"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sexta-feira, 14 de julho de 2017

"Revelaste aos Pequeninos"

"Revelaste aos Pequeninos"
“Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos” (Lc 10.21). 

Amados irmãos, existem pessoas para as quais Deus ocultou os Seus mistérios; e outras, para as quais Ele as revelou. A verdade aqui ensinada por Jesus Cristo registrada por Lucas, mesmo sendo simples e evidente, não deixa de ter os seus mistérios. Ela é mais elevada que o céu dos céus; é mais profunda que o abismo dos mares. Como entendê-la? Por quê muitos homens e mulheres permanecem mortos em delitos e pecados, enquanto poucos são conduzidos à vida? Como explicar que uma minoria compreende os mistérios de Deus, enquanto uma multidão de “sábios e instruídos” encontra-se na mais completa ignorância? “Ocultaste essas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. “Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado” (Lc 10.21). “Ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai; e também ninguém sabe quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Lc 10.22). Os que conhecem a Deus, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo - o Senhor e Salvador tem a “vida eterna” (Jo 17.3). As palavras do nosso Senhor Jesus são verdadeiras. Nós admitimos os atos soberanos de Deus sem anular a responsabilidade humana. O mesmo Deus que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade sempre lidará com os homens como seres responsáveis, cujo sangue cairá sobre suas próprias cabeças se não houver conversão, arrependimento e fé. O dia do Julgamento Final se aproxima. Enquanto houver vida e o Dia do Senhor não chegar devemos anunciar que Deus deseja a salvação de todos os homens; o Justo Juiz de toda a terra tem renovado as Suas misericórdias a cada manhã. “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.6,7). Amém!

Rev. José Oliveira Filho

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896
Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Examine-se, pois, o homem a si mesmo

"Lar de Idosos Vivencial das Oliveiras"

Examine-se, pois, o homem a si mesmo  
“Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (1Co 11.28).

Graça e Paz!
Que fruto o cristianismo que você professa tem produzido em sua alma? Um cristão autêntico, inevitavelmente, será reconhecido pelo fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl 5.22-23). Você possui esse fruto? Considere também os meios da graça de Deus: Qual o seu sentimento em relação ao Dia do Senhor? É dia de descanso e alegria por poder estar na casa de Deus, na companhia dos irmãos de fé, em louvor e adoração ao Senhor? Ou este dia está reservado ao esporte, diversão e lazer? E quanto à oração e estudo da Bíblia? São exercícios necessários à sua vida lhe proporcionando crescimento espiritual, conforto, ânimo e paz? Ou isso lhe causa tédio, canseira, enfado? Se estes meios da graça não são essenciais ao seu espírito quanto o comer e beber são indispensáveis para o seu corpo, então questione a veracidade da sua profissão de fé. Você procura fazer o bem ao próximo? Ocasiões para praticar o bem estão diante de nós. Podemos anunciar o evangelho, fazer discípulos de Cristo, demonstrar amor e solidariedade aos aflitos, visitar os enfermos e solitários“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me” (Mt 25.35,36). Você sabe alguma coisa a respeito desse tipo de atitude? Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando (Tg 4.17). Uma palavra de advertência àqueles que estão presos ao falso cristianismo: Lembre-se do perigo que você corre, isso certamente irá derrotá-lo. Ele não lhe dará o conforto necessário em tempos de aflição, e quando a morte chegar, nada além da verdade será levado em conta. Examine-se, pois, e busque a vida cristã autêntica. Amém!
Rev. José Oliveira Filho
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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sexta-feira, 7 de julho de 2017

A Verdadeira Alegria

A Verdadeira Alegria
“Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa” (1Jo 1.4).

Amados irmãos, a alegria se manifesta ou se faz sentir em abundância quando estamos firmados no Senhor. A alegria do SENHOR é a nossa força (Ne 8.10). É algo maravilhoso, intenso e profundo, é algo que afeta a personalidade toda e por completo. Em outras palavras, chega a isto: existe apenas uma coisa capaz de conceder a verdadeira alegria e se trata da contemplação do Senhor Jesus Cristo. Ele satisfaz à nossa alma; Ele satisfaz às nossas emoções; Ele satisfaz a todos os nossos desejos. Ele e Sua grande salvação incluem a qualidade ou a condição de ser de uma pessoa em sua totalidade e nada menos, e somente nEle estamos completos. A verdadeira alegria é a resposta e a reação da alma ao conhecimento do Senhor Jesus Cristo. Deus o exaltou sobremaneira e Lhe deu um nome que está acima de todo o nome (Fp 2.9). Jesus Cristo é o resplendor da glória e a expressão exata do Ser de Deus (Hb 1.3). Ele é o nosso Senhor e Salvador! A alegria completa, fruto do Espírito, está em conhecê-Lo. Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração” (Sl 37.4). “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos (Fp 4.4). Amém!

