é uma parte da oração do Pai Nosso que merece ser especialmente relembrada. Ela condena toda justiça-própria e auto-justificação. Somos aqui instruídos a manter um hábito continuo de confissão junto ao trono de graça; e buscar perdão, misericórdia e remissão.

7)  A sétima sentença é uma declaração que diz respeito aos nossos sentimentos para com o próximo: rogamos ao Pai que “nos perdoe as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”. Esta é a única declaração de um compromisso nosso para com Deus que aparece em toda a oração, é a única parte da oração na qual Jesus se detém para fazer um comentário posterior. Jesus nos relembra que não devemos esperar receber o perdão, quando oramos, se o fizermos com malícia ou rancor no coração, para com os outros. Orar com tal atitude mental é hipocrisia. É ainda pior que hipocrisia. É como dizer: “não me perdoe”. Não devemos esperar ser perdoados, se nós não conseguimos perdoar.

8) A oitava sentença é uma petição a respeito de nossas fraquezas: “não nos deixes cair em tentação”. Ela nos ensina que a todo momento podemos ser enganados e cair em transgressão. Ela nos instrui a confessar nossas fraquezas, debilidades, e a buscar a Deus para nos sustentar e não nos deixar cair em pecado. Rogamos que Ele, que ordena todas coisas no céu e na terra, não nos deixe incorrer naquilo que é prejudicial às nossas almas, e que jamais permita que sejamos tentados além do que somos capazes de suportar. “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10.13).

9) A nona sentença é uma petição acerca dos perigos que nos ameaçam: “livra-nos do mal”. Somos aqui ensinados a pedir que Deus nos livre do mal existente neste mundo, do mal que está dentro dos nossos próprios corações, e, não menos importante, do Maligno, que é o diabo. Assim rogamos a Deus, o único que pode nos preservar, para que sejamos continuamente vitoriosos “contra as astutas ciladas do diabo, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, contra o dia mal, e dardos inflamados do Maligno” (Ef 6.11-13,16; Jo 17.15).

10) A décima e última sentença é uma atribuição de louvor: “teu é o reino, o poder e a glória”. Com estas palavras, declaramos a nossa convicção de que os reinos deste mundo são legítima propriedade de Deus nosso Pai, que a Ele pertence todo o poder, e que Ele merece receber toda glória e louvor.

Concluímos esta grande oração oferecendo ao SENHOR a nossa profissão de fé, de que Lhe conferimos toda a honra, e que confessamos e nos regozijamos no fato de que Ele é o Rei dos reis, o SENHOR dos senhores.

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues

*Meditações no Evangelho de Mateus, J.C.Ryle, Ed. Fiel

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