"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



domingo, 13 de outubro de 2024

“O PECADO DA HIPOCRISIA”


“O PECADO DA HIPOCRISIA”

E, ao ensinar, dizia ele: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças; e das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes; os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo” (Mc 12.38-40).

Aprendamos desta porção bíblica quão odioso é o pecado da hipocrisia aos olhos de Cristo Jesus. Essa lição é ensinada através da advertência feita por nosso Senhor aos escribas. Jesus desmascarou algumas de suas práticas mais notórias: a ostentação deles em sua maneira de vestir; o seu amor às honrarias e ao louvor dos homens, mais do que a honra e o louvor de Deus; o seu amor ao dinheiro, embora disfarçado como uma pretensa preocupação pelas viúvas; as suas devoções públicas extremamente longas, cujo propósito era o de fazer os homens terem-nos como pessoas eminentemente piedosas. Jesus concluiu com a grave declaração: “Estes sofrerão juízo muito mais severo”.

De todos os pecados nos quais os homens podem cair, nenhum parece tão excessivamente pecaminoso quanto a falsa profissão religiosa e a hipocrisia. Em todo o tempo, ninguém ouviu da boca de nosso Senhor palavras tão ásperas nem denúncias tão pesadas quanto essas. Já é suficientemente ruim alguém ser levado cativo pelo pecado e servir a diversas concupiscências e prazeres. Porém, muitíssimo pior é fingir religiosidade, enquanto, na realidade, está servindo ao mundo. Em tudo o que fizermos no campo religioso, jamais usemos disfarce. Sejamos honestos, reais, francos e sinceros no nosso cristianismo. Não podemos enganar a um Deus que tudo vê. Podemos iludir a pobres seres humanos, com um pouco de conversa e protestos de religiosidade, com alguns poucos jargões e com uma devoção fingida. Porém, Deus não se deixa zombar. Ele discerne os pensamentos e as intenções do coração. Os seus olhos, que a tudo perscrutam, penetram a tinta, o verniz e o falso brilho que encobrem o coração moralmente apodrecido. O dia do julgamento logo chegará. “O júbilo dos perversos é breve, e a alegria dos ímpios, momentânea” (Jó 20.5). O fim deles será a vergonha e o tormento eterno.

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

“ENQUANTO DURAR A TERRA”


“ENQUANTO DURAR A TERRA

“Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gn 8.22).

“Ainda que, em relação à presciência e decreto de Deus, que é a causa primeira, todas as coisas aconteçam imutavelmente e infalivelmente, todavia, pela providência, ele ordena que elas sucedam segundo a natureza das causas secundárias, necessárias, livre e contingentemente” (CFW. cap. V - Da Providência - seç. II).

Esta seção ensina: -

1 - Que, quanto ao desempenho de um propósito eterno e soberano, o controle providencial de Deus, no caso de cada ser e evento, é infalivelmente eficaz.

Jó 23.13; Sl 33.11; Lm 2.17

2 - Que a maneira pela qual Deus controla suas criaturas e as ações delas, bem como efetua seus propósitos através delas, é em cada caso perfeitamente consistente com a natureza da criatura e da ação divina.

Jr 31.35; Êx 21.13; Dt 19.5; 1Rs 22.28,34; Is 10.5-7

“Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (At 2.22,23).

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

“BENDIZEI, Ó POVOS, O NOSSO DEUS”


“BENDIZEI, Ó POVOS, O NOSSO DEUS”

“Bendizei, ó povos, o nosso Deus; fazei ouvir a voz do seu louvor; o que preserva com vida a nossa alma e não permite que nos resvalem os pés” (Sl 66.8,9).

“Deus, o grande Criador de todas as coisas, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as criaturas, todas as ações delas e todas as coisas, das maiores até as menores, por meio de sua sapientíssima e santa providência, segundo sua infalível presciência e o livre e imutável conselho de sua própria vontade, para o louvor da glória de sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia” (CFW. cap. V - Da Providência - seç. I).

