"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



terça-feira, 21 de março de 2017

Converta-se ao SENHOR!

Converta-se ao SENHOR!
“Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.6,7). 

Na regeneração Deus implanta em Seus eleitos uma nova natureza conduzindo-os a conversão. O termo conversão é empregado geralmente para exprimir os primeiros exercícios dessa nova natureza. É a suspensão de velhas formas de viver para o início de uma nova vida. "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2Co 5.17). 

Fé designa o primeiro ato da nova natureza e também o estado ou hábito permanente do espírito como a condição essencial de todas as demais graças. Ela é a apreensão espiritual da verdade pela mente, e a aceitação leal da verdade pela vontade. Em termos gerais deve haver fé antes do arrependimento, porque, se não crermos em certas coisas acerca de Deus, elas não terão efeito sobre nós e sem isso não há arrependimento. 

Arrependimento é "pensar outra vez"; é um dom de Deus que resulta em mudança de mente que conduz a atividade, é o retorno à sensatez (2Tm 2.25). O sentido comum ligado à palavra arrependimento é muito semelhante ao sentido ligado ao termo conversão; mas em seu emprego elas diferem em algumas particularidades. 

Conversão é a palavra mais geral, é um volver-se para Deus, e é empregada para incluir o início dos exercícios da fé, bem como as primeiras experiências de vida com Deus, em justiça e santidade, que é a sua consequência. O termo arrependimento é mais específico, e exprime a aversão ao pecado e a renúncia a ele, e o regresso para Deus, que acompanham a fé como consequência dela. É o abandono voluntário do pecado como mau e odioso, com pesar, humilhação e confissão sinceras; é o retornar para Deus em fé, porque Ele é misericordioso e pronto a perdoar; junto com a determinação de, impulsionados por Sua graça, viver em obediência a Seus mandamentos. 

O ponto primeiro na conversão, em sua forma especial, a coisa principal em toda questão relacionada a salvação, é sermos conduzidos à correta relação com Deus - “ao arrependimento para com Deus e fé em nosso Senhor Jesus Cristo”; e para que isso aconteça os elementos arrependimento e fé são nessa ordem indispensáveis. “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.6,7). Amém!

Rev. José Oliveira Filho

*Esboços de Teologia – A.A.Hodge, Editora PES

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR

domingo, 12 de março de 2017

Segurança Infalível de Salvação

Segurança Infalível de Salvação
“Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel (Hb 10.22). “Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança” (Hb 6.11).

A segurança, num grau ou noutro dela, faz parte da essência da fé, visto que justamente em proporção à força de nossa fé está nossa segurança da veracidade daquilo em que cremos; visto, porém, que a verdadeira fé existe em todos os diversos graus da força, e visto que seus exercícios são às vezes interrompidos, segue-se que a segurança que acompanha a verdadeira fé nem sempre é uma segurança plena. Além disso, a expressão plena ou “segurança infalível”, aqui exposto, não diz respeito à certeza de nossa fé ou confiança quanto à veracidade do objetivo sobre o qual a fé repousa – isto é, a promessa divina de salvação em Cristo -, mas à certeza de nossa esperança ou fé quanto à nossa própria relação pessoal com Cristo e com a salvação eterna. Donde se segue que, enquanto a segurança, em algum grau dela, pertence à essência de toda fé real na suficiência de Cristo e na veracidade das promessas, ela em grau algum é essencial à fé genuína de que o crente deve ser persuadido ante a veracidade de sua própria experiência e da segurança de seu estado. Os teólogos consequentemente têm feito distinção entre a segurança de fé (Hb 10.22) – isto é, uma fé vigorosa quanto à verdade de Cristo – e a segurança da esperança (Hb 6.11) – isto é, inabalável persuasão de que somos realmente crentes e, portanto salvos. Esta última é também chamada a segurança do senso, porquanto repousa sobre o senso interior que a alma tem da realidade de suas próprias experiências espirituais. A primeira provém da essência da fé, e termina diretamente em Cristo e suas promessas; e por isso é chamada o ato direto da fé. A última não provém da essência da fé, mas é seu fruto, e é chamada o ato reflexivo da fé, porque é delineada como uma inferência da experiência das graças do Espírito que a alma discerne quando reflete em sua própria consciência. Deus afirma que todo aquele que crê é salvo – eis o alvo da fé direta; eu creio – eis a substância da experiência consciente; portanto sou salvo – eis a substância da inferência e da essência da segurança plenaÉ de se esperar dos que gastam o melhor do seu tempo meditando nestas coisas que fruam de maior calma e serenidade espiritual, maior clareza e evidência de conhecimento, e sejam menos assediados por dificuldades e dúvidas do que os outros homens” (George Berkeley). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge - Editora Os Puritanos.
*George Berkeley (1685-1753)  - Irlandês, ministro da igreja Anglicana e Filósofo.

