"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



domingo, 2 de fevereiro de 2025

“ESTEJAM VIGILANTES”


“ESTEJAM VIGILANTES”

*Dia do Homem Presbiteriano.

"Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes. Façam tudo com amor" (1Co 16.13,14).

Esta é uma exortação bastante breve, porém muito importante. O apóstolo Paulo os convoca à vigilância para que Satanás não os colha de surpresa quando porventura baixarem a guarda. Porque, assim como a guerra que prossegue sem armistício, também a vigilância deve ser mantida sem interrupção. Mas vivemos mentalmente alertas quando não somos embaraçados pelas preocupações terrenas, e nos vemos livres para meditarmos nas coisas de Deus. Pois como o corpo é prostrado pelas dissipações e pela embriaguez, e se torna totalmente impotente, assim os cuidados e paixões do mundo, a indolência ou indiferença, são como privação espiritual que subjuga a mente.

A segunda chamada de atenção consiste em que deviam prosseguir com uma fé imperturbável, ou que conservassem a fé para que eles mesmos permanecessem firmes, visto que ela é o fundamento sobre o qual repousamos. Mas Paulo está claramente a realçar o caminho pelo qual deviam percorrer firmemente, ou seja, descansando em Deus com uma fé inabalável.

Em terceiro lugar, visto que somos fracos por natureza, ele insta com eles a se fortalecerem ou a obterem força. Pois onde traduzimos “sejam fortes”, Paulo usa apenas uma palavra, que é equivalente em significado a “fortalecei-vos”.

Façam tudo com amor. Novamente Paulo repete a regra que deve governar todo o nosso comportamento na relação uns com os outros. Assim, seu desejo é que o amor esteja no controle, visto que o maior erro dos coríntios era que cada um se preocupava com seus próprios negócios, negligenciando os de outrem.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Agradecemos a sua oferta (Pix 08362076291).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

Hier Is Rust (LIVE) - Sela

Hier Is Rust - “Aqui está a Paz”


Deus nos abençoe!

sábado, 1 de fevereiro de 2025

“NEM ME RETIRES O TEU SANTO ESPÍRITO”


“NEM ME RETIRES O TEU SANTO ESPÍRITO”

“Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito” (Sl 51.11).

Vemos aqui, Davi apresentando a mesma petição anterior, em linguagem que implica a conexão de perdão com o desfruto da orientação do Espírito Santo. Se Deus nos reconcilia consigo gratuitamente, segue-se que ele nos guiará pelo Espírito de adoção. Somente na forma como ele nos ama e nos considerou no número de seus próprios filhos é que pode nos abençoar com a participação de seu Espírito; e Davi mostra que estava consciente desse fato quando ora pela continuação da graça da adoção como indispensável à posse contínua do Espírito. As palavras deste versículo implicam que o Espírito não havia se retirado dele completamente, por mais que seus dons houvessem sido temporariamente obscurecido. Aliás, é evidente que ele não podia ser totalmente privado de suas excelências anteriores, pois parece que ele se desincumbira de seus deveres como um rei que desfrutava de crédito, que havia observado conscientemente as ordenanças da religião e que havia regulado sua conduta conforme a divina lei. Até certo ponto, ele caíra em profunda e terrível letargia, mas não “se entregou a uma mentalidade réproba”; e é dificilmente concebível que a repreensão de Natã, o profeta, tivesse operado tão fácil e subitamente seu despertamento, não estivesse nos recessos de sua alma alguma fagulha latente de piedade. É verdade que ele ora para que seu espírito fosse renovado, mas isso não deve ser entendido com limitação. A verdade sobre a qual ora estamos insistindo é tão importante que muitos eruditos têm inconsistentemente defendido a opinião de que os eleitos, ao caírem em pecado grave, perdem o Espírito completamente e ficam alienados de Deus. O oposto é claramente afirmado por Pedro, o qual nos diz que a palavra por meio da qual renascemos é uma semente incorruptível [1Pe 1.23]; e João é igualmente explícito em nos informar que os eleitos são preservados de apostasia consumada [1Jo 3.9]. Por mais que por algum tempo pareçam excluídos por Deus, mais tarde se vê que a graça esteve viva em seu peito, mesmo durante aquele intervalo durante o qual ela parecia extinta. Tampouco há algum valor na objeção de que Davi fala como se temesse ser privado do Espírito. E natural que os santos, ao caírem em pecado e, portanto, ao praticarem aquilo que poderia levá-los a serem excluído da graça de Deus, se sintam ansiosos quanto a esse estado [de alma]; mas é seu dever manter firme a verdade de que a graça é a incorruptível semente divina, a qual jamais perecerá em qualquer coração onde previamente foi depositada. Esse é o espírito exibido por Davi. Ponderando sobre sua ofensa, ele é agitado com temores e, contudo, repousa na certeza de que, sendo um filho de Deus, não seria finalmente privado daquilo que, de fato e com justiça, perdera.

