"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



terça-feira, 11 de maio de 2021

“O AMOR CRISTÃO É HUMILDE”

Irmã Maria Lina

“O AMOR CRISTÃO É HUMILDE”

“O amor não se ufana, não se ensoberbece” (1Co 13.4).

Observe que o amor cristão é expresso como o oposto não só do comportamento soberbo, mas de uma atitude soberba, ou o orgulho no coração, porquanto o amor “não se ensoberbece”.

A humildade pode ser definida como sendo o hábito da mente e do coração que corresponde à nossa indignidade e vileza em comparação com Deus, ou o senso de nossa própria insignificância aos olhos de Deus, com a disposição para um comportamento correspondente à humildade. Ela consiste em parte no senso ou estima que temos de nós mesmos; e, em parte, na disposição que temos para um comportamento correspondente a este senso ou estima (Rm 12.3).

O primeiro elemento na humildade é: O senso de nossa própria insignificância comparativa. Digo insignificância comparativa porque a humildade é uma graça peculiar aos seres que são gloriosos e excelentes em todos os seus muitos aspectos. Assim os santos e anjos no céu, suplantam em humildade; e esta é peculiar a eles e adequada neles, ainda que sejam seres puros, impolutos e gloriosos, perfeitos em santidade e excelentes na mente e força. Mas, ainda que sejam assim gloriosos, contudo possuem uma insignificância comparativa diante de Deus (Sl 113.4-6).

Assim o homem Jesus Cristo, que é o mais excelente e glorioso de todas as criaturas, no entanto é manso e humilde de coração, e em humildade suplanta todos os demais seres. A humildade é uma das excelências de Cristo, porque ele é não somente Deus, mas também homem, e, como homem, ele era humilde; pois humildade não é, e não pode ser, um atributo da natureza divina. A natureza de Deus é de fato infinitamente oposta ao orgulho, e contudo a humildade não pode ser, propriamente, um predicado dele; pois, se o fosse, isto implicaria imperfeição, o que é impossível em Deus. Deus, que é infinito em excelência e glória, e infinitamente acima de todas as coisas, não pode ter em si qualquer consciência de insignificância, e, portanto não pode ser humilde. Humildade, porém, é uma excelência peculiar a todos os seres inteligentes criados, pois todos eles são infinitamente pequenos e insignificantes diante de Deus (1Pe 5.6).

Deus nos abençoe!

Jonathan Edwards (1703-1758).

*A Caridade e seus Frutos, Editora Fiel.

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(41)3242-1115

quinta-feira, 29 de abril de 2021

“BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES”


“BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES”

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3).

A necessidade de humilhar-nos a nós mesmos constitui o âmago do evangelho. A obra da graça só é iniciada e sustentada pelo exercício da humildade. É parte essencial da nova criatura. É contradição ser santificado, ser um verdadeiro cristão, e não ser humilde.

Todos os que pretendem ser cristãos têm que ser discípulos de Cristo e vir a Ele para aprender; e a lição que recebem é que sejam mansos e humildes. Quantos preceitos e quantos exemplos admiráveis nosso Senhor e Mestre nos deu com este propósito! Podemos imaginá-Lo deliberadamente lavando e enxugando os pés dos Seus discípulos a fim de mostrar-Se arrogante? (Jo 13.12-17).

Ah, de que nos orgulhamos? De nossos corpos? Não são eles como os dos animais, como o pó da terra? Orgulhamo-nos das nossas graças ou bênçãos? Ora, quanto mais orgulhosos ficarmos delas, menos orgulhosos deveremos ser. Quando tão grande parte da natureza da graça é humildade, é absurdo ter orgulho dela.

Orgulhamo-nos da nossa cultura, dos nossos conhecimentos e dos nossos talentos? Pois bem, certamente devemos compreender que, se temos algum conhecimento, deveria humilhar-nos o fato de sabermos tão pouco! Se sabemos mais que os outros, certamente temos maiores motivos para sermos mais humildes do que eles.

Assim, a nossa real ocupação deve consistir em ensinar a lição da abnegação e da humildade ao nosso povo, e em mostrar como não nos fica bem orgulhar-nos de nós mesmos. Portanto devemos estudar a humildade e pregá-la, bem como possuí-la e praticá-la. Todo orgulhoso que prega a humildade é, para dizer o mínimo, alguém que se condena a si mesmo. “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Cl 3.12).

Deus nos abençoe!

Pr. Richard Baxter (1615-1691).

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terça-feira, 20 de abril de 2021

“IMACULADOS DIANTE DA SUA GLÓRIA”

 


“IMACULADOS DIANTE DA SUA GLÓRIA”

“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Jd 1.24).