Dn 4.34,35; Sl 135.6,7; At 17.25,26,28; Jó 38-41; Sl 104.24; 145.17; At 15.18; Ef 1.11; Sl 33.8-11; Is 63.14; Ef 3.1; Rm 9.17; Gn 45.7; Sl 145.

Visto que o eterno e imutável propósito de Deus predeterminou infalivelmente tudo o que acontece, segue-se que devemos realizar seu próprio propósito, não só em suas obras da criação, mas igualmente em seu contínuo controle de todas as suas criaturas e de todas as ações delas. Esta seção, portanto, ensina: -

1 - Que Deus, havendo criado as substâncias das quais todas as coisas são formadas do nada, havendo dotado essas substâncias com suas respectivas propriedades e poderes, e havendo delas formado todas as coisas orgânicas e inorgânicas, e as dotado individualmente com suas respectivas propriedades e faculdades, ele continua a mantê-las vivas e na posse e exercício dessas propriedades durante todo o período de sua existência.

2 - Que Deus, dirige todas as ações de suas criaturas segundo suas respectivas propriedades e relações.

3 - Que seu providencial controle se estende a todas as suas criaturas e a todas as ações delas, de todo gênero.

4 - Que seu providencial controle é em todos os aspectos a consistente execução de seu eterno, imutável e soberano propósito.

5 - Que o fim último de sua providência é a manifestação de sua própria glória.

“Atendei, ó estúpidos dentre o povo; e vós, insensatos, quando sereis prudentes? O que fez o ouvido, acaso, não ouvirá? E o que formou os olhos será que não enxerga? Porventura, quem repreende as nações não há de punir? Aquele que aos homens dá conhecimento não tem sabedoria? O SENHOR conhece os pensamentos do homem, que são pensamentos vãos. Bem-aventurado o homem, SENHOR, a quem tu repreendes, a quem ensinas a tua lei, para lhe dares descanso dos dias maus, até que se abra a cova para o ímpio” (Sl 94.8-13).

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

terça-feira, 8 de outubro de 2024

“O CORAÇÃO DESTE POVO SE TORNOU ENDURECIDO”


“O CORAÇÃO DESTE POVO SE TORNOU ENDURECIDO”

“Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías, quando disse: Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis. Porquanto o coração deste povo se tornou endurecido; com os ouvidos ouviram tardiamente e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, para que não entendam com o coração, e se convertam, e por mim sejam curados” (At 28.26,27).

“Quanto àqueles homens perversos e ímpios a quem Deus, como justo Juiz, cega e endurece em razão dos pecados anteriores, deles não só subtrai sua graça pela qual poderiam ter sido iluminados em seus entendimentos e operado em seus corações, mas às vezes também elimina os dons que possuíam, e os expõe a objetos que, por sua corrupção, tornam ocasião de pecado, por outro lado, os entrega às suas próprias concupiscências e às tentações do mundo e ao poder de Satanás; e assim sucede que eles se endurecem, mesmo diante daqueles meios que Deus usa para o abrandamento dos outros” (CFW. cap. V - Da Providência - seç. VI).

Por essa razão também Deus às vezes, como justo castigo a seus pecados, judicialmente remove os freios de seu Espírito e, consequentemente, todos os dons superficiais que sua presença tenha porventura conferido, dos homens ímpios, e assim os deixa entregues à influência de tentações, ao irrestrito controle de suas concupiscências e ao poder de Satanás. E por essa razão sucede que as verdades do evangelho e as ordenanças da Igreja, que são um aroma de vida para aqueles que são graciosamente abençoados, se tornam aroma de morte e de crescente condenação para aqueles que, por seus pecados, foram entregues a si próprios.

Rm 1.24,26,28; 11.7,8; Dt 2.30; 29.4; Êx 7.3; 2Co 2.15,16).

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.  

