"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



domingo, 30 de março de 2025

ELINE BAKKER - GEEN AFSTAND (LIVE)

ELINE GAKKER - SEM DISTÂNCIA (AO VIVO)

Você não tem medo das minhas perguntas
Minhas dúvidas não te assustam
Você não recua ao ver meu fracasso
Lá na minha fraqueza eu vejo Sua força.

Você não fica surpreso quando eu tropeço
Não zangado ou desapontado
Você me levanta e me mostra sua bondade
Lá em seus braços encontro recuperação.

Você me alcança
Não há distância
Entre você e eu
Não há dúvida disso
Não há distância
Entre você e eu.

Você sempre me recebe de volta
Você limpa a sujeira que há em mim
Eu vejo compaixão em seus olhos
Eu ganho vida quando vejo seu sorriso.

Não mais sobrecarregado pela vergonha
Você me libertou
Agora eu permaneço em Sua palavra e promessas
Você é um Pai que nunca me abandona.

Deus nos abençoe!

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

sábado, 29 de março de 2025

ELINE BAKKER - JEZUS OVERWINNAAR (LIVE)

ELINE BAKKER - JESUS VITORIOSO (AO VIVO)

Poderoso guerreiro que luta por nós
Você abre o caminho da vitória
Todo inimigo foge, toda fortaleza cai
Nome acima de todos os nomes, Senhor Supremo.

Seu domínio é para sempre
Seu trono é inabalável
O poder incomparável está em seu grande nome
Jesus, Vitorioso!

A escuridão ilumina por sua causa
O diabo foi derrotado por você
Morte, onde está o seu poder, para onde foi o teu aguilhão?
Jesus vive e eu viverei!

A criação se ajoelha com admiração
O céu se alegra pelo nosso Rei
E os poderes do inferno sabem quem governa:
Nome acima de todos os nomes, Senhor Supremo.

Deus nos abençoe!

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

quinta-feira, 27 de março de 2025

domingo, 23 de março de 2025

“NÃO ANDEIS ANSIOSOS POR COISA ALGUMA”


“NÃO ANDEIS ANSIOSOS POR COISA ALGUMA”

“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes, em tudo sejam vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará vossos corações e vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Fp 4.6,7).

Com estas palavras, o apóstolo Paulo exorta os filipenses, como faz Pedro [1Pe 5.7], a “lançar sobre o Senhor toda ansiedade”. Porquanto nossa estrutura não é de ferro para que não possa ser abalada por provações. Mas esta é nossa consolação, este é nosso refrigério - depositar ou (para dizer com mais propriedade) descarregar no seio de Deus tudo o que nos afadiga. É verdade que a confiança produz tranquilidade em nossas mentes, mas só quando pomos em prática o exercício de orações. Portanto, sempre que formos atingidos por qualquer provação ou tentação, recorramos sem delonga à oração, como nosso santo abrigo.

Paulo aqui emprega o termo “pedido” para denotar desejos ou aspirações. Ele quer que se façamos estes conhecidos de Deus por meio da oração e súplica, como se os crentes derramassem seus corações diante de Deus, ao confiarem-lhe a si próprios e também tudo o que possuem. Com efeito, todos os que olham em várias direções em busca dos insignificantes confortos do mundo podem, até certo ponto, parecer aliviados; mas só existe um refúgio seguro - descansar no Senhor.

Com ações de graças. Quão repetidamente oramos a Deus erroneamente, saturados de queixas ou de murmurações, como se tivéssemos apenas motivo para acusá-lo, enquanto que em outras orações não toleramos demora, caso ele não satisfaça imediatamente nossos desejos. Paulo, por essa conta, anexa ações de graças às orações. É como se ele quisesse dizer que devemos desejar aquelas coisas que nos são necessárias da parte do Senhor de tal maneira que, não obstante, sujeitemos nossas aflições ao seu beneplácito e demos graças enquanto apresentamos nossas petições. E, inquestionavelmente, a gratidão terá sobre nós este efeito - que a vontade de Deus será a grande soma de nossos desejos.