João Calvino (1509-1564).

Deus nos abençoe!

* Confissão de Fé de Westminster - XVII - DA PERSEVERANÇA DOS SANTOS

I. Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem decair do estado da graça, nem total, nem finalmente; mas, com toda a certeza hão de perseverar nesse estado até o fim e serão eternamente salvos.

Ref. Fl 1:6; Jo 10: 28-29; 1Pe 1:5,9.

III. Eles, porém, pelas tentações de Satanás e do mundo, pela força da corrupção neles restante e pela negligência dos meios de preservação, podem cair em graves pecados e por algum tempo continuar neles; incorrem assim no desagrado de Deus, entristecem o seu Santo Espírito e de algum modo vêm a ser privados das suas graças e confortos; têm os seus corações endurecidos e as suas consciências feridas; prejudicam e escandalizam os outros e atraem sobre si juízos temporais.

Ref. Sl 51:14; Mt. 26:70-74; 2Sm 12:9,13; Is 64:7, 9; 2Sm 11:27; Ef 6:30; Sl 51:8,10,12; Ap 2:4; Is 63:17; Mc 6:52; Sl 32:3-4; 2Sm 12:14; Sl. 89:31-32; 1Co 11:32.

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

“PARTÍCIPE DE TODAS AS BOAS COISAS”


“PARTÍCIPE DE TODAS AS BOAS COISAS”

“E o que é instruído na palavra faça partícipe de todas as boas coisas o que o instrui” (Gl 6.6).

Parece provável que os mestres e ministros eram, naquele tempo, negligenciados. Tal coisa refletia na mais vil ingratidão. É algo desditoso defraudar dos meios de sobrevivência àqueles por cuja instrumentalidade nossas almas são alimentadas, recusar uma recompensa terrena àqueles de quem recebemos bênçãos celestiais. Mas é e tem sido sempre a natureza do mundo encher o estômago dos ministros de Satanás, e com relutância e aversão suprir os piedosos pastores com sua indispensável porção. Embora não devamos ser demasiadamente queixosos ou demasiadamente persistentes em favor de nossos direitos, Paulo dirigiu aos gálatas sua exortação, para que fossem diligentes no exercício desse dever. Ele estava mais que disposto a agir assim, porque não tinha qualquer interesse pessoal no assunto, senão que levava em consideração o bem-estar comum da Igreja, sem levar em conta seu próprio benefício. Ele via que os ministros da Palavra eram negligenciados, porquanto a própria Palavra era desprezada. Porque não se pode negar que, se a Palavra for respeitada, seus ministros serão sempre tratados bondosa e honradamente. É um artifício de Satanás defraudar os ministros piedosos de seu sustento, de modo que a Igreja fique privada dos ministros desse gênero. Um solícito desejo de preservar o ministério levou Paulo a recomendar o sustento dos bons e fieis pastores.

De todas as boas coisas. O apóstolo Paulo não quer que tenham uma imoderada e supérflua abundância, mas simplesmente que não lhes falte o suficiente para o sustento necessário da vida. Os ministros devem viver contentes com uma mesa frugal, e devem evitar o perigo do regalo e da ostentação. Portanto, até onde suas necessidades o requeiram, que os crentes considerem toda a sua propriedade como à disposição dos piedosos e santos mestres. Que compensação farão eles para o inestimável tesouro de vida eterna que recebem de sua doutrinação?

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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domingo, 26 de janeiro de 2025

“AS EMOÇÕES DIFERENTES”


“AS EMOÇÕES DIFERENTES”

"Vós, que amais ao SENHOR, detestai o mal!" (Sl 97:10).

As Escrituras colocam a verdadeira religião principalmente em nossas emoções - no medo, esperança, amor, ódio, desejo, alegria, tristeza, gratidão, compaixão e zelo. Consideremo-las por um momento.

