"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



domingo, 18 de setembro de 2022

“NOSSAS MELHORES OBRAS E O JUÍZO DE DEUS”


“NOSSAS MELHORES OBRAS E O JUÍZO DE DEUS”

“Não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não há justo nenhum vivente” (Sl 143.2).

“Não podemos, por meio de nossas melhores obras, merecer da mão de Deus o perdão de pecado, ou a vida eterna, em razão da imensa desproporção que há entre elas e a glória por vir, e a infinita distância que há entre nós e Deus, a quem não podemos ser úteis nem quitar a dívida de nossos pecados anteriores; mas quando tivermos feito tudo quanto pudemos, outra coisa não fizemos senão nosso dever, e seremos servos inúteis; e porque, sendo boas, elas são manchadas e misturadas com tantas fraquezas e imperfeições, que não podemos suportar a severidade do juízo divino” (CFW – XVI, seção V).

1. As melhores obras dos crentes, em vez de merecer o perdão de pecado e a vida eterna, não podem suportar o escrutínio do santo juízo de Deus. Razões para tais asseverações: -

1.1. As melhores obras possíveis para o homem são infinitamente indignas de ser comparadas em valor, com o favor de Deus, e os galardões que os homens, que confiam nas obras, buscam obter através delas.

1.2. A infinita superioridade de Deus para nós, sua absoluta posição de proprietário sobre nós como nosso Criador, e a soberania sobre nós como nosso Governante moral, necessariamente excluem a possibilidade de nossas ações merecerem qualquer recompensa de sua mão. Nenhuma ação nossa pode aproveitar a Deus ou deixá-lo sob obrigação em relação a nós. Tudo o que nos é possível já se nos constitui uma dívida nossa para com ele como nosso Criador e Preservador.

1.3. Que nossas obras nada poderiam merecer, mesmo que fossem perfeitas, são nesta vida, em decorrência de imperfeições subjacentes, muitíssimo imperfeitas. Portanto, as melhores delas necessitam de ser expiadas pelo sangue de Cristo e apresentadas através de sua mediação, antes que possam achar aceitação por parte do Pai.

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, Ed. Os Puritanos.

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil no bairro Fazendinha/Curitiba.
Rua Elias Karan, 150.
(41)3239-2123 

sábado, 17 de setembro de 2022

“EFEITOS E UTILIDADES DAS BOAS OBRAS”


“EFEITOS E UTILIDADES DAS BOAS OBRAS”

“Essas boas obras, feitas em obediência aos mandamentos de Deus, são os frutos e evidências de uma fé viva e verdadeira; por elas os crentes manifestam sua gratidão, fortalecem sua certeza, edificam seus irmãos, adornam a profissão do evangelho, fecham a boca dos adversários e glorificam a Deus, de cuja feitura somos, criados em Cristo Jesus para isso mesmo, a fim de que, tendo seu fruto para a santidade, tenham no final a vida eterna (CFW – cap. XVI, seção II).

Os efeitos e utilidades das boas obras, na vida cristã, são múltiplos.

1. Expressam a gratidão do crente, e manifestam a graça de Deus nele, e assim adornam a profissão do evangelho. E visto que são o fruto do Espírito, se prestam para manifestar a excelente operação do Espírito (1Tm 2.10; Tt 2.10).

2. Glorificam a Deus. Visto que Deus é seu autor (Ef 2.10), manifestam a excelência de sua graça e incitam a todos os que as produzem a apreciarem e a proclamarem sua glória (Mt 5.16; 1Pe 2.12).

3. Edificam os irmãos. As boas obras edificam a outras pessoas, tanto como evidência confirmativa da verdade do Cristianismo e do poder da graça divina quanto pela força do exemplo a induzir homens à prática das mesmas (1Ts 1.7; 1Tm 4.12, 1Pe 5.3).

4. As boas obras são necessárias à consolidação da salvação, não no sentido de serem pré-requisito da justificação, nem como estágio do progresso do crente em merecimento do favor divino, mas elementos essências dessa salvação, os frutos e os meios substanciais da santificação e glorificação. Uma alma salva é uma alma santa; e uma alma santa é aquela cujas faculdades se engajam todas nas obras de amorável obediência. Não pode existir graça no coração sem as boas obras como sua consequência. Não pode existir boas obras sem o crescimento das graças que são exercitadas nelas.

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, Ed. Os Puritanos.