“DEUS O DESAMPAROU, PARA PROVÁ-LO”


“DEUS O DESAMPAROU, PARA PROVÁ-LO”

“Ezequias prosperou em toda a sua obra. Contudo, quando os embaixadores dos príncipes da Babilônia lhe foram enviados para se informarem do prodígio que se dera naquela terra, Deus o desamparou, para prová-lo e fazê-lo conhecer tudo o que lhe estava no coração” (2Cr 32.30,31).

“O sapientíssimo, justíssimo e graciosíssimo Deus com frequência deixa, por algum tempo, seus próprios filhos à mercê de multiformes tentações e da corrupção de seus próprios corações, com o fim de castigá-los pelos seus pecados anteriores, ou levá-los a descobrirem a força oculta da corrupção e fraudulência de seus corações, a fim de serem humilhados, e a fim de reanimá-los para uma dependência mais íntima e constante do apoio dele e fazê-los mais vigilantes contra toda e qualquer ocasião futura de pecar, e para vários outros fins justos e santos” (CFW. cap. V - Da Providência - seç. V).

O governo moral de Deus sobre todos os homens e especialmente seu governo sobre a Igreja, inclui também, além de uma providência externa, ordenando as circunstâncias externas de indivíduos, uma providência espiritual interna, consistindo das influências de seu Espirito em seus corações. Como “graça comum”, essa influência espiritual se estende a todos os homens sem exceção, ainda que em vários graus de poder, restringindo a corrupção de sua natureza e impregnando seus corações e consciências com as verdades reveladas na luz da natureza ou da revelação, e ela é ou exercida ou judicialmente retida por Deus em seu soberano beneplácito. Como “eficaz” e “graça salvífica”, essa influência espiritual se estende aos eleitos, e é exercida sobre eles em termos e em graus tais como Deus determinou desde o princípio.

Por essa razão, no caminho da disciplina, para seu próprio bem, visando a mortificar seus pecados e a corroborar suas graças, Deus com frequência sábia e graciosamente, ainda que não finalmente, por certo tempo e em certo grau, retém suas influências espirituais de seus próprios filhos, e “os entrega a multiformes tentações e corrupções de seus próprios corações”.

2Cr 12.7-14; Mc 14.66-72; Jo 21.15-17.

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.  

“PARA CONSERVAÇÃO DA VIDA, DEUS ME ENVIOU ADIANTE DE VÓS”


“PARA CONSERVAÇÃO DA VIDA, DEUS ME ENVIOU ADIANTE DE VÓS”

“Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós” (Gn 45.4,5).

“O onipotente poder, a imutável sabedoria e a infinita bondade de Deus, de tal maneira se manifestam em sua providência, que se estende até mesmo à primeira queda e a todos os demais pecados dos anjos e dos homens, e isso não por uma mera permissão, mas por uma permissão tal que, sábia e poderosamente limitando-os, bem como regulando-os e governando-os, numa múltipla dispensação, para seus próprios e santos propósitos; de tal modo que a pecaminosidade dessas transgressões procede tão-somente da criatura, e não de Deus, e que sendo ele santíssimo e justíssimo, nem é e nem pode ser o autor ou o aprovador do pecado” (CFW. cap. V - Da Providência - seç. IV).

Esta seção não faz qualquer tentativa de explicar a natureza daquelas ações providenciais de Deus no tocante à origem do pecado no universo moral, e no controle das ações pecaminosas de suas criaturas na execução de seus propósitos. Ele simplesmente declara os fatos importantes com respeito à relação de sua providência com os pecados de suas criaturas, os quais são revelados na Escritura. Esses pontos são: -

1 - Deus não só permite os atos pecaminosos, mas os dirige e controla segundo a determinação de seus próprios propósitos.

2 - Contudo, a pecaminosidade dessas ações só pertence ao agente pecador, e Deus de forma alguma é o autor ou aprovador do pecado.

As ações pecaminosas, como todas as demais, são expressas na Escritura como ocorrendo pela permissão de Deus e de acordo com seu propósito, de modo que os que os homens perversamente fazem diz-se ordenado por Deus (Gn 45.4,5; Êx 7.13; 14,17; At 2.23; 3.18; 4.27,28). E ele constantemente restringe e controla os homens em seus pecados (2Rs 19.28); e regula seus pecados para o bem (At 3.13).