E a paz de Deus. Temos aqui uma promessa em que o apóstolo realça a vantagem de uma sólida confiança em Deus e invocação a ele. “Se fizerdes isso”, diz ele, “a paz de Deus guardará vossas mentes e corações”. A Escritura costuma dividir a alma do homem, quanto às suas fragilidades, em duas partes: a mente e o coração. A mente significa o entendimento; enquanto que o coração denota todas as disposições ou inclinações. Estes dois termos, pois, incluem a totalidade da alma, neste sentido: “A paz de Deus vos guardará a ponto de impedir que volteis as costas para Deus com pensamentos ou desejos perversos.”

É com boa razão que Paulo chame isto de a paz de Deus, visto que ela não depende do presente aspecto das coisas nem pende conforme as várias oscilações do mundo, porém se fundamenta na sólida e imutável palavra de Deus. É sobre essas bases também que ele fala dela como algo que excede todo entendimento ou percepção, pois nada é mais estranho à mente humana do que, nas profundezas do desespero, não obstante exercitarmos o senso de esperança; nas profundezas da pobreza, vermos opulência; e nas profundezas da fraqueza, não nos permitirmos recuar; e, por fim, prometermos a nós mesmos que nada nos faltará, quando destituídos de todas as coisas, e tudo isto tão-somente na graça de Deus, a qual não se manifesta, senão através da palavra e da convicção interna do Espírito.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

sexta-feira, 21 de março de 2025

“ELE VOS DARÁ OUTRO CONSOLADOR”


“ELE VOS DARÁ OUTRO CONSOLADOR”

"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós" (Jo 14.16,17).

Esta é a primeira vez que o Senhor Jesus menciona o Espírito Santo como uma dádiva especial ao seu povo. De fato, não precisamos supor que o Espírito Santo não habitava os santos do Antigo Testamento. No entanto, Ele foi dado com singular influência e poder aos crentes na dispensação do Novo Testamento; esta é a promessa especial que temos nesses versículos. Descobrimos o proveito desta verdade ao considerar em detalhes aquilo que o nosso Senhor afirmou sobre o Espírito Santo.

Ele se referiu ao Espírito Santo como uma pessoa, “outro Consolador”. Aplicar a uma mera influência ou sentimento inferior a linguagem utilizada por Jesus é uma maneira ilógica de entender suas palavras.

Ele o chamou de “Espírito da verdade”. Este é seu ofício particular: aplicar a verdade aos corações dos crentes, a fim de guiá-los a toda verdade e santificá-los por intermédio da verdade.

Ele disse que o Espírito Santo é alguém que “o mundo não pode receber... nem o conhece”. As atividades do Espírito Santo, no sentido mais amplo, são loucura para nos homens incrédulos. O arrependimento, a fé, o temor, a esperança e o amor, os quais Ele produz, são os aspectos da vida espiritual que o mundo não pode entender.

O nosso Senhor Jesus afirmou que o Espírito Santo habitaria para sempre nos crentes e seria conhecido por estes. Os verdadeiros crentes conhecem os sentimentos que o Espírito Santo motiva em seus corações e os frutos que Ele produz, embora não sejam capazes de explicar como Ele faz isso ou não percebem quando surgem pela primeira vez. Mas todos eles, se comparados às pessoas incrédulas, são novas criaturas, luzes e sal da terra, por serem habitados pelo Espírito Santo.

O nosso Senhor mostrou que o Espírito Santo é outorgado à “igreja dos eleitos”, a fim de permanecer nos crente até que Ele venha novamente a este mundo. O Espírito Santo foi dado à igreja para suprir cada necessidade dos crentes e enchê-los com tudo que carecem, enquanto Cristo não está visivelmente presente entre eles.

Estas verdades são importantíssimas. Cuidemos em assimilá-las com firmeza e não as abandonemos. Juntamente com toda verdade referente à pessoa de Cristo, para desfrutarmos de paz segurança é necessário que conheçamos toda verdade referente à pessoa do Espírito Santo. Devemos rejeitar como erro qualquer doutrina a respeito da igreja, das ordenanças e do ministério cristão que obscureçam a obra do Espírito Santo, em nosso íntimo. Jamais descansemos enquanto não estivermos certos de que o Espírito Santo habita em nós. “E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.

quinta-feira, 20 de março de 2025

“NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS”


“NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS”

"Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar" (Jo 13.3).