Rev. José Oliveira Filho

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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(41) 3023-5896
Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

quinta-feira, 22 de junho de 2017

O Bem Supremo

O Bem Supremo
“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Sl 90.12).

Amados irmãos, nesta vida enfrentamos dias maus, passamos por sofrimentos, e quando tudo estiver chegando ao fim ainda temos que encarar a morte como o último dos desafios. Como enfrentar os dias maus, o sofrimento, e a morte que é certa? No livro dos Salmos 90.12-15, está escrito: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. Volta-te, SENHOR! Até quando? Tem compaixão dos teus servos. Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias. Alegra-nos por tantos dias quantos nos tens afligido, por tantos anos quantos suportamos a adversidade”. Busque a Deus! “Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar” (Is 55.6). Não são poucos os que vivem neste mundo preocupados com a beleza física, ansiosos por satisfação, em busca de diversão, prazeres carnais, sucesso financeiro, fama e poder. Temos observado todos os dias as adversidades, os sofrimentos, os acidentes, as doenças e a morte impondo um lamentável fim em multidões. A reação dos que ficam é de desespero e amargura: "Onde estava Deus nessa hora?!" A bondade de Deus torna-se nula diante das queixas e murmurações. O verdadeiro cristão, fiel em sua vocação, suprido no espírito pela Palavra de Deus, que aprendeu a contar os seus dias e alcançou coração sábio, vivencia o evangelho de Jesus Cristo na alegria ou no sofrimento, na fartura ou na pobreza, na vida ou na morte, porque Deus é o seu “Bem Supremo”. O filho de Deus é mais que vencedor! “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8.18). “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28). “Em todas as coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.37-39). "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" (2Co 13.13). Amém! 

Rev. José Oliveira Filho

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Nascidos de Deus

Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR

Nascidos de Deus"
“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (1Jo 5.1).

É muito importante identificarmos provas de que somos nascidos de Deus. Que fomos regenerados pelo Espírito Santo. Que em nós foi implantado nova vida na alma com disposição para crer que Jesus é o Cristo. Você crê que Jesus é o Cristo? “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1Jo 4.2). Você compreende essa declaração? Nela o apóstolo João expõe a doutrina completa sobre a pessoa de Jesus Cristo. Ela significa que o “Filho de Deus” gerado no ventre da Virgem Maria era verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Que Ele é a segunda Pessoa da bendita Trindade Santa. Se aplicarmos essa prova de fé as seitas existentes no mundo veremos a importância dela e constataremos que muitos não confessam essa verdade (1Jo 4.3). Somos orientados pelas Escrituras que não basta saber que Jesus é o Filho de Deus (Mt 8.29); ou dizer que Ele é Senhor, pois “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21). É necessário que se faça uma genuína profissão de fé, observando cuidadosamente todas as implicações dessa especial confissão: Jesus é o Cristo, Ele é Deus, Ele veio em carne, Ele é o eterno Filho de Deus, co-igual, co-eterno com Deus Pai. Ele é Senhor e Salvador, Único! Você entende e acata as implicações dessa confissão? “Creio no Senhor Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado não feito, de uma só substância com o Pai; pelo qual todas as coisas foram feitas; o qual por nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, foi feito carne pelo Espírito Santo da Virgem Maria, e foi feito homem; e foi crucificado por nós sob o poder de Pôncio Pilatos. Ele padeceu e foi sepultado; e no terceiro dia ressuscitou conforme as Escrituras; e subiu ao céu e assentou-se à direita do Pai, e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e seu reino não terá fim” (Credo Niceno, 325 AD). “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (1Jo 5.1). Deus nos abençoe!

Rev. José Oliveira Filho

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Regenerados pelo Espírito Santo

Regenerados pelo Espírito Santo
“Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, o nosso Salvador” (Tt 3.5,6).