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A Certeza da Salvação

A Certeza da Salvação
“O próprio Espírito testifica como o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

A certeza da salvação está fundamentada, primeiro: na verdade divina das promessas de salvação; segundo: na evidência interna das graças às quais são feitas essas promessas; e terceiro: no testemunho do Espírito de adoção, testemunhando com o nosso espírito que somos filhos de Deus. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos Aba, Pai. O próprio Espírito testifica como o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.15,16).

“Ainda que os hipócritas, bem como outras pessoas não regeneradas, inutilmente se enganem com falsas esperanças e carnal presunção de serem alvos do favor divino e estado de salvação, esperança que perecerá, contudo os que creem realmente no Senhor Jesus e o amam sinceramente, envidando todo esforço por andar em toda sã consciência diante dele, podem nesta vida estar plenamente certos de que estão em estado de graça e podem regozijar-se na esperança da glória de Deus, esperança esta que jamais os envergonhará” (CFW XVIII.§1).

Pode-se distinguir essa convicção legítima daquela vã e presunçosa confiança que é uma ilusão de satanás, distinção que pode ser notada pelas seguintes provas: 1) A verdadeira segurança gera humildade, sem fingimento; a falsa segurança gera orgulho espiritual (Gl 6.14); 2) A verdadeira conduz à crescente diligência na prática da santidade; a falsa conduz à indolência e a permissividade (Sl 51.13,14); 3) A verdadeira conduz ao sincero auto-exame e desejo de ser sondado e corrigido por Deus; a falsa conduz a uma disposição de se satisfazer com a aparência e de se evitar a acurada investigação (Sl 139.23,24); 4) A verdadeira conduz a perenes aspirações por mais íntima comunhão com Deus (1Jo 3.2,3). 

O Espírito Santo dá aos redimidos do Senhor, especialmente ao que se destaca por sua diligência e fidelidade a graça da iluminação espiritual, para que possua uma penetrante percepção em seu próprio caráter, para que julgue a real autenticidade de suas próprias graças, para que interprete corretamente as promessas e os caracteres aos quais se limitam nas Escrituras; de modo que, comparando o padrão externo com a experiência interna, extraia conclusões corretas e inquestionáveis. Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hoge – Editora Os Puritanos.

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sábado, 18 de fevereiro de 2017

É Possível Perder a Salvação?

É Possível Perder a Salvação?
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr 17.9).

Se o salvo não pode cair do estado de graça, e perder a salvação, como é que vemos pessoas que professam a fé cristã se afastarem do evangelho? Não há exemplos, na própria Bíblia, de pessoas que perderam a salvação? Não; não há. O que temos que reconhecer, é que a profissão de fé cristã, sim, pode ser apenas aparente. Ninguém, a não ser o Senhor, conhece o coração do homem, que é enganoso. As palavras de Jeremias servem de alerta: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Só Deus esquadrinha o coração e prova os pensamentos. Só Ele sabe com certeza absoluta o estado espiritual de alguém. A aparente piedade pode esconder um coração não regenerado. Um cooperador na obra apostólica pode ocultar um coração amante do mundo. A aparência de ovelha pode não passar de um disfarce que oculta lobos vorazes. Alguém aparentemente muito ativo e que demonstra muito poder espiritual pode ser um total desconhecido de Cristo. Atentem para as palavras de Jesus no Sermão do Monte: o princípio geral é válido: .... pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.20). Mas é preciso ter cautela por causa dos “falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7.15). É trágico, mas é verdade: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23). Tais pessoas foram enganadas pelo próprio coração e pelo diabo. Profetizaram, curaram e expeliram demônios em nome de Cristo; contudo, tudo não passou de práticas iníquas. Enganaram muitos; enganaram a si mesmos; mas não enganaram aquele que perscruta o coração. “Surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos”, advertiu o Senhor Jesus (Mt 24.24). Portanto, não nos deixemos enganar: os que apostatam, não se apartaram da graça salvadora, mas da graça comum da influência evangélica, pois nunca se converteram realmente. Medita nestas coisas! 