Enquanto estamos neste mundo entendemos poucas coisas a respeito do céu; e este pouco aprendemos da Bíblia mais pela exclusão dos aspectos negativos do que pelo ensino dos aspectos positivos. Consideremos algumas verdades evidentes sobre o céu.

Em poucas palavras, o céu é um lar: o lar de Cristo e de seus seguidores. Esta é uma afirmação agradável e emocionante. O lar, como nós sabemos, é um lugar onde geralmente somos amados pelo que somos, independentemente de nossas capacidades e bens; o lugar onde somos amados até o fim, onde jamais somos esquecidos e sempre bem-vindos. Esta é uma ideia sobre o céu.

O céu é um lugar de “moradas”, eternas e permanentes. Estar neste corpo para nós significa viver em tendas, tabernáculos e pousadas; precisamos nos sujeitar a muitas mudanças. No céu estaremos acomodados para sempre em perfeita segurança. “Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hb 13.14). Nossa cidade, não feita por mãos humanas, jamais será destruída.

O céu é um lugar de “muitas moradas”. Haverá lugar para todos os crentes e espaço para todos os tipos de pessoas, tanto para os mais nobres quanto para os mais insignificantes dos crentes, para os fortes bem como para os fracos. O mais débil filho de Deus não precisa temer que não haja lugar para ele no céu. Ninguém será lançado fora, exceto os pecadores impenitentes e incrédulos.

O céu é um lugar onde o próprio Cristo estará presente. “Para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.3). Não devemos pensar que estaremos sozinhos e negligenciados. Nosso Redentor, nosso Salvador, que nos amou e a si mesmo se entregou por nós estará conosco para sempre. Não podemos imaginar completamente o que veremos no céu, enquanto estivermos no corpo. Porém uma coisa é certa: nós veremos a Cristo.

Guardemos essas verdades em nossas mentes. Para a pessoa mundana e descuidada com sua alma tais verdades podem não ser importantes. Mas, para todos que estão cientes do ministério do Espírito Santo em seu íntimo, estão repletas de indizível consolação.

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

segunda-feira, 17 de março de 2025

"O APÓSTOLO LADRÃO"


"O APÓSTOLO LADRÃO"

“Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, o que estava para traí-lo, disse: Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres? Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava” (Jo 12.3-6).

Vemos neste texto que Maria, a irmã de Lázaro, ungiu com precioso bálsamo os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. Ela o fez com liberalidade e abundância, que “encheu toda a casa com o perfume do bálsamo”. Notamos que havia nessa mulher um coração repleto de amor e gratidão por tantas bênçãos recebidas. Assentar-se aos pés do Senhor e ouvir-Lhe os ensinos, encontrar paz de alma e perdão para os seus pecados era motivo para adoração e gratidão. Maria “ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos”. Ela havia concluído que nada seria demasiadamente grande para oferecer ao amado Salvador.

Mas havia ali um homem chamando Judas Iscariotes. Ele achou falta na atitude de Maria, culpando-a de desperdício e extravagância. Declarou ele: “Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres?” O apóstolo João nos conta que Judas disse isso, “não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava”.

Deveríamos observar tais coisas. Judas desfrutou dos mais elevados privilégios religiosos possíveis. Ele foi escolhido para ser apóstolo e companheiro de Cristo. Foi testemunha ocular dos milagres do nosso Senhor e ouvinte de seus maravilhosos sermões. Ele viu aquilo que Moisés e Abraão jamais viram, e ouviu o que Davi e Isaías nunca ouviram. Porém, a despeito de tudo isso, seu caráter nunca foi mudado. Judas continuou dissimulado até o fim, ocultando a sua verdadeira personalidade e intenções, em geral motivado pela busca de alcançar a realização de vantagens pessoais.

"Como uma camada de esmalte sobre um vaso de barro, os lábios amistosos podem ocultar um coração mau. Quem odeia disfarça as suas intenções com os lábios, mas no coração abriga a falsidade" (Pv 26.23,24).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário. 

domingo, 16 de março de 2025

“ENTÃO CONHECEREMOS, SE PROSSEGUIRMOS EM CONHECER O SENHOR"


“ENTÃO CONHECEREMOS, SE PROSSEGUIRMOS EM CONHECER O SENHOR"

 Então conheceremos, se prosseguirmos em conhecer o SENHOR: sua saída está preparada como a manhã; e ele virá a nós como a última e a primeira chuva sobre a terra” (Oséias 6.3).