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“BOAS OBRAS SÃO OS FRUTOS DA SANTIFICAÇÃO”

 

“BOAS OBRAS SÃO OS FRUTOS DA SANTIFICAÇÃO”

“Boas obras são aquelas que Deus ordenou em sua santa Palavra, e não aquelas que, sem a autorização dela, são inventadas pelos homens que, movidos por um zelo cego, nutrem alguma pretensão de boa intenção” (CFW – cap. XVI, seção I).

1. Para que uma obra seja boa.

1.1. Deve ser realizada de conformidade com a vontade revelada de Deus. Deus apresentou nas Escrituras inspiradas uma norma perfeita de fé e prática. Cada princípio, cada motivo e cada fim da ação certa, segundo a vontade de Deus, serão facilmente aprendidos pelo inquiridor devoto. Deus diz à sua Igreja. “Tudo o que eu te ordeno, observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”. (Dt 12.32; Ap 22.18,19).

2. Para que uma obra seja realmente boa.

2.1. Deve provir de um princípio de fé e amor no coração. Todos os homens reconhecem que o caráter moral de um ato é sempre determinado pelo caráter moral do princípio ou do pendor que o impele. Os homens não regenerados realizam muitas ações, boas até onde suas relações externas com seus semelhantes lhes interessam. Mas o amor a Deus é o princípio fundamental sobre o qual todos os deveres morais repousam, precisamente como nossa relação com Deus é a relação fundamental sobre a qual descansam todas as nossas outras relações. Se uma pessoa é alienada de Deus, se ela não está no presente exercício da confiança nele e amor por ele, qualquer ação que venha a realizar será carente do elemento essencial que caracteriza uma genuína obediência. Boas obras, de conformidade com as Escrituras, são os frutos da santificação, tendo suas raízes na regeneração. “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Tiago nos diz que a fé é demonstrada pelas obras; o que naturalmente implica que o tipo de obras de que ele fala procede tão-somente de um coração crente (Tg 2.14-22).

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, Ed. Os Puritanos.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2022

“A CAPACIDADE DE REALIZAR BOAS OBRAS”


“A CAPACIDADE DE REALIZAR BOAS OBRAS”

“A capacidade de realizar boas obras de modo algum emana dos crentes, mas inteiramente do Espírito de Cristo. E para que possam ser capacitados para isso, além das graças que já receberam, é indispensável que haja uma real influência do Espírito Santo a operar neles tanto o querer quanto o realizar, segundo seu beneplácito; contudo, não devem, por isso, tornar-se negligentes como se não tivessem a obrigação de realizar qualquer dever senão pelo impulso especial do Espírito; ao contrário disso, devem ser diligentes em dinamizar a graça de Deus que está neles” (CFW - cap. XVI, seção III).

Jo 15.4-6; Ez 36.26,27; Fp 2.13, 4.13; 2Co 3.5; Fp 2.12; Hb 6.11,12; 2Pe 1.3,5,10,11; Is 64.7; 2Tm 1.6; At 26.6,7; Jd 20,21.

Na regeneração o Espírito Santo implanta um princípio ou hábito santo e permanente na alma, o qual dá prosseguimento constante do gérmen ou semente da qual todas as graciosas inclinações e santos exercícios procedem. No tocante à implantação desse princípio santo e permanente, pelo Espírito Santo, a alma é passiva. No instante, porém, em que essa nova disposição ou tendência moral é implantada na alma, como fato lógico o caráter moral de seus exercícios é transformado, e a alma se torna ativa em boas obras, como antes estivera ativa para o mal. Mas, como também vimos no capítulo xiii, a santificação é uma obra da livre graça de Deus, na qual ele continua graciosamente a sustentar, a nutrir e a orientar o exercício do hábito permanente da graça que foi implantada na regeneração. O homem regenerado depende da contínua habitação, do impulso, e do sustento e capacitação do poder do Espírito Santo, em cada ato de obediência no exercício da graça; não obstante, como os atos de obediência para a realização do que o Espírito Santo o impele e capacita são seus próprios atos, segue-se que ele, enquanto busca a diretriz e o apoio da graça, deve obviamente cooperar com ela, agindo, como todo agente livre, sob a influência dos motivos e o senso de responsabilidade pessoal. Daí, esta seção assevera: -

1 – Que a capacidade do cristão para realizar boas obras não é de forma alguma dele próprio, mas totalmente do Espírito de Cristo.

2 – Que para isso, além da graça implantada na regeneração, há necessidade de uma contínua influência do Espírito Santo em todas as faculdades da alma renovada, pela qual o cristão é capacitado a querer e a agir segundo seu beneplácito.