Meditemos na palavra “imaculados!” Agora estamos muito distantes dela; mas como nosso Senhor Jesus nunca interrompe Seu trabalho antes de atingir a perfeição, nós a alcançaremos um dia. O Salvador, que manterá Seu povo até o fim, também o apresentará a Si mesmo finalmente como “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef 5.27).

Como Cristo Jesus nos tornará imaculados? Ele nos lavará de nossos pecados em Seu precioso sangue até ficarmos limpos e formosos como o anjo mais puro de Deus; e seremos vestidos com Sua justiça, a justiça que faz do santo que a veste positivamente imaculado; sim, perfeito diante de Deus. Seremos inculpáveis e irrepreensíveis aos Seus olhos. Sua lei não apenas não terá acusação contra nós, mas será magnificada em nós. Além disso, a obra do Espírito Santo em nós será inteiramente completa. Seremos santos como Deus é santo e em Sua presença habitaremos para sempre. Os Santos não serão inconvenientes no céu; sua beleza será tão grande como a do lugar para eles preparado (Ap 21.1-27).

Óh, êxtase dessa hora em que as portas eternas serão abertas e nós, tendo sido transformados para receber a herança, habitaremos com os santos na luz. O pecado exterminado, Satanás encarcerado, a tentação finda para sempre, e nós “imaculados” diante de Deus; isto de fato será o céu. Alegremo-nos agora, ao ensaiarmos prontamente a canção de louvor eterno para ressoar com um coral completo de toda a multidão lavada pelo sangue do Cordeiro de Deus. “Ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” (Jd 1.25).

Deus nos abençoe!

C.H.Spurgeon (1834-1892).

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terça-feira, 13 de abril de 2021

"NÃO TENHAS SOBRE TI"

Wesley & Marlene (Feat. Jonatas Duarte).



“NÃO TENHAS SOBRE TI

Não tenhas sobre ti um só cuidado, qualquer que seja
Pois um, somente um, seria muito para ti

É Meu, somente Meu todo o trabalho
E o teu trabalho é descansar em Mim (2x)

Não temas quando enfim, tiveres que tomar decisão
entrega tudo a Mim, confia de todo o coração

É Meu, somente Meu todo o trabalho
E o teu trabalho é descansar em Mim (2x)

*Composição: Josué Rodrigues e Jefferson França

segunda-feira, 12 de abril de 2021

“EU SEREI O SEU DEUS”


“EU SEREI O SEU DEUS”

“Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus” (Jr 32.38).

Que revelação animadora: “Eles serão o meu povo!” Que palavra confortadora: “Eu serei o seu Deus!” O mundo inteiro é de Deus; o céu, mesmo o céu dos céus é do SENHOR, e Ele reina entre os filhos dos homens, mas daqueles que Ele escolheu, que Ele comprou para si, Ele diz o que não diz dos outros – “Meu povo”. Nesta expressão há a ideia de propriedade. De uma forma especial “a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança” (Dt 32.9).

Todas as nações sobre a Terra são de Deus; o mundo inteiro está em seu poder; ainda assim é o Seu povo, os nascidos de Deus, Seus escolhidos, Sua posse mais especial. Eles foram comprados e lavados no “sangue do Cordeiro”. “Deus os amou com amor eterno; por isso, com benignidade os atraiu”, um amor que as muitas águas não podem apagar, e cujas revoluções do tempo nunca serão suficientes para diminuí-lo (Jr 31.3).

Querido irmão, você pode olhar para o céu e dizer: “Meu Senhor e meu Deus: meu por esse doce relacionamento que me permite chamar-te de Pai; meu por aquela comunhão sagrada a qual eu tenho prazer em manter contigo”? Pode ler a Bíblia e encontrar nela registros de sua salvação? Consegue, por meio de humilde fé, “tocar as vestes do Senhor Jesus” e dizer: “Meu Salvador”? Se pode, então Deus diz de você: “Meu filho”; pois se Deus for o seu Pai, e Jesus o seu Cristo, e o Espírito Santo o seu Consolador, Deus tem um cuidado especial e peculiar por você; você é objeto de Sua escolha, aceito com aliança eterna, em Seu Unigênito Filho.

“Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.38-40).

Amém!

C.H.Spurgeon (1834-1892).

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quinta-feira, 8 de abril de 2021

“UM ANJO ESTEVE COMIGO”


“UM ANJO ESTEVE COMIGO”

“Porque, esta mesma noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo” (At 27.23).