Neste versículo, os fiéis prosseguem o que eu anteriormente discuti, assegurando-se da esperança de salvação: nem é coisa para se maravilhar que o Profeta detenha-se mais completamente sobre este tópico; pois sabemos quão inclinados somos a acalentar dúvida. Não há nada mais custoso, em especial quando Deus exibe a nós sinais de sua ira, do que nos recobrarmos para que nos persuadamos realmente de que ele é nosso médico quando ele parece visitar nossos pecados. Neste caso, então, devemos lutar seriamente, pois nada pode ser feito sem labor. Por isso, os fiéis ora dizem: Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR. Eles demonstram, pois, por tais palavras, que não tinham receio, mas que a luz surgiria depois da escuridão; pois este é o sentido das palavras: Saberemos então, eles dizem; isto é: “Ainda que agora haja trevas horríveis por todos os lados, contudo, o Senhor manifestará a nós sua bondade, mesmo que ela não apareça de imediato”. Eles, por conseguinte, adicionam: E prosseguiremos após o conhecimento do SENHOR. Percebemos agora o teor das palavras.

Ora, essa passagem nos ensina que, quando Deus oculta sua face, agiremos tolamente se alimentarmos nossa incredulidade; ao contrário, devemos, como eu já disse, combater essa destrutiva moléstia, visto como Satanás nada mais busca senão nos afundar no desespero. Esse seu ardil, então, deve ser conhecido por nós, como Paulo nos faz lembrar, (2Co 2.11); e aqui o Espírito Santo nos supre de armas, pelas quais podemos rechaçar esta tentação satânica: “O quê? Vejas que Deus está irado contigo; nem é de qualquer valia a ti aventurar-se a ir até ele, pois todo acesso está cerrado”. Isso é o que Satanás nos sugere, quando estamos cônscios de nossos pecados. O que deve ser feito? O Profeta aqui propõe um remédio: Conheceremos; “Embora agora estejamos mergulhados em densas trevas, embora lá nunca brilhe sobre nós nem mesmo uma centelha de luz, todavia saberemos (como Isaías diz, “eu esperarei no SENHOR, que esconde sua face de Jacó”) que este é o verdadeiro exercício da nossa fé quando erguemos nossos olhos à luz que aparenta estar apagada, e quando, nas trevas da morte, nós, no entanto, continuamos a prometer a nós mesmos vida, como somos aqui instruídos: Nós conheceremos então; além disso, prosseguiremos após o conhecimento do SENHOR; embora Deus desvie sua face, e, por assim dizer, de propósito duplique a escuridão, e todo conhecimento de sua graça esteja, no modo de dizer, extinto, não obstante, prosseguiremos após tal conhecimento; ou seja, nenhum obstáculo impedir-nos-á de pelejar, e nossos esforços por fim darão caminho àquela graça que dá a impressão de estar inteiramente excluída de nós”.

Alguns dão esta tradução: Conheceremos, e prosseguiremos para conhecer o SENHOR, e deste modo explicam a passagem — que os israelitas não auferiram semelhante benefício da lei de Moisés, mas que ainda esperavam a doutrina mais completa que Cristo trouxe em sua vinda. Eles, então, acham que essa é uma profecia que diz respeito a tal doutrina, que está agora exposta a nós, em seu brilho pleno, pelo Evangelho, porque Deus se manifestou em seu Filho como numa imagem vivente. Contudo, essa é uma interpretação por demais rebuscada; e nos é suficiente mantermo-nos próximo do desígnio do Profeta. Ele deveras apresenta os piedosos falando assim por esta razão — porque havia necessidade de grande e forte empenho, para que eles pudessem se alçar à esperança de salvação; pois o exílio não era para ser de um dia, mas de setenta anos. Logo, quando uma tão pesada provação aguardava os religiosos, o Profeta desejava aqui prepará-los para a laboriosa batalha: Então conheceremos, e seguiremos para conhecer o SENHOR.