3 – Que esta doutrina da dependência absoluta da alma não deve ser pervertida, dando ocasião a indolência, nem diminuir em qualquer grau nosso senso de obrigação pessoal. A vontade de Deus nos é exibida objetivamente na Palavra escrita. O dever em relação à obediência voluntária obriga nossas consciências. O Espírito Santo não opera independentemente da Palavra, e, sim, através da Palavra; nem realiza ele a obra à parte de nossas faculdades constitucionais da razão, da consciência e da vontade, mas através delas. Daí, segue-se que jamais honraremos o Espírito Santo, esperando por seus impulsos especiais; ao contrário, nos entregamos a ele e com ele cooperamos quando, enquanto buscamos sua orientação e assistência, usamos todos os meios de graça e todas as nossas melhores energias, sendo e fazendo tudo quanto a lei de Deus requer de nós. Deus aprova não é aquele que fica a esperar pela graça, mas sempre aquele que busca a graça e pratica sua Palavra (Lc 11.9-13; Tg 1.22,23).

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, Ed. Os Puritanos.

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terça-feira, 6 de setembro de 2022

"CONVENCIDOS DO PECADO, DA JUSTIÇA E DO JUÍZO"

"Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado” (Jo 16.8-11). Amém!


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segunda-feira, 15 de agosto de 2022

“O QUE SIGNIFICA VIR A CRISTO?”


“O QUE SIGNIFICA VIR A CRISTO?”

“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37).

“Vir a Cristo” é o ato de uma alma regenerada, convertida, convencida do pecado, da justiça e do juízo – uma obra do Espírito Santo (Jo 16.8). Isto acontece quando o homem sente o seu pecado e percebe suas consequências – a tragédia da morte, o juízo final e as penalidades eternas. É quando o homem entende e admite que não pode salvar a si mesmo; é quando ele dá ouvidos a voz do Evangelho, apegando-se, confiando e apropriando-se da salvação que há somente em Cristo Jesus, entregando-se a Ele de todo o coração e recebendo dEle a vida eterna (Jo 3.16).

Aquele que vem a Cristo, “de modo nenhum será lançado fora”. Isso significa dizer que o Senhor Jesus não se recusa a salvar o que vem a Ele, não importando a vida que tenha levado. Mesmo que, no passado, tenha cometido pecados terríveis, e, no presente, sua vida seja ainda marcada por fraquezas. O importante é que o homem venha humildemente a Cristo, arrependido dos seus pecados e em atitude de fé (Mc 1.15; 4.17; At 3.19). Assim fazendo, será notado como alguém escolhido pelo Pai, enviado pelo Espírito Santo a Cristo, que o receberá e graciosamente o perdoará e o justificará, confirmando que o seu nome está arrolado nos céus, escrito no livro da vida (Lc 10.20; Fp 4.3; Ap 3.5).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues

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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

"A FAMÍLIA DE DEUS"


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"FÉ INABALÁVEL"


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terça-feira, 26 de julho de 2022

“MOTIVO DE TROPEÇO”


“MOTIVO DE TROPEÇO”

“Bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço” (Lc 7.23).

Dê a devida atenção ao aviso que o nosso Senhor deu aos discípulos de João Batista. Cristo Jesus sabia do perigo em que aqueles homens se encontravam: Eles estavam dispostos a questionar sua reivindicação de ser Ele o Messias. Em Jesus não havia qualquer característica de um rei. Ele não tinha vestes reais e nem riquezas. Estes homens viam em Jesus um homem comum – filho de José e Maria – tão sem recurso financeiro quanto eles mesmos. A probabilidade de rejeição não era pequena. Mesmo depois de mostrar as suas credenciais Cristo sondou o coração deles e os despediu com uma advertência: “Bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço”.

Enquanto este mundo existir, Jesus Cristo será “motivo de tropeço” para muitos. Anunciar que somos pecadores, culpados e perdidos, que não podemos salvar a nós mesmos, que temos que abandonar a nossa justiça própria, “que não há salvação em nem um outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12), que Aquele humilhado e traspassado na cruz do Calvário entre dois malfeitores, feito maldição em nosso lugar, é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o Filho de Deus, o único que tira o pecado do mundo, e que a nossa salvação deve-se exclusivamente ao imerecido favor divino – isso é ofensivo ao homem natural. O coração orgulhoso se sente ofendido, e tropeça, e rejeita estas verdades, permanecendo debaixo da ira de Deus (Jo 3.36).

“Bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço”, disse o Senhor Jesus.

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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