A tempestade e a longa escuridão, juntamente com o risco iminente do barco afundar, trouxeram para a tripulação uma situação triste; apenas um homem entre eles se mantinha perfeitamente calmo, e por sua palavra os demais foram tranquilizados. Paulo era o único que tinha coragem suficiente para dizer: “Senhores, tende bom ânimo”. Havia veteranos legionários romanos a bordo, e velhos marinheiros corajosos, e ainda assim, seu pobre prisioneiro judeu teve mais coragem que todos eles. Ele tinha um Amigo secreto que mantinha a sua bravura. O Senhor Jesus enviara um mensageiro celestial para sussurrar palavras de consolo ao ouvido de seu servo fiel, por isso ele tinha uma expressão iluminada e falou como um homem tranquilo (At 27.9-44).

Se temermos ao Senhor, talvez possamos procurar por intervenções oportunas quando estivermos numa situação grave. Anjos não são afastados de nós por tempestades ou escuridão. Serafins não acham humilhante visitar os mais pobres da família celestial. Se as visitas dos anjos são poucas e distantes em tempos normais, elas deverão ser frequentes em nossas noites de tempestades e perturbações. Amigos podem se afastar de nós quando estamos sob pressão, mas nossa relação com os habitantes do mundo angelical deverá ser mais abundante; e na força das palavras de amor, vindas a nós do trono de Deus, pela escada de Jacó, somos fortalecidos para atos de fé.

Querido irmão, essa é uma hora de angústia para você? Então peça por ajuda especial. Cristo Jesus é o Anjo da Aliança, e se a Sua presença for buscada agora fervorosamente, não será negada. “O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam” (Na 1.7).

“Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, SENHOR, não desamparas os que te buscam” (Sl 9.10).

Aleluia!

C.H.Spurgeon (1834-1892).

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segunda-feira, 29 de março de 2021

“O Mistério da Perseverança na Fé”


“O Mistério da Perseverança na Fé”

“Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça” (Lc 22.32).

Nosso Senhor Jesus disse a Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça”. Eis aqui o formidável mistério da interferência divina na vida daqueles que perseveram na fé. Foi por causa da intercessão de Cristo que o apóstolo não desfaleceu completamente.

A existência contínua da graça de Deus no coração dos crentes é um grande milagre. Os inimigos dos filhos de Deus são poderosos: O diabo com suas astutas ciladas, o mundo repleto de armadilhas, e um coração tão fraco, que, à primeira vista, chegar ao lar celestial parece impossível. Mas Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente nas tribulações. O Senhor dos Exércitos está conosco” (Sl 46.1,11).

Temos um Amigo poderoso à direita de Deus Pai. Ele é nosso grande Sumo Sacerdote. Ele está sempre intercedendo por nós, contemplando as nossas necessidades diárias e obtendo o suprimento cotidiano de graça e misericórdia para nossas almas. “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25).

Considere o ensino a respeito do ofício sacerdotal de Cristo, ele é essencial para o fortalecimento na fé. O nosso Salvador não apenas morreu por nós, Ele também ressuscitou por nós. Ele certamente “verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito” (Is 53.11). Ele está vivo, intercedendo continuamente por cada um de nós, fazendo por nossas almas aquilo que fez em benefício de Pedro. “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (Hb 7.26).

“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão” (Hb 4.14).

Amém!

Rev. José Rodrigues Filho

*Meditações no Evangelho de Lucas - J.C.Ryle - Ed. Fiel.

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quinta-feira, 25 de março de 2021

“FALSA PROFISSÃO DE FÉ”

 

“FALSA PROFISSÃO DE FÉ”

“Pois o Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido! (Mc 14.21).

Até que ponto um homem pode fingir em sua profissão de fé e sustentar uma falsa religiosidade? É impossível conceber uma prova mais impressionante dessa triste questão do que essa que se vê na história de Judas Iscariotes.

Se já houve um homem que, em algum tempo, parecia ser um autêntico discípulo de Jesus e com possibilidades de ir para o céu, esse homem foi Judas Iscariotes. Ele foi escolhido pelo próprio Senhor para ser um apóstolo. Ele teve o privilégio de ser companheiro de Cristo Jesus e testemunha ocular de suas obras poderosas, durante todo o ministério terreno do Filho de Deus. Foi enviado a pregar o reino de Deus e a realizar prodígios em nome de Jesus. Todos o consideravam como alguém que pertencia ao grupo dos santos apóstolos. Ele era tão semelhante aos outros condiscípulos que nenhum deles suspeitava que ele fosse um traidor. Ainda assim, aquele homem demonstrou ser um “filho da perdição”, dotado de um coração falso, totalmente apartado da verdadeira fé, ajudando aos mais ferrenhos adversários do “Filho do Homem” e deixando este mundo com uma reputação pior que a de qualquer outro ser humano, desde os dias de Caim.