Depois, ele diz: Como a manhã chegará para nós sua saída — uma símile a mais apropriada; pois, aqui, os fiéis evocam à mente a sucessão contínua de dias e noites. Não admira que Deus nos convide a esperar por sua graça, a vista da qual está, todavia, ocultada de nós; pois, a não ser que tenhamos aprendido por longa experiência, quem poderia esperar por luz repentina quando prepondera a escuridão da noite? Não acharíamos que a terra está inteiramente privada de luz? Mas, ao ver que a aurora subitamente brilha, pondo termo às trevas da noite e dispersando-a, que maravilha é esta, que o Senhor resplandeça além de nossa expectativa? Sua saída, pois, será como a manhã.

Ele, aqui, chama uma nova manifestação de a saída de Deus, isto é, quando esse mostra que atende seu povo com mercê, quando mostra que está atento ao pacto que fez com Abraão; pois, conquanto o povo estivesse exilado de seu país, Deus não parecia, como dissemos, considerá-lo mais; ou melhor, o julgamento da carne apenas sugeria isto, que Deus estava muitíssimo distante de seu povo. Ele, então, denomina-a a saída de Deus, quando esse se mostrar propício aos cativos e restaurá-los totalmente; então virá a saída de Deus, e será como a manhã. Vemos pois agora que ele os confirma pela ordem da natureza, como Paulo confirma, quando ralha a descrença daqueles para quem uma ressurreição futura se afigurava incrível, porque ultrapassava os pensamentos da carne; “Ó néscio!”, ele diz, “não vês tu que o que semeamos primeiro apodrece e depois germina? Deus ora põe diante de ti, numa semente que se apodrece, um emblema da ressurreição futura”. Assim também aqui, visto que a luz diariamente surge a nós, e a manhã brilha depois das trevas da noite, o que então o Senhor não efetuará por si mesmo, ele que opera tão poderosamente pelas coisas materiais? Quando tornar manifesto seu pleno poder, o que, pensamos, ele fará? Não sobreexcederá muito mais a todos os pensamentos da nossa carne? Vemos agora por que tal comparação foi adicionada.

Depois, ele nos descreve o efeito dessa manifestação: Ele virá a nós, ele diz, como a chuva, como a última chuva, uma chuva para a terra. Essa comparação demonstra que, tão logo se digna a olhar para o seu povo, o semblante de Deus será como a chuva que irriga a terra. Quando a terra fica seca depois de prolongado calor e prolongada seca, ela parece ser incapaz de produzir fruto; mas a chuva lhe restaura a sua umidade e vigor. Assim, pois, o Profeta, na pessoa do fiel, reforça mesmo aqui a esperança de uma completa restauração. Ele virá a nós como a chuva, como a chuva tardia.

Os hebreus chamam a última chuva, pela qual o trigo ficava sazonado, de serôdia. E parece que o Profeta queria dizer chuva primaveril. Mas o sentido é claramente este, que, embora os israelitas houvessem se tornado tão secos que não tivessem mais qualquer vitalidade, todavia, haveria tanta virtude na graça divina quanto na chuva, que frutifica a terra quando essa parece ser estéril. Porém, quando, ao fim, ele acrescenta uma chuva à terra, eu não duvido de que ele tivesse em vista a chuva da estação, que é agradável e aceitável à terra, ou àquela de que a terra realmente carece; pois uma pancada violenta não pode ser chamada propriamente uma chuva para a terra, por destrutiva e prejudicial que é.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564). 

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.

“SEMEAI PARA VÓS MESMOS EM JUSTIÇA”


“SEMEAI PARA VÓS MESMOS EM JUSTIÇA”

“Semeai para vós mesmos em justiça, colhei em misericórdia; quebrai em pedaços o vosso solo de terra devoluta; pois é tempo de procurar o SENHOR, até que ele venha e faça chover justiça sobre vós” (Os 10.12).

O profeta Oséias, aqui, exorta os israelitas ao arrependimento; conquanto não pareça uma simples e mera exortação, antes, um protesto; como se o Senhor houvesse dito que ele, até ali, em vão lidava com o povo de Israel, pois que esse sempre continuara obstinado. Pois se segue, imediatamente - “Vós arastes maldade, vós colhestes iniquidade; vós comestes o fruto das mentiras; porque tu confiaste em teu caminho, na multidão dos teus homens poderosos” (v.13).