Rev. Paulo Anglada

*Calvinismo: As Antigas Doutrinas da Graça, P. Anglada – Editora Os Puritanos

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Perseverança dos Santos

Perseverança dos Santos
“Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).

Deus dirige as ações do Seu povo e assegura o seu perseverante estado de santidade de um modo perfeitamente compatível com a liberdade conquistada em Cristo Jesus. Quando Deus nos introduz na condição de filhos pela adoção, cerca-nos de todos os meios santificadores. E se cairmos em pecado, Ele nos disciplina zelosamente e nos restaura. Este fato é provado pelas Escrituras, pela consciência e experiência de todo filho de Deus. Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.4-10). Deus age poderosamente nos Seus filhos garantindo a vitória na luta contra o pecado. A doutrina bíblica da perseverança dos santos não ensina que o homem que uma vez creu tem segura a salvação, sejam quais forem os seus sentimentos e os seus atos subsequentes. Ela não promove o descuido e a imoralidade; muito pelo contrário, por ela somos advertidos que Deus só garante a salvação final daqueles que foram verdadeiramente unidos a Cristo pela fé, assegurando, pelo poder do Espírito Santo, a sua perseverança, perfeitamente livre, no temor do Senhor até ao fim. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.38-40). Medita nestas coisas!

Rev. José Oliveira Filho

*Esboços de Teologia, A.A.Hodge – Editora PES

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Graça Soberana

Graça Soberana
“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte” (Jr 29.13,14).

Exatamente por ser a graça de Deus um favor imerecido, exerce-se necessariamente de maneira soberana. Deus não está sob nenhuma obrigação para com nenhuma de Suas criaturas, e menos ainda para com os que estão em flagrante rebeldia contra Ele. O SENHOR declarou a Moisés: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer” (Êx 33.19). Cientes que a bondade, a misericórdia e a graça são “dons”, que direito temos de dizer a Deus a quem Ele deve doá-los? Deus não recusa mudar a sorte de quem O busca de todo o coração e de acordo com as Suas prescrições: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte” (Jr 29.13,14). Mas, se de um mundo impenitente e incrédulo Deus resolveu exercer o Seu direito soberano de escolher um número limitado de pessoas para serem salvas, quem poderá dissuadi-Lo? Estará Deus obrigado a impor o Seu dom aos que não lhe dão valor? Estará Deus forçado a salvar quem está determinado andar no conselho dos ímpios, no caminho dos pecadores, na roda dos escarnecedores? Nada enraivece mais o homem caído e mais contribui para trazer à tona a sua inata e inveterada inimizade contra Deus, do que proclamar a absoluta soberania da graça divina. Dizer que Deus é livre, que formou Seu propósito desde a eternidade, sem nenhuma consulta a criatura, é demasiadamente humilhante para o homem orgulhoso e prepotente. Dizer que a graça não pode ser adquirida ou conquistada pelo esforço humano, esvazia demais o ego dos que confiam em sua justiça própria. E o fato de que a graça especial e distintiva separa os que Deus quer, para serem os objetos do Seu favor, provoca ainda mais acalorados protestos do homem rebelde e arrogante. O barro se levanta contra o Oleiro e pergunta: “Por que Tu me fazes assim?” “Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça” (Is 45.9). Medita nestas coisas!

Rev. José Oliveira Filho

*Os Atributos de Deus, A.W.Pink – Editora PES

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Graça Especial

Graça Especial
“Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça. Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1.16,17).

A graça especial de Deus se manifesta no Senhor Jesus Cristo, por Ele e através dEle, isto não significa que Deus nunca exercera a Sua graça especial antes da encarnação de Seu Filho Unigênito. Quando a maldade do homem se multiplicava na terra, Noé achou graça diante do SENHOR” (Gn 6.5,8). E de Moisés, disse Deus: “Conheço-te pelo teu nome; também achaste graça aos meus olhos” (Êx 33.12). 

A graça e a verdade foram plenamente reveladas e perfeitamente exemplificadas quando o nosso Redentor veio a este mundo para nos redimir de todo pecado. É somente através de Jesus Cristo, o Mediador, que a graça especial de Deus flui para os Seus eleitos. Esta graça especial é irresistível. Devemos lembrar que Deus Pai elege incondicionalmente o Seu povo, o Filho os redime objetivamente, e o Espírito aplica eficazmente a redenção no coração de cada um deles. 