Medo - As Escrituras fazem do temor a Deus a parte mais importante da verdadeira religião. Uma designação muitas vezes dada aos crentes pelas Escrituras é "tementes a Deus", ou aqueles "que temem ao Senhor." É por isso que a verdadeira piedade é comumente chamada "o temor a Deus".

EsperançaEsperança em Deus e em Suas promessas é, de acordo com as Escrituras, uma parte importante da verdadeira religião. O apóstolo Paulo menciona esperança como uma das três grandes coisas que formam a verdadeira religião (1Co 13:13). Esperança é o capacete do soldado cristão. "E tomando como capacete, a esperança da salvação" (1Ts 5:8). É âncora da alma: "da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme" (Hb 6:19). Às vezes o temor a Deus e a esperança são unidos como indicadores do caráter do verdadeiro crente: "Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia" (Sl 33:18).

Amor - As Escrituras colocam a verdadeira religião exatamente na emoção do amor: amor por Deus, por Jesus Cristo, pelo povo de Deus, e pela humanidade. Os versículos que nos ensinam isto são inúmeros, e vou tratar do assunto no próximo capítulo. Deveríamos observar, entretanto, que as Escrituras falam da emoção contrária, o ódio - o ódio pelo pecado – como uma parte importante da verdadeira religião. "O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal" (Pv 8:13). Consequentemente, as Escrituras chamam os crentes a provarem sua sinceridade do seguinte modo: "Vós, que amais ao SENHOR, detestai o mal!" (Sl 97:10).

DesejoAs Escrituras mencionam muitas vezes o desejo santo, expresso em anseio, fome e sede de Deus e de santidade, como uma parte importante da verdadeira religião. "No teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma" (Is 26:8). "A minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra árida, exausta, sem água" (Sl 63:1). "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos" (Mt 5:6).

Alegria - As Escrituras falam da alegria como uma grande parte da verdadeira religião. "Alegrai-vos no SENHOR, ó justos" (Sl 97:12). "Alegrai-vos sempre no SENHOR; outra vez digo, alegrai-vos" (Fp 4:4). "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria," etc. (Gl 5:22).

Pesar - Pesar espiritual, contrição e coração quebrantado são uma grande parte da verdadeira religião, de acordo com as Escrituras. "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados" (Mt 5:4)."Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus" (Sl 51:17). "Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos" (Is 57:15).

Gratidão - Outra emoção espiritual sempre mencionada nas Escrituras é gratidão, especialmente como expressa no louvor a Deus. Aparece tantas vezes, principalmente nos Salmos, que não preciso mencionar textos particulares.

Misericórdia - As Escrituras frequentemente falam da compaixão ou misericórdia como essencial na verdadeira religião. Jesus ensinou que a misericórdia é uma das exigências mais importantes da lei de Deus: "Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia" (Mt 5:7). "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé" (Mt 23:23). Paulo enfatiza esta virtude tanto quanto Jesus o fez: "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia" (Cl 3:12).

Zelo - As Escrituras dizem que o zelo espiritual é uma parte essencial da verdadeira religião. Cristo tinha a realização dessa qualidade em mente quando morreu por nós: "O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade, e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tt 2:14).

Mencionei somente alguns textos, de um número enorme, que colocam a verdadeira religião exatamente em nossas emoções. Se alguém quiser contestar isto, deve jogar fora a Bíblia e encontrar outro padrão pelo qual julgue a natureza da verdadeira religião.

Deus nos abençoe!

Jonathan Edwards (1703-1758).

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

“EMOÇÕES NO CÉU”


“EMOÇÕES NO CÉU”

"Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles" (Ap 21.1-3).

Sem dúvida, no céu há religião verdadeira. No céu a religião é absolutamente pura e perfeita. De acordo com os quadros que as Escrituras nos dão do céu, a religião lá consiste principalmente em amor e alegria, expressos nos louvores mais fervorosos e exaltados. Ora, a religião dos santos no céu é a religião dos santos na terra, tornada perfeita. Aqui a graça é o amanhecer da glória futura. Textos como 1Coríntios capítulo 13, provam isso. Assim, se a religião do céu é uma religião de emoção, toda a religião verdadeira deve ser de emoção.