A razão, pela qual eu cuidei que o Profeta não exortava simplesmente o povo, antes, acusava-o de inflexibilidade por não melhorar, apesar de várias vezes admoestado, é aqui encontrada. Ele, então, relata o quanto Deus, anteriormente, fizera para restaurar o povo a uma mente sã; pois isso tinha sido seu ensino constante: Semeai para vós mesmos retidão, colhei, em proporção, bondade, ou, consoante à proporção de brandura; arai uma lavoura para si próprios; é a época de buscar ao Senhor. Então, conquanto o povo ouvisse tais palavras todo dia, e tivesse seus ouvidos quase ensurdecidos por elas, todavia, ele não mudava para melhor, nem se tornava maleável; pelo contrário, com um propósito fixo, por assim dizer, eles lavravam, diz ele, impiedade, eles colhiam iniquidade; por conseguinte, eles comiam mesmo o fruto da falsidade, pois curtiam justos castigos, ou, saciavam-se de falsidade e traição. Compreendemos, agora, o que o Profeta quis dizer: procederei às particularidades.

Semeai para vós mesmos retidão. Ele revela que a salvação desse povo não havia sido negligenciada por Deus; pois experimentara se ele povo era curável. O remédio era que esse conheceria que Deus apaziguava-se para com ele ao se devotar, ele povo, à justiça. O Senhor oferecia sua mercê: “Retornai unicamente para mim; pois, assim que a semente da justiça for semeada por vós, a ceifa será preparada, um galardão será guardado para vós; vós, então, segareis frutos em consonância com a vossa bondade”.

Não obstante, se alguém perguntar se está no poder dos homens semear justiça, a resposta é pronta, e é esta: que o Profeta não explica aqui quão longe a habilidade dos homens se estende, mas requer o que eles devem fazer. De onde é que tantas maldições muitas vezes nos oprimem, senão por o produto ser similar à semente que espalhamos? Ou seja, Deus retribui a nós o que merecemos.

Isso, pois, é o que o Profeta mostra, quando diz: “Semeai para vós mesmos retidão”: ele demonstra que era culpa deles se o Senhor não os acalentava amável, generosa e paternalmente: era porque a impiedade deles não o permitia.

E o Profeta somente fala das obrigações da segunda tábua da lei, como também os Profetas falam, quando exortam os homens à penitência: eles, com frequência, principiam pela segunda tábua, porque a perversidade do homem, relativamente a essa, é mais palpável, e podem, por esse meio, ser mais facilmente declarados culpados.

Porém, o que ele acrescenta a seguir, lavrar a lavoura, não está, reconheço, em seu lugar adequado; mas não há nada incoerente nisso: pois, depois de havê-los exortado a arar, ele acrescenta que eles eram como campos incultos e desertos, de modo que não era direito semear a semente antes que houvessem sido preparados. O Profeta devia, então, de acordo com a ordem da natureza, ter começado com lavoura; mas ele simplesmente disse o que desejava transmitir, que os israelitas não recebiam os frutos desejados porque tinham semeado apenas injustiça. Caso eles, agora, desejassem ser tratados com mais amabilidade, ele indica o remédio, que é semear justiça. Se era assim, que eles já estavam cheios de impiedade, ele revela que eles eram como um campo recoberto de sarças e espinheiros. Por isso, quando um campo fica sem ser cultivado por muito tempo, espinhos, cardos e outras ervas daninhas crescem ali; uma dupla aragem será necessária, e esse duplo trabalho é chamado de Novação; e Jeremias fala da mesma coisa, quando mostra que o povo se endurecera em sua imoralidade, e que esse não podia produzir qualquer fruto até que os espinheiros fossem arrancados pelas raízes e o povo houvesse sido libertado dos vícios em que se tornara firme; por isso, ele diz: “Lavrai outra vez vosso chão sulcado” (Jr 4.3.)