Como poderíamos explicar essa incrível conduta? Só há uma resposta possível. “O amor ao dinheiro” foi a causa da ruína deste homem. A mesma corroedora cobiça que escravizou o coração de Balaão, e que levou Geazi a ser castigado com a lepra, foi também a perdição da alma de Judas. Nenhuma outra explicação acerca da sua conduta será capaz de satisfazer às claras afirmações das Escrituras. Seu ato foi marcado pela vil ambição, sem qualquer justificativa. O Espírito Santo declara abertamente que ele “era ladrão” (Jo 12.6). Este caso destaca-se diante dos olhos do mundo inteiro como um eterno comentário daquelas solenes palavras da Bíblia: “O amor ao dinheiro é raiz de todos os males” (1Tm 6.10).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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terça-feira, 23 de março de 2021

“ELA FEZ O QUE PÔDE”

 

“ELA FEZ O QUE PÔDE”

“Mas Jesus disse: Deixai-a; por que a molestais? Ela praticou boa ação para comigo” (Mc 14.6).

Observemos quanto apreço nosso Senhor Jesus demostra por qualquer serviço que Lhe prestamos. Três pontos, em particular, destacam-se de modo proeminente nas palavras de nosso Senhor.

Primeiro, nosso Senhor disse: “Deixai-a; por que a molestais?” Essa é uma pergunta que perscruta o coração, e aqueles que perseguem a outras pessoas, por causa de Cristo, têm imensa dificuldade em respondê-la! Que motivo poderiam alegar? Que razão poderiam oferecer como justificativa por sua conduta? Nenhuma! Eles molestam outras pessoas movidos por inveja, malícia, ignorância e também porque não lhes agrada o verdadeiro evangelho.

Segundo, nosso Senhor declarou: “Ela praticou boa ação para comigo”. Quão maravilhoso foi o elogio que emanou dos lábios do Bom Pastor! Dinheiro, por muitas vezes, é doado a alguma igreja ou oferecido a alguma instituição de caridade, por ostentação ou por algum outro falso motivo. Mas, aquele que ama o Senhor e O honra é quem, de fato, pratica boas ações.

Terceiro, nosso Senhor asseverou: “Ela fez o que pôde: antecipou-se a ungir-me para a sepultura” (Mc 14.8). Nenhuma outra palavra de aprovação, mais forte do que essa, poderia ter sido dita. Milhares, que vivem e morrem sem conhecer a graça de Deus e perdem-se eternamente, vivem dizendo: Eu faço tudo o que posso; tento dar o máximo que posso. Mas, ao assim dizerem, proferem uma grande mentira. Poucos, possivelmente, podem ser encontrados como aquela mulher, a qual realmente mereceu que o Senhor Jesus dissesse a seu respeito: “Ela fez o que pôde!”

Façamos uma auto aplicação: A nossa posição no mundo poder ser humilde; os nossos meios para sermos úteis podem ser escassos. Mas, tal como aquela santa mulher, façamos tudo o que pudermos para a glória de Deus.

Amém!

J.C.Ryle (1816-1900).

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sexta-feira, 12 de março de 2021

“DO CONHECIMENTO DE DEUS”


“DO CONHECIMENTO DE DEUS”

“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.33-36).

Quase toda a sã doutrina consiste nestas duas partes: o conhecimento de Deus e de nós mesmos. O que a Deus se refere, temos de aprender no que diremos aqui.

Para mantermos uma fé sólida, em primeiro lugar temos de reter na mente que Deus é sabedoria, justiça, bondade, misericórdia, verdade, poder e vida infinitos. E todas essas coisas, onde que quer que sejam notadas, procedem dele (Tg 1.17; Pv 16.4).

Em segundo lugar, todas as coisas, nos céus e na terra, foram criadas para a glória dele. E isso, para servi-lo tão somente em razão de sua própria natureza, conservar sua regra, aceitar sua majestade e, em obediência, reconhecê-lo como Senhor e Rei – tudo isso se deve a ele por direito (Sl 148; Dn 3.17; Rm 1.21).

Em terceiro lugar, ele é, em si, Juiz justíssimo, de modo que castigará com severidade todos aqueles que se apartarem de seus preceitos, os que não querem ser submissos à sua vontade, os que pensam, dizem ou fazem aquelas coisas que não visam à glória dele (Sl 7.9-17; Rm 2.1-16).

Em quarto lugar, ele é misericordioso e manso, recebe os pobres e miseráveis que à sua clemência se refugiam e à sua fidelidade se apoiam; está preparado a perdoar e a se condoer de quantos lhe rogam por perdão, querendo sempre socorrer e ajudar o que implora seu auxílio e guardar os que nele depositam e lançam toda a sua confiança (Êx 34.6,7; Mt 11.28-30).

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Institutas da Religião Cristã, Ed. Fiel.

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