O modo de aprender a natureza verdadeira de qualquer coisa é ir até onde se encontra essa coisa em sua forma pura. Devemos, portanto, levantar nossas mentes até ao céu para sabermos como é a verdadeira religião. Isto ocorre porque todos os que são verdadeiramente espirituais não são deste mundo; são forasteiros aqui, pertencem ao céu. Nasceram do alto e o céu é sua pátria nativa; a natureza que recebem em seu nascimento celeste também é celeste. A vida da verdadeira religião no coração do verdadeiro crente é uma semente da religião do céu, e Deus nos prepara para o céu, conformando-nos a ele. Assim, se a religião do céu é de emoção, nossa religião na terra também deve ser semelhante. 

“Terra santa, formosa e pura,
Salvo por Jesus eu entrarei em ti;
Felicidade, paz e ventura,
Perfeitamente, desfrutarei ali”.

Novo Cântico: Hino 193 - Aspiração no Céu. (M.S.B Dana - J.G.Rocha)

  Deus nos abençoe!

Jonathan Edwards (1703-1758).

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“AMOR POR CRISTO E ALEGRIA EM CRISTO”


“AMOR POR CRISTO E ALEGRIA EM CRISTO”

"Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória" (1Pedro 1.6-8).

O apóstolo Pedro diz, sobre a relação entre cristãos e Cristo: "a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória" (1Ped. 1:8). Como os versículos anteriores deixam claro, os crentes a quem Pedro escreveu sofriam perseguição. Aqui, ele observa como seu cristianismo os afetou durante essas perseguições. Ele menciona dois sinais claros da autenticidade de seu cristianismo.

(i) - Amor por Cristo. "A quem, não havendo visto, amais." Os que não eram cristãos maravilhavam-se da prontidão dos cristãos em se expor a tais sofrimentos, renunciando às alegrias e confortos deste mundo. Para seus vizinhos incrédulos, estes cristãos pareciam loucos; pareciam agir como se detestassem a si mesmos. Os incrédulos não viam nenhuma fonte de inspiração para tal sofrimento. De fato, os cristãos não viam coisa alguma com seus olhos físicos. Amavam alguém a quem não podiam ver! Amavam a Jesus Cristo, pois viam-nO espiritualmente, mesmo sem poder vê-lO fisicamente.

(ii) - Alegria em Cristo. Embora seu sofrimento exterior fosse terrível, suas alegrias espirituais internas eram maiores que seus sofrimentos. Essas alegrias os fortaleciam, possibilitando que sofressem alegremente.

Pedro nota duas coisas sobre essa alegria. Primeiro, ele nos fala da origem dela. Ela resultou da fé. "Não vendo agora, mas crendo, exultais."

Segundo, ele descreve a natureza dessa alegria: "alegria indizível e cheia de glória." Era alegria indizível, por ser tão diferente das alegrias do mundo. Era pura e celeste; não havia palavras para descrever sua excelência e doçura. Era também inexprimível quanto à sua extensão, pois Deus havia derramado tão livremente essa alegria sobre Seu povo sofredor. Depois, Pedro descreve essa alegria como sendo "cheia de glória". Essa alegria enchia as mentes dos cristãos, ao que parecia, com um brilho glorioso. Não corrompia a mente, como fazem muitas alegrias mundanas; pelo contrário, deu-lhe glória e dignidade. Os cristãos sofredores partilhavam das alegrias celestes. Essa alegria enchia suas mentes com a luz da glória de Deus, fazendo-os brilhar com aquela glória. A doutrina que Pedro nos está ensinando é a seguinte: A religião verdadeira consiste principalmente em emoções santas. Pedro destaca as emoções espirituais de amor e alegria quando descreve a experiência desses cristãos. Lembre-se que ele está falando sobre fiéis que estavam sendo perseguidos. Seu sofrimento purificava sua fé, resultando em que "redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (1Pe 1:7). Estavam, assim, em condição espiritualmente saudável, e Pedro ressalta seu amor e alegria como evidência de sua saúde espiritual.

Deus nos abençoe!

Jonathan Edwards (1703-1758).

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

“EMOÇÕES E A DUREZA DE CORAÇÃO”


“EMOÇÕES E A DUREZA DE CORAÇÃO”

"Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto" (Hb 3.7).

Outra prova que a verdadeira religião se encontra nas emoções, é que as Escrituras muitas vezes chamam o pecado de "dureza de coração". Considerem os seguintes textos:

"Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza dos seus corações" (Mc 3:5).

"Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz! Não endureçais o vosso coração, como em Meribá, como no dia de Massa, no deserto; quando vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, não obstante terem visto as minhas obras. Durante quarenta anos estive desgostado com essa geração, e disse: é povo de coração transviado." (Sl 95:7-10).

"Mas endureceu a sua cerviz, e tanto se obstinou no seu coração, que não voltou ao SENHOR, Deus de Israel" (2Cr 36:13).

Junto com esses textos, considerem também que as Escrituras descrevem a conversão como "tirar da sua carne o coração de pedra", como "dar um coração de carne" (Ez 11:19; 36:26).

Um coração duro é obviamente aquele que não é fácil de mover ou impressionar com as emoções espirituais. É como pedra - frio, insensível, sem sentimento para com Deus e a santidade. É o oposto de um coração de carne, o qual tem sentimento e pode ser tocado e movido. Segue-se, portanto, que santidade de coração consiste principalmente em emoções espirituais.

"Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido" (Sl 34.18).

Deus nos abençoe!

Jonathan Edwards (1703-1758).

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“EMOÇÕES E NOSSOS DEVERES RELIGIOSOS”


“EMOÇÕES E NOSSOS DEVERES RELIGIOSOS”

"Vinde, cantemos ao SENHOR, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação. Saiamos ao seu encontro, com ações de graças, vitoriemo-lo com salmos. Porque o SENHOR é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses” (Sl 95.1-3).

A importância das emoções espirituais podem ser vistas a partir dos deveres que Deus designou como expressões de culto.

Oração - Declaramos em oração as perfeições de Deus, Sua majestade, santidade, bondade e absoluta suficiência, nosso próprio vácuo e desmerecimento, nossas necessidades e desejos. Mas, por quê? Não para informar a Deus dessas coisas, pois Ele já as conhece, e certamente não para mudar Seus propósitos e persuadi-lo que deveria nos abençoar. Não, declaramos, porém estas coisas para mover e influenciar nossos próprios corações, e dessa forma nos preparamos para receber as bênçãos que pedimos.

Louvor - O dever de cantarmos louvores a Deus parece não ter outro propósito que o de excitar e expressar emoções espirituais. Podemos encontrar somente uma razão para que Deus ordenasse que nos manifestássemos a Ele tanto em poesia como em prosa, e em cântico como pela fala. A razão é esta: quando a verdade divina é expressa em poemas e cânticos, tem uma tendência maior a se imprimir em nós e mover nossas emoções.

Batismo e a Ceia do Senhor - O mesmo é verdadeiro com relação ao batismo e à Ceia do Senhor. Por natureza, as coisas físicas e visíveis nos influenciam muito. Assim, Deus não somente ordenou que ouvíssemos o evangelho contido em Sua Palavra, mas também que víssemos o evangelho exposto diante de nossos olhos em símbolos visíveis, de modo a nos influenciar ainda mais. Essas demonstrações visíveis do evangelho são o Batismo e a Ceia do Senhor.

Pregação - Uma grande razão porque Deus ordenou a pregação na Igreja é para gravar as verdades divinas em nossos corações e emoções. Não é suficiente que tenhamos bons comentários e livros de teologia. Estes podem iluminar nossa compreensão, porém não têm o mesmo poder que a pregação para mover nossas vontades. Deus usa a energia da palavra falada para aplicar Sua verdade aos nossos corações de forma mais particular e viva.

Deus nos abençoe!

Jonathan Edwards (1703-1758).

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“QUAL A NATUREZA DA RELIGIÃO VERDADEIRA?”


“QUAL A NATUREZA DA RELIGIÃO VERDADEIRA?”

“A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1.27).

A questão mais crucial para a raça humana e para todo o indivíduo é: quais as características que distinguem as pessoas que gozam o favor de Deus - aquelas que estão de caminho para o céu? Ou, de outra forma: qual a natureza da religião verdadeira? Que tipo de religião pessoal é aprovado por Deus?

É difícil dar uma resposta objetiva para esse tipo de questão controversa; mais difícil ainda escrever objetivamente a respeito. O mais difícil é ler objetivamente sobre o assunto! Possivelmente muitos de meus leitores ficarão magoados ao descobrirem que critiquei muitas emoções e experiências religiosas neste livro. Por outro lado, talvez, outros fiquem irados quanto ao que defendi e aprovei. Tentei ser equilibrado. Não é fácil sustentar o que é bom em avivamentos religiosos, examinando e rejeitando ao mesmo tempo o que é ruim neles. Contudo, seguramente temos que fazer as duas coisas se quisermos que o reino de Cristo prospere.

Admito que há algo muito misterioso no assunto; existe tanta coisa boa misturada com tanta coisa má na Igreja! É tão misterioso quanto a mescla de bem e mal no cristão como indivíduo; mas nenhum desses mistérios é novo. Não é novidade o florescimento de religião falsa em tempo de avivamento, ou o aparecimento de hipócritas entre os verdadeiros fiéis. Isso ocorreu no grande avivamento no tempo de Josias, como vemos em Jr 3:10 e 4:3-4. O mesmo se deu nos dias de João Batista. João despertou toda a Israel por suas pregações, mas a maioria apostatou pouco depois. João 5:35 - "por um tempo, estão dispostos a se alegrar em sua luz". O mesmo ocorreu quando o próprio Cristo pregou; muitos O admiraram por um tempo, mas poucos foram fiéis até o fim. De novo, a mesma coisa ocorreu quando os apóstolos pregaram, como sabemos pelas heresias e divisões que perturbaram as igrejas durante o tempo dos apóstolos.

Essa mistura da religião falsa com a verdadeira tem sido a maior arma de satanás contra a causa de Cristo. É por isso que devemos aprender a distinguir entre a religião verdadeira e a falsa - entre emoções e experiências que realmente advêm da salvação e as imitações que são exteriormente atraentes e plausíveis, porém falsas.

Deixar de distinguir entre religião verdadeira e falsa, tem consequências terríveis. Por exemplo:

(i) Muitos oferecem adoração falsa a Deus, pensando ser aceitável a Ele, mas que Ele rejeita.

(ii) Satanás engana a muitos sobre o estado de suas almas; desse modo arruína-os eternamente. Em alguns casos, satanás leva as pessoas a pensar que são extraordinariamente santas, quando na realidade são o pior tipo de hipócritas.

(iii) Satanás estraga a fé dos verdadeiros crentes; mistura deformações e corrupções à religião, causando os verdadeiros crentes a se tornarem frios em suas emoções espirituais. Ele confunde também a outros com grandes dificuldades e tentações.

(iv) Os inimigos explícitos do cristianismo se animam quando veem a Igreja tão corrompida e desviada.

(v) Os homens pecam na ilusão de estarem servindo a Deus; portanto, pecam sem restrições.

(vi) Falso ensinamento ilude até os amigos do cristianismo a fazerem, sem perceber, o trabalho de seus inimigos. Destroem o cristianismo com muito mais eficiência que os inimigos declarados podem fazer, na ilusão de o estarem fazendo progredir.

(vii) Satanás divide o povo de Cristo e coloca-os uns contra os outros; os cristãos disputam acaloradamente, como que com zelo espiritual. O cristianismo degenera em disputas vazias; as partes em disputa correm para lados opostos, até que o caminho correto, ao meio, fica totalmente negligenciado. Quando os cristãos veem as terríveis consequências da falsa religião passar por religião verdadeira, suas mentes ficam perturbadas. Não sabem para onde se voltar nem o que pensar. Muitos duvidam da existência de qualquer realidade no cristianismo. Heresia, incredulidade e ateísmo começam a se propagar.

Por essas razões, é vital que façamos todo o possível para compreender a natureza da verdadeira religião. Até que o façamos, não podemos esperar que os avivamentos tenham longa duração, nem podemos esperar muito proveito de nossas discussões e debates religiosos, uma vez que sequer sabemos sobre o que estamos discutindo. Meu plano é contribuir o máximo possível para a compreensão da verdadeira religião, com este livro. Tenciono mostrar a natureza e os sinais da verdadeira obra do Espírito na conversão de pecadores, como também salientar aquilo que não é uma verdadeira experiência de salvação. Se tiver sucesso, espero que este livro ajude a promover o interesse no genuíno cristianismo.

Que Deus aceite a sinceridade de meus esforços, e que os verdadeiros seguidores do manso e amoroso Cordeiro de Deus aceitem minha oferta com mentes abertas e com orações!

Deus nos abençoe!

Jonathan Edwards (1703-1758).

*Leia o livro “A Genuína Experiência Espiritual” - PES.





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