E é tempo de buscar o SENHOR, até que ele venha. Aqui, o Profeta oferece uma esperança de perdão ao povo, para encorajá-lo a arrepender-se: pois sabemos que, quando os homens são chamados de volta para Deus, ficam entorpecidos, e mesmo abatidos em suas mentes, até serem assegurados de que Deus ser-lhes-á propício; e isso é o que tratamos mais plenamente noutra parte. Agora, o Profeta trata da mesma verdade, que é o tempo de buscar o Senhor. Ele, de fato, usa a palavra que denota uma época tempestiva. É, então, o tempo de procurar ao Senhor; como se ele dissesse: “O caminho de salvação não está ainda fechado para vós; pois o Senhor convida-vos para ele mesmo, e, de si próprio, está inclinado à misericórdia”. Isso é uma coisa. Entretanto, somos, ao mesmo tempo, ensinados de que não deve haver tardança; pois tal morosidade custar-lhes-á caro, se desprezarem um tão amável convite de Deus e prosseguirem em sua obstinação. Então, é o tempo para buscar a Deus; como também Isaías diz: “Buscai ao SENHOR enquanto ele pode ser encontrado, procurai-o enquanto está perto: Eis agora o tempo do bom prazer; eis, agora o dia da salvação” (Is 55.6). Assim, também aqui, o Profeta atesta que Israel trataria facilmente com Deus se retornasse ao caminho reto; mas que, se continuasse obstinadamente em seus pecados, período não seria perpétuo; pois a porta seria fechada, e o povo debalde clamaria, após haver negligenciado esse oportuno convite e abusado da paciência divina.

É o tempo, pois, diz, de procurar o SENHOR, até que ele venha. Essa última oração é uma confirmação da primeira; pois o Profeta declara aqui, explicitamente, que não seria labor inútil para Israel começar a buscar a Deus — “Ele virá a vós”. Ao mesmo tempo, ele alerta-os para não serem por demais precipitados em suas expectativas; pois, ainda que Deus os recebesse em mercê, ele, todavia, não os livraria já de todos os castigos ou males. Devemos, então, pacientemente esperar até que o fruto da reconciliação apareça. Desse modo, vemos que os dois pontos são aqui sabiamente manejados pelo Profeta; pois ele queria que Israel se apressasse com profundo interesse, não protelasse muito o tempo de arrependimento e, também, permanecesse sossegado, caso Deus não se revelasse incontinente, propício, nem exibisse sinais de seu favor; o Profeta desejava, nesse caso, que o povo fosse paciente.

E chova justiça sobre vós. A palavra “chova” quer dizer, na verdade, “ensinar”, e também “arremessar”; porém, como a palavra é derivada desses verbos, como é bem sabido, significa a chuva, eu não posso explicá-la aqui de outra maneira que não “ele choverá justiça sobre vós”. O que, verdadeiramente, podia significar o ensino da justiça? Pois o Profeta alude à seara; e o povo podia dizer: “Estamos assegurados de provisão, se buscarmos a Deus?” “Decerto”, diz ele; “ele virá; ele virá a vós, e choverá justiça, ou o fruto da justiça, sobre vós”. Em resumo, o Profeta indica aqui que, sempre que Deus é buscado em sinceridade e de coração pelos pecadores, ele sai para encontrá-los, revelando-se amável e compassivo. Mas, como ele havia falado de arar e semear, o fruto ou a colheita devia ser ora citado; para que oferecesse, portanto, uma promessa de que aqueles que tinham semeado justiça não perderiam seu dispêndio e fadiga, ele diz que o Senhor choverá sobre vós o fruto da justiça.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564). 

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba(PR).
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.

sexta-feira, 14 de março de 2025

DE ZEGEN

DE ZEGEN - A BÊNÇÃO

O Senhor te abençoa e protege.
Ele brilha sua luz radiante misericordiosamente sobre você.
O Senhor te vê e te guarda; Ele dá paz.
Amém. Amém. Amém.

Parte 1:
Que sua bondade o envolva, até mil gerações;
também seus filhos e suas filhas e seus filhos e suas filhas.

Parte 2:
O próprio Senhor irá adiante de você.
Ele te cerca, Ele te cerca.
Ao seu redor e dentro de você: Ele está com você.

Parte 3:
De manhã, à noite, quando você sai, quando você chega em casa,
em suas lágrimas, em sua alegria:
Ele está com você.

Parte 4:
Ele está com você.
Que Sua bondade o envolva…
O próprio Senhor irá adiante de você...
De manhã, à noite…
Ele está com você…

Números 6:22-27