Regeneração é o ato de Deus por meio do qual um princípio de nova vida é implantado naqueles que "predestinou para Ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade" (Ef 1.5), resultando em que a disposição governante da alma é tornada santa. Além das faculdades de nossa alma, há algo por trás dela que as governa. A isso nos referimos como sendo nossa disposição. Por exemplo: vemos homens com as mesmas faculdades - uns vivem a vida com decência, outros apresentam uma vida nada recomendável. A diferença está na disposição; e essa disposição é o que os governa e os impulsiona. É isso que determina o que fazemos e o que somos. O que acontece na regeneração é que Deus opera sobre nós pelo Espírito Santo para que essa disposição fundamental seja transformada. Deus põe um santo princípio nessa disposição que determina o que sou, como me comporto, como uso e emprego as minhas faculdades. Vemos no apóstolo Paulo um exemplar dessa transformação. O seu intelecto, a sua habilidade, força de vontade e determinação foram santificados. De perseguidor de cristãos passou a ser pregador do evangelho. O que mudou? Ele é o mesmo homem com uma nova disposição. Não foi uma mudança psicológica. Foi uma mudança na disposição que determina tendência, conduta e hábitos. Essa mudança irá afetar a pessoa toda. O modo como usamos a mente será afetado, a operação das nossas emoções será afetada, e assim acontece com a nossa vontade. Antes, não havia interesse em Deus, na leitura da Bíblia, nas orações e na comunhão dos santos. Agora, tudo mudou! Temos prazer em Deus, amamos nosso Senhor e nossos irmãos, sentimos alegria no Espírito Santo. “Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fossemos como que primícias das suas criaturas” (Tg 1.18). “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17). Aleluia! 

Pr. José Oliveira Filho

*Grandes Doutrinas Bíblicas, D.Martin Lloyd-Jones - Editora PES

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terça-feira, 16 de maio de 2017

Pregando o Evangelho para Si Mesmo

Pregando o Evangelho para Si Mesmo
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8).

Pregar o evangelho para nós mesmos é chamar a nós mesmos para nos voltarmos a Cristo por perdão, purificação, fortalecimento e propósito. É responder as dúvidas e medos com as promessas de Deus. Meus pecados me condenam? Jesus Cristo cobriu-os todos em seu sangue (1Jo 1.7; Sl 32.1,2). Minhas obras são insuficientes? A justiça de Cristo é considerada como minha (1Co 1.30). O mundo, o diabo e minha própria carne estão conspirando contra mim? Nem mesmo um cabelo pode cair da minha cabeça se não for da vontade do meu Pai que está nos céus, e ele prometeu cuidar de mim e me guardar para sempre (Lc 12.7; 21.18). É a isso que se assemelha pregar para nós mesmos. Essa pregação privada e pessoal só pode acontecer quando a Palavra de Deus é conhecida e crida; quando a lei de Deus revela nosso pecado e desamparo, e sua graça cobre esse pecado e supera as nossas fraquezas. Pregar o evangelho para nós mesmos não é simplesmente o ato de estudar a Bíblia (embora possamos pregar para nós mesmos nesse ato), mas é nos chamar ativamente a crer nas promessas de Deus em Cristo Jesus, seu Filho. A maioria de nós precisa redescobrir o evangelho. E tal redescoberta é necessária diariamente, porque nossa necessidade está sempre presente e nossos corações são propensos a se desviar. Mas a recuperação do evangelho só acontece quando nós sentimos o fardo dos nossos pecados, a fraqueza da nossa carne e a fragilidade da nossa fé. Isso significa que somente aqueles que sabem que são pecadores indignos e que a Palavra de Deus é verdadeira descobrirão que o evangelho não é apenas uma boa notícia, mas uma boa notícia para as suas próprias almas. Amém!

Pr. Joe Thorn
*Pastor da Redemer Fellowship em Saint Charles, Illinois

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sábado, 6 de maio de 2017

Aguardando dos Céus o Filho de Deus

Rev. Luiz Eduardo Pugsley e Rev. José Oliveira Filho

Aguardando dos Céus o Filho de Deus
“E para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1Ts 1.10).

É verdade que Cristo nos livrou pela sua morte da ira de Deus, mas a importância desse livramento se tornará visível no último dia. No entanto, esta afirmação consiste de duas seções. A primeira é que a ira de Deus e a destruição eterna são iminentes à raça humana, porquanto todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23). A segunda é que não existe meio de escape senão através da graça de Cristo; pois não é sem bons motivos que Paulo lhe atribui este ofício. Contudo, é um dom inestimável que os que são piedosos, sempre que é feita menção ao juízo, saibam que Cristo virá para eles como um Redentor. Além disso, ele afirma enfaticamente: a ira futura, para despertar as mentes piedosas, para que não fracassem ao considerar a vida presente. Pois, assim como a fé é a prova das coisas que não se veem (Hb 11.1), nada é menos adequado do que estimarmos a ira de Deus de acordo com o que cada um é afligido no mundo; assim como nada é mais absurdo do que nos apegarmos às bênçãos transitórias de que desfrutamos, para que por elas tenhamos uma estimativa do favor de Deus. Portanto, enquanto, por um lado, os ímpios se divertem à vontade, e nós, por outro, definhamos em miséria, aprendamos a temer a vingança de Deus, que está oculta aos olhos da carne, e a ter nossa satisfação nos deleites secretos da vida espiritual. A quem ressuscitou. O apóstolo Paulo faz menção aqui da ressurreição de Cristo, sobre a qual a esperança da nossa ressurreição está fundamentada, pois a morte nos assalta em toda a parte. Por isso, a menos que aprendamos a olhar para Cristo, nossas mentes recuarão a toda a hora. Pela mesma consideração, ele os admoesta que Cristo deve ser aguardado desde o céu, porque não encontraremos nada no mundo para nos sustentar, enquanto que há inúmeras provas para nos subjugar. Outra circunstância deve ser observada; pois, como Cristo ressuscitou com este objetivo – para que finalmente nos fizesse a todos, como seus membros, participantes da mesma glória consigo, Paulo sugere que a sua ressurreição seria em vão, a menos que ele aparecesse novamente como Redentor deles, e estendesse a todo o corpo da Igreja o fruto e o efeito desse poder que ele manifestou em si mesmo. Amém!