Considere a lógica bíblica: Se o homem em estado de pecado está totalmente corrompido em consequência da queda, e espiritualmente incapacitado para salvar-se, visto que “está morto em seus delitos e pecados”; se Deus escolheu soberanamente, antes da fundação do mundo, aqueles em quem manifestaria a Sua graça especial, designando-os para a salvação, e se Cristo expiou de fato (objetivamente) o pecado dos eleitos através do Seu sangue vertido na Cruz, Sua vida derramada; então, segue-se necessariamente, que esta graça especial, salvadora, redentora e santificadora do Deus Triúno será eficazmente aplicada e os eleitos de Deus serão irresistivelmente chamados para serem justificados, santificados e glorificados. “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Calvinismo - As Antigas Doutrinas da Graça, P. Anglada – Editora Os Puritanos

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Deus Gracioso

Deus Gracioso
“Conheço-te pelo teu nome; também achaste graça aos meus olhos” (Êx 33.12).

A graça de Deus é uma perfeição do caráter divino exercida de forma especial em favor dos Seus eleitos. Este atributo divino é o livre, absoluto e eterno favor de Deus, manifesto na concessão de toda sorte de bênção espiritual aos Seus escolhidos. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Ef 1.3-7). Estas são ações de um Deus Soberano e Gracioso exercidas na dádiva de bênçãos àqueles que não têm em si mérito nenhum, e pelas quais não se exige deles nenhuma compensação. É graça incondicional. Ela não pode ser comprada, nem conquistada por criatura alguma. Se pudesse, deixaria de ser graça. Quando dizemos que uma coisa é “de graça”, queremos dizer que seu recebedor não tem nenhum direito a ela, que de maneira nenhuma ela lhe era devida. Chega-lhe como pura caridade e, a princípio, não solicitada nem desejada. “E, se é pela graça, já não é por obras; do contrário, a graça já não é graça” (Rm 11.6). “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não de obras para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9). Mas, entendamos isso: “Somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). “Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém!” (1Pe 5.10,11). Medita nestas coisas!

Martyn Lloyd-Jones

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sábado, 7 de janeiro de 2017

Deus Soberano

Deus Soberano
“Com efeito, eu sei que o SENHOR é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses” (Sl 135.5). 

Deus escolheu soberanamente colocar cada uma de Suas criaturas na condição que pareceu bem aos Seus olhos. Deus colocou Adão no jardim do Éden num estado condicional; poderia tê-lo colocado numa posição tão firme como a dos anjos que não caíram, posição tão segura e imutável como a dos santos em Cristo. Em vez disso, porém, preferiu colocá-lo no Éden sobre a base da responsabilidade como criatura, de modo que permanecesse ou caísse conforme correspondesse ou não à sua responsabilidade – de obediência ao seu Criador. Deus escolheu soberanamente colocar os Seus eleitos num estado diferente do de Adão. Colocou-os num estado incondicional. No pacto eterno Cristo foi designado Cabeça deles, levou sobre Si as suas responsabilidades e cumpriu por eles uma justiça perfeita, irrevogável e eterna. Cristo foi colocado num estado condicional, pois ele estava “debaixo da lei, para ganhar os que estavam debaixo da lei”, só que com esta diferença infinita: os outros falharam; Ele não falhou e não podia falhar. Certas condições foram postas diante do Mediador. Ele teria que engrandecer e dignificar a lei; teria que levar em Seu corpo no madeiro todos os pecados dos eleitos de Deus; teria que fazer plena expiação por eles; teria que suportar o derramamento da ira de Deus; e teria que morrer e ser sepultado. Pelo cumprimento dessas condições, era-Lhe oferecida uma recompensa: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte...” (Is 53.11,12). Os eleitos incondicionalmente foram colocados neste estado como expressão da livre e soberana vontade de Deus. “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda sabedoria e prudência” (Ef 1.4-8). O fundamento sobre o qual estão os eleitos de Deus é perfeito. Medita nestas coisas!

Rev. José Oliveira Filho

*Os Atributos de Deus, A.W.Pink – Editora PES
“Calvinismo - As Antigas Doutrinas da Graça, P. Anglada – Editora Os Puritanos

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