A providência de Deus, em vez de gerar o pecado ou aprová-lo, preocupa-se constantemente em proibi-lo pela lei positiva, ao desencorajá-lo com ameaças e punições reais, ao restringi-lo e ao regulá-lo para o bem, contra sua própria natureza.

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.  

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

“O FOGO NÃO TEVE PODER ALGUM SOBRE OS CORPOS DESTES HOMENS”


“O FOGO NÃO TEVE PODER ALGUM SOBRE OS CORPOS DESTES HOMENS”

“Ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, os governadores e conselheiros do rei e viram que o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens; nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram, nem cheiro de fogo passara sobre eles. Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus” (Dn 3.27,28). 

“Deus, em sua providência ordinária, faz uso de meios, todavia ele é livre para operar sem eles, sobre eles e contra eles, como lhe apraz” (CFW. cap. V - Da Providência - seç. III).

O exercício direto e ocasional do poder de Deus, em conexão com um sistema geral de meios e leis se comprova necessário, não só “no princípio” para criar as causas secundárias e inaugurar sua agência, mas também subsequentemente a fim de fazer aos objetos de seu governo moral a revelação de sua soberana personalidade e de seu imediato interesse nas atividades deles. De qualquer forma, tal ação e revelação diretas e ocasionais são certamente necessárias para a educação de tais seres, como o homem é em seu presente estado. Tem-se objetado que os milagres, ou atos diretos do poder divino, interferindo na ação natural das causas secundárias, são inconsistentes com as perfeições infinitas de Deus, porquanto, alega-se, eles indicam ou uma vacilação de propósitos de sua parte, ou alguma insuficiência em sua criação para efetuar completamente os fins que ele originalmente tencionou realizar. Deve-se lembrar, contudo, que o eterno e imutável plano de Deus compreendia o milagre desde o início, bem como o curso ordinário da natureza. Um milagre, embora efetuado pelo poder divino, sem meios, é por si só um meio para um fim e parte de um plano. Toda lei natural tem sua origem na razão divina e é uma expressão da vontade de efetuar um propósito. Nesse sentido mais elevado e todo-abrangente da palavra, milagres são também segundo a lei - são fixos em sua ocorrência pelo eterno plano de Deus, e servem a fins definidos como seu meio de se comunicar com e educar espíritos finitos. Não são de forma alguma violação da ordem da natureza, mas apenas a ocasional e eternamente pré-calculada interpolação de um novo poder, a energia imediata da vontade divina, bem como o instrumento usado subservientemente para aquele governo moral mais elevado no interesse do qual os milagres são operados. E assim, a ordem da natureza e os milagres, em vez de se porem em conflito, são os elementos intimamente correlacionados de um sistema compreensível.

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.  

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

“BONDADE E MISERICÓRDIA CERTAMENTE ME SEGUIRÃO”

(1954 - 2024)

“BONDADE E MISERICÓRDIA CERTAMENTE ME SEGUIRÃO”

“Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre” (Sl 23.6).

Havendo Davi relatado as bênçãos que Deus derramara sobre ele, agora expressa sua convicta persuasão da continuação delas até ao fim de sua vida. Ao dizer a si próprio que, mesmo em meio às trevas da morte, manteria seus olhos postos na providência divina, testificava sobejamente que não dependia das coisas exteriores, nem media a graça de Deus segundo o juízo da carne, senão que, ainda quando a assistência de todos os quadrantes da terra lhe falhasse, sua fé continuaria firmada na palavra de Deus. Portanto, embora a experiência o orientasse a esperar o bem, todavia esse bem estava principalmente na promessa pela qual Deus confirma seu povo com respeito ao futuro do qual dependia. Se se objeta ser presunção alguém prometer a si próprio uma contínua trajetória de bênçãos neste mundo de incertezas e mudanças, respondo que Davi não falava desta forma com o propósito de impor a Deus uma lei; senão que esperava pelo exercício da beneficência divina para com ele segundo a condição deste mundo o permitisse, com o que ele estaria contente. Ele não diz: Meu cálice estará sempre cheio, ou: Minha cabeça será sempre perfumada com óleo; mas, em termos gerais, ele nutre a esperança de que, visto que a bondade divina jamais falha, Deus lhe seria favorável até ao fim.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Homenagem pelo bom testemunho da querida irmã Marilda de Oliveira Vallim Mota (In memoriam).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.  