*1Tessalonicenses – Comentários de João Calvino.

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Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O Que é Ser Cristão?

O Que é Ser Cristão?
“Nos escolheu, nEle, antes da fundação do mundo, para sermos santos” (Ef 1.4).

Amados irmãos, o que exatamente significa ser cristão? Como os cristãos primitivos, que eram tão poucos, impactaram a sociedade pagã em que viviam? Sem dúvida, foi a qualidade de vida que possuíam que impactou o mundo. Eles eram homens e mulheres, jovens e crianças cheios do Espírito Santo. “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.44-47). Foi assim que o cristianismo venceu o mundo antigo. A falta de influência positiva da Igreja em geral nos nossos dias, deve-se unicamente a uma coisa, o cristão de hoje é muito diferente da descrição dos cristãos que vemos no Novo Testamento. Se, portanto, manifestarmos preocupação com o estado em que o mundo se encontra, se sentirmos o peso da miséria e aflição daqueles que estão perdidos nesse mundo, precipitando-se em ruína e destruição, ou notarmos a tristeza e solidão daqueles que esperam por um abraço amigo, a primeira coisa que temos que fazer é examinarmos a nós mesmos e descobrir em que ponto nos amoldamos ao modelo bíblico de cristão. Você é cristão? O cristão ama a Deus mais que todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mt 22.37-39). O cristão é “sal da terra” e “luz do mundo” (Mt 5.13,14). O cristão, embora esteja no mundo, não é do mundo; é um ser humano como os outros e, todavia, é em muitos aspectos diferente. Ele foi escolhido em Cristo Jesus, antes da fundação do mundo, para ser santo; chamado e enviado no poder do Espírito Santo para brilhar diante de uma sociedade que jaz no maligno. “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16). Examine-se!

Rev. José Oliveira Filho

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sábado, 22 de abril de 2017

Comunhão dos Filhos de Deus

Comunhão dos Filhos de Deus
“Da multidão dos creram era um o coração e a alma” (At 4.32).

Amados irmãos, na Igreja de Deus existem pessoas de diferentes tribos, línguas e nações. Todavia, unidos em um só Espírito e batizados em um só corpo - o corpo de Cristo. “Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” (1Co 12.13). Deus Pai nos amou com amor eterno e nos atraiu com Sua graça, bondade e misericórdia. Todos os obstáculos foram removidos ante a eleição e redenção em Cristo Jesus (Ef 1.3-14). Comunhão dos filhos de Deus significa “compartilhar juntos” ou “vida compartilhada”. Quando Cristo nos salvou, não tencionava que vivêssemos isolados. Ele nos libertou e nos colocou como partes integrantes de Sua família, para que pudéssemos servir e desfrutar da verdadeira vida (At 2.42-47). Uma das mais profundas verdades que podemos compreender após a conversão é o vínculo que temos na família de Deus. Comunhão dos filhos de Deus não significa uma eventual reunião entre irmãos que falam de diversões e discutem sobre economia, política e esportes. É bem mais que isso! Comunhão dos filhos de Deus é refrigério pra alma; é um compartilhar de coração, uns com os outros, da nova vida em Cristo. A singularidade existente na comunhão dos filhos de Deus está na capacidade de compartir alegrias, vitórias, bênçãos espirituais e bens materiais. “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum” (At 4.32). E mais, o sábio rei Salomão inspirado pelo Espírito Santo escreveu: “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (Pv 27.17). O desfrutar da comunhão dos filhos de Deus também é semelhante ao “ferro” afiando o “ferro”; é um meio da graça que nos mantém espiritualmente saudáveis e vigorosos. Essa prática redundará em crescimento espiritual, frutos de vida no Espírito, expansão do reino de Deus e glórias ao nome do nosso SENHOR. Amém!

Rev. José Oliveira Filho

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho