"O APÓSTOLO LADRÃO"
“Então, Maria,
tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus
e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do
bálsamo. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, o que estava para
traí-lo, disse: Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não
se deu aos pobres? Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres; mas
porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava” (Jo 12.3-6).
Vemos neste
texto que Maria, a irmã de Lázaro, ungiu com precioso bálsamo os pés de Jesus e
os enxugou com os seus cabelos. Ela o fez com liberalidade e abundância, que
“encheu toda a casa com o perfume do bálsamo”. Notamos que havia nessa mulher um
coração repleto de amor e gratidão por tantas bênçãos recebidas. Assentar-se
aos pés do Senhor e ouvir-Lhe os ensinos, encontrar paz de alma e perdão para
os seus pecados era motivo para adoração e gratidão. Maria “ungiu os pés de
Jesus e os enxugou com os seus cabelos”. Ela havia concluído que nada seria
demasiadamente grande para oferecer ao amado Salvador.
Mas havia ali um
homem chamando Judas Iscariotes. Ele achou falta na atitude de Maria, culpando-a
de desperdício e extravagância. Declarou ele: “Por que não se vendeu este
perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres?” O apóstolo João nos
conta que Judas disse isso, “não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque
era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava”.
Deveríamos observar tais coisas. Judas desfrutou dos mais elevados privilégios religiosos possíveis. Ele foi escolhido para ser apóstolo e companheiro de Cristo. Foi testemunha ocular dos milagres do nosso Senhor e ouvinte de seus maravilhosos sermões. Ele viu aquilo que Moisés e Abraão jamais viram, e ouviu o que Davi e Isaías nunca ouviram. Porém, a despeito de tudo isso, seu caráter nunca foi mudado. Judas continuou dissimulado até o fim, ocultando a sua verdadeira personalidade e intenções, em geral motivado pela busca de alcançar a realização de vantagens pessoais.
"Como uma
camada de esmalte sobre um vaso de barro, os lábios amistosos podem ocultar um
coração mau. Quem odeia disfarça as suas intenções com os lábios, mas no
coração abriga a falsidade" (Pv 26.23,24).
Deus nos
abençoe!
J.C.Ryle (1816-1900).
*Agradecemos sua oferta (Pix 083.620.762-91).
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