“E HABITAREI NA CASA DO SENHOR PARA TODO O SEMPRE”

(1954-2024)

“E HABITAREI NA CASA DO SENHOR PARA TODO O SEMPRE”

“Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre” (Sl 23.6).

Com a frase conclusiva, habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempreo salmista Davi manifestamente mostra que não delimitava seus pensamentos aos prazeres e confortos terrenos; senão que o alvo no qual ele mira está fixo no céu, e alcançá-lo era seu grande objetivo em todas as coisas. É como se quisesse dizer: Não vivo com o mero propósito de viver, mas para exercitar-me no temor e no serviço de Deus, e progredir diariamente em todos os aspectos da genuína piedade. Ele traça uma manifesta distinção entre si mesmo e os homens ímpios, os quais se deleitam tão-somente nos prazeres deste mundo. E não só isso, mas também notifica que viver para Deus é, em seu conceito, de tão grande importância, que avaliava todos os confortos de sua carne só na proporção em que serviam para capacitá-lo a viver para Deus. Francamente afirma que a razão por que ele contemplava todos os benefícios que Deus lhe conferira era para que pudesse habitar na casa do Senhor. De onde se segue que, quando se privava do desfruto dessa bênção, ele não levava em conta as demais coisas; como se dissesse: Não terei nenhum prazer nos confortos terrenos, a menos que ao mesmo tempo eu pertença ao rebanho de Deus, como igualmente escreve em outro lugar: “Bem-aventurado o povo ao qual assim sucede; bem-aventurado o povo cujo Deus é o Senhor” [SI 144.15]. Por que ele deseja tão intensamente frequentar o templo, senão para oferecer sacrifícios juntamente com seus irmãos adoradores, e cultivar, por meio de outros exercícios da religião, a meditação sobre a vida celestial? Portanto, é indubitável que a mente de Davi, pelo auxílio da prosperidade temporal de que desfrutava, se elevava na esperança da herança eterna. Desse fato concluímos que, loucos são aqueles que se propõem qualquer felicidade, menos aquela que emana da intimidade com Deus.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Homenagem pelo bom testemunho da querida irmã Marilda de Oliveira Vallim Mota (In memoriam).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.  

terça-feira, 1 de outubro de 2024

“TODO SER QUE RESPIRA LOUVE AO SENHOR”


“TODO SER QUE RESPIRA LOUVE AO SENHOR”

“Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!” (Sl 150.6).

As palavras deste versículo podem estender-se a todo tipo de criatura vivente; pois já vimos nos salmos anteriores que a proclamação dos louvores divinos é designada até às coisas irracionais. Mas, como os homens estão às vezes exclusivamente implícitos no epíteto “carne”, podemos muito bem presumir que as palavras têm referência aos homens, os quais, embora tenham fôlego de vida em comum com a criação irracional, obtêm à guisa de distinção o título que respira, como criaturas viventes. Sou levado a pensar assim pela seguinte razão: uma vez que o salmista ainda se dirigia, em sua exortação, às pessoas que eram versadas nas cerimônias da lei, agora ele se volve aos homens em geral, dando a entender que viria um tempo em que os mesmos cânticos, até então ouvidos somente em Judá, ressoariam em todos os quadrantes da criação. Nesta predição, fomos unidos aos judeus na mesma sinfonia, para que cultuemos a Deus com sacrifícios de louvor permanentes, até que sejamos congregados no reino celestial, quando cantaremos com os anjos eleitos um eterno aleluia.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.